Tradução como ferramenta de ensino

Sejam bem-vindos de volta, queridos leitores!

Hoje temos mais uma tradução parte da parceria do blog com a UTFPR. Esta é a segunda tradução da aluna deste mês, a Débora França de Oliveira. E a tradução de hoje é da publicação da convidada Tammy Bjelland, Translation as a teaching tool.

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Fonte da imagem: Unsplash

A tradução é um assunto que pode ser controverso quando se trata do ensino de línguas, mas como professora de idiomas, alguns dos melhores e inesquecíveis momentos pedagógicos vieram com o uso da tradução no ensino.

O uso da tradução em sala de aula com turmas de nível básico a intermediário é contraprodutivo, pois faz com que os alunos acreditem que toda língua tem uma palavra ou ideia equivalente em sua língua de destino, o que todo tradutor (e professor de idiomas!) sabe que está longe de ser verdade. Porém, pode ser difícil evitar completamente a tradução com alunos de níveis iniciais, especialmente quando se trata de adultos, visto que já são capazes de se expressar empregando um vocabulário mais sofisticado. Demonstrar os problemas que uma tradução mais “literal” pode causar pode ser uma boa ferramenta de ensino em níveis básicos e intermediários, para indicar não apenas a complexidade das L1 e L2, mas também a importância de entender o contexto e a cultura, juntamente à gramática e ao léxico das duas línguas.

Os benefícios pedagógicos da tradução são ainda mais significativos em níveis avançados, como ferramenta para explorar as complexibilidades da língua e da cultura de textos que variam em tipo, perspectiva e propósito. Muitas das minhas memórias como professora universitária vêm do ensino da tradução em turmas nos EUA e na Espanha. Após alcançar certo nível de proficiência dos alunos, aulas dedicadas à tradução podem mostrar não só o processo de tradução em si, mas também orienta os alunos a se aprofundar mais no significado das palavras e ideias, além da diversidade de interpretação em vários níveis e estágios de compreensão e tradução.

Um tipo de texto que funcionou muito bem para demonstrar a diversidade de interpretação foram pequenos textos literários. Poemas e contos foram ideais, principalmente quando tínhamos acesso a uma série de traduções diferentes para o mesmo texto. Ao estudar várias traduções profissionais de um mesmo texto, os alunos podem apontar quais ideias foram interpretadas de maneiras diferentes e trabalhar de trás para frente para encontrar uma melhor forma de entendimento do contexto e do significado do texto em si. Esse exercício em si já confirma que a simples pergunta “O que esta palavra significa na língua _____?” pode ser bastante problemática e não deve ser o foco de nenhuma aula de língua. Pensar na comparação direta entre duas línguas nos leva a uma simplificação excessiva e a pular lacunas de significado, dois erros comuns que podem ser suavizados utilizando cuidadosamente a tradução como abordagem pedagógica.

Além do valioso aprendizado sobre a diversidade de interpretações e complexidade das línguas, a tradução como ferramenta pedagógica confere aos alunos as habilidades necessárias para traduzir efetivamente. Quando atividades como a que citei são utilizadas em sala de aula, normalmente, é a primeira vez que os alunos veem e analisam, lado a lado, textos traduzidos profissionalmente comparados com o texto fonte. Essa é uma oportunidade única para o professor apresentar o profissional por trás da tradução e discutir os requisitos e desafios que fazem parte da área da tradução.

Portanto, enquanto alguns professores de língua ainda temem o uso da tradução em suas aulas, na minha experiência, há vários benefícios ao incorporar a tradução em turmas de adultos de nível avançado. Uma atividade bem planejada utilizando a tradução pode aprofundar a compreensão das línguas, promovendo a valorização de opiniões e interpretações diferentes, além de educar os alunos sobre a profissão de tradutor.

Sobre a tradutora
Foto_DeboraDébora França de Oliveira
é estudante de Letras – Português e Inglês na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Apaixonada pela língua inglesa. Tem grande interesse na área da tradução.

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Traduzir jogos? Muito Fácil!

Sejam bem-vindos de volta, queridos leitores!

Hoje temos mais uma tradução parte da parceria do blog com a UTFPR. Esta é a primeira tradução da aluna deste mês, a Débora França de Oliveira. E a tradução de hoje é da publicação da convidada Paula Ianelli, Translating Games? That must be piece of cake!

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Ei, ei! Calma aí!

A localização de jogos parece bastante atraente se você gosta de jogar, mas tem tantos desafios quanto traduzir um texto para qualquer outra área – afinal, é tradução! Isso fica claro nas equipes que localizam jogos para diferentes línguas: a esmagadora maioria é de linguistas altamente qualificados, profissionais experientes que trabalham em tempo integral com tradução e/ou têm formação acadêmica na área.

“Mas o que pode ser tão desafiador nisso?” Pra começo de conversa, todo processo de localização de jogos abrange várias etapas que podem ou não envolver diretamente a equipe de localizadores, mas que, com certeza, impactam nosso desempenho. Ao contrário do que se pensa, um jogo é localizado enquanto é produzido e não após seu término, ou seja, tudo é interligado. Além disso, não é um trabalho que envolve somente o localizador e o cliente final. É algo que envolve centenas de pessoas, desde o criador do jogo até roteiristas, produtores, designers, engenheiros, produtores de trilha sonora, equipes de marketing, atores, gerentes de projeto, tradutores, revisores, testadores e o último integrante da equipe de impressão que produz a capa do jogo uma semana antes de ele ser lançado. Isso tudo pode parecer um tanto exagerado, mas essa rede complexa exerce um impacto direto em como nós trabalhamos e no que o público-alvo verá ao final desse trabalho.

As etapas da localização de um jogo rendem um tópico à parte. Aqui vamos falar dos desafios mais comuns enfrentados por localizadores de jogos. O primeiro deles é o favorito do tradutor:

 Contexto (ou deveríamos dizer a falta dele?)

O contexto pode ser algo bem complicado na localização de um jogo. Ao contrário do que se pensa, os tradutores não traduzem o jogo enquanto jogam. Geralmente, não há contextualização visual durante o processo de tradução. Isso significa que trabalhamos com textos, assim como a maioria dos tradutores, mas a dificuldade vem agora: às vezes, nossos textos não são nada lineares.

Isso pode acontecer por uma série de fatores. Por questões confidenciais, alguns clientes misturam frases de diferentes lotes ou textos para evitar o vazamento de alguma cena. Pode haver, também, atualizações com palavras aleatórias que o tradutor deve adivinhar – ou se perguntar – qual é o contexto. Outra prática frequente é a de lotes não lineares: pode ser que façamos a tradução do último estágio do jogo logo no início do projeto, quando ainda não sabemos exatamente do que se trata.

Em The Last of Us, por exemplo, Joel e Ellie estão conversando com Tess. Ela sai da cena e o diálogo que segue é:

Ellie: “When is she coming back?”
Joel: “Later.”

Bem direto, certo? A tradução, no entanto, é um tanto enigmática:

Ellie: “Quando ela vai voltar?”
Joel: “Até mais.”

Sabemos que isso é simplesmente uma questão de contexto. “Later” pode ser uma expressão de despedida, sendo assim traduzido como ”Até mais”. Assim, podemos supor educadamente que o tradutor recebeu essa linha sem contexto, não é? Isso nos leva a outra questão recorrente:

Os jogadores dependem da sua tradução

Partindo do princípio de que jogos não são baseados apenas em histórias, mas também em ações e instruções, a maneira como o jogo é traduzido afeta diretamente a performance do jogador. Digamos que um personagem precisa encontrar um item que garantirá a ele seguir na direção certa, e as instruções são:

“Find a compass and return to the island.”

Vocês sabem aonde isso vai chegar, certo? Se a tradução falar para encontrar um compasso, os jogadores irão em uma busca interminável a um objeto diferente. E eles ficariam muito bravos! Essa é uma das razões pela qual um localizador de jogos deve ser bem cuidadoso: além de criar um texto que corresponda ao original, tenha um bom ritmo, seja curto o suficiente para caber na tela, tenha gramática e ortografia perfeitas, seja atraente etc., nós ainda temos que fazer com que as instruções sejam claras e que a história seja corente ao longo do jogo.

E são muitos jogadores

Como plataformas móveis e mídias sociais crescem em países desenvolvidos e em desenvolvimento, o número de jogadores aumenta a cada dia – e o Brasil é um grande mercado.

Por um lado, a demanda por localizadores de jogos está em sua maior alta. Por outro, muitos jogadores cresceram acostumados a jogar sem legenda – e provavelmente já entendem inglês – e vigiam nossos passos de perto.

Não me interpretem mal, eles são boas pessoas. Mas nem sempre gostam de mudanças, sabe? E cresceram acostumados a escolher a opção multiplayer, não a versão multijogador.

Podemos discutir se devemos ou não traduzir esse tipo de termo em outro momento. A questão é que localizadores de jogos estão sempre convivendo com o desafio de encontrar traduções convincentes para cada terminologia específica mantida em inglês há mais de 20 anos. Requer tempo e esforço encontrar boas soluções e fazer com que as pessoas se acostumem a elas.

Certo. Isso é tudo?

Não necessariamente. Discutimos aqui apenas três dos principais desafios encontrados pelos tradutores de localização de jogos, mas existem outros desafios menores que merecem atenção:

  • Ao traduzir um jogo, normalmente trabalhamos em equipes de tradutores e revisores, o que dificulta a padronização de termos e estilos.
  • Precisamos ser bastante experientes com computadores para trabalhar com diferentes ferramentas CAT, tanto on-line quanto off-line. E, geralmente, ainda temos aquelas tags amadas, portanto, cuidado nunca é demais.
  • Os prazos normalmente são bem apertados, porque depois da tradução ainda há a revisão, garantia de qualidade, testes, lengendagem etc., e todos querem ter certeza de que o jogo já tenha legendas na data de lançamento.

Espera-se ainda que sejamos versáteis: eu posso traduzir um jogo repleto de gírias e palavrões na segunda-feira, na terça-feira, um enigma para crianças de 5-9 anos e uma história medieval épica na quarta-feira – fica evidente que esse é um dos maiores prazeres de se trabalhar nessa área!

Pra terminar, a localização de jogos é uma área maravilhosa se você é tradutor profissional e adora jogos e desafios. Mas, pense duas vezes antes de traduzir seus jogos favoritos: spoilers, spoilers em todo lugar!

Sobre a tradutora
Foto_DeboraDébora França de Oliveira é estudante de Letras – Português e Inglês na Universidade Tecnológica Federal do Paraná. Apaixonada pela língua inglesa. Tem grande interesse na área da tradução.

ConVTI (Virtual Interpreting and Translation Conference)

 

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Márcia Nabrzecki and I, Gio Lester, have a lot in common. Besides being Brazilian and translators, we are also advocates, instructors, and mentors. Last year, a common friend brought us together and the result is a 2-day event that we believe will delight those who attend it.

I better tell you a bit about ourselves. My career in Translation and Interpreting started in 1980. Yes, I am a legacy professional and have witnessed and adapted to many changes over the years. I have also been an advocate for our professions: President of two Florida Chapters for the American Translators Association-ATA (2001-2003; 2011-2012; 2015), Director and also Interim Vice Chair for the National Board of Certification for Medical Interpreters (2010-2013), mentor for members of ATA and also of its Brazilian counterpart, ABRATES, and currently I am also the Editor of The NAJIT Observer, a weekly online publication by the National Association of Judiciary Translators and Interpreters. Márcia started her career in 1995. Love for her profession led Marcia to engage in activities beyond translation projects. She is busy mentoring other professionals for Coletivo Identidade, a program that evolved from T&I events in Curitiba and spread to other cities in Brazil; she leads workshops and organizes events such as the monthly barcamps that also started in lovely Curitiba. Márcia manages to find time to lead Pro-Page, Traduções e Projetos, her own company. You can read more about us here.

So, after a few conversations and planning, we decided to throw a party at your place. Well, actually, a conference. Why, you may ask. Well, how many conferences have you missed this year? How many more are on your wish list? The truth is, regardless of origin, language and customs, we all share the desire to learn, grow and save. ConVTI ([//kon-vee-tee-eye//], in Portuguese, Congresso Virtual de Tradução e Interpretaçãomakes all three available to all of us.

Márcia and I feel the same way: earning continuing education credits, networking with colleagues, improving the quality of our services, etc. should not be a hardship. And we have a solution that makes use of modern technology to solve that issue – after all, this is the 21st Century!

Our professions have experienced exponential changes at different levels. Technology’s effects have been both negative and positive: clients expect a lot more from us in a shorter period of time but we have tools that help us work smarter; new market segments are open to us but the learning curve can be discouraging; there are incredible new tools out there but either cost, availability, compatibility, or something else are obstacles.

However, technology has reached a point that allows for presenters from all over the world to congregate on your laptop. And we have arranged just that for you: a great professional event with international talent, respected colleagues, best representatives in their specializations. ConVTI will fill in the gap between events, allow professionals to meet their certification requirements and learn from leaders in various segments. And the latest: HeadVox will be providing simultaneous interpreting for the live sessions.

We have put together a collection of top-notch T&I professionals to delight you. No divas. We wanted an even constellation of professionals who understand the changes in the market and what they mean to us.

Wherever you are, we promise you two event-filled days. On August 26, we will have four 1-hour presentations followed by a 90-minute panel on MT and interpreting technology. The day’s closing event is a live roundtable with all presenters. On August 27, we will have six 1-hour presentations and the closing is another live roundtable with all presenters. ConVTI will cover subjects ranging from the practical side of translation to the technical aspects of it, interpreting technology and changes in judicial interpreting, the business side of our profession, and we are working on bringing sign language interpreting into the offerings. Since Márcia and I do believe in equal opportunity learning, we have plans to have the presentations subtitled in English, Portuguese and Spanish.

And your wallet will be happy too: No airfare cost. No hotel cost. No meals cost – well, that will depend on you. Just take your mobile device to wherever you feel more comfortable and join us. A flat fee of $75 gives you access to the 2-day event. The presentations will be available for sale after the event.

Are your ready for a visit? Have your computers, laptops, cell phones or tablets at the ready. We are coming your way: August 26 and 27.

Visit our website for more detailed information. Also, like our Facebook page, follow the event on Twitter, and subscribe to our YouTube channel to stay updated. Should you have any doubts, send us an email to info@convti.com.

If you missed the webinar The Business of Being in Business – Part I: The Professional Side (free webinar to give you a taste of ConVTI), just click here to watch the video. And get ready for the second installment: The Business of Being in Business – Part II: The Commercial Side coming to you on June 24, at 8 am EST – check your local time on Time Buddy. Registration is now open, just click here.

Márcia has talked about the event (in Portuguese) for the TradTalk podcast. You can watch or listen to it here.

About the author
GioBrazilian-born Giovanna “Gio” Lester‘s career in translation and interpreting started in 1980. Gio is very active in her profession and in the associations she is affiliated with. She has held many volunteer administrative positions within various organizations related to our profession, and often speaks and writes on issues that affect us. As an international conference interpreter, Gio has been the voice of government heads and officials, scientists, researchers, doctors, hairdressers, teachers, engineers, investors and more. Gio has been a contributor to The NAJIT Observer since its inception in 2011, and its Editor since 2016. She can be reached at gio@giolester.com.

Guest post: Translator digital nomad

Last April, during the IAPTI Conference in Buenos Aires, Argentina, I had the pleasure of meeting Rea Gutzwiller, already a connection on Twitter, in person, and spending some fun time together. And now I have the pleasure of welcoming her on the blog.

Welcome, Rea!

Snowbuddha in Harbin, China

Image provided by the author.

Taking off from your desk

We’re freelancers, right? So have you ever considered leaving you everyday view behind and take off to a new place every so often? You think this is crazy? Unfeasible even?

I’m with you. Before you’ll be able to fully enjoy your nomadic lifestyle, you’ll need to get a few basics in place. In this article I’ll be sharing the most important secrets I wish I had known before I started, so you can start fully prepared.

I admit, I’ve always been a bit of a free spirit, but at first – even after becoming a freelancer – it did not occur to me, that one could freelance and travel. Just about when I had fallen into a routine and started to get itchy feet, I stumbled across a few digital nomad blogs and thought: Wow, great, I want to go to those places too! And after I took off for China, to improve my Chinese, I didn’t stop.

What is probably most important of all is that you make up your mind. I can understand that on a cloudy, foggy winter’s day you’d rather be at a beach in Southeast Asia, but that doesn’t account for the real thing. Mind you: You will leave your house, your neighbourhood, your friends, your family, your pets, your hairdresser, the shopkeeper at the corner store and other people you have some sort of relationship with. They and mostly you will change. You will meet new people; you will live exciting experiences and scary or downright horrible things too. To give an example, I experienced one of the strongest typhoons hitting Xiamen in 50 years. There was no more water, electricity or any other supply where I lived for two weeks. These things don’t happen where I come from and if you don’t speak the language too well, horrible things can become even scarier pretty quicky. But if you’re prepared, things are mastered more easily. Ask yourself: Do I really want to become a nomad? Or do I want to live amazing things, but 80 or 90% of the time, I am quite happy where I am? You see, if you become a nomad, this isn’t just your regular holiday enhanced. This is a new lifestyle, where tomorrow is often unknown. Do you love routines? Are you okay with last minute changes?

If you think it’s scary, you can gradually start it. Try it out! A couple of months somewhere across the globe will help you decide whether you want to continue or you’re happy to go back home, wherever that is. But once you’ve tried it, you’ll realise that being on the road is not more costly and often even less expensive than renting your permanent place and going on holidays.

Secondly, remember, you can’t bring along too many things. Usually a suitcase and a daypack is the maximum. So you’ll need a base where you can leave your stuff for a while and where your snail mail will get picked up by somebody you trust and scanned for you to deal with. Also, you’ll want to go as digital as possible. I get often asked “but what about your books?” – well, frankly, I don’t have all that many books. I use digital books on a Kindle, PDFs, and dictionaries as software…

Going digital involves a performing laptop, phone and external hard drive. Once you’re fully location-independent, you’ll want to be able to do a lot on your phone. I’ve put together a list of the basics that you’ll find helpful for a fully digital office as a small giveaway from me.

The other thing I can’t stress enough is communication with your clients. Let them know about your plans, use newsletters as a means of keeping in touch with them and always let them know ahead of time when you’ll not be available. There’s Wi-Fi at most airports, Lufthansa even offers it high above the Atlantic and German ICE trains do too. But it might not be available. Think ahead, work ahead, plan ahead.

I think one of the things I actually enjoy the most when working in a different time zone is the quiet hours when the majority of my Europe-based clients have either left for the day or are not yet in the office. That way you get a few peaceful hours of work all while they will have that last minute evening job sit in their inbox the next morning. Tell them about this advantage, they might not have realised before! Set an automatic response when you’re asleep. It will spare you from waking up to 10 missed calls and 20 e-mails from the same person as to why you’re not replying. If you’re worried they’ll turn to other providers, remember, clients are humans. They want top service. They will not run away if you’re still delivering. Be confident!

At the beginning, I’d recommend you keep your actual travelling limited. Stay at a place for a bit longer, so you get to adapt to the new lifestyle and enjoy the experience. Plan enough time. If you’re on a workation, you’ll need to put in a few desk hours every day, which limits your visiting time. Hence, you need more time to enjoy the location. For all of us stable internet is important. Mind you, often these are not the most expensive, luxury places, but quite the opposite; think backpacker hostels and small pensions. For example, quite a few five star hotels still charge for internet, while I haven’t paid for Wi-Fi in a hostel in years. Many hostels nowadays offer private rooms, so if you don’t fancy sharing with 8 snoring party-goers, that’s totally okay! Never underestimate how important sleep is, which leads me to the next point:

Apart from work and play there are three things you should not leave aside on the road: eating healthily, regular exercise and good sleep.

If you follow these few tips, you’ll be able to enjoy your time on the road and work efficiently all while discovering exotic or historically interesting places!

About the author
ProfileRea Gutzwiller translates marketing and technical texts from French, English, Spanish and Italian into German. She has grown up in Switzerland and after graduating at the ETI in Geneva and a couple of years in-house started to travel the world as a nomad translator. She has visited over 20 countries in the last 6 years, which has grown her horizon in many ways and enhanced her world view greatly. Her first article on a nomad lifestyle in a series of four has recently been featured in the first edition of connections. You can follow her on Twitter and Facebook.

Greatest Women in Translation: Sophie Lewis

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Created by Érick Tonin

Welcome back to our Greatest Women in Translation interview series!

Please welcome this month’s interviewee, Sophie Lewis (nominated by Alison Entrekin).

Sophie Lewis

Credits at the end of the interview.

1. Besides translating, you used to be senior editor at And Other Stories. What exactly do you do now?

I still edit but as a freelancer. I edit fiction for And Other Stories but also for other publishers, including Peirene Press and Tilted Axis Press. This sits more easily alongside my freelance translating: I try only to take on one major job, whether translation or edit, at a time, and run the smaller jobs of whatever kind alongside. In addition, though, since 2016 I have been running workshops on translation in secondary schools, under the title Shadow Heroes.

2. As editor of And Other Stories, you wrote this article about the Year of Publishing Women 2018. This has everything to do with our series, so why don’t you tell us a bit more about this amazing initiative?

What I didn’t manage to include in the article was an argument for why it’s even more important for a publisher working mainly with translations to publish women: if British publishing is male-dominated, what filters through via translation is so masculine it’s breathtaking. So the opportunity to get the word out around the world that we’re interested in something else, in women’s writing particularly, and then in digging into the systems and nets around women that allow them to write, be published and be translated – or not, was something particularly pertinent to And Other Stories. And with some very exciting books already scheduled for 2018 the provocation is already working its magic.

3. You mainly translate from French into English, and one of your numerous translations was Violette Leduc’s Thérèse and Isabelle, that, in your own words, is “groundbreaking women’s writing”, giving voice to “a schoolgirl in a convent school […] systematically repressed from a young age.” Being aware of the many difficulties women face and of the sex issues the world is facing, how was this experience of translating such an amazing woman writer and such a delicate story?

This was a very tough job. The prose was frequently both precise and purple, anatomical, highly detailed and also emotional and sensual. I had to find words for parts that are never comfortably named in English – the usual problem is the lack of middle ground between offensive slang and medical terminology. So I reluctantly employed some euphemism, while making sure I was as precise as I could be everywhere else. And I tried to keep hearing that teenage girl’s voice. Thérèse is precocious but also sheltered. She herself is finding new ways to express her experience and she does that awkwardly, sometimes, but always with genuine feeling. Following and recreating her experience was nearly as painful and exhilarating as it must have been for Leduc to get it down on paper.

4. Besides Leduc, you have also translated several other French writers, such as Stendhal, Jules Verne, Charles Cros, Marcel Aymé, Emilie de Turckheim, Emmanuelle Pagano. Have you already ventured into translating Brazilian Portuguese literature? If so, what have you translated so far? If not, why not?

I have translated short fiction by João Gilberto Noll and also a fair bit of non-fiction and paratextual stuff – for literary festivals and the like. I need to build up my contacts in publishing, so they know to trust me for this work as well as French books. I also need to read more Brazilian fiction, so that I can better trust my own sense of taste and how the literary landscape lies in Brazil. Lastly, I need to convince the Brazilian authorities to reinstate the translation funding so confidently announced only a few years ago. That would really help publishers make the leap to commission translations of Brazilian works.

5. What, in your opinion, are the main differences between translating from French and Brazilian Portuguese into English?

I find Brazilian Portuguese often more fluid, not being required to be quite as specific as either French or English. But really, the differences between each book and each writer’s style are much greater than the differences between the languages overall.

6. How did your story with Brazil and Brazilian Portuguese begin?

I originally began to study European Portuguese in evening classes. I had some ideas about what my next language should be and so chose Portuguese for somewhat academic purposes. I was the only person in my class to be neither related to lusophones nor in love with a lusophone. It was hard! Then my husband landed a job teaching in Rio, so we switched our Portuguese classes to Brazilian. It only really came together when we reached Rio. We lived there for four and a half years; our son Xul was born there in 2014.

7. Now it is your turn to nominate our next interviewee. Who inspires you the most?

I admire Sarah Ardizzone very much for following an inclination to specialise in working with younger writers and translating a youthful, ‘street’ world that requires immense sensitivity to slang and to street-level politics. As I see it, the work she translates presents at least as challenging difficulties as any other texts could do, but Sarah tackles them both more systematically and more passionately than any other translator I’ve encountered.

* Image created with Canva.
Credit of Sophie Lewis’ picture (provided by the interviewee herself): photographer Anna Michell.
Source of the quote on the image: Sophie Lewis and her authors.

A tradução te permite ser o que você quiser

Sejam bem-vindos de volta, queridos leitores!

Hoje temos mais uma tradução parte da parceria do blog com a UTFPR. Esta é a segunda tradução da aluna deste mês, a Cristiane Slugovieski. E a tradução de hoje é da publicação da convidada Giulia Carletti, Translation lets you be everything you want to be.

Quando eu tinha cinco anos, queria ser bailarina, apesar de nunca ter tido uma aula de dança. Alguns anos depois, fiquei obcecada com o seriado E.R. e decidi que queria ser cirurgiã: eu tinha certeza de que poderia realizar cirurgias incríveis e salvar a vida das pessoas. E daí que eu era (e ainda sou) desajeitada e sem nenhuma habilidade? Então, decidi ser jornalista, porém, minha fascinação por anatomia e medicina eram maiores. Mas, nessa idade, eu gostava tanto de escrever! Gostava de inventar histórias e criar slogans e ideias criativas, a ponto de um texto publicitário meu, para uma marca de salgadinhos, ter sido enviado para a fábrica para ser avaliado. (A parte de mim que ama nutrição não gostaria que alguém de 9 anos escrevesse sobre salgadinhos, mas essa é uma outra história.)

Como toda criança, eu era super curiosa e queria saber sobre tudo. Mas a questão do que eu queria ser quando crescesse mudaria para algo impensado: minha fascinação por línguas. Inglês sempre foi minha matéria favorita, e eu passava tardes inteiras tentando traduzir letras de música e artigos. E quanto mais difíceis e coloquiais eram as expressões, mais eu gostava do processo de pesquisa e do desafio de expressá-las em italiano. Anos depois, percebi que trabalhar como tradutora e intérprete tinha me ajudado a alcançar (quase) todos os meus sonhos de infância.

Ao traduzir, você vive uma aventura nova a cada dia. Você utiliza um lado mais analítico que ajuda a ler o texto e pontuar possíveis problemas, fazendo com que diga “sabia que era um problema!” E você ativa esse lado novamente ao revisar.

Dependendo do assunto, você explora diferentes lados de sua personalidade, porque, como dizia Pirandello, somos “um, nenhum e cem mil”. Quando recebo orientações (breves ou detalhadas) para um projeto, mal posso esperar para deixar as palavras e ideias fluírem. Esse é o meu lado brincalhão, aquele que faz malabarismos com as palavras, fazendo com que se encaixem para o propósito e para a voz do cliente. Mas também fico igualmente feliz quando estou me preparando para um congresso médico e tenho que estudar anatomia de novo, deixando meu lado “científico” entrar em ação.

Isto vale para todos: temos diferentes habilidades que nos permitem expressar interesses diferentes e diversos lados de nossa personalidade. Como tradutores e intérpretes, nos interessamos por diversos assuntos e queremos ir a fundo – esse é um dos requisitos desse trabalho. Não temos medo de estudar e pesquisar dia após dia, de aprender algo novo e de manter os olhos sempre abertos. Podemos (quase) nos tornar cirurgiões, advogados, comerciantes, engenheiros, cozinheiros… Você escolhe! Apesar de a tradução ser um negócio muito sério, somos livres para nos divertir enquanto traduzimos e deveríamos aproveitar ao máximo as oportunidades, permitindo que todas as faces da nossa personalidade brilhem por meio do nosso trabalho.

Graças a essa profissão pude trabalhar de jaleco exatamente como o Dr. Corday em E.R. Que outro trabalho permite que você use um jaleco sem sequer saber cortar em linha reta com uma tesoura? Quanto a ser bailarina, ainda estou trabalhando nisso!

Você acha que suas áreas de especialização expressam diferentes pontos de sua personalidade? Você pôde realizar alguns de seus sonhos graças ao seu trabalho? Conte-nos nos comentários!

Sobre a tradutora
Imagem1Cristiane Slugovieski estuda Licenciatura em Letras Português/ Inglês na UTFPR, onde também faz parte do TradLin, grupo de pesquisa e Estudos em Tradução. Reside em Curitiba-PR e pode ser encontrada no Facebook.

How to successfully network at a translation conference

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Courtesy of Unsplash, by Matthew Henry

Those who know me well are quite aware of the fact that I am a conference rat. I love conferences and, most of the time, they are an “excuse” for traveling somewhere and visiting some place new. So much so that whenever I travel my mom asks if I am going to attend any conferences. Well, sometimes I do travel to visit friends, you know?

After attending so many conferences, you end up naturally mastering this networking thing. However, I know how difficult it can be the first or second time we attend one. We feel lost, most of the times we do not know absolutely anybody, we are shy, and we want to dig a hole on the ground to hide and simply disappear from this frightening place. See? It is normal, it happens with anybody. I never feel comfortable whenever I go to a new place either, like a new gym, for example. But I will not stop exercising just because of that, am I? Well, I know this may be more than an excuse for some people though…

Keeping this conference newbie tiny issue in mind and the fact that the Abrates Conference is just around the corner, I decided to share with you some tips for successfully networking at conferences without simply throwing yourself at the people either.

  • First of all, having and carrying your business cards with you at all times is a must. And this is valid for any occasions. Have a bunch of business cards in your wallet, purse, gym bag, car. Whenever someone asks for your email or phone number, just handle them your card and make a good impression with your professionalism. 😉
  • However, do NOT just randomly start giving your cards away to simply anybody with no reason whatsoever. Wait for the right time. Timing is everything when you want to make a good impression.
  • In order to find the right time, first, you need to be open. When we feel shy, we tend to bury our heads in our notepads, mobiles, or even in the coffee break food. (Who never?) Look up, not down, and keep a smile on your face at all times. Do not be afraid of saying hi to people even when you do not know them, especially those who are sitting right next to you during the numerous talks. This openness is key to finding the right time to “strike,” besides making it easier for people to approach you.
  • Approaching other attendees is not necessarily the worse thing ever. Small talk is there to rescue us! Comment about the icing cold air conditioning, the horrible Wi-Fi connection, the nice venue, the amazing lunch you just had, that coffee you terribly need, you name it, with the person who is sitting next to you. After breaking the ice, show interest and ask the person their name, what they do, where they are from, etc. And take the chance to ask for the person’s business card, so you can keep in touch. Naturally, they will also ask for yours. There you go. It does not hurt, does it? And you cause a way better impression when you show you are interested in knowing about the person than if you make it about yourself from the beginning. This approach can also be used during coffee breaks: comment about the amazing food, the interesting talk you just attended, how sleepy and in need of coffee you are… And repeat the same next steps: show interest to know who the person is and ask for their card.
  • Another way of approaching other attendees is when you “know” them somehow: you always see them commenting/posting on Facebook groups, you like their blog/what they do, you are Facebook “friends,” you name it. These are great ice-breakers.
  • Do not leave a conference without talking to presenters you like or whose presentations you enjoyed! There is no better ice-breaker than approaching the person to say you watched their presentation and loved it. Ask for their card so you can follow them on social media, and there you go. Or, if given the chance, you can even approach them before their talk (even if you are not really planning on attending it), saying you saw they are presenting, you are interested at the topic but unfortunately will not be able to attend it, so maybe they could give you their card so you can keep in touch? 😉

In a nutshell, the key is to be friendly and open at all times, and take every chance to start a small talk and take it to the next level by showing interest at the person. Only make it about you if the person opens the floor for you to do so.

If you engage with as little as one person per period (morning and afternoon), you end up with four contacts to follow up at a two-day conference. If you adequately follow up with them after the conference, these four people may introduce you to other people throughout the year and at the next conference as well. It is a vicious circle that only gets bigger with time, and one that works for itself, with no need to make such a great efforts anymore.

Now, last but not least, it is also important to know how to properly follow up.

  • Write an individual and personalized email to people you really liked meeting showing your appreciation.
  • Do NOT simply add people on social media without sending them a private message reminding them exactly where and how you met, or where you know them from. Actually, this should be always applied, like a best networking practice. It is hard to remember every single person we meet at conferences, and anywhere for that matter.
  • Now, I know this is hard to ask nowadays, but I actually prefer to follow their blog, like their Facebook page, follow them on Twitter, etc., instead of adding them as friends on Facebook or LinkedIn, especially those I did not really have a chance to connect that much.

Those who are at the the ITI and NAJIT conferences can already start applying these tips. If you do, let us know if it worked. And for those who are attending the Abrates Conference next week, like myself, you can start practicing in the shower. 😉

Traduzindo por uma causa

Sejam bem-vindos de volta, queridos leitores!

Hoje temos mais uma tradução parte da parceria do blog com a UTFPR. A aluna tradutora deste mês é a Cristiane Slugovieski. E a tradução de hoje é da publicação da convidada Elis Portela, Translating for a cause.

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Fonte: Picjumbo, por Viktör Hanacek

Ser um bom tradutor é um trabalho árduo, mas é também um grande privilégio. Exige muito estudo, leitura, escrita, prática e aprendizado com os erros e com a experiência. Mas no fim, todo esse trabalho nos dá acesso a uma quantidade enorme de informações, além de uma base que nos permite conhecer mais sobre outras culturas. Somos leitores, pesquisadores e nos comunicamos incansavelmente, e sempre trabalhamos para entender o ponto de vista das outras pessoas, da melhor maneira possível, para compartilhá-lo com diferentes públicos. Mas depois de um tempo trabalhando diariamente com tradução, às vezes, não valorizamos esse acesso à informação e acabamos restringindo demais nossas habilidades quando, na verdade, poderiam ser utilizadas para conscientizar e ensinar as pessoas sobre assuntos importantes. Se prestarmos bastante atenção, podemos identificar muitas causas que valem a pena ser difundidas, mas que permanecem restritas a pequenas comunidades ou grupos devido a barreiras linguísticas. Sabemos que tanto a língua quanto as informações são ferramentas que podem ser utilizadas para dividir e privar pessoas ou, inversamente, uni-las ao redor de uma causa ou crença em comum.

Além de trabalhos remunerados, os tradutores podem escolher quais informações consideram importantes divulgar e ser voluntários para compartilhá-las. Podemos nos beneficiar muito trabalhando com assuntos que impactam a vida de outras pessoas e – por que não? – o mundo em que vivemos. No mínimo, nos beneficiamos por desenvolver a compreensão do leitor acerca de diferentes temas e comunidades. Existem muitas associações humanitárias e de caridade que dependem principalmente de doações, e não têm orçamento para tradução, precisando da nossa ajuda. (A propósito, uma distinção importante deve ser feita: como muitos profissionais, fico realmente chateada quando grandes empresas convocam voluntários ou utilizam crowdsourcing para traduzir seus materiais de graça. Não faz sentido tradutores qualificados trabalharem apenas para empresas lucrativas. Também fico chateada com grandes websites que recrutam alunos de cursos de inglês para “traduzirem” seus conteúdos de graça e acabam passando uma imagem ruim da nossa área. Mas essa é a minha opinião.)

Para vocês terem uma ideia, selecionei materiais de sites de algumas organizações que dependem de voluntários para serviços de tradução, para termos noção do que fazem e talvez nos inspirar a fazer algo:

  • No site The Rosetta Foundation (que se dedica a “aliviar a pobreza, apoiar o cuidado à saúde, desenvolver a educação e promover a justiça por meio do acesso igualitário a informação e ao conhecimento em todos os idiomas”), por exemplo, podemos ler depoimentos inspiradores de tradutores sobre trabalhos voluntários e projetos dos quais participam e com os quais se sentem orgulhosos. Vejamos o exemplo de um desses depoimentos:

Ações úteis e de grande ajuda no mundo devem ser ampliadas por meio da língua e não impedidas por ela. Organizações sem fins lucrativos fornecem serviços inestimáveis à sociedade e acredito que seja importante contribuir para esses esforços sempre que possível. Traduzir é uma contribuição modesta, mas pode fazer uma grande diferença.

  • No site Translators Without Borders, observamos a contagem de 15.868.825 palavras já traduzidas e doadas (no momento da elaboração deste artigo). Na página “About Us” está escrito:

Conhecimento é poder.  Conhecimento salva vidas, tira as pessoas da pobreza, garante mais saúde e nutrição, cria e mantém economias. O acesso a informação é fundamental. Barreiras linguísticas custam vidas. Grupos humanitários, que trabalham em situações de crise, encaram uma missão crucial para disseminar conhecimento na língua daqueles que precisam de informações.

O Global Voices pretende agregar, contextualizar e ampliar a comunicação global online – realçando locais e pessoas que outras mídias muitas vezes ignoram. Nós trabalhamos para desenvolver ferramentas, instituições e relações que possam contribuir para que todas as vozes, em todos os cantos, possam ser ouvidas.

O Global Voices Online criou o Projeto Lingua, que “busca ampliar as Vozes Globais em outros idiomas além do inglês, com a ajuda de tradutores voluntários”. Esses são apenas alguns exemplos nos quais podemos dedicar nosso tempo e conhecimento, mas há muitos outros. Cada um de nós pode encontrar uma causa com a qual se identifica e se envolver com ela!

Sobre a tradutora
Imagem1Cristiane Slugovieski estuda Licenciatura em Letras Português/ Inglês na UTFPR, onde também faz parte do TradLin, grupo de pesquisa e Estudos em Tradução. Reside em Curitiba-PR e pode ser encontrada no Facebook.

Greatest Women in Translation: Alison Entrekin

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Created by Érick Tonin

After a one-month break, welcome back to our Greatest Women in Translation interview series! I assure you it was worth the wait.

Please welcome this month’s interviewee, the great Alison Entrekin, acclaimed literary translator from Brazilian Portuguese into English (nominated by Diane Whitty).

Alison Entrekin

Created with Canva

1. You were actually a professional dancer! What made you change careers and become a translator?

I hurt my sciatic nerve dancing and had to give it a rest. So I went to university to study Creative Writing, because it was the only other thing I liked doing. It wasn’t until several years later, when I was learning Portuguese, that I decided to study translation with the intention of becoming a literary translator.

2. According to Guilherme Sobota (Estadão), you are one of most popular translators when it comes to contemporary Brazilian literature in English. You have already translated Paulo Lins, Daniel Galera, Chico Buarque, and Fernanda Torres, to name but a few well-known Brazilian authors. You are currently retranslating My Sweet Orange Tree (Meu Pé de Laranja Lima), by José Mauro de Vasconcelos, and will start Grande Sertão: Veredas soon. What are /were the challenges of translating such famous works?

Every work comes with its own set of challenges and they’re usually not what you expect them to be. Sometimes it’s the syntax, like in Cristovão Tezza’s The Eternal Son, which is very Brazilian and seems to resist translation into English; or the vocabulary, like in Paulo Lins’s City of God, which is very colloquial and born of a reality that has no direct equivalent in an English-speaking country. Adriana Lisboa’s writing is very poetic, and I spend a long time trying to find the right balance and flow for her sentences in English. With retranslations, there is the issue of the previous translation being either dated or unsatisfactory in some way, and I feel an unspoken obligation to somehow make the new translation work in ways that the previous one didn’t.

3. Which book did you enjoy translating the most and which did you find the most challenging? In both cases, why?

Budapest by Chico Buarque, for the intense word-play, which is incredibly hard to reproduce, but so much fun. The most difficult to date was Tezza’s The Eternal Son. His sentences are long and winding, with many asides, and English just doesn’t have the grammatical flexibility to pack so much information into a single sentence and still sound natural. But I am sure that my next project, a retranslation of João Guimarães Rosa’s 1956 classic, The Devil to Pay in the Backlands—often likened to James Joyce’s Finnegan’s Wake for its linguistic complexity—will make everything else feel like a walk in the park.

4. In this article you wrote for the Words Without Borders blog regarding your translation of Grande Sertão: Veredas, you mention untranslatability. I frown when people widely share articles with lists of untranslatable words in any given language. I do not believe anything is untranslatable, after all, what would our job consist of if this were true? Can you say a few words on the matter? What is your opinion regarding translatability x untranslatability?

I know what you mean about those lists. They often consist of words that describe culture-specific phenomena, which require a few sentences of explanation. Or words that compound a lot of information, which is easier to do in some languages than in others. Or words that are incredibly versatile—like saudade in Portuguese—and can be used in myriad ways, all of which require different translations in the target language. Perhaps they are better described as words that don’t have a single corresponding word in other languages. But they can be explained, and explanation is a kind of translation.

As for Grande Sertão: Veredas, it is possible to unravel the underlying meaning and translate it into straightforward English (albeit with the loss of many nuances). The 1963 translation does precisely that, but the translators chose not to go the extra mile (or light-year, as the case may be) and reproduce Guimarães Rosa’s linguistic alchemy, with its unique blend of quirky syntax, neologism and regionalism, which is what makes the novel so special. These things have to be reconstructed in the target language in the spirit of the original, because there are no direct equivalents, but it’s still translation, nonetheless. Anything that seeks to convey the message and spirit of something else is a kind of translation.

5. In some interviews you gave you mentioned punctuation as being the most challenging aspect of translating literature (as here). This is the first time I see someone point out punctuation, and not words, cultural aspects, or puns/jokes, as a challenge in translation. Could you please elaborate a bit more on the topic? What is so fascinating, yet challenging, about punctuation?

I think of punctuation as traffic signals in a text, telling readers when to stop, when to go, when there’s a bridge coming up.

But while the rules of punctuation are very similar in Portuguese and English, Brazilians and English speakers often punctuate quite differently. It’s all about usage. Brazilian writers regularly join clauses with commas where we would use full stops (periods) in English, and readers are used to it. It seems to help the flow, whereas it can have the opposite effect in English. When readers of English come across an odd connection between clauses (i.e. a comma instead of a full stop), they tend to stop and go back to try and figure out what they missed. So much for flow. I’m not saying that every time there’s a weird comma, we should use a full stop in the translation, just that a case can be made for this kind of swap in some instances. You have to analyse the context and ask questions: How does this piece flow? Who is speaking? Does this comma cause readers of the translation to pause where readers of the original keeping going? Does it change the rhythm or tone?

Just the other day I had to make a decision about whether or not to italicize foreign words in Chico Buarque’s My German Brother—with the author’s blessing, of course—as they are not italicized in the original. There are passages where the Italian-Brazilian mother says things half in Italian, half in Portuguese, and others where the brother tries to seduce an Argentinean girl in Portunhol (the Portuguese-Spanish equivalent of Spanglish), to name just a few examples. The transition from one Latin language to another is so seamless and natural in the original, but somehow clumsy in English without italics. I eventually came to the conclusion that italics, like punctuation, signal that something different is coming up, like a sign warning of a road bump ahead, and the translation flows better with italics. But it’s all very subjective, and case-specific.

There are days when I don’t agree with myself.

6. When you mention translation, people in general usually think of two things: interpreting and literature. The dream of most translation students is to become a literary translator. However, translating literature is not a bed of roses, as we say in Brazilian Portuguese. It once took you three weeks to translate three pages of a Brazilian literary classic, as you mention in the essay you wrote for WWB Daily (link in question 4). That is equivalent to 57 words a day! What is the advice you would give a student or beginner – or even an experienced translator – who would like to enter the realm of literary translation?

I think everyone needs to find their niche. A friend of mine, who is a legal translator, says she can’t imagine working on a single text for months on end. She will happily turn out several documents a day, and she does it so effortlessly because she knows the terminology back-to-front.

Literary translators, on the other hand, need patience and staying-power. Books have a habit of taking twice as long to translate as you thought they would. Every novel takes you somewhere different and you have to become an overnight expert in subjects you’ve never dealt with before (you invariably discover that your vocabulary is really very poor). I would say to someone starting out in the field: Always ask about the things you aren’t sure of, even if you feel stupid asking. If you can, read your translation out loud, listening for glitches, sense, transitions, alliteration that isn’t supposed to be there. Revise, revise, revise. When in doubt, revise again.

7. Now it is your turn. Who do you nominate to be our next interviewee?

I nominate Sophie Lewis, editor and literary translator from French and Portuguese.


It was a pleasure e-meeting you and learning more about you, Alison. I really appreciate your taking the time to answer my questions for the interview. 🙂

Guest post: Alimentação saudável como freelancer

Sejam bem-vindos de volta a mais uma publicação convidada!

Tivemos uma pequena alteração este mês: a publicação convidada trocou de data com a entrevista. Portanto, teremos a série Greatest Women in Translation no dia 10, com a Alison Entrekin.

É com grande prazer que apresento a vocês minha nutricionista, Cyntia Galante. Como não só de tradução vive o tradutor freelance, resolvi convidá-la para falar sobre alimentação saudável.

Seja muito bem-vinda, Cyntia!

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Imagem fornecida pela autora.

Trabalhar em casa e me alimentar bem? Como?

Que a alimentação saudável deve fazer parte da nossa rotina todos já sabem, mas por quê? O alimento é responsável pela prevenção e tratamento de doenças, bom desempenho na atividade física esportiva, controle do peso corporal, estados de alergias e intolerâncias alimentares e redução de fatores de risco para doenças crônicas. Alimentação também é parte importante do tratamento de doenças, como hipertensão, diabetes, dislipidemias, cardiopatias, doenças renais, hepáticas, etc. Com o passar dos anos, o corpo sofre transformações. Além disso, o sedentarismo tem se tornado constante, principalmente entre os adultos e idosos.

Mas como manter uma alimentação saudável nos dias de hoje, principalmente com pessoas que têm seus escritórios instalados dentro de casa?

Separei algumas dicas pra vocês conseguirem se organizar melhor!

  • Organize os horários das refeições: comece com a primeira refeição assim que você acorda e tente organizá-las de 3 em 3 horas. A rotina de horários fará com que você sinta fome em horários mais padronizados evitando, assim, possíveis beliscos fora de hora ou longos períodos em jejum.
  • Coloque o seu celular para despertar no horário das refeições. Quando nos envolvemos com o trabalho, é comum nos esquecermos do tempo e, quando percebemos, o dia já acabou e fizemos apenas uma refeição.
  • Planeje as refeições do próximo dia na noite anterior. Isso minimiza a possibilidade de beliscos por falta de ideia do que escolher para comer ou falta de opção saudável.
  • Tenha sempre o planejamento de todas as refeições da semana, principalmente se você cozinha e almoça e janta em casa. Vá ao supermercado com uma lista de compras semanal e compre apenas o necessário. Quanto mais planejada a sua compra de supermercado for, menos tentação você terá em casa, além de não correr o risco de ficar sem nada para preparar e acabar pedindo algum fast food.
  • Hidrate-se!!!! Água é fundamental para o bom funcionamento do cérebro, portanto, trabalhamos melhor quando estamos hidratados. A recomendação de água é de 0,045 ml x kg (por exemplo, uma pessoa que pesa 65 kg deve ingerir 2,9 litros de água por dia). Essa recomendação pode incluir água e chás distribuídos ao longo do dia.
  • Cuidado com o carboidrato! Você já deve estar careca de escutar essa recomendação, mas a ingestão de pães e farinhas (massas, macarrão) é altíssima em pessoas que trabalham mais tempo em casa, pois o acesso é fácil, e é um alimento rápido e prático para preparar.
  • Pratique atividade física regularmente. O exercício regular ajuda na manutenção do sono. Quando o sono ocorre de forma regular e saudável, temos mais facilidade para manter o peso.
  • Durma e acorde sempre em horários regulares e o mais parecido com a rotina de trabalho de escritório. Acordar por volta de 7h e dormir por volta de 22-23h faz com que tenhamos a liberação hormonal adequada durante a noite e tenhamos um dia mais produtivo.
  • Dê preferência e atenção aos alimentos VIVOS. Alimentos que a natureza nos oferece são sempre saudáveis e com certeza devem ser priorizados em qualquer plano alimentar saudável. Eles estão livres de conservantes, corantes, aromatizantes, realçadores de sabores, etc., produtos esses que a indústria alimentícia usa para produzir a maioria dos alimentos.

Use o alimento como a sua fonte de nutrição e energia. Lembre-se de que o seu corpo é a sua principal ”casa” e que, se ele não for bem cuidado e bem tratado, vai ficar mais difícil realizar tarefas rotineiras. Nosso corpo é o nosso maior bem! Não estamos falando de magreza e padrões de beleza. Estamos falando de SAÚDE. Queremos corpos mais saudáveis para vivermos vidas mais saudáveis e mais felizes!

Como vocês podem ver, uma alimentação saudável aliada a uma vida ativa é fundamental para a nossa saúde, principalmente para nós, tradutores, que temos uma vida profissional tão sedentária!

Muito obrigada por aceitar meu convite e nos dar conselhos tão importantes para uma vida mais equilibrada, Cyntia!

Sobre a autora
Foto Cyntia GalanteCyntia Galante é nutricionista formada pela PUC Campinas em 2005 e pós-graduada em Doenças  Crônicas pelo Hospital Albert Einstein. Atua em consultório na cidade de Campinas, SP, desde 2005 e é Personal Diet desde 2008. Idealizadora do Noiva Slim. Siga-a no Instagram em Cyntia Galante e/ou em Noiva Slim. Curta as páginas dela no Facebook em Cyntia Galante Personal Diet e/ou Noiva Slim. Telefone para contato: (19) 98830-1014.