A compet√™ncia do tradutor

Sejam bem-vindos de volta, queridos leitores! ūüėÄ

Interrompemos a programa√ß√£o normal do blog para publicar¬†a tradu√ß√£o de uma de nossas publica√ß√Ķes convidadas. Em dezembro de 2014, a querida Lynne Bowker escreveu o texto¬†Translators and the need for speed. Hoje, √© com imenso prazer que recebo no blog a turma de tradu√ß√£o da Unilago, orientada pelo professor (e querido amigo) Deni Kasama.

Sejam muito bem-vindos! ūüôā

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Estou muito animada para escrever uma publica√ß√£o convidada para o blog da Caroline, que eu conheci na XXXIV Semana do Tradutor, no Brasil, em setembro. A Caroline disse que eu tinha liberdade para escolher qualquer tema relevante para tradutores ou relacionado a tradu√ß√£o, contanto que ele ainda n√£o tivesse sido abordado em nenhuma publica√ß√£o anterior. Assim, como boa tradutora e pesquisadora, primeiro li diligentemente as publica√ß√Ķes anteriores (eu tentei ler mesmo aquelas em portugu√™s!). E estou realmente feliz por ter feito isso. Por um lado, sinto que conhe√ßo a Caroline um pouco melhor. Descobri que ela gosta de Alice no Pa√≠s das Maravilhas, o que significa que ela tem algo em comum com Warren Weaver, um dos meus her√≥is pessoais no dom√≠nio da tradu√ß√£o. Esse Weaver √© o do “Weaver‚Äôs Memorandum“, o documento que deu in√≠cio a uma investiga√ß√£o s√©ria sobre tradu√ß√£o autom√°tica. Independentemente de voc√™ ser ou n√£o um f√£ de tradu√ß√£o autom√°tica, o Dr. Weaver era uma pessoa impressionante em v√°rios aspectos.

Descobri tamb√©m que fazemos anivers√°rio na mesma semana em janeiro, o que significa que a Caroline √© do signo de capric√≥rnio. N√£o me admira que ela seja t√£o dedicada, trabalhadora e profissional, e tamb√©m uma excelente pessoa, generosa e cheia de outras qualidades. ūüôā Obrigada, Caroline, pela oportunidade de conhec√™-la melhor e escrever uma publica√ß√£o convidada para o seu blog.

Ao ler as publica√ß√Ķes anteriores, observei alguns temas recorrentes, como “forma√ß√£o de tradutores”, “conhecimento vs habilidades” e “produtividade”. Decidi tentar estender a discuss√£o de algumas dessas ideias, enquadrando-as no contexto de minha pr√≥pria experi√™ncia como professora de tradu√ß√£o na Universidade de Ottawa, no Canad√°.

A quest√£o √© saber se um programa de forma√ß√£o de tradutor deve se concentrar em conhecimento (que tende para a teoria ou o que Don Kir√°ly (2000) denomina “compet√™ncia tradut√≥ria”) ou habilidades (que tendem mais para as atividades n√£o lingu√≠sticas que oferecem suporte √† tradu√ß√£o ou o que Kir√°ly classifica sob a categoria de “compet√™ncia do tradutor”). Convencionalmente, as universidades t√™m dado prefer√™ncia para o conhecimento, alegando que as habilidades s√£o ef√™meras demais. Por exemplo, um professor universit√°rio pode argumentar que, no que diz respeito √† tradu√ß√£o auxiliada por computador, o que √© importante para se aprender em sala de aula s√£o os conceitos subjacentes e n√£o o passo a passo da utiliza√ß√£o de um software, que pode estar desatualizado ou fora de moda quando o aluno se formar. Em vez disso, o foco de uma educa√ß√£o universit√°ria est√° no desenvolvimento da an√°lise cr√≠tica, em aperfei√ßoar a avalia√ß√£o e refinar o julgamento. Acho que poucas pessoas poderiam argumentar contra esse enfoque. A tradu√ß√£o √© uma tarefa desafiadora, e faz√™-la bem exige uma s√©ria reflex√£o. Aprender a faz√™-la bem, mais ainda!

No entanto, as universidades não podem ignorar o fato que, depois que se formam, esses alunos precisam atuar num ambiente de trabalho profissional. Uma área na qual os recém-formados por vezes encontram dificuldade é no cumprimento dos prazos apertados, que são uma realidade na profissão de tradutor.

Em muitos cursos de forma√ß√£o de tradutores, o enfoque √© colocado firmemente em incentivar os alunos a refletir de maneira integral, analisar profundamente e pesar cuidadosamente as op√ß√Ķes antes de se comprometer com uma estrat√©gia de tradu√ß√£o, escolha terminol√≥gica ou express√£o. N√£o h√° d√ļvida que os alunos devem cultivar essas habilidades anal√≠ticas deliberadas, e a eles deve ser dado o tempo para desenvolv√™-las. Contudo, no mundo profissional, pode haver menos tempo para cuidadosas reflex√Ķes. Em vez disso, a tradu√ß√£o deve vir rapidamente, se n√£o automaticamente. Portanto, faz sentido que se adicione uma aprendizagem aut√™ntica e contextualizada que teste e melhore a capacidade de tradu√ß√£o dos alunos sob press√£o de tempo. √Č uma maneira a mais de preparar os alunos para o mundo do trabalho e para que eles experimentem a tradu√ß√£o de uma forma diferente e sob outras circunst√Ęncias.

Dessa forma, tomei uma decis√£o consciente de tentar introduzir uma esp√©cie de “treino de velocidade” nas aulas que dou. Pela primeira vez este ano, numa aula do 3¬ļ ano sobre¬† escrita profissional, pe√ßo aos alunos que comecem cada aula preparando um resumo de um texto mais longo. Os textos em quest√£o tratam de temas populares, de interesse geral para os estudantes no Canad√° (por exemplo, a Esta√ß√£o Espacial Internacional, os campeonatos mundiais de beisebol, a descoberta de um barco afundado do s√©culo XIX, no √Ārtico). Cada texto tem aproximadamente 600 palavras, e os alunos t√™m de 15 a 20 minutos para resumir esse conte√ļdo em cerca de 200 palavras. Os alunos recebem um feedback semanal, embora os exerc√≠cios nem sempre sejam avaliados com notas. Isso tira a press√£o e permite que os alunos desenvolvam essas habilidades num contexto de baixo risco.

A ideia geral por tr√°s desse exerc√≠cio de sumariza√ß√£o com ‚Äútreino de velocidade” √© que ela pode permitir que os estudantes aperfei√ßoem uma s√©rie de habilidades e reflexos que tamb√©m s√£o √ļteis para a tradu√ß√£o: a capacidade de analisar e compreender o significado rapidamente, de extrair ideias-chave e a estrutura de um texto, de organizar ideias e de transmitir ideias com precis√£o, bem como reconhecer e evitar distor√ß√Ķes na transfer√™ncia de informa√ß√£o. Com a introdu√ß√£o do treino de velocidade num contexto de escrita, eu espero que os alunos possam aperfei√ßoar sua capacidade para tomar decis√Ķes rapidamente, e eles podem, em seguida, estender isso para um contexto bil√≠ngue numa fase posterior da forma√ß√£o.

Os alunos foram questionados, no meio do semestre, para determinar se acharam ou não o exercício relevante. No geral, os comentários foram positivos. Eles afirmaram ter observado um valor genuíno em aprender a trabalhar de forma mais rápida e realmente acharam que estavam melhorando essas habilidades com prática regular de velocidade de escrita. Haverá outra avaliação no final do semestre, e vai ser interessante ver como os pensamentos deles evoluíram.

Enquanto isso, da perspectiva de um professor, tamb√©m observei melhorias. Em primeiro lugar, no in√≠cio do semestre, alguns alunos foram incapazes de concluir o exerc√≠cio. No entanto, agora que estamos nos aproximando do final do semestre, os alunos s√£o capazes de terminar dentro do prazo estipulado. Eles est√£o ficando mais r√°pidos! No que diz respeito √† qualidade, o fluxo de informa√ß√£o tem melhorado significativamente. Os √ļltimos resumos lidos fluem como textos reais, em vez de uma cole√ß√£o de senten√ßas independentes. Os alunos tamb√©m est√£o apresentando um trabalho melhor em diferenciar entre as ideias-chave e o conte√ļdo mais perif√©rico.

Ent√£o, minhas perguntas para voc√™s, leitores, s√£o as seguintes: Voc√™ j√° fez algum “treino de velocidade” formal como parte de sua forma√ß√£o? Se n√£o, voc√™ acha que teria sido √ļtil? Voc√™ tem sugest√Ķes de outras maneiras em que o “treino de velocidade” poderia ser incorporado num programa de forma√ß√£o de tradutor? Voc√™ tem sugest√Ķes de outros tipos de habilidades de ‚Äúcompet√™ncia do tradutor” profissional que poderiam ser utilmente incorporadas em um programa de forma√ß√£o de tradutor?

Alguns professores de tradu√ß√£o est√£o realmente interessados em ajudar os alunos a construir uma ponte entre a teoria e a pr√°tica, mas, para fazer isso com sucesso, precisamos da contribui√ß√£o de profissionais que j√° estejam atuando! Estou ansiosa para ouvir suas opini√Ķes! E obrigada, novamente, √† Caroline pela oportunidade de escrever esta publica√ß√£o convidada.

Muitíssimo obrigada ao Deni, pela ideia de traduzir o excelente texto da Lynne como trabalho bimestral da disciplina, e aos alunos, pela dedicação e pelo interesse. Foi um grande prazer recebê-los no blog.

About the translators
thumb_IMG_9940_1024Os alunos da disciplina de Pr√°tica de Tradu√ß√£o II (2015) do curso de Bacharelado em Letras¬†com habilita√ß√£o em¬†Tradu√ß√£o e Interpreta√ß√£o em L√≠ngua Inglesa da Uni√£o das Faculdades dos Grandes Lagos (UNILAGO) √© formado pelos alunos Adriana Ramos, Alexandre Souza, Ana Fl√°via Peres, Bruna Fioroto, Danilo Figueiras, Higor de Morais, Ingrid Pereira, Janaine Nogueira, Jaqueline Nogueira, P√Ęmela Constantino, Priscila Geromini, Rafaela Ramires, Rog√©rio de Souza, Teresa Dambi e Victor Marchini. A disciplina √© ministrada pelo professor Deni Kasama.

Feedback: bom mesmo quando √© ruim

Começamos uma nova semana com mais uma tradução. Esta é a segunda colaboração da Paula Caniato. Desta vez, a tradução é da publicação do César Faria, Feedback: Good Even When Bad.

Era uma sexta-feira quente, 16h, e eu tinha acabado de desligar meu notebook depois de uma semana bastante movimentada, dividindo meus dias entre meus dois empregos na √©poca: professor de ingl√™s e tradutor iniciante. Tudo o que eu queria era um tempo para relaxar e descansar um pouco, recarregar as baterias para o segundo turno. Foi a√≠ que meu celular tocou…

Para minha surpresa, era a coordenadora de controle de qualidade da √ļnica ag√™ncia para a qual eu costumava prestar servi√ßos na √©poca. Embora fizesse parte dos meus contatos no Skype, eu nunca tinha falado com ela. Bem, depois de ela ter se identificado, meu sangue gelou, me deu um frio na barriga e eu sabia que n√£o podia esperar nada de bom.

E eu estava certo. Ela se apresentou muito gentilmente e me pediu para abrir o Skype a fim de que pud√©ssemos conversar sobre um arquivo que eu tinha traduzido alguns meses antes. Era um arquivo .ppt grande e complexo sobre fundos de investimento que deveria ser traduzido da noite para o dia, portanto, eles me ofereceram uma √≥tima taxa de urg√™ncia. N√£o fazia mais de seis meses que eu estava trabalhando como tradutor, mas senti que conseguiria fazer o trabalho decentemente, j√° que minha produtividade era boa na √©poca. Eu estava totalmente errado. Quase perdi o prazo, muitos erros foram apontados, o cliente final retornou o arquivo com v√°rias reclama√ß√Ķes e um desconto foi aplicado como penalidade.

N√£o tinha como eu me sentir mais frustrado com uma situa√ß√£o t√£o desagrad√°vel. Entretanto, a coordenadora de controle de qualidade foi bem simp√°tica e compreensiva. Ela me disse, gentilmente, que eu poderia aprender com a experi√™ncia e us√°-la para melhorar minhas habilidades e minha aten√ß√£o. At√© ent√£o, eu n√£o tinha recebido nenhum tipo de feedback e, principalmente por ser negativo, esse serviu para me colocar em um estado de muita aten√ß√£o e cautela antes, durante e depois de qualquer trabalho de tradu√ß√£o. Posso afirmar com certeza que minhas preocupa√ß√Ķes com rela√ß√£o √† qualidade come√ßaram a ser constru√≠das e desenvolvidas devido a esse evento t√£o traum√°tico.

O tempo passou e, agora, grande parte do meu trabalho consiste em coordenação e edição/revisão de projetos. Para muitos deles, tenho que fornecer um feedback para os tradutores envolvidos. Como sempre me lembro da maneira extremamente educada que minha antiga coordenadora de qualidade lidou com a situação mencionada acima (e já que aquilo também me fez crescer profissionalmente), eu gostaria de compartilhar algumas dicas para tradutores, especialmente iniciantes, sobre como lidar com feedbacks:

  • Leia todas as corre√ß√Ķes e sugest√Ķes e crie um arquivo separado com elas. Sempre tenho um arquivo de feedbacks por cliente e um arquivo principal com todos os feedbacks que recebo. Isso pode ajudar voc√™ a aprender com especialistas ou clientes de campos muito espec√≠ficos. Voc√™ sempre ter√° uma carta na manga se ocorrer um problema de terminologia/consist√™ncia em um projeto futuro para o mesmo cliente.
  • Se voc√™ n√£o concorda com algo, questione. Naturalmente, se voc√™ acredita que est√° certo, far√° uma pesquisa mais aprofundada para provar seu ponto de vista. Fa√ßa isso com educa√ß√£o e n√£o se esque√ßa de incluir boas fontes. Na nossa profiss√£o, n√£o h√° lugar para arrog√Ęncia. Todos n√≥s sabemos que o tempo √© curto e decisivo e, como seres humanos, erros podem acontecer, mesmo por parte daqueles que deveriam corrigi-los.
  • Depois de receber, ler e concordar com o que foi escrito sobre seu trabalho, n√£o vire as costas, esque√ßa sobre ele e volte para suas tradu√ß√Ķes. √Č sempre bom responder √† mensagem. Preparar listas de erros, indicando corre√ß√Ķes, sugerindo maneiras de melhorar o estilo, entre outras coisas, √© muito estressante e demorado. Particularmente, n√£o gosto muito de ser respons√°vel por dar um feedback negativo para algu√©m, mas tenho que faz√™-lo. √Č bom quando a pessoa avaliada informa que tudo foi entendido e que a pr√≥xima vez ser√° melhor.

Por fim, todos n√≥s sabemos que tradu√ß√£o √© uma atividade que requer aprendizado constante. Nunca saberemos tudo e devemos aprender com nossos erros. Estou totalmente ciente de que a √ļltima frase foi um completo clich√™, mas acredito que todas essas ideias sejam essenciais para nos tornar mais cuidadosos e respons√°veis quando um trabalho nos for designado.

Obrigado, Carol, pela oportunidade. Ficarei extremamente feliz em ler comentários e outras histórias relacionadas a esse tópico. Sintam-se a vontade para me enviar um e-mail: cesarhf.translator@gmail.com

Muito obrigada por mais uma colabora√ß√£o para o blog, Paula! ūüôā

About the translator
DSC04193Paula Caniato acabou de se formar no curso de Bacharelado em Tradução (UNESP). Seus pares de idioma são inglês > português brasileiro e espanhol > português brasileiro. No início de 2014, ela decidiu começar a traduzir profissionalmente e foi contratada por uma agência de Campinas. Hoje, Paula está se especializando nas áreas de TI e marketing e também sonha com um futuro no mercado editorial. Ela reside em São José do Rio Preto РSP e pode ser encontrada em http://about.me/paulacaniato.

Tradução de quadrinhos

Estamos de volta com as tradu√ß√Ķes de publica√ß√Ķes do blog. Hoje temos uma nova tradutora, a Carolina Sert√≥rio, que traduziu a publica√ß√£o da convidada Tatiana Yoshizumi, Comics Translation, do ingl√™s para o portugu√™s.

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Quando a Carol me convidou para escrever uma publicação para o blog dela, conversamos um pouco sobre o que eu poderia escrever: as tarefas de uma editora-assistente ou a tradução de histórias em quadrinhos. Como este é um blog sobre tradução, decidimos que seria mais interessante escrever sobre o segundo tópico.

Como tudo começou

Traduzir não é necessariamente a tarefa de um editor. No entanto, minha equipe é pequena (somos apenas nove), a editora para a qual trabalho é internacional, portanto, tive a oportunidade de traduzir. Comecei traduzindo álbuns de figurinhas, que é bem simples, passei a traduzir algumas páginas de livros e, por fim, quadrinhos (que é bem divertido!).

Cheguei a traduzir quadrinhos italianos, conhecidos como Fumetti, e A Hora de Aventura (quadrinho baseado em um desenho de mesmo nome). 

Comparação com outros tipos de tradução

Ao traduzir quadrinhos, podemos usar e combinar v√°rias t√©cnicas usadas em outros tipos de tradu√ß√Ķes:

Tradução literária: a tradução de quadrinhos é bem parecida com a tradução literária, principalmente levando em conta os diálogos. Normalmente, usamos uma linguagem informal, tentando simular a linguagem oral.

Localização de jogos: dependendo do gênero dos quadrinhos que você estiver traduzindo, há diversas gírias. Além disso, é necessário levar em consideração o contexto e as imagens que devem corresponder com o texto.

Tradu√ß√£o t√©cnica: os personagens podem usam termos t√©cnicos e √© preciso pesquis√°-los para encontrar a tradu√ß√£o mais adequada no seu idioma. Tamb√©m √© poss√≠vel que seja necess√°rio pesquisar um assunto espec√≠fico. Por exemplo, durante uma de minhas tradu√ß√Ķes, precisei aprender sobre a Coloniza√ß√£o Italiana da Eti√≥pia.

Poemas: pode ser necess√°rio escolher entre significado e forma, caso voc√™ prefira traduzir as palavras e ‚Äúperder‚ÄĚ uma piada ou manter a piada e traduzir literalmente.

Principais desafios

Agora quero apresentar os principais desafios que enfrentei até hoje.

  1. O primeiro, √© equilibrar a linguagem oral com a escrita. Geralmente, tentamos usar a linguagem oral nas falas dos personagens para soar mais natural, portanto, usamos abrevia√ß√Ķes, g√≠rias, contra√ß√Ķes ou mesmo uma gram√°tica errada. No entanto, sempre h√° um limite. √Č preciso criar um padr√£o.
  2. Cada personagem tem uma forma peculiar de falar e você é o responsável por transferir isso para o seu idioma, recriar essa maneira particular, criar um padrão e um vocabulário para determinado personagem.
  3. √Č necess√°rio estar atento √† arte. O texto deve corresponder ao que foi desenhado. Isso quer dizer que, se voc√™ estiver traduzindo um texto e optar por trocar as palavras para criar uma piada, est√° tudo bem. Por√©m, se estiver traduzindo quadrinhos e a palavra estiver ilustrada, voc√™ n√£o poder√° alter√°-la.

Muito a ser discutido

Eu poderia escrever sobre várias outras coisas e dar outros exemplos, mas acredito que consegui transmitir uma ideia geral sobre como é a tradução de quadrinhos de acordo com a minha visão.

Espero que tenham gostado da publicação e, caso queriam saber mais, deixem um comentário ou entrem em contato!

Obrigada por lerem e, muito obrigada, Carol, pelo convite!

Obrigada pela colaboração com o blog, Carolina! Parabéns pelo ótimo trabalho!

Sobre a tradutora
IMG_20141222_131923Carolina Sert√≥rio ama viajar, voluntariar e praticar Muay Thai! Tradutora & Int√©rprete profissional (ingl√™s <>portugu√™s) formada pela Universidade Nove de Julho em 2010 e instrutora de idiomas desde 2007. Para mais informa√ß√Ķes, clique em About.me ou LinkedIn.

Tradu√ß√£o audiovisual: legendagem x dublagem

Hello, dear readers! How was your weekend? Ready to start another week? Well, before you do, why not enjoy another translation? Or during your lunch/break time, depending where you are.

Esther Dodo, our frequent translator, has translated the guest post Audiovisual translation: subtitling vs dubbing (by Valentina Ambrogio) from English to Brazilian Portuguese.

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Se h√° uma coisa que aprendi na minha experi√™ncia como tradutora audiovisual √© que jamais serei capaz de assistir a filmes estrangeiros (ou a qualquer programa de TV) como costumava fazer. Sim, porque agora presto aten√ß√£o a todos os detalhes relacionados a tradu√ß√£o! Imaginem como o meu namorado se sente quando come√ßo a reclamar das tradu√ß√Ķes mal feitas ou dos erros de segmenta√ß√£o das legendas, quando a √ļnica coisa que ele gostaria de fazer √© relaxar depois de um longo dia.

Deixe-me explicar um pouco sobre a minha especialização.

O que é tradução audiovisual? 

Tradução audiovisual (TAV) é a tradução de qualquer material de áudio, visual ou audiovisual para facilitar a distribuição dele em um mercado diferente. Quando falamos em TAV, normalmente nos referimos à dublagem, legendagem, localização e acessibilidade da mídia (audiodescrição, legendagem para deficientes auditivos).

A maior parte do meu trabalho é com legendagem e dublagem, portanto, falarei mais sobre essas duas áreas e a minha experiência com elas.

Legendagem

As legendas ajudam o p√ļblico entender a ‚Äúparte falada‚ÄĚ de um filme enquanto ouve os di√°logos originais. A pr√°tica generalizada de legendagem feita por f√£s fez com que as pessoas acreditassem que ela √© uma tarefa f√°cil. Sinto muito desapont√°-los, mas n√£o √©! Como qualquer outra especializa√ß√£o no segmento da tradu√ß√£o, o profissional precisa de treinamento adequado, e a exist√™ncia de cursos certificados na √°rea √© uma clara indica√ß√£o disso. A legendagem n√£o √© apenas uma mera tradu√ß√£o (o que √©, ent√£o?), e o legendador deve, por exemplo, tomar alguns cuidados com:

  • Quantidade de caracteres ‚Äď normalmente, cada linha n√£o pode ter mais que 40 caracteres, e cada legenda pode conter at√©, no m√°ximo, duas linhas.
  • Dura√ß√£o ‚Äď o espectador deve ter tempo para ler todas as legendas que aparecerem na tela. O tempo m√©dio de dura√ß√£o √© de 1,50 a 2 segundos para legendas bastante curtas (com uma ou duas palavras) e at√© 6 segundos para as mais longas.
  • Sincroniza√ß√£o ‚Äďo di√°logo do filme e a presen√ßa das legendas na tela devem ser correspondentes.

No entanto, a tradução audiovisual não se limita apenas a traduzir diálogos. Existem outros tantos elementos importantes (como placas, letras, textos na tela e outros textos escritos) que são frequentemente fundamentais para a trama e, portanto, devem ser traduzidos. Isso se torna um problema quando existem trechos de diálogos importantes e, ao mesmo tempo, uma placa relevante surge na tela. Em casos assim, o legendador deve fazer uma escolha importante e omitir o que ele considera menos relevante para o desenrolar do enredo. As boas legendagens são como vestidos feitos sob medida: eles servem perfeitamente, mas o papel do alfaiate não é visível. 

Dublagem 

Dublagem √© a tradu√ß√£o com ajuste (ou melhor, adapta√ß√£o) nos di√°logos para os movimentos labiais do ator (sincroniza√ß√£o de l√°bios), que tamb√©m √© um dos maiores obst√°culos do processo de dublagem. Certa vez, li que a dublagem √© como uma ilus√£o de que os personagens falam na l√≠ngua alvo. Na dublagem, a abordagem de tradu√ß√£o √© muito diferente do que na legendagem. Por exemplo, o tradutor deve fornecer o m√°ximo de indica√ß√Ķes poss√≠veis para o ator que far√° a dublagem, como:

  • Nome do personagem;
  • Pausas curtas ou longas;
  • Di√°logos dentro e fora da tela, mesmo dentro da pr√≥pria frase.

Essas são apenas algumas delas, existem muitas outras. A tradução

final se parece muito como um roteiro de cinema, mas com muito mais detalhes. Outros fatores a serem considerados são os movimentos corporais e os elementos não verbais. A dublagem ocorre na fase de pós-produção. Ela envolve toda uma equipe de especialistas, motivo pelo qual seus custos são consideravelmente mais altos do que os da legendagem.

Legendagem ou dublagem?

Existe uma longa discussão em curso sobre os prós e contras dessas duas técnicas bastante diferentes. Resumindo, por um lado, a legendagem permite que o espectador desfrute dos diálogos originais, o que é bom tanto para o aprendizado da língua quanto pelo simples fato de poder apreciar as vozes originais e todas as diferentes nuances delas.

Além do mais, é mais rápida do que a dublagem, acelerando, assim o acesso à mídia. Por outro lado, nem todo mundo gosta de assistir a um bom filme com legenda, que é considerada um elemento de distração. Essa situação é mais comum em países onde a dublagem é a prática mais comum.

Na It√°lia, algumas das maiores empresas de dublagem, administradas por um n√ļmero pequeno de fam√≠lias, s√£o respons√°veis por 80% do total dos filmes e trabalhos correlatos de dublagem, incluindo a parte tradut√≥ria. O resultado √© que todos os filmes n√£o apenas falam a mesma l√≠ngua, como tamb√©m t√™m as mesmas vozes. Essa, na minha opini√£o, √© uma das maiores desvantagens da dublagem. N√£o me leve a mal, os dubladores s√£o verdadeiros profissionais. Eles s√£o impec√°veis e t√£o bons quanto os atores, mas acredito que a dublagem interfere muito na ess√™ncia dos filmes.

Bem, eu defendo a legendagem. Meu √ļltimo trabalho de legendagem envolveu adapta√ß√Ķes de filmes para festivais internacionais de cinema. A tradu√ß√£o de filmes estrangeiros faz¬† com que eu tenha contato com diferentes culturas e estilos culturais de filmes diversos. √Äs vezes, sinto-me verdadeiramente conectada com esses filmes e fico bastante triste quando o trabalho chega ao fim (√© nesse n√≠vel que amo esse trabalho). Existe sensa√ß√£o melhor do que essa?

About the translator
Esther PicEsther Dodo é paulistana, formada em Administração de Empresas, tradutora freelancer e, atualmente, está prestes a obter certificação como tradutora no par inglês-português na New York University (NYU). Reside nos EUA desde 2001. Entre em contato com ela peloLinkedIn e pelo Facebook.

A forma√ß√£o acad√™mica realmente faz diferen√ßa?

Let’s welcome the week and the new month with another English to Brazilian Portuguese translation? The post Does an academic background really make a difference? was translated by Paula Caniato.

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Este √© um assunto um pouco controverso na √°rea de tradu√ß√£o. Os que t√™m forma√ß√£o acad√™mica dizem categoricamente que ela √© essencial. J√° os que n√£o a t√™m dizem que n√£o √©. Com bacharelado e mestrado em tradu√ß√£o, tenho que admitir que sou suspeita para falar. Se voc√™ for como eu, provavelmente gostar√° desta publica√ß√£o. Por√©m, se voc√™ n√£o tiver forma√ß√£o acad√™mica, n√£o desista: continue lendo. Se eu conseguir fazer voc√™ mudar de ideia, √≥timo! Caso contr√°rio, voc√™ pode compartilhar esta publica√ß√£o como a coisa mais absurda da qual j√° ouviu falar. ūüėČ

O que acontece √© que, infelizmente, para tornar-se um tradutor voc√™ n√£o precisa necessariamente ter curso superior. Se algu√©m domina (ou n√£o) dois idiomas, essa pessoa pode trabalhar como tradutora (entenda que n√£o estou discutindo qualidade e profissionalismo aqui, s√≥ o fato de que praticamente qualquer um pode ser tradutor). Simples assim. Se √© justo ou n√£o, isso √© assunto para outra discuss√£o. O fato √© que, j√° que a forma√ß√£o acad√™mica n√£o √© obrigat√≥ria, √†s vezes as pessoas se recusam a ‚Äúgastar‚ÄĚ tempo e dinheiro sentandas em uma cadeira, lendo e escrevendo muito, e praticando tradu√ß√£o.

Afinal, para que estudar tradu√ß√£o? Darei algumas raz√Ķes:

  1. O conhecimento te√≥rico que voc√™ aprende ajudar√° a construir seu ‚Äúeu‚ÄĚ tradutor, sua identidade como profissional que conhece toda a hist√≥ria e as teorias por tr√°s da arte de transformar um monte de palavras em uma l√≠ngua em um lindo texto bem-trabalhado em outra.
  2. Você terá prática de sobra em traduzir vários tipos de texto. Isso ajudará a ter pelo menos uma ideia de qual caminho seguir. Além disso, essa prática ensina alguns truques, o que fazer e o que não fazer.
  3. Aulas de gram√°tica. Elas podem parecer bobas e in√ļteis, mas acredite: voc√™ n√£o sabe tudo e comete erros gramaticais dos quais nem est√° ciente.
  4. Aulas de cultura e literatura nos seus dois idiomas de trabalho. E, dependendo da sua especialização, ainda há outras aulas. Por exemplo, meu mestrado foi em Estudos da Tradução com Comunicação Intercultural, portanto, tive, entre outras, aulas de Comunicação Interpessoal e de Tradução de Culturas.
  5. Você acaba aprendendo mais do que esperava. Aprendi italiano no meu bacharelado (para tradução, inclusive) e grego no meu mestrado (Ab initio para tradução).
  6. Oferece reconhecimento e legitimidade.

Essas raz√Ķes s√£o convincentes? Bem, algumas pessoas dizem que o ruim nesses cursos √© que eles n√£o oferecem uma ideia pr√°tica do mercado. √Č verdade. Entretanto, questiono se esse √© realmente o papel da universidade. A universidade s√≥ orienta voc√™. N√£o √© responsabilidade dela dar todas as informa√ß√Ķes necess√°rias para voc√™ ser um profissional bem-sucedido. Esse √© seu trabalho. Vivendo e aprendendo, na pr√°tica. Al√©m disso, √© melhor ser introduzido ao mercado com todos os conhecimentos que apontei acima do que com nenhum.

No final, não há desvantagens em fazer um curso superior (em qualquer área). Conhecimento nunca é demais.

Alguns outros artigos relacionados:
How (Not) to Be a Professional Translator and 6 Tips to Help You Become One
The (un?)importance of translation-specific degrees to translation
Masters in Translation

Qual é sua opinião sobre esse assunto? Você tem uma formação acadêmica em tradução? Concorda com a minha opinião? Tem algum outro ponto (bom ou ruim) que você acrescentaria?

Thank you, Paula, for your contribution to our blog! ūüôā

About the translator
DSC04193Paula Caniato est√° no √ļltimo ano do curso de Bacharelado em Tradu√ß√£o (UNESP). Seus pares de idioma s√£o ingl√™s > portugu√™s brasileiro e espanhol > portugu√™s brasileiro. No in√≠cio de 2014, ela decidiu come√ßar a traduzir profissionalmente e foi contratada por uma ag√™ncia de Campinas. Hoje, Paula est√° se especializando nas √°reas de TI e Marketing e tamb√©m sonha com um futuro no mercado editorial. Ela reside em S√£o Jos√© do Rio Preto – SP e pode ser encontrada em http://about.me/paulacaniato.

N√£o espere que as coisas caiam do c√©u. V√° √† luta e corra atr√°s delas!

Let’s start the last week of October with a new translation from English into Brazilian Portuguese by Esther Dodo, our frequent contributor to translating the blog posts. This time, the post Don’t wait for things to fall from the sky. Go and get it! was the chosen one. Enjoy!

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Esta publica√ß√£o sobre a import√Ęncia de ter ou n√£o forma√ß√£o acad√™mica suscitou um saud√°vel debate sobre a relev√Ęncia de ter um curso superior em tradu√ß√£o ou n√£o e, consequentemente, o que os cursos universit√°rios est√£o deixando a desejar. Portanto, desta vez, decidi falar sobre essa ‚Äúlacuna‚ÄĚ.

Lembro-me bem do meu primeiro projeto. Foi para uma agência de tradução, era uma apresentação em PowerPoint. Como era iniciante, eu ainda não tinha nenhuma ferramenta CAT, portanto, além de traduzir, tive que arrumar a formatação. Sejamos realistas: o PowerPoint não é o melhor amigo do tradutor, principalmente quando o coitado (o tradutor, quero dizer) é totalmente inexperiente.

Entretanto, até aqui, tudo estava indo bem.

O problema √© que havia imagens n√£o edit√°veis no arquivo. Entrei em p√Ęnico. O prazo de entrega era curto, foi durante um final de semana, e eu n√£o tinha a m√≠nima ideia de como traduzir aquelas imagens! Eu n√£o sabia o que fazer. N√£o era poss√≠vel entrar em contato com ningu√©m da ag√™ncia para pedir ajuda, pois era s√°bado √† noite. Acabei inserindo a tradu√ß√£o sobre a imagem.

Resumo da hist√≥ria: o projeto voltou porque eu obviamente n√£o sabia (e como deveria saber?) que as imagens n√£o edit√°veis deveriam ser traduzidas nos coment√°rios. Naquela ocasi√£o, foi exatamente isso que pensei: ‚ÄúComo eu deveria saber? Ningu√©m nunca me falou a respeito disso!‚ÄĚ

√Č isso mesmo, o bacharelado e o mestrado em tradu√ß√£o n√£o ensinar√£o os aspectos pr√°ticos necess√°rios para quando voc√™ estiver trabalhando como tradutor.

Seria isso um problema? Seria isso algo que os cursos carecem? N√£o tenho certeza.

Normalmente, os professores universitários são acadêmicos, pesquisadores, não tradutores profissionais. As aulas são práticas e teóricas, mas não direcionadas ao ato tradutório em si. Você traduz e, no máximo, aprende uma coisa ou outra sobre essa ou aquela ferramenta CAT. Nada mais. Você não aprende sobre gerenciamento de projetos e como lidar com eles, não aprende nada sobre contabilidade, muito menos sobre branding/publicidade.

Como aprendemos sobre tudo isso? Praticando. Ou participando de aulas extracurriculares, cursos, congressos, eventos, palestras, lendo blogs, participando de grupos profissionais, perguntando, pesquisando, etc. Em outras palavras, buscando por si próprio, não esperando que as coisas caiam do céu.

Isso não é algo complicado. Na verdade, a internet faz com que tudo seja muito simples. Você só precisa estar disposto a dedicar um tempo para as mídias sociais.

Aqui est√£o algumas dicas sobre como aprender a fazer isso:

  • Siga as pessoas (tradutores, ag√™ncias, empresas) nas m√≠dias sociais (Facebook, Twitter, Google+, LinkedIn, etc). Tamb√©m h√° grupos espec√≠ficos para tradutores no Facebook dos quais voc√™ pode participar. Eles oferecem boas dicas e discuss√Ķes, al√©m de permitir que voc√™ fa√ßa suas pr√≥prias perguntas para os outros membros.
  • Siga blogs de tradutores. Voc√™ encontrar√° todos os tipos de informa√ß√Ķes √ļteis em publica√ß√Ķes de blogs.
  • Participe de eventos de tradu√ß√£o, como congressos, simp√≥sios, etc. As m√≠dias sociais podem ajud√°-lo a se atualizar com os eventos que ser√£o realizados pr√≥ximos de voc√™.
  • Aproveite seu curso ao m√°ximo. Veja se sua universidade oferece atividades extracurriculares que possam lhe interessar.
  • Por √ļltimo, mas n√£o menos importante, interaja com pessoas, crie redes de contatos. Fa√ßa perguntas quando tiver alguma d√ļvida. Sempre tente aprender com a experi√™ncia dos outros.

Na verdade, seria perfeito se as universidades oferecessem palestras práticas sobre como administrar o nosso trabalho e como lidar com clientes, ou se houvesse uma especialização em gerenciamento na área tradutória. Mas como esse não é o caso (ainda?), temos que fazer a nossa parte e tentar buscar as respostas por conta própria.

Artigo relacionado:
Story of a Translator Student: You are in ControlofYour Life

Qual é sua opinião sobre esse assunto?

Thanks for another great contribution to our blog, Esther! Looking forward to your other translations. ūüôā

About the translator
Esther PicEsther Dodo é paulistana, formada em Administração de Empresas, tradutora freelancer e, atualmente, está prestes a obter certificação como tradutora no par inglês-português na New York University (NYU). Reside nos EUA desde 2001. Entre em contato com ela peloLinkedIn e pelo Facebook.

In-house or freelance translating? It’s up to you!

Hi, dear followers! How are you doing? I know I’ve been absent from the blog – it’s been three weeks since my last weekly post. I’m sorry! Working a lot, no time left for writing, unfortunately! ūüė¶ This week is less busy, so I promise there will be a post on Thursday. Stay tuned!

For now, we have another translated post. This time, from Portuguese into English, for a change. The source is¬†Traduzir in-house ou traduzir como freelancer? S√≥ depende de voc√™!¬†Today’s translator is Viviane Real.

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When I got Carol’s invite to take part in her guest posts, I immediately decided to talk about how I see the possibilities of ‚ÄĚworking freelance‚ÄĚ vs ‚ÄĚworking for a translation company‚ÄĚ’. However, only after learning that translator Mariana Sasso had chosen the same topic and after reading her text did I start to think about how to approach different aspects from those she had already tackled in her post. So, in this text I’ve tried to talk about the same subject from a different point of view and I hope I was able to pull it off. ūüôā

The first time I came across these two kinds of professional possibilities was right after I got my Master’s degree and entered the translation market.¬† An agency was offering both internal positions and freelance opportunities. Since I didn’t have any experience and was eager to get in the market, I applied for both. I ended up being selected for one of their internal positions so my first experience was as an in-house professional translator.

The experience as an in-house translator was, undoubtedly, invaluable, since it allowed me to take my first steps in the profession and to learn how the technical translation market works. I can also say that this job helped me to complement the sound education my BA in Languages specialized in Translation provided me. Back then, in my opinion, one of the biggest advantages of working in-house was the stability and safety provided by formal employment. In fact, I used to be quite wary of the possibility of working and making a living as a freelancer. I used to think to myself, ‚ÄĚ”Is it possible to make enough money working from home? What if there is no work? What if there are no clients? What if…?‚ÄĚ.

I worked at the company for almost a year and when I left, my second professional experience started: this time as a freelancer. To my surprise, the fears of being self-employed I used to have before soon became meaningless, because right from the start, I can say that there was always frequent and uninterrupted work. Soon, I came to notice some aspects that, in my opinion, are advantages over in-house work. As a freelancer, I could truly dedicate myself to what I like the most: translating! That might seem obvious, but it isn’t. As an in-house translator, besides translation itself, professionals are also responsible for several stages through which the text must go until and after its final delivery to the client: revision (comparing the original to the translation), proofreading (reading of the translated text only), implementation of updates/corrections/alterations/client feedback, etc. These changes are not motivated only by problems with terminological or linguistic quality. For instance, the client frequently asks for changes in the source after the translation has started or even after delivery, thus an update is necessary so that it matches the new source. Some other times, even though the client or reviser often recommends important alterations that improve the overall quality of the final text, there are situations when the suggested changes are questionable in terms of relevance, such as replacing a noun phrase with a verb phrase – ‚ÄĚchocolate cake‚ÄĚ becomes ‚Äúchocolate flavored cake‚ÄĚ, and it is up to the in-house professional to accept/reject and implement or not these modifications (bearing in mind that in case of rejection, it is necessary to justify the decision). It is important to highlight that I don’t think these post-translation stages are less important, and I believe that enjoying or not these other tasks depends on the translator profile. Now I know I am one of those professionals who don’t like them. Thus, one of my first and happiest discoveries as a freelancer was that I could just translate and feel free to refuse working with revision, implementation, updating, etc.

For four and a half years, I worked as a freelancer. During this period, I started and kept solid partnerships with some companies and was also able to focus on technical areas I like the most, namely IT and marketing.¬† After that, I felt the need for a change, for doing something different so I started to consider the possibility of getting back to in-house translation. Even though there were not many problems with the freelance translator routine and work remained plentiful, the ‚Äúwind of change‚ÄĚ was blowing again and I decided to follow it.

I got back to working as an internal translator for another company. I can say that, in this second in-house experience, I missed the time when, as a freelancer, I used to ask to take a look at a text before accepting the job and if it was a gyratory crusher’s hydraulic pump, I could simply refuse it and wait until something less ‚Äúovertly technical‚ÄĚ came along. This time, besides the impossibility of refusing texts about themes I was not quite familiar with and the endless demands for alterations in translation that I mentioned before, another side of working for an agency started to really get to me: the lack of subject variety in the material to be translated. I reckon it is appropriate to mention the importance of text variety in order to keep the technical translator’s work routine a healthy one.¬†In my opinion, translators rest from one translation not only after it’s delivered and they can take a day off. When we start working on another text about a whole different subject, in a way, we are taking a break from the previous one. However, in a translation agency, such variety is rather limited, for the company has their client portfolio and naturally, those with the highest demands will take up most of the staff time. Generally, texts from the same client tend to be about the same subject. So, for a few more months I implemented countless relevant and non-relevant alterations and translated the same old things all day every day, until I realized that life as an in-house translator was not fit for me anymore or I wasn’t cut out for it, or both. In less than a year, I decided to go back to my freelancer life and that is how I do business today.

It’s crystal clear to me that affinity (or lack of it) for freelance or in-house work is really a matter of personal preference, without absolute advantages or disadvantages, just like Mari Sasso stressed on her post. In spite of the benefits, such as interpersonal relationships with coworkers and guarantee of frequent work provided by the company contract (which Mari Sasso also pointed out), in order to assure my own satisfaction and good professional performance, the most crucial facts are having the power to decide whether or not to translate a particular text; being able to dedicate exclusively to tasks I enjoy and knowing that I will always profit from subject variety. Nevertheless, I admit that another professional might have a totally distinct experience, appreciating the advantages of life in a company, which surely are real.

Currently, even when I am capable of understanding very clearly that I ‚ÄĚwasn’t born‚ÄĚ to be an in-house translator, I see that both experiences I’ve had as such in addition to both freelance experiences were equally necessary and relevant to make me come to this conclusion. I believe that, if I hadn’t given myself the right to change when I was longing for it, even though I was satisfied with being a freelancer, then I might still be flirting with the idea of getting back to working in-house. In other words, I believe that some ‚Äúcertainties‚ÄĚ are just conquered after we give ourselves the right to try out different options and possibilities. Therefore, for beginning translators who are still entering the market or for those who know only one of these sides, I’d say it’s necessary to experiment with both in order to find out which one suits your professional profile better.

Thank you, Viviane, for kindly volunteering to translate a post for our blog! ūüôā

About the translator
10721040_755978441140302_412829723_nViviane has a degree in Pedagogy by the University of São Paulo. She holds a Cambridge Proficiency as well as CELTA and DELTA certificates which have helped her build a 13 year career in English Language Teaching. In 2013, she felt it was time for a change and started a course at PUC-SP to become an Interpreter and this year, she joined the DBB course for translators. Nowadays, she is a freelance translator living in Jundiaí, SP, Brazil.

Erros comuns em tradu√ß√Ķes do ingl√™s para o portugu√™s

Hello, dear followers! Missed our posts last week? Unfortunately, I didn’t have time to publish anything, because I was attending two translation confereces (Abrates, in Rio de Janeiro; and Semana do Tradutor, in S√£o Jos√© do Rio Preto). I also presented at the latter. I’ll soon write about both of them and about my debut as presenter. Stay tuned!

Today, we have another translation from English to Portuguese, this time of the post Common translation mistakes from English to Portuguese, by Esther Dodo.

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Eu já havia escrito uma publicação sobre alguns erros gramaticais comuns que os brasileiros normalmente cometem em português. Hoje, decidi escrever sobre alguns erros comuns que os iniciantes normalmente cometem quando traduzem do inglês para o português brasileiro.

Segue uma lista com 10 exemplos de erros comuns com os quais me deparei ao longo da minha vivência como tradutora (a maioria relacionados com textos de TI).

  1. Please
    Em inglês, é muito comum nos desculparmos por tudo. No entanto, em português, não é. Portanto, você deve simplesmente ignorar quando a palavra aparecer na sua tradução.
  2. Eventually
    Essa palavra é um falso cognato: nunca deve ser traduzida como eventualmente (que, na verdade, significa ocasionalmente),mas  como finalmente ou consequentemente. 
  3. Sincerely
    Sinceramente não é usado no encerramento de cartas ou e-mails em português. Em vez disso, devemos utilizar atenciosamente.
  4. Information
    Embora os substantivos incont√°veis apresentem-se na forma singular em ingl√™s, em portugu√™s, eles s√£o expressos no plural, portanto, a tradu√ß√£o correta √© informa√ß√Ķes.
  5. Delete
    Excluir, n√£o deletar.
  6. Enter
    Digitar, não inserir. 
  7. Sensible
    A tradução correta não é sensível (sensitive), mas sensato. 
  8. Verify
    Confirmar, comprovar, garantir, n√£o verificar (check).
  9. Application
    Em TI, significa aplicativo, não aplicação. App é  a forma abreviada, portanto, é uma palavra masculina, não feminina: o app.
  10. Address
    Jamais é traduzido, embora você possa, dependendo do caso, traduzir o nome da cidade e do país, se aplicável.

Lembrando que todas essas op√ß√Ķes de tradu√ß√£o dependem do contexto, mas, elas se aplicam em geral. √Č importante que voc√™ sempre consulte o material de refer√™ncia do cliente, os guias de estilo e os gloss√°rios, e que sempre fa√ßa uma pesquisa abrangente, mesmo quando pensa que sabe a tradu√ß√£o de um termo. Os tradutores devem ser sempre extremamente cautelosos.

Eu mesma, quando era iniciante, também cometi a maioria desses erros, mas aprendi com a prática, sempre prestando muita atenção nos feedbacks, tentando assimilá-los e aprendendo com eles. Jamais cometo o mesmo erro duas vezes, e se você tem a possibilidade de nunca chegar a cometê-los, por que então perder a oportunidade, não é mesmo?

Você teria algum outro termo para adicionar nessa lista?

I’d like to thank Esther, for kindly translating several posts for our blog. You rock! ūüôā

About the translator
Esther PicEsther Dodo é paulistana, formada em Administração de Empresas, tradutora freelancer e, atualmente, está prestes a obter certificação como tradutora no par inglês-português na New York University (NYU). Reside nos EUA desde 2001. Entre em contato com ela pelo LinkedIn e pelo Facebook.

Alguns conselhos pessoais e sinceros aos iniciantes

Hi, there! Have you enjoyed the weekend? Did you rest? Are you having a productive beginning of the week? Hope so.

Let’s start this week with another post translation. This is a translation of Some personal heartfelt tips for newbies, by Luciana Chagas.

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√Č prov√°vel que tenha a ver com os pr√≥ximos feriados aqui no Brasil e tamb√©m com a Copa do Mundo, mas est√° chovendo trabalho por estas bandas! Loucura total! Em raz√£o disso, comecei a buscar parceiros confi√°veis que pudessem me ajudar. E foi assim que teve in√≠cio esta hist√≥ria toda.

Primeiro, n√£o confio em desconhecidos. Ou seja, n√£o repasso projetos que recebi de clientes preciosos a pessoas que nunca vi na vida. Minha primeira atitude √© pedir refer√™ncias a tradutores de minha confian√ßa e a professores da √°rea de tradu√ß√£o. Isso deveria funcionar perfeitamente, certo? Lamento dizer: n√£o √© o que ocorre. J√° me indicaram pessoas consideradas os melhores alunos em sala de aula que, no fim das contas, acabaram sendo uma decep√ß√£o. (Ora, eu mesma n√£o fui a melhor aluna de minha turma, ent√£o, acho que isso n√£o significa muita coisa.) Outros supostos tradutores estavam t√£o ocupados dando aulas que n√£o tinham tempo para assumir projetos. V√° entender… Cheguei a quase desacreditar e desistir de encontrar bons profissionais para me auxiliar. Bem, ainda tenho dificuldade com isso, mas, ao menos, encontrei um ou dois que valeram a busca.

Por isso, aqui vão alguns conselhos sinceros para aqueles que estão tentando se estabelecer no mercado de tradução:

  • Ou voc√™ √© tradutor ou √© professor. Se voc√™ realmente quer se tornar um tradutor profissional, deve se arriscar a recusar aulas a fim de ter algum tempo livre para aceitar eventuais ofertas de trabalho. Sim, eu sei que voc√™ tem contas a pagar. Contudo, se preencher sua agenda com aulas, √© bem prov√°vel que n√£o ter√° tempo para assumir um projeto de tradu√ß√£o que venham a lhe oferecer. E, no in√≠cio, √© importante assumir tantos projetos quantos poss√≠veis, a fim de se mostrar dispon√≠vel e se tornar conhecido. Durante algum tempo, tente juntar dinheiro dando aulas e, ent√£o, use essa economia para, aos poucos, ir deixando a atividade de professor. Do contr√°rio, isso se tornar√° um c√≠rculo vicioso e voc√™ nunca ter√° tempo para se lan√ßar como tradutor.
  • Se voc√™ se formou em engenharia mas acabou descobrindo que seu neg√≥cio √© traduzir, sim, o melhor a fazer √© ingressar em um curso de tradu√ß√£o. Caso voc√™ j√° tenha forma√ß√£o como tradutor, considere cursar uma p√≥s-gradua√ß√£o. Se j√° fez tudo isso, por que n√£o se inscrever em cursos r√°pidos, buscar programas de educa√ß√£o continuada, participar de palestras e outros eventos no setor? Fa√ßa o que achar mais adequado, mas n√£o deixe de aprender!
  • Voc√™ deve sempre fazer o seu melhor ao traduzir, mas os primeiros trabalhos s√£o os mais significativos. A primeira impress√£o √© fundamental. Se voc√™ pisar na bola logo no primeiro projeto, ter√° grandes chances de perder o cliente. Ent√£o, dedique-se de corpo e alma √†s suas primeiras tradu√ß√Ķes.
  • Como j√° sugeri na semana passada, seja sempre sincero com o cliente, ainda que se trate do (ou especialmente se for) seu primeiro trabalho. Ap√≥s assumir o projeto, se voc√™ descobrir que o texto √© mais t√©cnico do que imaginava e tiver problemas com isso, fale com o cliente. Est√° enfrentando problemas pessoais que afetam a qualidade de seu trabalho? Abra o jogo com o cliente e tentem encontrar, juntos, uma solu√ß√£o. √Č melhor deixar tudo √†s claras do que entregar uma tradu√ß√£o de m√° qualidade e manchar sua reputa√ß√£o.
  • Aceite feedbacks e aprenda com eles. Converse com o revisor caso voc√™ discorde de algo. Se voc√™ estiver certo, √≥timo! Se n√£o, as justificativas dele servir√£o para voc√™ aprender! Nunca se considere um perito no assunto. Voc√™ pode trabalhar como tradutor por dois, cinco, dez ou trinta anos, mas sempre haver√° algo a aprender.
  • A menos que voc√™ consiga um cliente direto (e mesmo que isso aconte√ßa), seja realista quanto aos pre√ßos que pratica. Pesquise; consulte colegas e amigos que j√° se estabeleceram na profiss√£o; consulte associa√ß√Ķes de profissionais em seu pa√≠s, para ver se sugerem uma lista de pre√ßos; analise a oferta do cliente, se for o caso. Se voc√™ ainda n√£o disp√Ķe de uma boa carteira de clientes, n√£o chegar√° a lugar nenhum insistindo em valores impratic√°veis. Comece pequeno (como em qualquer profiss√£o) e, com consist√™ncia e sensatez, aumente seus pre√ßos. O contr√°rio tamb√©m vale: n√£o cobre valores extremamente baixos. Leia mais sobre pre√ßos aqui.

Se nenhuma dessas dicas funcionar, √© poss√≠vel que voc√™ esteja na profiss√£o errada. Afinal de contas, a √ļnica explica√ß√£o para o fato de algu√©m trabalhar com afinco e n√£o obter bons resultados √© que talvez essa pessoa n√£o tenha nascido para a fun√ß√£o que exerce.

Você acrescentaria algum outro conselho a essa lista? Você é iniciante e gostaria de dar sua opinião?

Thanks a lot for your kind contribution to our blog, Luciana! ūüôā

About the translator
Foto - Luciana ChagasLuciana Chagas √© tradutora no par ingl√™s-portugu√™s, preparadora e revisora de texto e desde 2006 atua no mercado editorial. Sua primeira forma√ß√£o foi em Processamento de Dados (Fatec-SP) e, entre 1994 e 2002, desenvolveu sistemas de inform√°tica para grandes empresas dos setores financeiro e de telecomunica√ß√Ķes. Em 2002, decidiu cursar uma nova gradua√ß√£o, desta vez em Letras, com habilita√ß√£o em portugu√™s e ingl√™s (FFLCH-USP). N√£o deu outra: amou de paix√£o! Agora passa os dias √†s voltas com as artimanhas da linguagem e confessa que n√£o quer outra vida. Entre em contato com ela via e-mail.

Estimulando a produtividade e eliminando as distra√ß√Ķes

Olá! Voltamos com mais uma tradução de publicação do blog. Esta é a vez da publicação semanal Boosting productivity and removing distractions. Espero que gostem!

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Geralmente,¬† passamos entre 8 a 10 horas por o dia (ou √†s vezes ainda mais do que isso) na frente do computador. Entretanto, √© bastante dif√≠cil e requer muito esfor√ßo e disciplina permanecer focado e n√£o verificar os e-mails a cada 5 minutos (ou menos!), ler o que seus amigos/colegas est√£o postando no Twitter, ver o que as pessoas est√£o postando no Facebook, ler aquele (enorme) gr√°fico informativo sobre produtividade (que ir√īnico!) no Google+, ver quem visualizou o seu perfil no LinkedIn, bater papo no Skype com amigos sobre as aventuras do final de semana, pesquisar no Pinterest para encontrar algo interessante, assistir ao novo v√≠deo da Beyonc√© no YouTube, ver quem comentou no seu blog. Ufa! Quantas distra√ß√Ķes! A lista continua. Al√©m de distrair e de n√£o permitir que voc√™ se concentre no seu trabalho, esses s√£o desperdi√ßadores de tempo perigosos se voc√™ n√£o tiver cuidado.¬†

Bem, se voc√™ for um daqueles viciados que tem dificuldade em manter-se longe das distra√ß√Ķes on-line, √© melhor pegar pesado.¬†

StayFocusd é uma extensão do navegador Google Chrome que limita o tempo gasto em sites que, conforme predeterminado, fazem com que você desperdice seu tempo. Defina o tempo máximo diário que você se permite ficar em cada site e, decorrido o tempo, não terá permissão para acessar nenhum desses sites pelo restante do dia. 

√Č cientificamente provado que nosso c√©rebro permanece atento somente durante um per√≠odo limitado (e com uma quantidade de informa√ß√Ķes limitada). Para evitar a sobrecarga dos nossos c√©rebros com informa√ß√Ķes ou com o¬† trabalho incessante por longas horas, √© aconselh√°vel dividir o tempo em partes produtivas e partes de descanso. Voc√™ pode, por exemplo, trabalhar ativamente durante 25 minutos sabendo que ter√° 5 minutos de descanso para fazer o que preferir.

Afinal de contas, recompensar a si próprio também é importante. 

O Strict Workflow é uma extensão do Google Chrome semelhante ao Pomodoro Technique, mas, como o próprio nome diz, mais rígido. Ele obriga você a trabalhar por 25 minutos seguidos, bloqueando uma lista de websites predeterminados. Passado esse período, você terá acesso aos websites bloqueados por 5 minutos. Pode repetir o procedimento, conforme necessário, e mudar a duração do controlador de tempo. 

Agora, se você quiser ter uma melhor ideia do tempo gasto efetivamente trabalhando e do tempo gasto nas mídias sociais, o software Visual TimeAnalyzer monitora todo o uso do seu computador (tempo de trabalho, pausas, uso da internet, etc.) e fornece relatórios detalhados de toda a sua atividade. Você pode descobrir quanto tempo gasta no Facebook, trabalhando em projetos ou até nos devaneios! 

Se voc√™ precisa apenas se concentrar em escrever um texto para o seu blog, preparar a sua pr√≥xima apresenta√ß√£o ou escrever um livro, o Ommwriter √© um aplicativo gratuito de edi√ß√£o de texto para Mac (CreaWriter para Windows) que funciona em tela cheia. Voc√™ pode mudar o tipo e o tamanho das letras, al√©m da imagem de fundo. Aproveite um ambiente calmo e sem distra√ß√Ķes para se concentrar em escrever e nada mais.¬†

Boa sorte e mantenha-se produtivo! 

Voc√™ conhece outra ferramenta que ajude a manter a produtividade e a remover as distra√ß√Ķes? N√£o deixe de compartilhar as suas opini√Ķes conosco.

Translator’s bio
Esther PicEsther Dodo é paulistana, formada em Administração de Empresas, tradutora freelancer e, atualmente, está prestes a obter certificação como tradutora no par inglês-português na New York University (NYU). Reside nos EUA desde 2001. Entre em contato com ela pelo LinkedIn e pelo Facebook.