Guest post: O que é esse tal de mindfulness?

Seja bem-vindo (de volta) à nossa série de publicações convidadas!

Hoje, depois de voltar de uma aula matinal de yoga, tenho o prazer de receber Amanda Ribeiro, intérprete, que falará sobre atenção plena (mindfulness).

Bem-vinda, Amanda!

lesly-juarez-DFtjXYd5Pto-unsplash

Crédito: Lesly JuarezUnsplash

Mindfulness: como manter a cabeça no lugar

Sempre que eu ouvia falar sobre os benefícios da meditação, eu já me adiantava e dizia que não era para mim. Afinal, moro num apartamento que fica em uma avenida movimentada de São Paulo, não tenho como me sentar diariamente em posição de lótus para ver o nascer do sol do topo de uma montanha, muito menos como desfrutar de silêncio absoluto. Além disso, minha cabeça é como o YouTube: é só propor um assunto e ela já deixa engatilhada uma lista infinita de sugestões relacionadas – ou nem tão relacionadas assim. Por essa e outras, “pensar em nada” estava fora de cogitação.

Somado a isso, vivemos na era da informação, da hiperconectividade, das mudanças rápidas, de volumes inimagináveis de dados, notícias, atualizações, livros, audiolivros, podcasts, revistas, séries, filmes e aplicativos que medem tudo nessa vida, com apenas um clique.

Todo esse volume de informação e de possibilidades, combinado à minha mente naturalmente inquieta de intérprete e personalidade que não acredita que exista cultura inútil, começou a pesar e a me sobrecarregar. Não demorei a sentir os sintomas de ansiedade, dificuldade para dormir e angústia por sentir que estava sempre devendo, sempre às voltas com tanto conteúdo pra consumir e tarefas por cumprir.

Para tentar “dar conta de tudo”, eu me treinei para ser multitarefa. Escovava os dentes ao mesmo tempo em que abria as janelas da casa, sempre comia escutando podcasts ou lendo as notícias, e com isso, jurava que estava otimizando meu tempo. Não estava. E foi então que percebi que quase tudo que eu fazia na vida era no piloto automático.

Olha, não estou aqui pra vilanizar o piloto automático, não. Não sobreviveríamos se tivéssemos que focar 100% em todas as nossas atividades. É uma questão de sobrevivência. Mas deixar que esse seja o padrão que dita o ritmo da nossa vida e endeusar a capacidade de fazer várias coisas ao mesmo tempo também não é o caminho.

Para dar uma ideia do meu estado mental, por falta de atenção no momento presente, tranquei meu marido dentro de casa e levei as chaves, minhas e dele, para o trabalho – duas vezes. Já desliguei o disjuntor de energia da cozinha ao sair para viajar (estragou tudinho que estava no freezer e na geladeira, e o cheiro, depois de 15 dias, ainda era de cena de crime, mesmo depois de uma amiga muito ponta firme ter dado uma faxinada antes da minha volta pra casa). Mais de uma vez me dei conta de que esqueci a fonte do notebook dentro da cabine de interpretação quando já estava no ponto de ônibus, e levanta a mão aqui quem já resgatou meias da lata de lixo o/ – que obviamente deveriam ter sido colocadas no cesto de roupa suja. Nada grave, eu sei, apesar de inconveniente. Mas, em casos extremos, a falta de atenção pode até ser fatal. Não é à toa que surgiu a necessidade de criar uma lei e colocar a plaquinha “Antes de entrar, verifique se o elevador está parado neste andar”.

O meu trabalho de intérprete já exige, por natureza, que eu divida a minha atenção entre esforços distintos e simultâneos. Segundo a Teoria do Modelo dos Esforços, de Daniel Gile, o intérprete precisa ouvir e analisar, produzir o discurso no idioma de chegada e armazenar informação na memória de curto prazo. Tudo ao mesmo tempo e o tempo todo. Como meu trabalho requer toda essa concentração e atenção, eu sabia que precisava fortalecer essa capacidade não natural e dar uma trégua para o meu cérebro nos momentos em que sou só pessoa física.

Sabia que algo precisava mudar em mim e foi com a certeza de que seria um grande desafio reaprender a fazer as tarefas do dia a dia com mais atenção que cheguei ao treinamento de oito semanas de mindfulness.

Era preciso aprender a desacelerar, a respirar, a escolher fazer uma coisa de cada vez.

“Mindfulness é um lugar para respirar no turbilhão da vida”, segundo a definição da instrutora Regina Giannetti, do programa Você mais Centrado. “É um estado mental em que você respira, permite que sua mente se estabilize e proporcione clareza de pensamentos.”

De maneira bem direta e simples, para praticar mindfulness você não precisa de uma vista privilegiada ou de um ambiente zen. Você pode estar presente e com atenção plena assim, exatamente do jeitinho que você está agora. Não importa se tem um avião sobrevoando sua casa ou uma sirene de ambulância disparada. Se decidir baixar a poeira dos pensamentos, sente-se de maneira confortável (de preferência sem se deitar para não cair na armadilha do relaxamento total e na sonolência), deixe os pés bem apoiados no chão, feche os olhos e preste atenção apenas na sua respiração, na maneira como seu peito se move quando inspira e expira, na temperatura do ar, na quantidade de ar entrando e saindo dos pulmões até que o temporizador avise que você chegou ao final da prática. É fácil? Não, não é. No começo, 5 minutos dessa prática parecem uma eternidade. Tudo o que você pensa é: “Será que falta muito ainda?” Sua cabeça implora para que você desista, te provoca com pensamentos de “não consigo”, “já cansei”, “vou parar antes, só desta vez”. Mas se você persistir e deixar ir esses pensamentos, a prática vai ficando mais confortável, você consegue ir aumentando o tempo e colhendo os benefícios de uma mente mais tranquila.

Uma alternativa de exercício é concentrar-se apenas nas percepções, e não na respiração. Trata-se de uma varredura de cada pedacinho do seu corpo. A sensação do seu pé direito dentro do calçado que está usando agora, os pontos em que seu corpo toca o assento e o encosto da cadeira, a textura da sua roupa encostando na pele, a existência de tensão em alguma parte específica do corpo. É maluco perceber que essas coisas estavam aí o tempo todo e não damos a elas a mínima atenção. Ao ter mais autoconsciência, passamos a notar essas partes esquecidas do corpo, e ao exercitar estar mais presente, passamos a nos conhecer melhor e a entender que, muitas vezes, o que estávamos sentindo não era fome, mas sim sede, que está irritado porque uma peça de roupa está desconfortável ou, ainda, aprende a apreciar, de maneira totalmente nova, o sabor de alimentos comuns do seu dia a dia.

O exercício diário fortalece nossa mente. Sem nos darmos conta, lembramos de respirar melhor em momentos de stress, aprendemos a nos acalmar quando estamos diante de decisões difíceis, a priorizar nossas demandas com clareza.

Hoje em dia, existem muitos aplicativos, como Headspace, Lojong, Meditação Natura e Gentle Birth (para gestantes), que oferecem práticas guiadas. Todos eles dispõem de versões gratuitas e pagas, e vale a pena baixar pelo menos um e começar a usar ainda hoje!

Olha, se você achou tudo incrível, mas decidiu começar na segunda-feira ou prefere esperar ter tempo para praticar o mindfulness, já adianto que isso não vai acontecer. É preciso criar esse tempo. Que sejam 4, 5 minutos por dia, todos os dias. Nem preciso dizer que mesmo quando alegamos não termos tempo algum, “nos perdemos” por muito mais do que esses minutinhos no abismo das redes sociais e nas armadilhas da internet.

Não pode fazer a prática formal? Experimente a prática informal. Escolha alguma tarefa do dia para fazer com atenção plena. Desta vez, você não focará na respiração ou no corpo, mas na execução de uma tarefa específica. Se for escovar os dentes, por exemplo, faça como se fosse a primeira vez na vida que realiza essa atividade. Preste atenção na cor da pasta, no cheiro, na aparência, no formato da escova, no material de que é feita. Veja a quantidade de pasta que coloca, o sabor, a textura, a temperatura dela. Atente-se aos movimentos da escovação, como a escova toca os dentes, a gengiva, a quantidade de espuma que forma. Sei que parece papo de doido, mas garanto que será uma experiência rica perceber os pequenos prazeres escondidos em um dia comum, como vestir uma roupa limpinha perfumada de amaciante ou apreciar a sensação do sol leve da manhã iluminando e aquecendo seu rosto.

Resumindo, pratique, persista e se aceite. Deixe ir os pensamentos. Quando os pensamentos surgirem, em vez de se apegar e dar muita importância para eles, perceba que eles sugiram e volte sua atenção para a sua respiração ou para onde decidiu ancorar a concentração. Não se julgue e tenha paciência contigo. É da natureza humana ter pensamentos, expectativas, impaciência, sentimentos de evitação. Quando surgirem esses pensamentos, seja gentil com você mesmo, reconheça a existência deles, volte a atenção pra sua respiração e sustente o máximo que puder, sem julgamento.

Por fim, como apoio pra todo o sempre, sugiro que acompanhe o podcast Autoconsciente. Trata-se de um canal criado por uma especialista e instrutora de mindfulness que traz conteúdo para você entender melhor sua mente e emoções e viver em paz contigo mesmo.

Seja bem-vindo! Que você esteja bem.

Sobre a autora
AmandaRibeiro_047Amanda Ribeiro é formada em Interpretação de Conferências pela PUC-SP e conta com Bacharelado em Tradução e Interpretação pela Universidade São Judas Tadeu e pós-graduação em Tradução pela Universidade Gama Filho.
Começou sua carreira atuando como tradutora, quando teve a oportunidade de traduzir textos de diferentes segmentos. Trabalha com interpretação desde 2016 e já atuou em configurações de reuniões, auditorias, pesquisas de mercado, treinamentos e congressos nas modalidades de interpretação simultânea, consecutiva e acompanhamento. Além das modalidades tradicionais, Amanda tem experiência em interpretação simultânea remota (RSI) por meio de plataformas virtuais. Além de intérprete, é locutora comercial e narradora de audiodescrição. É apaixonada por sua profissão, ama a comunicação e está constantemente em busca de melhoria e aprimoramento pessoal e profissional.

Guest post: Inglês jurídico

Sejam bem-vindos de volta à série de convidados do blog!

A convidada deste mês é a Bruna Marchi, do Descomplicando o Inglês Jurídico e do DIRECTI (que será realizado na semana que vem, em São Paulo, com a possibilidade de participação online). Se você trabalhar com a área jurídica, não pode deixar de segui-la nem perder o DIRECTI (as inscrições ainda estão abertas, e os seguidores da minha newsletter têm desconto!).

Seja bem-vinda, Bruna!

rob-girkin-BWRY6qXMxfU-unsplash

Photo by Rob Girkin on Unsplash

Esse tal de inglês jurídico

A linguagem técnica em um idioma estrangeiro é sempre um grande desafio. Com a crescente colaboração entre os países nos âmbitos comercial e econômico, o intercâmbio de informações flui com muita rapidez.

Imagine-se um médico brasileiro que tenha a oportunidade de fazer um curso de especialização em um país de língua inglesa. Estudar os termos técnicos em inglês é de primordial importância e um grande desafio. Esse profissional terá que estudar como se diz “cabeça”, “cirurgia”, “bisturi” e outras expressões em inglês. Possuir bons dicionários e material de referência é essencial. Uma vez que o médico aprenda esses e outros termos principais na língua inglesa, está preparado para enfrentar as aulas em um país estrangeiro.

Vejamos, agora, o exemplo de um jurista que tem a oportunidade de fazer um mestrado em direito (conhecido como L.LM.) nos Estados Unidos. Assim como o médico do parágrafo acima, ele terá que estudar a linguagem técnica em inglês, nesse caso, a linguagem técnico-jurídica. Além de todos os desafios enfrentados pelo médico na busca pela aquisição da linguagem técnica, o advogado se deparará com mais um obstáculo: o fato de, na grande maioria das vezes, não haver uma equivalência absoluta entre os termos jurídicos em português e inglês. Um dos exemplos clássicos dados nessa situação é a tradução, para o inglês, do termo latrocínio, uma vez que não há uma palavra única, na língua inglesa, que transmita esse conceito.

O profissional do Direito, porém, jamais poderá se imiscuir em verter para o inglês o conceito que precisa usar para se expressar corretamente. Um instrumento essencial é o uso do direito comparado para aproximar conceitos entres sistemas jurídicos de países distintos, ou seja, com o conhecimento prévio, neste caso específico, do sistema jurídico brasileiro, o profissional deve-se dedicar a conhecer, ao menos, a estrutura geral do direito estrangeiro, para, só então, iniciar o processo de verter conceitos de uma língua para outra. Segundo Soares “[…] o ‘Direito Comparado’ tem uma realidade no universo do direito-ciência, uma vez que sempre será possível realizar-se uma comparação de sistemas jurídicos de países diferentes, com metodologia científica, estabelecer princípios comuns e diferenciados, inclusive até mesmo uma teoria geral do comparativismo jurídico, (à maneira de uma gramática universal de todas as línguas existentes). No Direito Comparado, o que se tem em mira, é realizar uma comparação e, feita esta, partir para uma dupla tarefa: a) conhecer cada termo, isoladamente, na sua individualidade e especificidade, em cada sistema frente a frente e b) da aproximação de ambos, distinguir os elementos que existem em comum e, a partir do descobrimento de valores comuns, realizar a Comparação. O Direito Comparado deverá propiciar julgamentos de valor do tipo ‘são equivalentes’, ‘produzem efeitos semelhantes, dadas as mesmas circunstâncias’, ‘são equiparáveis, desde que se desprezem tais ou quais elementos factuais’, julgamentos esses que devem propiciar a uma decisão final que, no fundo, residiria em ‘reconhecer um instituto desconhecido’ nos seus efeitos, num determinado ordenamento jurídico.”

Uma sugestão enfática é o uso de dicionários jurídicos reconhecidos no mercado. Um deles é o Dicionário de Direito, Economia e Contabilidade, inglês–português, do Marcílio. O autor permitiu a sua distribuição gratuita, em PDF. Aproveite e baixe-o aqui. Um dos dicionários inglês–inglês mais respeitados no mercado é o Black’s Law Dictionary. Acesse-o gratuitamente.

Um pergunta que muitos tradutores me fazem é a seguinte: “É essencial ter graduação em Direito para ser um bom tradutor jurídico?” Minha resposta é: não é essencial ser formado em Direito para ser um bom tradutor jurídico, porém, é indispensável, sim, ter conhecimentos básicos de Direito Comparado. Além do mais, essa tarefa é bem divertida!

Sobre a autora
4Bruna Marchi é advogada e pós-graduada em Interpretação de Conferências Inglês<>Português pela PUC-SP. Tem extensão universitária no Curso de Direito Norte-Americano, pela Fordham University, de Nova Iorque. É pós-graduanda em Direito Penal e Direito Processual Penal. É sócia-fundadora da empresa Descomplicando o Inglês Jurídico e criadora do canal do YouTube Descomplicando o Inglês Jurídico. Atua como professora de inglês jurídico e direito comparado, além de ministrar palestras sobre esses tópicos. Trabalha como criadora de cursos de inglês jurídico para a magistratura e os Ministérios Públicos Estaduais, no Instituto Educere, de Brasília. É professora do curso de Extensão Universitária de Inglês Jurídico da PUC-SP.

Guest post: Website copywriting

Welcome back to our guest post series, dear readers!

I hope your August is going well so far. Remember it’s Women in Translation month and help support the campaign and spread the word about it. For more information, follow the hashtag #WiTmonth on Twitter. And stay tuned, because my post this month (to be published on the 20th) will be special about it.

Now, let’s welcome this month’s guest, Tanya Quintieri, who is a partner of my monthly newsletter and whom I had the pleasure of meeting back in May this year, during the BP19 Conference, in Bologna, Italy.

Welcome, Tanya!

MrsDivi_Featured-Image_Website-Copy-101

Image provided by the author

Mrs. Divi about writing website copy

First, let me thank you for clicking the link to this post. It means a lot to me to be featured on Caroline’s blog. After all, we read all the big names here and I am honored to join their ranks.

Aside from being a translator (since 2002 — gosh, now I feel old), I am also a web designer and my background is in marketing. In fact, back in 2010, one of my first freelance spinoffs was a consulting agency for social media marketing. Our clients were businesses looking to harness the benefits of social media.

Fastforward to today, I coach my web design clients in writing compelling copy for their websites. I hear you… Why not just hire a copywriter? Well, truth is, most already have perfect copy. They just need a little help adapting it for their websites. As a medium, websites work differently from paper (brochures, social media profiles, etc.). One aspect is SEO. But to me, and this is far more important, focusing on UX is decisive.

But what is UX?

Well, it stands for ‘user interface’. Some even call it ‘user experience’. And that’s the term I’d like to stick to now.

To be found on Google is a noble goal. But doing business online is about more than just being found. Just because someone lands on your website doesn’t mean that they will actually buy from you. I always smile when clients come to me and say: The goal for my website is to land on page one of a Google search when people search for my keywords. To be honest, if you know what you’re doing in SEO, that is the easier part. Actually, converting those website visits is the holy grail. And it’s hard.

Converting visitors with the power of copywriting

Your ultimate goal is to guide your visitors from that first moment they land on your website. Be it through a Google search or by clicking a link to your blog post.

For the latter, it might seem reasonable to ask your visitors for a comment. But that won’t pay your rent. And if your content is worth commenting (i. e. their time), then they will comment or share anyway, even without you asking them to do so explicitly.

For the former, it’s pretty much evident that you won’t turn them into a customer or client after the first visit. Provided they are not pressed for time and their options are thus limited.

What you will want to achieve is the possibility to nurture them as leads. Ask them to sign up to your email list. Offer a freebie that solves their most pressing problem. Get them to book a call with you.

Writing your copy cleverly, with that user experience in mind, you are more likely to gain their attention in the long run. A clever marketing pro once said that a conversion bases on “know, like, trust”. Which is why it usually takes seven touch points for your potential clients or customers to buy from you.

Again, guide your website visitors. From your Home page to your Services/Product page. From your Blog page to your Resources page. From your About page to your Subscribe/Buy page.

“Do this or that” won’t cut it here. Ask questions. Engage your visitors. Rather than saying “Subscribe to my newsletter”, ask them “Are you ready to up your game in Spain?”

Writing copy for a translator’s website

Assuming that your website is up there to attract direct clients (because we all know that agencies have their own onboarding procedures and ask for CVs), focus on how you can make their lives easier. Envision the person looking for what you have to offer. Don’t dwell on diplomas and CAT tools. Explain how your offering saves them time (and thus cash), state that you are responsive, ensure them that you know their business sector (if you are specialized), take away their pain. No direct client wants to see your CV in more words when they come to your website. They want to know how you can make their lives easier.

Learn about writing copy for your website page by page

I’ve coached many of my own web design clients on writing the copy for their websites. Many of them are, in fact, on page one in Google’s search results for their respective keywords. But I also make sure that their success in digital marketing doesn’t stop there. In my course Website Copywriting 101, I explain the purpose of each page on your website, how to write copy for the body and the meta data, what kind of CTAs (Calls to Action) they need, and how to harness the power of copywriting for their onpage SEO.

You can find out more about the course at Website Copywriting 101. If you subscribe to Caroline’s newsletter, you can get a 25% discount.

 

Aren’t you a subscriber of my monthly newsletter yet? Then subscribe now to have access to exclusive discounts and draws, and be kept in the loop of what is happening in the translation/interpreting market.

 

About the author
Mrs Divi ProfileTanya Quintieri is a ProZ Community awarded mentor and German/English translator based in the Czech Republic. She’s the initiator of the 1,000,000 Miles Challenge, the Be The Change initiative, contributing member of The Language Mastermind and The Translation Mastermind, and a mother to three beautiful children. She loves Corsica and Salsa, dislikes online bullies and low quality food, and enjoys networking both online and offline. For more information about her, visit her website.

Guest post: How to make sure you are charging enough

Welcome back to our guest post series!

This month Richard Lackey, of Contractually Speaking, explains how he conducts a rate audit to see if he is charging enough for what he needs and for what he is worth.

alexander-mils-lCPhGxs7pww-unsplash

Photo by Alexander Mils on Unsplash

What am I worth as a freelance translator?
And how data can help you analyse your client list

A recent ProCopywriters survey came to a startling conclusion. Level of qualifications among copywriters appears to be inversely linked to earnings, in fact those who left school at 16 came out top.

This got me thinking. Could it be that many translators – who are generally highly educated – also charge too little?

Day rates, project fees, by the hour or by the word?

With the myriad of different ways to charge, it can be tough to compare rates from one client to another or from one job to another. A higher per-word rate on a tricky little project can be much less profitable than a fairly average rate on a much larger project.

The only way to truly tell is to break it down hour by hour and see what you are earning.

A two-week audit

Just like dieting, the only way to get really useful data is to track everything. You will need to keep note of exactly what you make and how long you spend working. This could be one week or, for a more accurate representation, I would recommend two weeks.

I created a very simple Excel to collect this data for me. You can download a copy of this Excel for yourself here. It’s very simple: all you need to do is fill out how many words you need to translate and the rate, then record how many words you have left to do after a half-hour or one hour session. If you are translating a non-editable file and don’t know the word count, I created a “Countup” page that provides similar data. This tracker is based on using the Pomodoro technique.

Screenshot

Image provided by the author

Did I change my rates after the audit?

Absolutely. Mid-way through last year I found I was working too much and needed to lighten my workload. Immediately after doing this analysis, I substantially raised my rates for two longstanding clients who had given me regular work, but at a rate that wasn’t giving me a good enough hourly rate.

Further analysis

The second analysis I performed, together with my business mentor, was an analysis of all my clients from the past 18 months. By grouping together all the jobs for each client, I created a neat pie chart. This highlighted my most important clients, but also showed that many profitable jobs are one-offs for new clients.

Moving forward

Project fees are now by far my preferred way to charge direct clients, but I’m still making the initial calculation based on the word count. I would like to move towards estimating the number of days a job will take and basing my fee on a day rate. Not only is it easier to compare with other professions, but it could also be a better way of allocating my working hours.

What are your thoughts? Have you ever done a rates audit to analyse your clients?

References

For more on the survey mentioned at the top, see John Espirian’s post for an interesting discussion of copywriting rates. Rates surveys like the 2001 ITI/CIOL survey (or the 2011 edition) or the BDU survey are still useful sources of data. There are also many calculators out there that help you to calculate how much you spend or need per month (such as this one by Luke Spears) although I disagree with this approach.

About the author
Richard LackeyRichard Lackey has been translating from Spanish and French to English since 2011, now as Contractually Speaking, specialising in legal and business translations. He is a qualified member of the Institute of Translation and Interpreting (ITI), Deputy Coordinator of the ITI Spanish Network committee, and a regular contributor to the bimonthly ITI Bulletin on topics such as legal translation, translation technology and co-working. You can contact him at richard@contractuallyspeaking.co.uk, via Twitter, @ContractSpeak, or his website: www.contractually-speaking.co.uk.

Guest post: Using LinkedIn Messaging to market your business

Welcome back to our guest post series!

Please welcome this month’s guest, Madalena Zampaulo, Spanish and Portuguese-to-English translator.

adam-solomon-472458-unsplash

Photo by Adam Solomon on Unsplash

How To Cultivate Business Relationships
Using LinkedIn Messaging

Just about everyone these days knows of LinkedIn as a social media platform for business professionals. The difference between LinkedIn and other social media sites is that people are on LinkedIn to do business. It’s expected. It’s meant for professionals.

As a translator who uses LinkedIn to market my business, I tend to spend my time on using the Messaging function, i.e. my LinkedIn inbox. I don’t post a lot of content on LinkedIn, as I find that it’s hard for me to keep up with this practice. I also don’t want what I share to get lost in people’s news feeds. Instead, I pay more attention to what my potential clients post. I hang out in discussion groups and observe the questions and ideas shared, offering some thoughts now and then when I can provide value.

But the real work happens in the conversations I have with current and potential clients through LinkedIn Messaging.

When your message lands in a client’s inbox, you already have a foot in the door with someone you’d like to do business with. Meaningful interactions with clients allow you to build ongoing business relationships.

Here are my four tips to do just that.

Make the right connections on LinkedIn.

Try to connect with people who would be most likely to hire you. For example, if you are a legal translator, you might want to connect with more legal assistants and court clerks. This allows you to be in touch with the person whose job it is to make purchasing decisions.

Connect to more than one person at a company or organization. This not only spreads the word about your expertise throughout the company, but it allows you to maintain contact with the company or organization if one of your connections moves to another position or changes jobs. 

Save the selling for another time and place.

Having a conversation with your connections on LinkedIn is about building relationships, not about selling. Instead of pitching your services, offer value in other ways. (More on this in my next tip!)

When it seems like a connection would like to do business with you, take the conversation offline and present your services in a more direct way.

Use the time you have to say something meaningful.

Remember that you don’t have a lot of time to connect with potential clients on LinkedIn. When busy professionals use the platform, they tend to check their inboxes and browse their news feeds quickly before getting back to work. What you say and the intention behind your messages should clearly convey value and compel them to continue having a conversation with you.

When you send a request to connect with someone new on LinkedIn, always include a tailored message. If the recipient doesn’t know you already, they’ll be less likely to accept your request unless you tell them why you think it’s important to connect.

Continue to build your credibility and relationship by following up with your connections! When someone accepts your connection request, send them a quick thank-you note. This is easy to do, but few people do it!

You can also set Google Alerts for those contacts you want to build longlasting relationships with. When you receive a Google Alert about a connection who has recently accomplished something new, changed positions, or written an article, take a few minutes to write a congratulatory note. Pretty simple, right?

Continue to provide value over time.

In addition to setting Google Alerts for your potential and current clients, take a few minutes each day to write to a few people on LinkedIn and say hello. Include something extra in your message so they see your professionalism and the care you put into maintaining an ongoing relationship with them. This also gives you something more to say than simply “hello.” 😉

Some useful content to share with LinkedIn connections are:

  • A relevant article they might enjoy.
  • A blog post or article you have written.
  • The link to a presentation you recently gave.
  • A congratulatory note.
  • Information about an upcoming event.

Your LinkedIn inbox is a very powerful place to hang out. In fact, I’d venture to say LinkedIn should be high on the priority list for any translator or interpreter when it comes to marketing strategies.

LinkedIn makes it easy to stay in touch. And once you send someone a LinkedIn message, they’ll receive the notification in their email inbox. Connect regularly with those you’d like to cultivate relationships with, and make this a regular practice in your work week.

Stay informed about what your connections are doing as well. When you show you are paying attention, the conversations you have with your connections will flow more naturally. You’ll be adding to your client base before you know it!

About the author
Headshot_Madalena_Sanchez_ZampauloMadalena Sánchez Zampaulo is a Spanish-to-English and Portuguese-to-English medical and life sciences translator. She also owns a small translation agency, Accessible Translation Solutions. She is currently a director on the American Translators Association (ATA) Board of Directors and chair of ATA’s Membership Committee. She previously served as chair of ATA’s Public Relations Committee (2014–2018) and administrator of ATA’s Medical Division (2011– 2015). She has a BA in Spanish from the University of Southern Mississippi and an MA in Spanish from the University of Louisville. She is also a consultant for the University of Louisville Graduate Certificate in Translation. You can read more of her articles on her blog. Contact: madalena@madalenazampaulo.com.

Guest post: The power of introversion

Welcome back to our guest post series, dear readers!

This month, I’d like you to welcome Greek translator and interpreter Vasiliki Prestidge, from Greek to Me Translations.

Welcome, Vasiliki!

thought-catalog-214785-unsplash

Source: Unsplash

Translators and the secret power of introversion

“Not enough classroom participation.”
“She has the answers to the questions, but she never puts her hand up. The other children are not benefiting.”
“She’s excellent, but she has to try harder to share.”

My parents always received the same feedback from my teachers.

The thing is, there was nothing wrong with me. I was simply an introvert.

There’s so much negativity attached to introversion. So many misunderstandings. Decades later, I am still an introvert. I am also a translator, interpreter, blogger, consultant and founder of Greek to Me Translations. Did my introversion stop me from becoming who I am today? No, to the contrary. It has pushed me in the right direction.

But let’s take it from the start. Reading this, you are probably a translator too. And you may consider yourself an introvert too. Do you feel like not going out, talking to people, or picking up the phone? Are you terrified of conferences, and making contacts during events? Welcome to the world of introversion. Hey, it’s really not that bad.

I want to clarify that I use the word ‘introversion’ within the context of MBTI, the Myers Briggs Type Indicator. Many of you might be familiar with it, some not. In this framework, introversion is not about shyness. It’s about energy. Some people take their energy from others (extroverts) and some from within themselves (introverts). Think of the sunflower; it always turns to the sun. Now think of a cactus; it conserves its energy within it and requires few external stimuli.

Extroversion doesn’t make you better and neither does introversion. However, what makes you the best is a balance of both traits. Naturally, you are more comfortable with one of the two personality preferences. But perhaps, your job or culture has pushed you toward adopting features of the opposite side. These are your coping mechanisms and they are great. They turn you into a fully-grown personality.

But these definitions are not about putting people in boxes and locking them there. They constitute a common language offering you the opportunity to understand yourself, accept your gaps and find ways to develop. Isn’t that liberating?

There are two tools that can help you identify your preferences. MBTI Step I gives you a first taste of your preferences. MBTI Step II allows your palate to discover the full range of tastes. Maybe you know you like fish in general, but you might not like salmon or maybe you cannot eat scallops.

Similarly, there are different facets to introversion. Maybe you are an introvert who enjoys running their business from home, on their own, but you don’t mind initiating conversation with potential clients at events. Maybe you feel uncomfortable getting to events by yourself, but once you are there, you’re fine. Or, you find it difficult to initiate conversation, but once someone starts speaking with you, you cannot stop talking.

Introversion is far more complex than we think, and it certainly doesn’t put you in an inferior position. Did you know that introverts make the perfect freelance entrepreneurs and great leaders? Introverts thrive in solitude. They read others and they can listen. I mean they can properly listen.

Then thinking of marketing ‒ an important side of running a business ‒ social media has empowered introverted entrepreneurs to share without feeling exhausted. And did you know introverts are better with social media? That’s because they focus on the internal ideas and feelings which means they are more likely to process before publishing. And that sometimes is truly valuable.

But of course, having the best of both worlds requires effort. The first step to achieving balance is acceptance. Accept you are an introvert and that that’s OK. Then, you invest in understanding your introversion. Everyone is different. We all come from different backgrounds and cultures. Sometimes, a temporary life event could be impacting your core personality preferences. So, self-awareness is key.

Then, you can start learning. And you can learn from extroverts. Think of those instances where being an extrovert could benefit you. Do you have gaps? Identify your goals and keep them in a notebook. This can become your extroversion workbook. The important thing to remember is that you can’t do too much too soon. And by that, I mean take it one step at a time.

For example, if your biggest challenge in running your business is networking with potential clients at conferences or trade fairs, then start small. Go to a local meet-up. Find an event with fewer people. Then, you scale up. Find your “event-buddy”; someone you go to events with. But be careful as this is dangerous. You may end up talking only to your “event-buddy” and that’s not helpful.

And remember, you are definitely not alone in this. I have a secret suspicion that most translators are introverts. So, give yourself a pat on the back. Don’t forget your natural preferences. Allow yourself quiet, me-time. It’s how you thrive.

Do you feel exhausted after a 2-day conference? I’ll let you into a secret: most people do. Don’t beat yourself up. You have the secret power of introversion. Own it.

About the author
VasilikiVasiliki Prestidge is a Greek into English and English into Greek translator and interpreter. She specialises in legal, marketing and psychometrics. She is an MBTI Step I and Step II qualified practitioner. She is the founder of Greek to Me Translations and blogs on www.grtome.com/blog. She often gives webinars and talks in conferences and she enjoys networking. (Believe it or not, she is an introvert). You can follow her on Facebook, Twitter, LinkedIn and Instagram.

Guest post: Tradução do português para o espanhol

Sejam bem-vindos de volta a mais uma publicação de convidado!

Hoje, recebo a Sonia Rodríguez Mella, do blog Traducir Portugués e tradutora de espanhol e português.

10 erros comuns de tradução do português para o espanhol

Antes de mais nada, muito obrigada por ter me convidado para participar do seu blog. Para mim, é realmente uma honra.

Como você sabe, sou uma apaixonada pela língua “brasileira”.

Na Argentina, trabalho muito como tradutora e revisora dos pares espanhol <> português e gostaria de compartilhar com você e seus seguidores minha experiência, o que eu aprendi como revisora de espanhol.

Ninguém deseja enganar na hora de fazer uma tradução, mas o tradutor é um ser humano, portanto, não é perfeito. Sempre pode haver algum errinho em seu trabalho e, por isso, as traduções devem ser revisadas, sempre.

Os erros que eu vejo com frequência quando reviso traduções do português para o espanhol são de diferentes tipos. Realizei aqui, em decorrência disso, uma pequena seleção:

1) USO DA PREPOSIÇÃO A

O uso de preposições é difícil tanto em espanhol quanto em português. Sempre é bom ter por perto uma boa gramática e ler muitos textos de bons autores para consolidar de forma consistente o conhecimento.

O mundo das preposições, por si só, levaria à escrita de, pelo menos, um artigo, ou inclusive um livro dedicado ao tema. É por isso que aqui vou dar apenas alguns exemplos:

Encontrei Alicia na porta do cinema.
Incorreto: Encontré Alicia en la puerta del shopping.
Correto: Encontré a Alicia en la puerta del shopping.

Vou estudar português.
Incorreto: Voy estudiar portugués.
Correto: Voy a estudiar portugués.

Ela tem um filho doente.
Incorreto: Ella tiene un hijo enfermo.
Correto: Ella tiene a un hijo enfermo. (Doenças são consideradas passageiras.)

Ela tem um filho cego.
Incorreto: Ella tiene a un hijo ciego.
Correto: Ella tiene un hijo ciego. (A cegueira é permanente.)

2) PRONOME RELATIVO E CONJUNÇÃO QUE

Estes são erros que os nativos também cometem.

No primeiro caso, na verdade, o gerúndio não está bem usado e, portanto, a escrita certa exige o uso do pronome relativo que. No segundo caso, trata-se da conjunção que.

Neste caso, o uso do gerúndio não é correto:

Ele devolveu uma carteira contendo todos os documentos.
Incorreto: Él devolvió una billetera conteniendo todos los documentos.
Correto: Él devolvió una billetera que contenía todos los documentos.

Ela tinha certeza de que não passaria na prova.
Incorreto: Ella estaba segura que no aprobaría el examen.
Correto: Ella estaba segura de que no aprobaría el examen.

3) TRADUZIR “MUITO” POR MUCHO (SEMPRE)

Em espanhol, a palavra “muito(a)” pode ser traduzida como muy ou como mucho(a), dependendo da construção da frase.

Muy: antes de adjetivos e advérbios.
Mucho(a): antes de substantivo singular e depois de verbo.

Atenção! Há exceções…

Mucho é usado:

  • antes dos advérbios: antes, después, más e menos.
  • antes dos adjetivos: mejor, peor, menor e mayor.

Exemplos:

Ella es muy linda.
Él llegó muy tarde.
La traductora sabe mucho.
El traductor llegó mucho antes.
Este diccionario es mucho mejor que el anterior.

4) USO INCORRETO DO HÍFEN

Em português, o hífen é muito usado, mas, no espanhol, as regras de uso do hífen são muito diferentes.

América Latina para os latino-americanos.
Incorreto: América Latina para los latino-americanos.
Correto: América Latina para los latinoamericanos.

Conclusão de uma metanálise publicada em janeiro.
Incorreto: Conclusión de un meta-análisis publicado en enero.
Correto: Conclusión de un metaanálisis/metanálisis publicado en enero.

Nesse último caso, por exemplo, trata-se de uma palavra que o DRAE não registra. Porém, o dicionário de Fernando Navarro inclui apenas “metanálise”, mas a Fundéu aceita as duas formas.

5) ACENTUAÇÃO DE MONOSSÍLABOS

Em português, os monossílabos tônicos são sempre acentuados, mas, no espanhol, de modo   geral, os tônicos e os átonos não são acentuados, exceto nos casos de acento diferencial:

Termo Classificação Termo Classificação
De Preposição (de) Verbo (dê)
El Artigo (o) Él Pronome (ele)
Mas Conjunção (mas) Más Advérbio, adjetivo ou pronome; conjunção (mais)
Mi Adjetivo possessivo (meu) Pronome pessoal (mim)
Se Pronome (se) Verbo (sei)
Si Conjunção (se) Advérbio (sim)
Te Pronome (te, lhe) Substantivo (chá)
Tu Possessivo (teu, seu) Pronome pessoal (tu)

Também são acentuados os monossílabos posicionados entre sinais de interrogação e admiração.

Exemplos:

¿Qué hora es?
¿Cuál quiere?
¿Cuán grande era?
¿Quién era?

6) USO DO SINAL DE PORCENTAGEM

Em português, o sinal de porcentagem vem depois do número, sem espaço. Em espanhol, entre o número e o sinal de porcentagem deve ter um espaço: 20 %. Só não tem espaço se for o caso do espanhol dos EUA.

7) ABUSO DA VOZ PASSIVA

Em português, usa-se muito a voz passiva, mas, em espanhol, ela deve ser evitada.

Nessa loja, são vendidos os bolos mais gostosos de SP.
Incorreto: En esa tienda son vendidas las tortas más ricas de São Paulo.
Correto: En esa tienda se venden las tortas más ricas de São Paulo.

8) FORMATO DAS HORAS

Em espanhol, as horas são escritas de diferente forma, dependendo do local.

Espanhol da América Latina (LA), da Espanha, internacional (XL) e da Argentina:

10:00 h – 22:00 h

Espanhol do México (MX) e dos EUA:

10 a. m. – 10 p. m. (com espaço)

9) FORMATO DOS NÚMEROS

Em espanhol, os números são escritos de diferente forma, dependendo do local.

Espanhol da América Latina (LA), da Espanha, internacional (XL) e da Argentina:

  • Quatro dígitos: sem vírgula, por exemplo, 1000
  • Mais de quatro dígitos: com espaço, por exemplo, 10 000
  • Uso de decimais: com vírgula, por exemplo, 0,75

Espanhol do México (MX) e dos EUA:

  • Quatro dígitos: sem vírgula, por exemplo, 1,000
  • Mais de quatro dígitos: com espaço, por exemplo, 10,000
  • Uso de decimais: com vírgula, por exemplo, 0.75

10) ARTIGO ANTES DE NOMES DE EMPRESAS

Em português, é habitual o uso do artigo antes do nome de uma empresa. Isso não ocorre em espanhol.

A Odebrecht foi responsável pela construção do edifício.
Incorreto: La Odebrecht fue responsable de la construcción del edificio.
Correto: Odebrecht fue responsable de la construcción del edificio.

Tudo tem um limite; por isso, registrei apenas dez tipos de erros, mas a lista é muito maior.

Espero que você tenha gostado e que seja útil para os tradutores que seguem você nas redes.

Mais uma vez, muito obrigada por ter me dado esta oportunidade.

Sobre a autora
foto soniaSonia Rodríguez Mella é contadora, tradutora de português e autora do Diccionario ACME Español-Portugués/Portugués-Español, publicado pela Editorial Acme Agency, da Argentina, e supervisionado pela Editora Nova Fronteira, do Brasil. Trabalha de forma autônoma desde 1993. Antes dividia seu tempo entre as duas profissões, mas, em 2005, decidiu dedicar todos os seus esforços à área de tradução. Em 2010, criou o blog www.traducirportugues.com.ar e mantém uma página no Facebook, Traducciones de Portugués, que está atingindo os 9.000 seguidores. No blog e nas redes, ela transmite regularmente suas experiências relacionadas com os idiomas espanhol e português. Em 2017 e 2018, participou do Congresso Internacional da Abrates, associação da qual é membro.

Guest post: Tradutor de português no exterior

Sejam bem-vindos de volta a mais uma publicação de convidado!

Hoje, recebo o Fabio Said, tradutor de português e alemão residente na Alemanha, que contará como foi conquistar o mercado alemão e como é trabalhar com português morando fora do país.

trajetoria-como-tradutor-de-portugues-na-alemanha

Fonte: Pixabay

Trajetória como tradutor de português na Alemanha

Quando saí do Brasil e transferi minha atividade profissional de tradutor para a Alemanha, eu já tinha 14 anos de experiência no mercado, trabalhando sobretudo para clientes diretos, inclusive alemães. Além disso, já tinha uma noção clara da mentalidade cultural do meu novo país, pois a mudança não foi repentina. Porém, devido a circunstâncias de mercado e a uma vontade constante de me aperfeiçoar, meu perfil como tradutor de português é, hoje, bem diferente daquele que eu tinha no Brasil. Abaixo contarei um pouco sobre como foi essa trajetória.

Primeira fase: retenção de clientes no Brasil

Nos primeiros anos de minha nova vida na Alemanha, continuei trabalhando para clientes localizados no Brasil. Seria um grande erro descartar os bons contatos e o fluxo de renda conquistado a duras penas no Brasil. A tradução editorial me pareceu ser a área de atuação ideal para essa continuidade, pois o tradutor de livros não precisa estar no mesmo país da editora. Morar na Alemanha e traduzir para editoras brasileiras só foi possível porque mantive conta bancária no Brasil, além de meu CPF brasileiro.

Outro grupo de clientes que possibilitaram minha sobrevivência profissional no novo país foram as agências. Na época, eu trabalhava com algumas agências dos Estados Unidos e Áustria, que não tinham a mesma burocracia das agências brasileiras, além de pagarem tarifas bem melhores.

Segunda fase: foco internacional

As coisas começaram a mudar por volta da segunda metade de 2008, quando a crise financeira estava assumindo proporções mundiais e, aparentemente, os grandes bancos da área de gestão de ativos estavam procurando incrementar sua comunicação com clientes de alto poder aquisitivo investindo mais pesadamente na tradução de materiais de marketing financeiro. Notei que diversas agências internacionais com foco em tradução financeira e corporativa estavam em busca de tradutores e fui aceito por algumas delas. Também fazia muitas traduções de Engenharia Industrial e Gestão da Qualidade, que, na época, ainda estavam entre minhas áreas de especialização. Em pouco tempo, o fluxo de trabalho já era tão bom que me permitiu encerrar os negócios com clientes do Brasil, a começar pelas editoras.

É bom lembrar que o real ainda não estava tão desvalorizado, mas eu definitivamente não tinha a intenção de continuar ganhando em reais para gastar em euros – pagando taxas de câmbio exorbitantes toda vez que sacava dinheiro da minha conta brasileira. Esse é, a meu ver, um dos grandes problemas de profissionais que mudam de país mantendo vínculos financeiros com o país de origem. Além da diferença cambial, há ainda o fator tributário, pois quanto mais vínculos financeiros o profissional mantém com o país de origem, mais complicada se torna a burocracia com a declaração do imposto de renda no novo país.

Nessa minha fase “internacional”, também me dediquei bastante à construção de relacionamentos com o mercado de tradução global, por meio de associações de tradutores, mídias sociais e congressos. Meu antigo blog trilíngue de tradução, o “Fidus Interpres”, foi criado nessa época, dando origem a um livro de mesmo nome. Foi um período de muito aprendizado e troca de experiências. É sempre bom ampliar os horizontes e conhecer perspectivas diferentes – e isso só é possível quando você investe em networking.

Terceira fase: “local is the new global

Com o tempo, trabalhar para agências de tradução internacionais e cada vez menos para clientes diretos já não me trazia tanta satisfação em termos pessoais e intelectuais. O fluxo de renda era bom, mas o ritmo era intenso demais, com condições de trabalho cada vez mais desinteressantes, e eu quase não tinha contato com as pessoas que realmente usariam minhas traduções (afinal, agências são intermediários). Estava na hora de mudar de foco.

O caminho natural foi voltar a atuar na tradução juramentada. Nessa área, na qual eu havia trabalhado durante vários anos no Brasil, como assistente de um tradutor juramentado e depois como juramentado ad hoc, é possível ter um contato maior com os usuários das traduções, aprendendo sobre suas histórias de vida e percebendo imediatamente o benefício que meu trabalho traz para eles. Além disso, minha segunda principal área de trabalho na época era a tradução jurídica, além da financeira, e eu ainda tinha meu grande banco de dados de traduções juramentadas e de terminologia jurídica construído no Brasil, de modo que poderia tirar um bom proveito desse material como tradutor juramentado na Alemanha.

Para cumprir os requisitos legais e obter o título de Tradutor Público e Juramentado em três estados na Alemanha, tive de fazer um curso e prova de linguagem jurídica alemã e obter uma qualificação adicional como tradutor de acordo com o sistema educacional alemão. O título em si não garante nada, pois os tradutores juramentados da Alemanha não têm uma “reserva de mercado” e precisam lutar muito, em razão da concorrência brutal, para conquistar cada cliente. Felizmente, fui bem aceito pelo mercado alemão de tradução juramentada, sobretudo pela comunidade de imigrantes brasileiros, e em 6 anos conquistei mais de 1.200 clientes, sendo que muitos deles retornam com novos trabalhos.

Minha intenção era traduzir sobretudo do alemão para o português, minha língua materna. Porém, devido à burocracia brasileira, traduções juramentadas para o português feitas em outros países geralmente não são aceitas no Brasil. Dessa forma, passei a traduzir mais e mais do português para o alemão. E gostei. Gostei tanto que passei a investir mais em seminários e cursos de aperfeiçoamento em linguagem jurídica alemã, organizados pela associação alemã de tradutores BDÜ, da qual sou associado. Hoje, cerca de 85% dos meus rendimentos são com tradução juramentada; destas, 90% são em alemão (jurídico), para uso exclusivamente no território da Alemanha. Além disso, somente aceito pagamentos na moeda do meu país (euros). Minha empresa não tem mais conta bancária no Brasil e trabalha quase sempre para clientes locais. Meus vínculos com o Brasil e com a língua portuguesa são mantidos, claro, pelas vias de sempre (viagens, leituras), mas no plano profissional faz mais sentido investir 100% no novo país do que manter “um pé aqui e outro lá”.

Para alguns, esse foco local pode parecer temerário. Por outro lado, para citar um bordão muito frequente entre analistas da globalização, “local is the new global”. De qualquer forma, saber se adaptar às circunstâncias e aproveitar oportunidades é uma questão de sobrevivência profissional.

Sobre o autor
fabiosaid

Fabio Said é tradutor de inglês desde 1993 e de alemão desde 1999, especializado em linguagem jurídica e financeira. Vive na Alemanha desde 2007, onde é Tradutor Público e Juramentado de português-alemão e mantém a empresa de tradução “Lingua Brasilis Übersetzungsbüro Fabio Said”. É autor do livro “Guia do tradutor: melhores práticas” (2013). Twitter: @fabiomsaid

Guest post: TA First Translation Prize shortlists

Happy 2018, dearest readers!

Thanks for the patience in waiting for new posts! Posts will resume as usual starting from today. And to make up to your patient and kind waiting, here are some words on the fresh announcement of the Society of Authors’ TA First Translation Prize, from Daniel Hahn himself.

Welcome, Daniel!

press-banner-ta-first

Source: Society of Authors

Today my fellow judges and I announce the four shortlisted books for this year’s TA First Translation Prize, a prize launched in 2017 and run by the Society of Authors, to reward the best book-length debut prose translation published in the UK. The translation profession is pretty rude health, I think, but the relative shortage of work means it’s still highly competitive, which means it’s hard for a newcomer to break into; so this prize is designed to give those starting out a little friendly encouragement…

The judges for the inaugural prize last year selected Bela Shayevich’s translation of Second-Hand Time (by the Nobel laureate Svetlana Alexievich), published by Jacques Testard at Fitzcarraldo Books. Testard himself shared in the win, as this £2000 prize unusually rewards not only the translator but also her/his editor – in grateful recognition of that invaluable but mostly invisible contribution editors make to our profession.

This year, translator Margaret Jull Costa, publisher Philip Gwyn Jones and I read through all the eligible books – fiction long and short, assorted non-fiction, work for children, illustrated books – and narrowed them down to just four titles. A slightly shorter shortlist than last year, but we took the decision that we didn’t merely want to settle with a fixed number that a majority of us were more or less keen on, rather we wanted a list of books – however many that may be – of which we all felt that genuinely any one could win. Which is certainly the case for the selection we ended up with: very different books, but all of us felt that any one of them would be a worthy winner of the prize. We three judges were delighted at what we discovered. (And we – two translators and a publisher, all very experienced – are a pretty demanding bunch…)

The books we’ve chosen are as follows:

I Am the Brother of XXGini Alhadeff’s translation of a collection of Fleur Jaeggy’s short stories (publ. And Other Stories). This isn’t just a superb collection from Jaeggy herself, it’s also a masterpiece of translatory control. Gini Alhadeff follows every beat of Jaeggy’s prose, matching its subtle modulations and its sharp turns to truly impressive effect. This is writing that’s often restrained, often cool, and yet really gets under your skin, and stays there. I learned after reading this that Alhadeff has some experience translating poetry, which comes as no surprise.

The Impossible Fairy-TaleJanet Hong’s translation of the beautiful and disturbing novel by Han Yujoo (pub. Tilted Axis Press). Any book that needs to grip its reader so tightly for over 300 pages demands great precision from a translator. But a novel that seems to have language as one of its subjects must of course present a particular additional challenge, and Janet Hong has met this challenge brilliantly – with energy, style and often great imaginativeness.

FirefliesFionn Petch’s translation of the book by Luis Sagasti (publ. Charco Press). An unusual book, and – I think for all of us on the panel – one of the real discoveries of our reading. It’s an ambitious novel (is it really a novel?), deeply and cleverly intriguing but structurally fleet-footed (-winged?). Translator Fionn Petch gives us Sagasti in a voice that is just as erudite, meditative and beautifully poetic as it needs to be but conveyed in absolutely readable clarity, too – a lot harder to do than it looks.

Can You Hear Me?Alex Valente’s translation of Elena Varvello’s unputdownable piece of noir (publ. Two Roads). In some ways, this is the most understated piece of translation on the list, which is its own challenge; the particular voice and atmosphere and pacing require something very clear, very clean, very unshowy – a kind of prose with no room for any wrong notes. Which can be as hard, and certainly as unforgiving, as the more virtuosic work – but Valente’s work is impeccable.

It’s quite a quartet, I think. I’d strongly recommend you check out the work of these four brilliant translators – who may just be starting out, but, rather depressingly, can already teach the rest of us a thing or two…

We announce the winning translator and editor at an event at the British Library in London, on the evening of February 13th.

Official announcement: The Translation Prizes 2018 shortlists

About the author

Daniel Hahn

Credit: John Lawrence

Daniel Hahn is a writer, editor and translator with some sixty books to his name. He is a past chair of the Translators Association and the Society of Authors, and currently on the judging panel for the TA First Translation Prize.

Guest post: Stephen King e sua tradutora

42581041_10155514029641050_5189709919783223296_n

Crédito: Editora Suma

O mundo sombrio de Stephen King

Desde 2013, minhas aventuras por esse mundo ganharam uma nova dimensão; no entanto, já o frequento há muitos anos, desde bem antes de pensar em ser tradutora. Quando ainda adolescente, descobri o autor por acaso, em um conto publicado na revista Speak Up, e mesmo aos 14 anos fiquei tão fascinada com a capacidade do autor de se aventurar pela natureza humana usando elementos de terror que simplesmente tive que descobrir mais.

Esse conto se chamava “The Boogeyman” e foi publicado no Brasil com o título “O fantasma”, parte da coletânea de contos Sombras da noite (tradução de Adriana Lisboa). Três décadas se passaram e eu ainda acho esse conto uma das coisas mais incríveis que ele escreveu. Tenho certeza de que há pessoas pensando: “Natureza humana? O cara é escritor de terror!” Mas essa foi uma das descobertas mais incríveis que eu fiz e que tenho certeza de que muita gente não fez por preconceito: o terror do King não é de medinho, sustos e sangue (embora alguns desses elementos costumem estar presentes nas histórias). Porque, afinal, o que realmente pode dar medo não é um fantasma, um monstro, um alienígena. A coisa mais assustadora que existe no mundo é o homem.

Em 2013, recebi a proposta de traduzir It – A coisa, que é uma das obras icônicas do autor. É um calhamaço de pouco mais de mil páginas que conta sobre o horror que assola uma cidadezinha do estado do Maine, nos Estados Unidos, e um grupo de sete crianças que se juntam pra combatê-lo, com trechos se revezando num intervalo de quase três décadas, quando as mesmas crianças, agora adultas, voltam à cidade para o embate final. Para os desavisados, para os que conhecem apenas a capa, para quem viu o trailer do filme, parece a história de um palhaço assassino. Mas It aborda horrores muito mais sombrios: homofobia, violência doméstica, abuso infantil, abandono, racismo, tantos desses horrores humanos dos quais a gente sempre ouve falar e que são sempre contemporâneos e familiares.

O trabalho hercúleo de traduzir um original com 450 mil palavras trouxe frutos; logo vieram outros livros do autor, que eu já admirava tanto e conhecia tão bem. Mas conhecia mesmo? A sensação que tive foi de que comecei a examinar Stephen King com uma lupa, em vez de apenas com meus olhos. Comecei a desbravar nuances, detalhes, recursos, e a conhecer o autor por um viés diferente. A conta até o momento é de 11 livros, um conto gratuito disponível online aqui e o prólogo e o epílogo nunca publicados anteriormente de O iluminado (tradução de Betty Ramos de Albuquerque), que saíram na edição pertencente à coleção Biblioteca Stephen King. O trabalho continua firme, pois o King não para: em 2019, teremos mais.

Curiosamente, quando comecei a leitura, láááá na adolescência, o que mais me fascinava era mesmo o terror puro e simples; meu eu adolescente queria descobrir como sentir medo, os monstros que poderiam tirar meu sono. (Spoiler: não deu certo, eu não sinto medo de monstros.) Acredito que se não houvesse esse outro lado mais profundo nos textos dele, eu teria deixado seus livros para trás, como deixei alguns outros autores; mas a questão da natureza humana é a que mais me fascina agora e é o que me prende quando trabalho em um livro como Outsider, por exemplo, em que um policial eficiente e prático é obrigado a enfrentar suas crenças quando se depara com um assassinato brutal e um assassino improvável, ou como Belas adormecidas, que trata do papel da mulher na sociedade por meio das estruturas habituais e conflitantes de comunidades pequenas (no caso, uma prisão feminina e uma cidade) que são recorrentes do King. A propósito, poucos constroem personagens como o King, e poucos os matam como ele.

Para quem gosta de ler, mas nunca se animou a enfrentar os calhamaços habituais do autor, seja pelo tamanho ou pelo tema, sugiro que experimente. Vale começar por um dos pequenos que fogem da linha terror, como Joyland, ou pelos livros de contos, como Bazar dos sonhos ruins ou o próprio Sombras da noite, que são um ótimo portão de entrada para entender como funciona a cabeça e o estilo dele. Ah, e uma última dica: não usem os filmes baseados nas obras como parâmetro para avaliar os livros, pois eles raramente abordam o viés humano dos personagens que encontramos nas histórias.

Enquanto o autor continuar escrevendo, espero continuar traduzindo seus livros, até o dia em que, quem sabe, os horrores humanos estejam mais próximos da ficção sobrenatural do que da realidade do nosso cotidiano.

Sobre a autora
13346792_1198107916880645_2973286513876119150_nRegiane Winarski é formada em Produção Editorial pela ECO-UFRJ e tradutora de inglês para português desde 2009. Especializada em tradução literária para editoras como Suma, DarkSide, Rocco, Intrínseca, Record e outras, com mais de cem livros publicados. Trabalha com uma ampla variedade de gêneros, como fantasia, suspense/horror e romances para adultos e jovens adultos, de autores como Stephen King, Rick Riordan e David Levithan. Tradutora do premiado livro de 2017 “O ódio que você semeia”, de Angie Thomas, publicado pela Galera Record.