Guest post: Alimentação saudável como freelancer

Sejam bem-vindos de volta a mais uma publicação convidada!

Tivemos uma pequena alteração este mês: a publicação convidada trocou de data com a entrevista. Portanto, teremos a série Greatest Women in Translation no dia 10, com a Alison Entrekin.

É com grande prazer que apresento a vocês minha nutricionista, Cyntia Galante. Como não só de tradução vive o tradutor freelance, resolvi convidá-la para falar sobre alimentação saudável.

Seja muito bem-vinda, Cyntia!

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Imagem fornecida pela autora.

Trabalhar em casa e me alimentar bem? Como?

Que a alimentação saudável deve fazer parte da nossa rotina todos já sabem, mas por quê? O alimento é responsável pela prevenção e tratamento de doenças, bom desempenho na atividade física esportiva, controle do peso corporal, estados de alergias e intolerâncias alimentares e redução de fatores de risco para doenças crônicas. Alimentação também é parte importante do tratamento de doenças, como hipertensão, diabetes, dislipidemias, cardiopatias, doenças renais, hepáticas, etc. Com o passar dos anos, o corpo sofre transformações. Além disso, o sedentarismo tem se tornado constante, principalmente entre os adultos e idosos.

Mas como manter uma alimentação saudável nos dias de hoje, principalmente com pessoas que têm seus escritórios instalados dentro de casa?

Separei algumas dicas pra vocês conseguirem se organizar melhor!

  • Organize os horários das refeições: comece com a primeira refeição assim que você acorda e tente organizá-las de 3 em 3 horas. A rotina de horários fará com que você sinta fome em horários mais padronizados evitando, assim, possíveis beliscos fora de hora ou longos períodos em jejum.
  • Coloque o seu celular para despertar no horário das refeições. Quando nos envolvemos com o trabalho, é comum nos esquecermos do tempo e, quando percebemos, o dia já acabou e fizemos apenas uma refeição.
  • Planeje as refeições do próximo dia na noite anterior. Isso minimiza a possibilidade de beliscos por falta de ideia do que escolher para comer ou falta de opção saudável.
  • Tenha sempre o planejamento de todas as refeições da semana, principalmente se você cozinha e almoça e janta em casa. Vá ao supermercado com uma lista de compras semanal e compre apenas o necessário. Quanto mais planejada a sua compra de supermercado for, menos tentação você terá em casa, além de não correr o risco de ficar sem nada para preparar e acabar pedindo algum fast food.
  • Hidrate-se!!!! Água é fundamental para o bom funcionamento do cérebro, portanto, trabalhamos melhor quando estamos hidratados. A recomendação de água é de 0,045 ml x kg (por exemplo, uma pessoa que pesa 65 kg deve ingerir 2,9 litros de água por dia). Essa recomendação pode incluir água e chás distribuídos ao longo do dia.
  • Cuidado com o carboidrato! Você já deve estar careca de escutar essa recomendação, mas a ingestão de pães e farinhas (massas, macarrão) é altíssima em pessoas que trabalham mais tempo em casa, pois o acesso é fácil, e é um alimento rápido e prático para preparar.
  • Pratique atividade física regularmente. O exercício regular ajuda na manutenção do sono. Quando o sono ocorre de forma regular e saudável, temos mais facilidade para manter o peso.
  • Durma e acorde sempre em horários regulares e o mais parecido com a rotina de trabalho de escritório. Acordar por volta de 7h e dormir por volta de 22-23h faz com que tenhamos a liberação hormonal adequada durante a noite e tenhamos um dia mais produtivo.
  • Dê preferência e atenção aos alimentos VIVOS. Alimentos que a natureza nos oferece são sempre saudáveis e com certeza devem ser priorizados em qualquer plano alimentar saudável. Eles estão livres de conservantes, corantes, aromatizantes, realçadores de sabores, etc., produtos esses que a indústria alimentícia usa para produzir a maioria dos alimentos.

Use o alimento como a sua fonte de nutrição e energia. Lembre-se de que o seu corpo é a sua principal ”casa” e que, se ele não for bem cuidado e bem tratado, vai ficar mais difícil realizar tarefas rotineiras. Nosso corpo é o nosso maior bem! Não estamos falando de magreza e padrões de beleza. Estamos falando de SAÚDE. Queremos corpos mais saudáveis para vivermos vidas mais saudáveis e mais felizes!

Como vocês podem ver, uma alimentação saudável aliada a uma vida ativa é fundamental para a nossa saúde, principalmente para nós, tradutores, que temos uma vida profissional tão sedentária!

Muito obrigada por aceitar meu convite e nos dar conselhos tão importantes para uma vida mais equilibrada, Cyntia!

Sobre a autora
Foto Cyntia GalanteCyntia Galante é nutricionista formada pela PUC Campinas em 2005 e pós-graduada em Doenças  Crônicas pelo Hospital Albert Einstein. Atua em consultório na cidade de Campinas, SP, desde 2005 e é Personal Diet desde 2008. Idealizadora do Noiva Slim. Siga-a no Instagram em Cyntia Galante e/ou em Noiva Slim. Curta as páginas dela no Facebook em Cyntia Galante Personal Diet e/ou Noiva Slim. Telefone para contato: (19) 98830-1014.

Guest post: Sindicato dos Tradutores

Sejam bem-vindos de volta à nossa série de publicações convidadas!

Hoje, tenho a honra de receber a queridíssima, fina e elegantérrima Liane Lazoski, atual presidente do Sintra (Sindicato Nacional dos Tradutores), uma profissional que admiro muito.

Seja bem-vinda, Liane!

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Por que devo me filiar ao Sintra?

– O Sintra é a única entidade com poder para representar TODOS os tradutores e intérpretes, no âmbito Executivo, Legislativo e Judiciário, nas questões relacionadas à profissão, inclusive valores, licitações, reivindicações fiscais.

– O Sintra cuida dos profissionais da tradução que trabalham com carteira assinada, e tem uma sala própria para analisar e homologar as rescisões trabalhistas.

– O Sintra é mais um braço para amparar tradutores e intérpretes em todas as situações em que o profissional precisa de um terceiro competente para reivindicar seus direitos.

– O Sintra tem sede própria, bem localizada, e está preparado para receber seus membros sempre que ele precisar de um local comercial nas suas situações profissionais, inclusive um espaço tranquilo para trabalhar, com wi-fi, telefone, café e água.

– O Sintra tem uma assessoria jurídica disposta a ajudar a encontrar soluções para os impasses oficiais que possa vir a enfrentar.

– O Sintra tem um site ativo, com banco de dados de tradutores e intérpretes, ao qual o associado tem automaticamente acesso no ato da sua inscrição.

– O Sintra está atuando nas universidades, oferecendo a primeira anuidade gratuita a todos os formandos em letras e tradução. Com essa iniciativa, pretende robustecer o quadro de associados, para que o sindicato tenha mais força e voz junto às autoridades governamentais.

– O Sintra oferece descontos nos cursos da Estácio, CCE PUC-Rio e Livraria Leonardo Da Vinci. E vem mais por aí!

– O Sintra é o braço político do tradutor/intérprete e, na medida do possível, se faz presente em eventos da categoria.

O SINDICATO É SEU. VENHA E OCUPE O SEU LUGAR.

Sintra (Sindicato Nacional dos Tradutores e Intérpretes)
Endereço: Rua da Quitanda 194 – sala 708, Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (21) 2253-1616

Eu sou filiada. E você, está esperando o quê para se filiar? Sem o apoio dos filiados, o sindicato não tem como defender nossos direitos. Depois não adianta reclamar…

Sobre a autora
15894252_10206945294825030_4073276686658539299_nLiane Lazoski é a atual presidente do Sintra. Foi presidente da Abrates (Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes) nos dois últimos mandatos (2012 a 2016). É fundadora e editora na Lazoski, Beninatto e Cia. Ltda. desde 1983, que chegou a ser uma das dez maiores empresas de tradução do Brasil. Liane é tradutora de inglês (certificada pela Abrates) e espanhol.

Guest post: Trabalho com agências

Sejam bem-vindos de volta à nossa série de convidados!

Hoje recebemos a Gisley Rabello Ferreira, fundadora da Wordlink Traduções e membro do Comitê de Administração do Programa de Mentoria da Abrates.

Bem-vinda, Gisley!

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Source: Unsplash

Nossos clientes: como anda o relacionamento entre LSPs e agências globais de tradução

Uma das principais dúvidas do tradutor profissional é: devo trabalhar para clientes diretos ou agências de tradução? Sem dúvida, trabalhar para clientes diretos é mais lucrativo, mas muitas vezes pode significar ter que realizar mais tarefas fora do escopo da tradução propriamente dita: orçamento, preparação de arquivos, DTP (diagramação e formatação), revisão final, entre outras. As agências pagam menos, mas, realiza todas as tarefas colaterais do projeto, e o tradutor pode se concentrar em seu maior talento: traduzir. Nas duas situações, há prós e contras, e cabe a cada profissional priorizar o tipo de cliente a que se adapta melhor. Assim, é preciso entender quem são nossos clientes, o papel deles na cadeia de fornecimento do mercado e onde nós, fornecedores linguísticos, nos colocamos nessa cadeia.

Trocando em miúdos, no mercado de tradução, há dois principais tipos de clientes: os clientes diretos e as agências de tradução. Os clientes diretos são pessoas físicas ou empresas que contratam profissionais independentes ou empresas e agências de tradução para projetos de tradução. As agências de tradução podem ser empresas globais, que atuam com inúmeros idiomas e têm escritórios em vários países, ou pequenas empresas de tradução, que trabalham com um número limitado de idiomas e prestam serviços tanto para clientes diretos quanto para agências globais. Mas, como assim? Agências que trabalham com agências? Complicado? Nem tanto. As agências pequenas, além de serem clientes dos tradutores independentes, são também fornecedores linguísticos para clientes diretos e agências globais, o que as coloca nas duas posições do mercado: contratante (agência) e contratado (LSP, language services provider).

As pequenas empresas/agências de tradução são estruturadas de modo a atender muito bem tanto a clientes diretos quanto a agências de tradução globais. Aos clientes diretos, elas dão todo o suporte necessário em projetos de tradução completos (desde o orçamento detalhado até o produto finalizado, seja ele um website, um vídeo legendado ou um simples documento), já que têm uma carteira de colaboradores diversificada, contando com colaboradores de tradução, revisão, editoração, legendagem, entre outros. Para agências de tradução globais, essas empresas fornecem o que chamamos de TEP (translation, editing, proofreading), que nada mais é do que a tradução revisada e verificada em seu formato final: três etapas do processo garantidas por um único fornecedor, além de uma infraestrutura de gerenciamento de projetos e qualidade personalizada.

Qual é a vantagem para as agências globais em se relacionarem com pequenas empresas fornecedoras de tradução? Apesar de as agências globais contarem com muitos profissionais independentes de tradução e revisão para seus fluxos de trabalho em projetos de tradução, contratando-os como tradutores, revisores, especialistas em controle de qualidade, líderes de projeto e muitas outras funções, elas contam também com as pequenas agências de traduções baseadas nos países onde se fala a língua-alvo contratada. O papel dessas pequenas empresas como LSPs é, além de fornecer TEP, dar apoio de infraestrutura e fluxo de trabalho, principalmente em projetos de contas grandiosas, para os quais é difícil conseguir tantos recursos com o perfil específico da conta e gerenciar um controle de qualidade eficiente. As pequenas agências de tradução então atuam como parceiras das agências globais, auxiliando na formação e no treinamento de equipes de tradução e revisão, controlando a qualidade com um profissional fixo para aplicar LQAs, gerenciar glossários, tirar dúvidas da equipe, servir de intermediário entre cliente e tradutores etc. e contando com uma equipe de gerentes de projetos dedicados especialmente aos trabalhos dessas contas.

Mas, para as pequenas agências, é vantagem ter esses clientes? Se a agência global pagar o preço justo para essa parceria tão importante e complexa, vale. Como sabemos, no Brasil temos uma carga tributária muito grande para pessoas jurídicas. Isso é um fator que não chega a impedir, mas que torna bem complexa a contratação de funcionários para desempenhar algumas funções que requerem um comprometimento maior com o trabalho. Trabalhar com profissionais independentes (ou freelancers, como muitos gostam de chamar) para essas funções é uma saída, mas, como esses profissionais têm inúmeros clientes, fica complicado exigir um compromisso de quase exclusividade. Ainda assim, é vantagem trabalhar com agências globais, não só pela receita, mas também pela oportunidade de aprender cada vez mais sobre as mais novas ferramentas e tendências do mercado. Dependendo da parceria que as empresas de tradução têm com as agências globais, seus funcionários e colaboradores recebem treinamento, lidam com os seus clientes diretos em algumas tarefas e até viajam para outros países para testar produtos e realizar projetos específicos. Por outro lado, pode ser difícil para a pequena empresa lidar com os volumes desse tipo de cliente, pois manter uma carteira de colaboradores disponíveis é um desafio. E, em geral, as agências globais especificam volumes mínimos semanais em contrato, então, é preciso se preparar bem para cumprir o combinado, aliando prazo e qualidade.

Para o tradutor independente, ter uma pequena agência de tradução como cliente é trabalhar com profissionais que, acima de tudo, entendem perfeitamente o papel dos tradutores e as dificuldades que eles têm em projetos específicos. É a chance de trabalhar com quem também já passou e passa por essas dificuldades e provavelmente já tem soluções para algumas delas. E, se não tem, certamente vai se esforçar para buscá-las, pois o seu objetivo é o mesmo que o do tradutor: manter o cliente feliz.

No frigir dos ovos, a verdade é só uma: estamos todos no mesmo barco. Assim, precisamos todos – tradutores, revisores, agências – deixar os preconceitos de lado e tentar manter uma relação saudável, sempre com muito diálogo sobre o papel de cada parte nesse relacionamento e sobre tarifas, o verdadeiro tabu entre nós. Tenhamos em mente que nossos objetivos são iguais, portanto, se tivermos uma boa convivência, todos lucramos, tanto em receita quanto em conhecimentos. Para chegar a esse ponto, é preciso refletir bastante sobre o que cada parte representa no mercado e procurar enxergar e, principalmente, praticar parcerias nessas relações, em vez de concorrências.

Sobre a autora
GisleyGisley Rabello Ferreira
 é tradutora, revisora, transcreator e especialista em controle de qualidade nos pares inglês > português brasileiro e espanhol > português brasileiro, principalmente para as seguintes áreas: TI, técnica, comercial, e-learning, localização, saúde e beleza, marketing. É falante nativa de português brasileiro e tem vasta experiência com a língua inglesa e espanhola. É bacharel e licenciada em inglês e literaturas americana e inglesa (UERJ), com pós-graduação em tradução nos idiomas inglês e português (PUC-RJ), e bacharel em espanhol e português e suas respectivas literaturas (UERJ). Atuou de 1990 a 2000 no mercado como tradutora interna em multinacionais americanas do setor de TI e como freelancer em projetos de setores variados para várias agências nacionais. Em abril de 2001, fundou a Wordlink Traduções e ampliou sua área de atuação, passando a oferecer pacotes completos de soluções linguísticas, utilizando as ferramentas e os aplicativos mais modernos do mercado, para clientes nacionais e internacionais. Hoje, também atua como gerente de projetos sênior, além de supervisionar toda a equipe da empresa.

Guest post: On hard skills

Welcome back to our guest series! It is with a great pleasure that I introduce you to this month’s guest, Paula Arturo. I love all her writings and was thrilled when she accepted my invitation to write here.

Welcome, Paula!

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Image provided by the author.

While professional translators and interpreters know better, the painful truth is that many of us have that special clueless someone in our circle of friends, family, and acquaintances who seems to think all it takes to be a language professional is to pass a Cambridge exam or spend a summer abroad learning a second language. Though this misconception may appear to be quite widespread, it’s not a belief that is commonly held by high-end translation buyers, such as international organizations, financial institutions or high-stakes financial players; and by that, what I mean is that clients with deep pockets and experience working with translators are usually already aware of the risks of using non-professionals and the benefits of having someone with the right qualifications and experience on their team.

Many young new language professionals aspire to work for such clients, and kudos to them! If you’re a newbie and you’ve already figured out that the bulk market is essentially a race to the bottom, more power to you. The problem is, however, that you might have some misconceptions about what it takes to work for high-end clients. This is so because most workshops, conference sessions, blog posts, and CPD opportunities focus so much on soft skills that people can be misled into thinking that all you need to be a translator or interpreter is a friendly face and emotional intelligence. While soft skills can help land new clients, keeping them and making it to the top of the food chain is an entirely different story.

If you don’t have the necessary hard skills to deliver results, clients won’t be returning or recommending you to anyone else. No matter how much marketing you do or how SEO savvy you are, hard skills are essentially what marks the difference between one hit wonders and multiplatinum holders. So where to begin?

1) Get a mentor, not a guru. We all have role models, i.e. people we look up to and whose accomplishments we want to emulate. Find that person and try to get them to be your mentor. Mentors don’t just pass down knowledge and skills, they also provide professional socialization and guidance to help you get started on the right foot.

2) Work with a reviewer. We all learn from others, and having a reviewer is key to improving the way we look at, interpret, and rewrite our translations. Reviewers challenge your linguistic choices and force you to rethink them or improve the quality of your work. You can’t possibly learn and do better if nobody’s marking your errors, and becoming an exceptional translator means being open to constructive criticism and change.

3) Become an expert. Your subject-matter expertise must be on a par with that of your client. If you can’t hold a conversation with a subject-matter expert in your desired area of specialization, you’re not ready to handle high stakes work. Of course, there may be a difference in the degree of subject-matter knowledge and expertise between you and your client, especially if you come directly from the field of translation and not from your client’s field, but you should still know enough about the subject-matter to talk about it intelligently and know the right questions to ask.

4) Read, read, read, and then read some more! This should be a given. A translator who isn’t an avid reader cannot possibly acquire enough general, background, and specialist knowledge to correctly understand the subtleties and nuances in certain types of texts.

5) Never stop working on your writing skills. Colombian Nobel laureate Gabriel García Marquez once said in an interview he would sometimes have to force himself to set his texts down and stop making corrections to them or he would never send anything to his publisher. Franz Kafka was constantly correcting course and was known to destroy his work out of dissatisfaction with his own writing. Translators have to be exceptionally good writers, and that is a life-long pursuit.

Of course, this is not a comprehensive list, just a start. The takeaway here is that if you aspire to sit at the cool kids’ table you’re going to have to achieve mastery in your craft. So, the next time you choose sessions at a conference, sign up for CPD, or otherwise invest in your training and education, ask yourself this: Am I maintaining a healthy balance between soft and hard skills? Or better yet, am I focusing on hard skills as much as I should be?

Great tips, Paula! I totally agree with you. It takes a combination of well-mastered hard and soft skills to be a professional translator/interpreter. Thank you so much for accepting my invitation and kindly taking the time to write such great advice to our readers! It is a pleasure to welcome you here.

About the author
paula-arturo-high-res-photo-201x180Paula Arturo is a lawyer, translator, and former law professor. She is a co-director of Translating Lawyers, a boutique firm specializing in legal translation by lawyers for lawyers. Throughout her fifteen-year career, in addition to various legal and financial documents, she has also translated several highly technical law books and publications in major international journals for high-profile authors, including several Nobel Prize Laureates and renowned jurists. She is currently a member of the American Translators Association’s Ethics Committee, the ATA Literary Division’s Leadership Council, and Member of the Public Policies Forum of the Supreme Court of Argentina.

Guest post: Terminology for translators

Welcome back to our guest post series! Hope you are all having a great start of the year so far. Mine has officially started this week. I mean, I have been working non-stop, but my mind is set to a new year only after my birthday, so here I am, putting my resolutions into practice with the greatest determination possible.

Enough of me, let’s welcome our first guest of 2017, Patricia Brenes.

Welcome, Patricia!

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Source: Unsplash, by Mark Solarski

Terminology as an added value to your Resume

More and more translators are starting to realize that they just can’t keep writing job description resumes, but rather value-added resumes, which means they need to find new ways to set themselves apart from the competition.

A little over two years ago, I started writing my blog on Terminology, In My Own Terms. Since then, I have received many messages from translators who say it had not occurred to them that Terminology could be a way to advance their careers. So what is all the hype? In the past years, the four blogs that actively talk about Terminology (see list below) have ranked among the 10 top language professional blogs in bab.la’s annual competition, a clear indication of an increased interest in Terminology.

Experts agree that learning about Terminology is key to a successful translation career. During Proz’s 2015 Virtual Conference, Jim Wardell, an experienced German to English translator, indicated that “Terminology is excruciatingly important, getting it right and being fanatical about Terminology, […] is what sets you, as a translator, apart from all the others who don’t do their homework, and that’s what makes your translations shine”. Also, according to Rodolfo Maslias, Head of the Terminology Coordination Unit (TermCoord) at the European Parliament “Terminology is an excellent choice for […] a specialization for linguists.

As Terminology continues to get more and more attention, I believe new training opportunities will open up. So if you don’t know where to start, the first step is to stay informed and up-to-date. Subscribe to these blogs:  TermCoord’s blog is updated daily with the latest events and activities. WordLo by Maria Pia Montoro offers interesting insights on Terminology and a comprehensive list of terminology tools and systems. Terminologia etc by Licia Corbolante is in Italian and although I don’t know much Italian, I find her posts brilliantly written with short and sweet practical cases of terminology. In My Own Terms explains theory in easy terms for beginners and offers, among others, a collection of posts called “Basic Course on Terminology”. There is also an inactive blog which provides useful cases on terminology management that I visit regularly: BIK Terminology, by renowned terminologist Barbara Inge Karsch.

Once you get a better idea of what terminology can do for you, you have more formal options, such as TermNet’s certification for Terminology Managers. They offer a basic and an advanced online course every year, as well as the School of Terminology, a one-week workshop that also allows you to get certified in-site (usually in Germany or Vienna). The Pompeu Fabra University in Barcelona offers a Master’s in Terminology in English or Spanish, with the possibility of taking the courses separately, in case you can’t sign up for the full Master’s right away. You may also want to download the Telegram app and follow TeleTermino, a channel that teaches the basic building blocks of Terminology to beginners and other interested individuals.

There are also videos that introduce Terminology in various forms presented by renowned terminologists. You can also keep up to date by following the major players of Terminology in social media. Lastly, you can learn from the experts by reading the collection of interviews by TermCoord called “Why is Terminology your Passion?”. I think this is a great way to learn about the different roles that terminologists play around the world.

Don’t underestimate the power of Terminology. Offering terminology management to your clients will put you on the right track to a successful career. As expert terminologist Michael Beijer puts it: “Translation and Terminology are inextricably intertwined. Translating is the easy part as it comes naturally to you, but it is the terminology that trips you off.” So you should not only know how to manage terminology efficiently but also get more involved in the Terminology world to keep track of the latest trends. Let the Terminology bug bite you!

Thank you so much for accepting my invitation and taking the time to write to my blog, Patricia! It was an honor hosting you! I thought it was particularly interesting to learn about the Telegram’s terminology channel. Thanks for all the amazing tips!

About the author
pbrenes-photoPatricia Brenes is the owner of the blog inmyownterms.com. Originally from Costa Rica, she moved to Washington in 2000 to work for the Inter-American Development Bank. She obtained her Master’s Degree in Specialized Translation at the Universitat de Vic in Barcelona. She also has a Terminology Manager certification (ECQA) from TermNet. Her blog collects useful information on theory and practice, as well as infographics, biographies, interviews, tools and much more.

Guest post: Kirti Vashee

Welcome back to our guest post series! We are already almost halfway through December and the Holidays are just around the corner. Any big plans?

While waiting for the Holidays, why not enjoy another great reading from a dear guest? I met Kirti Vashee at the last Abrates Conference, held this year in Rio de Janeiro. Then I had the pleasure of interviewing him for my podcast, TradTalk. You can watch or listen to the interview here. You can also read the article I wrote (in Portuguese) about this interview for Metáfrase, the Abrates magazine, here. And now you can enjoy the guest post he kindly wrote to the blog.

Welcome, Kirti!

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A Machine Translation (MT) Action Plan for Translators

This is an article for those translators that have some interest in, or at least want to understand how to properly assess MT related work opportunities, or add linguistic value in large-scale MT projects. The need for translation of business content and other kinds of information on the internet continues to grow, but there are also changes that affect translators and agencies alike. The most interesting translation work is increasingly moving beyond the focus of traditional translation work and is likely to do even more so in the future. Thus, the most lucrative and interesting NEW translation opportunities, like at eBay for example, may require very different kinds of skills and competence but would still draw on basic translation and linguistic competence.

The forces that drive the increasing use of MT in the world, are largely beyond the control of the “translation industry,” continue to build unabated and can be briefly listed as follows:

  • More Content: The sheer volume of content that global enterprises, governmental agencies and any international commercial venture need to translate continues to grow.
  • Content Value: The value of business content increasingly has a very short shelf-life and thus traditional TEP (translate-edit-proof) approaches are increasingly questioned for information that may have little or no value after six months.
  • Short Product Life Cycles: The product life cycles in electronics, fashion, and many other consumer products get shorter all the time, so rapid, “good enough” product descriptions are increasingly considered sufficient for business requirements.
  • Volume & Cost Pressures: Enterprises are under continuous pressure to translate more content with the same budgets, and thus they seek out agencies who understand how to do this with rapid turnaround.
  • Changing Internet User Base: As more of the developing world comes online it becomes imperative for these new users to have MT to be able to get some basic understanding of existing web content.
  • Free Generic Translation: The universal availability and widespread use and acceptance of “free MT” on the internet has raised acceptance of MT in executive management circles too. This also drives the momentum for large new types of projects that would never have been considered in the TEP translation world.

So if we presume, that it is very likely that MT is going to be a fact of life for many professional translators in the 21st century, what new skills would a translator need to understand and be considered a valued partner, in a world where MT deployment and “opportunities” will continue to abound?

MT today, has already proven itself in professional use scenarios with most Romance languages, but we are still at a transition point in the use of MT in many other language combinations, and thus the MT experience can often be less than satisfying for translators in those languages, especially when working with translation agencies who are not technically competent with MT.

The New Skills in Demand

At a high level, the skills that matter in working with the professional use of MT, that we can expect will grow in value to global enterprises and agencies involved in large MT projects are as follows.

  • Understand the different kinds of MT systems that you would interface with. Translators that understand the different kinds of MT are likely to be much more marketable.
  • Understand the specific output quality of the MT engines that you are working with. Provide articulate linguistic feedback on MT output. Being able to provide articulate feedback on error patterns is perhaps one of the most sought after skills in professional MT deployment today. This ability to assess the quality of MT output is also beneficial to a freelancer who is trying to decide whether to work on a PEMT project or not.
  • Develop skills with new kinds of tools that are valuable in dealing with corpus level tasks and manipulations. It is much more likely that MT projects will involve much larger volumes of data and data preparation and global pattern modification skills become much more useful and valuable.
  • Develop skills in providing pattern level feedback and develop rapid error pattern identification and correction. Being able to devise a rapidly implementable test and evaluation routines that are useful and effective is an urgent market requirement. This paper summarizes the specific linguistic issues with Brazilian Portuguese that provide an idea of what this actually means.
  • Develop a corpus view that involves linguistic steering rather than segment level corrections. This is a fundamental change of mental perspective that is a mandatory requirement for successful professional involvement with MT. Understanding the competence of the translation agencies that you engage with is also a key requirement as it is VERY easy to mismanage an MT project and most translation agencies that attempt to build MT engines on their own  are quite likely to be incompetent.

What can you do?

  1. Learn and educate yourself on the variants of MT.
  2. Experiment with major engines from Google, Systran, and Bing and with specialist tools like Lilt and SmartCAT that allow easy interaction with MT.
  3. Understand how to rapidly assess MT output quality BEFORE you engage in any MT project.
  4. Don’t work with incompetent translation agencies who know little or nothing about MT but only seek to reduce rates with crappy do-it-yourself engines.
  5. Experiment with corpus management tools.

You can find much more information on the eMpTy Pages blog and on many translator forums.

It was a real pleasure to host you here on my blog, Kirti! Thank you so much for accepting my invitation and taking the time to write such an enlightening and useful post!

About the author
kvclrKirti Vashee is an independent machine translation technology and marketing strategy consultant. He was previously VP of Enterprise Translation sales for Asia Online and also  responsible for the worldwide business development and marketing strategy at Language Weaver (SDL). He has long-term sales and marketing experience in the software industry  working in both, large global companies (EMC, Legato, Dow Jones, Lotus) and startups . He is the moderator of the Automated Language Translation group with almost 5,000 members  in LinkedIn and also a former board member of AMTA (American Machine Translation Association). Kirti is active on Twitter and the blogosphere on MT and translation automation related issues. He received his formal education in South Africa, India and the United States. He is also an amateur musician who plays the sitar, bansuri and percussion.

Guest post: Dubbing translation (in Portuguese)

Sejam bem-vindos de volta a mais uma publicação de convidados! Hoje, recebemos o Paulo Noriega, tradutor especializado em dublagem.

Bem-vindo, Paulo!

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O tradutor para dublagem e a versão brasileira

O longa metragem animado Branca de Neve e os sete anões (1938), um dos principais clássicos dos estúdios Disney, inaugurou a nossa versão brasileira. Durante muitos anos, a dublagem fez parte da vida de muitos brasileiros, por intermédio da TV aberta. Hoje continua muito forte e presente nos canais da TV fechada, e até mesmo em outros veículos, como a Netflix, que já conquistou milhares de adeptos em todo o mundo. Há muito a se falar sobre esse segmento que envolve uma grande cadeia de profissionais, mas antes, acredito que uma boa forma de introduzir esse tema é dar uma breve definição de dublagem. Há inúmeras definições, mas para efeitos mais didáticos, podemos dizer que é o processo no qual os diálogos originais de uma produção são regravados com diálogos falados na língua-alvo.

No entanto, essa transposição de falas de um idioma para outro não ocorre num passo de mágica e muito menos de uma forma simples. Na verdade, além de diversos outros profissionais atuantes nos estúdios de dublagem, há uma figura responsável pela missão de traduzir/adaptar as falas das mais variadas produções audiovisuais para o nosso idioma e criar um roteiro para os dubladores interpretarem: o tradutor para dublagem. Gosto de dizer que o tradutor dessa modalidade é uma espécie de recontador de histórias, pois é seu dever tentar manter o tom e a essência presentes na versão original do produto audiovisual que irá traduzir. Ele deve tentar captar o registro dos personagens e realizar essa transposição para o português brasileiro da melhor forma possível.

Esse segmento tradutório, até hoje relativamente desconhecido pelo grande público e no qual atua esse profissional, está inserido no campo da tradução audiovisual, que também abarca a tradução para legendas (legendagem), o voiceover e a audiodescrição (destinada aos deficientes visuais). Entretanto, o tradutor é apenas um dos agentes de uma longa cadeia. Além dele, há os diretores de dublagem e os dubladores, profissionais que darão vida e voz ao texto produzido pelo tradutor e que darão o seu toque pessoal e artístico no momento das gravações. Outra característica importante e digna de nota é que os tradutores desse ramo são freelancers e não atuam mais dentro dos estúdios de dublagem, sendo o ilustre estúdio Herbert Richers o principal expoente dessa antiga prática.

Agora, abordando um pouco mais os aspectos técnicos, o texto traduzido pelo tradutor desse ramo é feito no Microsoft Word, não sendo necessário o uso de softwares mais específicos, como vemos na área de legendagem, a exemplo do Subtitle Workshop e Horse. Além do arquivo no qual fará sua tradução, ele recebe o vídeo do produto audiovisual que irá traduzir e, na maioria dos casos, um script com as transcrições das falas na língua-fonte (inglês, francês, espanhol…). Esses três elementos são o que gosto de chamar de tripé do tradutor e, com eles em mãos, o tradutor está pronto para executar o seu trabalho.

A elaboração de uma boa tradução para dublagem é muito complexa e há inúmeros fatores que devem ser levados em consideração para realizá-la com maestria. Obviamente, quaisquer termos específicos de uma área, como medicina ou direito, devem ser devidamente pesquisados e traduzidos corretamente, e o tradutor jamais pode perder de vista que o texto que está traduzindo/adaptando precisa ser natural e fluido na nossa língua, já que ele será interpretado em estúdio. Além disso, há diversas sinalizações que precisam estar presentes no roteiro traduzido, a exemplo dos vozerios, que podem ser burburinhos de uma cena em um restaurante ou em um estádio, por exemplo, e as reações realizadas pelos personagens, como um riso, um suspiro ou um choro. Para completar, o tradutor deve fazer uma boa estimativa de fala, ou seja, ver se as falas traduzidas estão muito grandes ou muita curtas para caberem na boca dos personagens e tentar aliar isso a um bom sincronismo labial.

Tal como as demais modalidades tradutórias, é necessário se preparar para entrar nesse mercado que carece de profissionais capacitados e que entendam como a versão brasileira funciona. A nossa dublagem é considerada uma das melhores do mundo e precisamos, cada vez mais, de tradutores conscientes de seu trabalho e que busquem realizar um trabalho de excelência.

Sobre o autor
paulo-profissional-blog-carolinePaulo Noriega é tradutor do par de idiomas inglês-português especializado no campo de tradução para dublagem. Presta serviços de tradução para dublagem dos mais diversos gêneros para renomadas empresas do ramo, tanto do Rio de Janeiro quanto de São Paulo. Traduziu mais de 250 horas de produções audiovisuais e é autor do blog Traduzindo a dublagem, um dos primeiros blogs brasileiros dedicado à tradução para dublagem.

Guest post: Who is the Project Manager? (in Portuguese)

Sejam bem-vindos a mais uma publicação convidada! A convidada deste mês é a Monica Reis, com quem tive o prazer de trabalhar no Comitê de Administração do Programa de Mentoria da Abrates.

Seja bem-vinda, Monica!

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Fonte: Unsplash

Afinal, quem é e o que faz um Gerente de Projetos de Tradução?

Muito se fala no Gerente de Projetos (o chamado PM, Project Manager) como a pessoa que tem o controle de tudo que acontece dentro de uma agência de tradução. É ele (ou ela) o responsável por determinar tudo que acontece em um projeto de tradução, indo desde a escolha do cliente até a data de pagamento do tradutor. O fato é que nem sempre a pessoa por trás do cargo de PM em uma agência está diretamente envolvida em todos os processos que acontecem até que um projeto seja entregue traduzido ao cliente. Muitas outras pessoas estão envolvidas e têm papel até mais determinante que o indivíduo encarregado de gerenciar o trabalho.

Quando recebemos um pedido de tradução de um PM, normalmente não pensamos em tudo que aconteceu até que o seu nome fosse lembrado para aquele projeto específico. Acreditamos que as tratativas com o cliente foram iniciadas ali e que a tríade Cliente – PM – Tradutor formou-se do nada, sem passar por outras áreas da empresa.

Para que aquele cliente tenha chegado até a agência, foi necessário que um representante comercial fizesse contato com ele oferecendo serviços de tradução. Houve uma negociação de valores (nem sempre o cliente acha que a tradução vale aquele preço) e prazo (o cliente sempre acha que dá para fazer em um tempo menor). Só depois disso é que o projeto chega às mãos do PM. Engana-se quem pensa que quem determina o valor de uma tradução é o PM; ele normalmente trabalha com os valores determinados pelo dono da agência e, em alguns casos, com margens negociadas pelo representante comercial. São raros os casos em que o PM tem o controle sobre o valor a ser pago por uma tradução. Em uma agência ideal, o PM trabalharia junto com o departamento de vendas para determinar o valor de cada texto de acordo com sua complexidade linguística e de diagramação, prazo e outros fatores relevantes. Entretanto, a maioria das agências trabalha com valor fechado para a lauda, com alguma diferença de valor para prazos menores do que o normal (a chamada “taxa de urgência”).

E por falar em valores, engana-se também quem acha que é o PM quem determina o valor da lauda para o tradutor. Novamente, entra em cena o dono da agência. O PM até pode tentar negociar um aumento nas tarifas, mas a palavra final nunca é dele.

Quanto à escolha do tradutor para um projeto, podemos dizer que a decisão é quase que inteiramente do PM. É o PM quem decide que tradutor alocar para um determinado trabalho; entretanto, outros fatores podem influenciar nessa decisão, como descontos negociados com o cliente (que, consequentemente, alterarão o valor da lauda para o tradutor), escolha do cliente, entre outros.

A reputação do tradutor em termos de qualidade, entrega no prazo correto e especialidade no assunto são aspectos fundamentais na hora de tomar a decisão pelo melhor profissional para um projeto de tradução; mesmo assim, um PM pode decidir escolher outro tradutor por diferentes motivos. Muitas agências preferem trabalhar com o mesmo tradutor para determinado cliente (usando aquela velha máxima de que “não se mexe em time que está ganhando”). Muitos tradutores são especialistas no assunto, mas não aceitam a tarifa paga pela agência e nem sempre o PM pode interferir nesse processo.

Outro conceito errado é sobre a seleção de tradutores novos. A dificuldade de receber uma resposta (seja ela positiva ou negativa) de uma agência nem sempre está relacionada ao desinteresse do PM em contratar novos talentos para a sua agência. Muitas vezes, o PM recebeu outro currículo que se encaixa perfeitamente nas necessidades da agência naquele momento; ou aquele projeto não vingou; ou ele está envolvido em outros projetos com maior prioridade. Um PM organizado vai manter os currículos enviados de tal maneira que possa fazer contato com os tradutores quando for oportuno. Já enviei currículos e recebi resposta imediata, mas já tive muito mais currículos respondidos meses depois de tê-los enviado a agências.

Pensa que acaba aí? Não! Ainda falta a fase de revisão, diagramação (se for o caso) e entrega ao cliente. E depois disso, ainda é preciso esperar para ver se o cliente tem algum comentário, sugestão ou crítica sobre o trabalho entregue. Cabe ao PM receber o feedback do cliente e repassar ao tradutor e/ou revisor, conforme o caso, para futuros ajustes. Ainda é preciso gerenciar crises (quando o tradutor não entrega a tradução ou entrega em um prazo posterior ao acordado; quando o cliente não aprova a tradução ou quando o cliente não faz o pagamento, só para citar algumas).

O que o tradutor precisa entender é que a função de PM exige muito mais do que o simples conhecimento de idiomas. O PM precisa, antes de mais nada, ser flexível, saber solucionar problemas com rapidez e saber lidar com os vários elementos humanos envolvidos em um projeto de tradução. Assim como nós tradutores reclamamos quando um cliente fica insistentemente perguntando se o projeto contratado já está pronto, o PM também acha inconveniente que tradutores perguntem insistentemente sobre currículos enviados, prazos de pagamento, peçam adiantamento, etc. Então, da próxima vez que você não tiver resposta sobre um currículo que enviou e em vez de achar que o seu currículo foi parar na lixeira, pense nas outras tarefas que aquele profissional tem que cumprir durante o dia. Escreva, mas use o seu bom senso para saber quando e como escrever. Cordialidade e respeito são ótimos e todo mundo gosta.

Agradeço imensamente a aceitação do meu convite para escrever aqui no blog, Monica! É sempre muito bom ter outras perspectivas do processo de tradução.

Sobre a autora
monica-reis-2Monica Reis é graduada em Letras/Tradução pela Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). É tradutora técnica e jurídica do par inglês-português com mais de 15 anos de experiência. Membro da Abrates e da American Translators Association, faz parte do Comitê de Administração do Programa de Mentoria da Abrates e é editora-assistente da Revista Metáfrase, a revista on-line da Abrates.

Guest post: Pesquisa terminológica em tradução

Bem-vindos de volta à série de publicações convidadas!

Hoje seria dia da série de entrevistas, mas, impreterivelmente neste mês, invertemos a ordem. Portanto, a série de entrevistas será no dia 10.

É com imenso prazer que recebo um grande amigo, meu veterano, aqui no blog.

Seja bem-vindo, Deni!

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Source: Unsplash

O Google ou um corpus? Quem tirará minhas dúvidas?

Agradeço minha amiga Caroline Alberoni pela oportunidade de escrever para o seu blog. Ela já havia feito o convite há algum tempo, e desde então venho tentando pensar em um tema que possa ser interessante para os seus leitores. Nesse ínterim, propus para os meus alunos do curso de Tradução da UNILAGO que traduzissem uma publicação convidada como atividade da minha disciplina de Prática de Tradução. Essa, certamente, foi uma experiência muito proveitosa para os alunos e para mim!

Para a escolha do tópico que abordo nesse texto, retornei aos meus anos de graduação em Tradução e fui tentar resgatar o que havia fundamentalmente mudado na minha dinâmica como tradutor. Lembro-me que no início dos anos 2000, a Internet já fazia, de certa forma, parte de nossas vidas, e buscadores como o Yahoo, Cadê e AltaVista nos ajudavam a encontrar o que precisávamos naquele mundo de informações que já parecia ser um mar sem fim. Entretanto, foi o Google que popularizou as pesquisas que não eram exatamente uma busca por uma página, mas se tratava apenas de uma averiguação de frequência. Lembro-me de já usá-lo, nos meus exercícios de tradução (sobretudo de versão), para me certificar de uma regência, uma ortografia ou a formalidade ou informalidade no uso de uma palavra ou expressão.

Alguns anos depois, a quantidade de informações indexadas pelo Google aumentou enormemente. Dadas as diferentes tipologias de textos que são indexados, o Google foi “se especializando” e hoje é possível procurar apenas em notícias, textos acadêmicos e livros. No caso desses últimos, o Google ainda criou uma ferramenta chamada n-gram viewer (não disponível para o português), por meio da qual é possível contrastar a frequência de uma dada palavra ou expressão num período de tempo e ainda comparar com outra palavra ou expressão.

Para exemplificar o quão interessante pode ser o uso dessa ferramenta, tomemos uma publicação parte de uma recente série sobre gramática e uso, em que Michael Rundell, editor-chefe do dicionário da língua inglesa Macmillan, trata do uso de “different from” e “different to”. Com base em uma observação em corpus, ele conclui que “different to” é raramente usado no inglês americano, mas é comum no inglês britânico. Fui verificar o que o Google n-gram viewer tinha a dizer a respeito, com base em ocorrências em livros publicados de 1800 a 2008, e chegamos às mesmas constatações de Michael Rundell: “different from” é bem mais recorrente em ambas as variantes da língua inglesa (sempre foi), mas parece estar ganhando (discretamente) fôlego na literatura, nos últimos anos. Fiquemos de olho.

No exemplo que acabo de dar, tanto o Google quanto o corpus proporcionaram uma conclusão semelhante. Nesse sentido, noto que tenho encorajado meus alunos a valerem-se da Internet como forma de auxiliarem suas tarefas na disciplina de Prática de Tradução, mas com um olhar duvidoso sobre tudo o que esse mundo de informações apresenta. O grande volume de textos que vemos publicados on-line, hoje, tornou difícil até mesmo dizer o que, de fato, foi escrito por falantes nativos da língua e o que é produto de tradução (automática ou não). É na tentativa de tornar tais pesquisas mais confiáveis e representativas dos usos da língua que o corpus se mostra útil.

Caberia aqui uma rápida definição do que vem a ser um corpus (palavra latina, cujo plural é corpora). Trata-se de um grande conjunto de textos, selecionados segundo alguns critérios (para que o corpus servirá? Qual será sua extensão? Que tipos de textos farão parte dele?), em formato digital, de modo a extrair-se dele informações linguísticas relevantes. No meio acadêmico, esse tópico vem sendo tratado já há algum tempo, mas tem ganhado cada vez mais força com a Internet e com a grande capacidade de armazenamento e processamento dos computadores atualmente. Se antes, para criar um corpus, era necessário um árduo trabalho de digitalização de textos impressos, hoje é possível compilar um corpus a partir de textos que já se encontram disponíveis na Web, de maneira rápida e automatizada, e que podem servir para propósitos diversos. Um tradutor, por exemplo, diante de um trabalho sobre meliponicultura ou mineralogia, além de recursos como dicionários e sites especializados pode recorrer a um corpus compilado especificamente para a tradução de um texto e extrair dali termos atuais, se pensarmos que tal corpus foi constituído a partir de textos recentes, encontrados na Internet.¹

Mas por que não utilizar, simplesmente, o buscador do Google para fazer essa mesma tarefa? Afinal, compilar um corpus exige que se faça a seleção dos textos e que eles sejam armazenados com certa sistematicidade (em arquivos que sejam legíveis por programas específicos que processam corpus). É preciso ter em mente, contudo, que uma busca no Google, hoje, pode retornar resultados que não correspondem, muitas vezes, à realidade de usos. É justamente a vastidão de textos que são indexados por um motor de busca como o Google que desabona a sua utilização quando estamos em dúvida sobre um certo termo ou um uso. Os textos ali presentes podem ter origens que não são exatamente as mais confiáveis (a menos que estejamos buscando no Google Livros, como exemplifiquei acima).

Recentemente, em um exercício com meus alunos de Prática de Tradução, o termo “recycling containers” apareceu no texto de partida, o que gerou uma certa variedade de opções nos textos de chegada. A tradução mais frequente foi “recipiente de reciclagem” (três ocorrências); “contêiner de reciclagem” e “container de reciclagem” foram, cada um, a opção de dois alunos; uma aluna apresentou “contentor de reciclagem”, em seu texto (o que parece ser também a tradução do Google Tradutor para “recycling container”).

Ao recorrer ao Google, é possível verificar que “recipiente de reciclagem” é a opção mais frequente, seguida de “contentor de reciclagem”. Embora “recipiente de reciclagem” me parecesse uma possibilidade plausível, eu não estava satisfeito com essa tradução. “Contentor de reciclagem” estava fora de questão, mas como mediador-professor da disciplina, eu deveria motivar minhas decisões e expô-las aos alunos. Intuitivamente, pensei em “lixeira de reciclagem” como uma tradução apropriada, mas a frequência do Google indicava que esse termo era menos frequente que “recipiente de reciclagem”².

É aqui que o uso de um corpus parece-me apropriado e mostra vantagens sobre o Google. Utilizei um corpus que está gratuitamente disponível na Web e faz parte de um conjunto de recursos disponibilizado pela Linguateca³. Mais especificamente, utilizei o corpus CHAVE que, por sua vez, faz parte do AC/DC, um conjunto de corpora, convenientemente armazenados e acessíveis de um mesmo local. O CHAVE conta com textos jornalísticos da Folha de S. Paulo e do jornal português Público. A escolha recaiu sobre esse corpus, pois, eu gostaria de atestar que “contentor” era uma palavra mais utilizada em Portugal.

Duas buscas confirmaram minha hipótese, mas, para tanto, foi necessário especificar que uma busca deveria retornar apenas resultados dos textos brasileiros e a outra, apenas textos portugueses. Para tanto, adicionei à busca a restrição [variante=“BR”] e [variante=“PT”]⁴, respectivamente. Conforme previa, não houve uma ocorrência sequer de “contentor” no português brasileiro; já na variante portuguesa, foram 930 resultados.

Era, então, o momento de embasar a minha escolha (“lixeira de reciclagem”) para a tradução de “recycling containers”. O Google, como já antevi, não me ajudaria, pois, dava como vencedor “recipiente de reciclagem”. Apelei, assim, para um outro corpus, disponível on-line, o ptTenTen. Esse corpus encontra-se armazenado na ferramenta Sketch Engine (veja nota de rodapé 1) e contém alguns bilhões de palavras (o que é bastante significativo). Além disso, o ptTenTen, assim como o CHAVE, permite que se façam buscas nas variantes brasileira e portuguesa ou separadamente.

Minha breve pesquisa confirmou, numericamente (ainda que com números baixos), o que eu suspeitava: “lixeira de reciclagem” é o termo mais frequente entre aqueles apresentados como opção de tradução para “recycling container”, conforme o quadro abaixo.

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Vale ressaltar, reafirmando o que digo acima sobre o grande volume de informações na Internet hoje (e que acaba sendo indexado pelo Google), que percebi que muitos dos resultados para a busca “contentor de reciclagem” eram páginas de sites como Alibaba ou sites gerados com o auxílio de tradução automática, além dos textos que haviam sido escritos em outras variedades não brasileiras do português.

Com essa experiência de tradução que aqui apresento, busco fomentar uma reflexão sobre um aspecto da competência do tradutor, isto é, como a prática tradutória tem sido afetada de modo a favorecer o texto final, minimizando esforços e tempo, tão caros num mundo onde o tradutor nunca foi tão necessário. A utilização de corpora parece, num primeiro momento, acrescentar mais um trabalho às já muitas tarefas do tradutor, todavia, esse exemplo, ainda que simples, mostra que nossa intuição pode ser confirmada ou refutada com dados mais confiáveis.

¹ Uma ferramenta que pode auxiliar um tradutor nesse sentido é o Sketch Engine, um processador de corpus que funciona on-line e que a partir de algumas palavras-chave (o termo correto aqui seria “seeds”) busca a Web e compila um corpus com base nessas palavras-chave. O Sketch Engine é capaz de processar corpora de diversas línguas e oferece recursos diversos, desde uma lista de frequência de palavras presentes no corpus até as chamadas word sketchs, em que é possível ver padrões de coocorrência de palavras. A ferramenta pode ser acessada em https://www.sketchengine.co.uk.

² No momento em que escrevo esse texto “recipiente de reciclagem” ocorre 74 mil vezes, enquanto “lixeira de reciclagem” tem 20,5 mil ocorrências.

³ A Linguateca é um um centro de recursos para o processamento do português que conta com o apoio de diversos pesquisadores no Brasil e em Portugal. Os recursos da Linguateca podem ser acessados em http://www.linguateca.pt.

⁴ Essas restrições de busca e tantas outras tornam o uso de corpora interessante. O corpus precisa conter informações (nesse caso, a que variante do português pertence o texto) e essas são adicionadas manualmente ou automaticamente. Outro tipo de informação útil e que é possível adicionar automaticamente são as categorias gramaticais das palavras. Um corpus anotado com esse tipo de informação permite buscas mais interessantes do que aquelas que o Google oferece. Por exemplo, podemos pesquisar por “casa” como forma verbal de “casar” em vez do substantivo.

Muito obrigada por ter aceitado meu convite e dedicado seu tempo em escrever algo tão interessante e útil para o blog, Deni! Foi um grande prazer recebê-lo aqui.

About the author
facebook08Deni Kasama é formado em Tradução pela UNESP de São José do Rio Preto, onde recententemente concluiu também seu doutorado. Atualmente, é docente na União das Faculdades dos Grandes Lagos (UNILAGO), além de atuar como tradutor e revisor freelancer de textos acadêmicos. Suas pesquisas recentemente têm se concentrado nas contribuições da Linguística de corpus para a Tradução e a Lexicografia.

Guest post: ProZ membership (in Portuguese)

Sejam bem-vindos a mais uma publicação convidada! A convidada deste mês é a Adriana de Araújo Sobota, querida amiga e companheira no Comitê de Administração do Programa de Mentoria da Abrates.

Seja bem-vinda, Adriana!

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ProZ – Vale a pena ser associado?

Uma das perguntas mais frequentes que tradutores, principalmente iniciantes, me fazem é se vale a pena ou não assinar o ProZ. Esse é um assunto muito controverso. Por um lado, tradutores que conseguiram conquistar uma clientela que paga tarifas mais altas acham aviltantes as tarifas oferecidas por alguns anunciantes. Por outro lado, tradutores iniciantes ou que trabalham para agências nacionais, por exemplo, se beneficiam do câmbio e acham essas mesmas tarifas vantajosas.

O fato é que não podemos pensar apenas no valor médio por palavra oferecido no ProZ. Temos que considerar todos os benefícios e entender como ele funciona. Saber aproveitar o que o ProZ oferece pode fazer a diferença para conseguir nele mesmo essa clientela, digamos, superior. Eu trabalho exclusivamente para agências, todas internacionais e 90% delas vieram do ProZ. Portanto, eu só vejo vantagens em ser assinante. Mas essa é a minha visão. Para outras pessoas pode não ser vantajoso e não sou eu que vou dizer o contrário, minha proposta aqui é explicar por que eu acho vantajoso ser assinante.

O que é o ProZ?

É um site onde empresas, tradutores, agências se cadastram e oferecem trabalhos ou prestação de serviços. Tem quem chame o site de leilão, pois algumas agências oferecem trabalhos na base do “quem dá menos”, mas não é só isso que acontece ali. O site tem uma seção de ofertas de trabalho, uma espécie de classificados. Parte dos trabalhos oferecidos já tem o preço que o cliente quer pagar; parte não tem preço e o cliente pergunta a tarifa do tradutor. Algumas das ofertas vêm com o famoso pedido de “best rate”, aí nos perguntamos: best para quem? Claro que para eles!

Quanto custa a assinatura?

Você pode criar seu perfil gratuitamente no ProZ, mas se assinar, terá acesso a mais recursos. A assinatura anual custa, para novos membros, U$ 144. Para quem já é assinante, a renovação da assinatura anual custa U$ 133. Também oferecem uma assinatura semestral, que acaba saindo mais caro, mas que de imediato é mais em conta. A semestral para novos membros custa U$ 99 e para quem vai renovar, U$ 90. Eles oferecem ainda uma terceira modalidade de assinatura, que inclui um pacote de treinamento composto por vídeos e treinamentos para fazer sozinho. O valor é U$ 199 para novos membros ou não. Se optar por essa modalidade de assinatura, ela terá validade de um ano e você poderá escolher um de três pacotes de treinamento: marketing e promoção pessoal; gestão de projetos ou pacote para iniciante. Esses pacotes também podem ser adquiridos separadamente e custam U$ 119 cada (para novos membros ou não).

Vantagens de ser assinante

A primeira vantagem de ser assinante é que você terá acesso imediato às ofertas de trabalho restritas. Não assinantes só podem ver a maioria dessas ofertas após um período mínimo de 12 horas. Muitos anunciantes abrem a oferta para não assinantes após 48/72 horas. Outra grande vantagem é ter acesso ao Blue Board, um diretório que mostra como os colegas tradutores avaliaram as agências (de 0 a 5). Esse diretório é muito útil quando não conhecemos a agência e queremos saber se é boa pagadora, por exemplo. Outras vantagens de ser assinante são: assinantes aparecem listados antes dos não assinantes para os clientes; as cotações dos assinantes são visualizadas primeiro pelos anunciantes; posicionamento nas pesquisas do Google (os clientes são direcionados para o seu perfil no ProZ); descontos em alguns treinamentos oferecidos no site; monitoramento de visitantes do seu perfil; participação em concursos de tradução; descontos em algumas ferramentas etc.

Como tirar máximo proveito do ProZ

Um grande erro do tradutor que diz não conseguir nada no ProZ é não investir no seu perfil. Vejo muitos que criam o perfil e o deixam lá, às moscas. Se um cliente tem um trabalho de inglês para português na área de marketing, vai encontrar centenas de perfis no ProZ e será difícil escolher. É claro que o perfil mais completo, mais organizado e mais detalhado vai se destacar. Ok, isso se o cliente estiver procurando qualidade, porque se estiver procurando preço, vai no mais barato e pronto. Mas aqui queremos chegar àquela clientela “superior”, certo? Assim sendo, é crucial caprichar no seu perfil, colocar o máximo de informações possível, apresentar o seu produto de forma atraente e convincente.

Outro recurso importante e não muito explorado é o WWA (Willingness to Work Again). Com ele, você pode pedir aos seus clientes para deixar depoimentos sobre o seu trabalho. Assim você mostra para os seus futuros clientes que é um profissional sério e respeitado. Igualmente importante é responder rápido às ofertas interessantes de trabalho. Muitas vezes o cliente tem pressa, e se você deixar para responder depois, pode acabar perdendo oportunidades. Lembre-se de que as ofertas são baseadas em critérios específicos (idioma, especialidade, CAT tool etc.), portanto, seja bem específico ao criar o seu perfil, para ter a certeza de que as ofertas ideais cheguem ao seu e-mail.

Depois que melhorei meu perfil, passei a receber inúmeras ofertas de trabalho diretas, que nem vão para a lista. É claro que não foi assim desde o início. Sou associada do ProZ há 9 anos e demorou alguns anos para chegar no nível atual, de raramente responder a uma oferta da lista, a não ser que seja algo muito interessante. Os clientes passaram a me enviar mensagens com ofertas diretas e consegui boas agências assim. Em outras palavras, não é porque você está no ProZ que precisa participar do “leilão”. É claro que, para quem está começando, tem a questão da experiência para colocar no perfil. Mas aí é que entra o seu marketing pessoal, sua capacidade de mostrar que, apesar de ter pouca experiência, é muito bom no que se propõe a fazer, e mostrar isso por meio do zelo demonstrado no seu perfil, da preocupação em se profissionalizar, esse é o ponto de partida para o sucesso.

Muito obrigada por ter aceitado meu convite para escrever para o blog, Adriana! Foi um grande prazer recebê-la no meu cantinho. 🙂

Sobre a autora
Foto FaceAdriana de Araújo Sobota é graduada em Letras e pós-graduada em Linguística Aplicada. É tradutora técnica de inglês e espanhol para português há 17 anos nas áreas de TI, medicina, administração e marketing, engenharias, telecom, turismo e websites. Uma das coordenadoras do Programa de Mentoria da Abrates. É sócia e coordenadora pedagógica do Netwire Learning Center. Editora-chefe da Revista On-line da Abrates. É membro da ABRATES e da American Translators Association.