How to successfully network at a translation conference

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Courtesy of Unsplash, by Matthew Henry

Those who know me well, are quite aware of the fact that I am a conference rat. I love conferences and, most of the time, they are an “excuse” for traveling somewhere and visiting some place new. So much so that whenever I travel my mom asks if I am going to attend any conferences. Well, sometimes I do travel to visit friends, you know?

After attending so many conferences, you end up naturally mastering this networking thing. However, I know how difficult it can be the first or second time we attend one. We feel lost, most of the times we do not know absolutely anybody, we are shy, and we want to dig a hole on the ground to hide and simply disappear from this frightening place. See? It is normal, it happens with anybody. I never feel comfortable whenever I go to a new place either, like a new gym, for example. But I will not stop exercising just because of that, am I? Well, I know this may be more than an excuse for some people though…

Keeping this conference newbie tiny issue in mind and the fact that the Abrates Conference is just around the corner, I decided to share with you some tips for successfully networking at conferences without simply throwing yourself at the people either.

  • First of all, having and carrying your business cards with you at all times is a must. And this is valid for any occasions. Have a bunch of business cards in your wallet, purse, gym bag, car. Whenever someone asks for your email or phone number, just handle them your card and make a good impression with your professionalism. 😉
  • However, do NOT just randomly start giving your cards away to simply anybody with no reason whatsoever. Wait for the right time. Timing is everything when you want to make a good impression.
  • In order to find the right time, first, you need to be open. When we feel shy, we tend to bury our heads in our notepads, mobiles, or even in the coffee break food. (Who never?) Look up, not down, and keep a smile on your face at all times. Do not be afraid of saying hi to people even when you do not know them, especially those who are sitting right next to you during the numerous talks. This openness is key to finding the right time to “strike,” besides making it easier for people to approach you.
  • Approaching other attendees is not necessarily the worse thing ever. Small talk is there to rescue us! Comment about the icing cold air conditioning, the horrible Wi-Fi connection, the nice venue, the amazing lunch you just had, that coffee you terribly need, you name it, with the person who is sitting next to you. After breaking the ice, show interest and ask the person their name, what they do, where they are from, etc. And take the chance to ask for the person’s business card, so you can keep in touch. Naturally, they will also ask for yours. There you go. It does not hurt, does it? And you cause a way better impression when you show you are interested in knowing about the person than if you make it about yourself from the beginning. This approach can also be used during coffee breaks: comment about the amazing food, the interesting talk you just attended, how sleepy and in need of coffee you are… And repeat the same next steps: show interest to know who the person is and ask for their card.
  • Another way of approaching other attendees is when you “know” them somehow: you always see them commenting/posting on Facebook groups, you like their blog/what they do, you are Facebook “friends,” you name it. These are great ice-breakers.
  • Do not leave a conference without talking to presenters you like or whose presentations you enjoyed! There is no better ice-breaker than approaching the person to say you watched their presentation and loved it. Ask for their card so you can follow them on social media, and there you go. Or, if given the chance, you can even approach them before their talk (even if you are not really planning on attending it), saying you saw they are presenting, you are interested at the topic but unfortunately will not be able to attend it, so maybe they could give you their card so you can keep in touch? 😉

In a nutshell, the key is to be friendly and open at all times, and take every chance to start a small talk and take it to the next level by showing interest at the person. Only make it about you if the person opens the floor for you to do so.

If you engage with as little as one person per period (morning and afternoon), you end up with four contacts to follow up at a two-day conference. If you adequately follow up with them after the conference, these four people may introduce you to other people throughout the year and at the next conference as well. It is a vicious circle that only gets bigger with time, and one that works for itself, with no need to make such a great efforts anymore.

Now, last but not least, it is also important to know how to properly follow up.

  • Write an individual and personalized email to people you really liked meeting showing your appreciation.
  • Do NOT simply add people on social media without sending them a private message reminding them exactly where and how you met, or where you know them from. Actually, this should be always applied, like a best networking practice. It is hard to remember every single person we meet at conferences, and anywhere for that matter.
  • Now, I know this is hard to ask nowadays, but I actually prefer to follow their blog, like their Facebook page, follow them on Twitter, etc., instead of adding them as friends on Facebook or LinkedIn, especially those I did not really have a chance to connect that much.

Those who are at the the ITI and NAJIT conferences can already start applying these tips. If you do, let us know if it worked. And for those who are attending the Abrates Conference next week, like myself, you can start practicing in the shower. 😉

Traduzindo por uma causa

Sejam bem-vindos de volta, queridos leitores!

Hoje temos mais uma tradução parte da parceria do blog com a UTFPR. A aluna tradutora deste mês é a Cristiane Slugovieski. E a tradução de hoje é da publicação da convidada Elis Portela, Translating for a cause.

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Fonte: Picjumbo, por Viktör Hanacek

Ser um bom tradutor é um trabalho árduo, mas é também um grande privilégio. Exige muito estudo, leitura, escrita, prática e aprendizado com os erros e com a experiência. Mas no fim, todo esse trabalho nos dá acesso a uma quantidade enorme de informações, além de uma base que nos permite conhecer mais sobre outras culturas. Somos leitores, pesquisadores e nos comunicamos incansavelmente, e sempre trabalhamos para entender o ponto de vista das outras pessoas, da melhor maneira possível, para compartilhá-lo com diferentes públicos. Mas depois de um tempo trabalhando diariamente com tradução, às vezes, não valorizamos esse acesso à informação e acabamos restringindo demais nossas habilidades quando, na verdade, poderiam ser utilizadas para conscientizar e ensinar as pessoas sobre assuntos importantes. Se prestarmos bastante atenção, podemos identificar muitas causas que valem a pena ser difundidas, mas que permanecem restritas a pequenas comunidades ou grupos devido a barreiras linguísticas. Sabemos que tanto a língua quanto as informações são ferramentas que podem ser utilizadas para dividir e privar pessoas ou, inversamente, uni-las ao redor de uma causa ou crença em comum.

Além de trabalhos remunerados, os tradutores podem escolher quais informações consideram importantes divulgar e ser voluntários para compartilhá-las. Podemos nos beneficiar muito trabalhando com assuntos que impactam a vida de outras pessoas e – por que não? – o mundo em que vivemos. No mínimo, nos beneficiamos por desenvolver a compreensão do leitor acerca de diferentes temas e comunidades. Existem muitas associações humanitárias e de caridade que dependem principalmente de doações, e não têm orçamento para tradução, precisando da nossa ajuda. (A propósito, uma distinção importante deve ser feita: como muitos profissionais, fico realmente chateada quando grandes empresas convocam voluntários ou utilizam crowdsourcing para traduzir seus materiais de graça. Não faz sentido tradutores qualificados trabalharem apenas para empresas lucrativas. Também fico chateada com grandes websites que recrutam alunos de cursos de inglês para “traduzirem” seus conteúdos de graça e acabam passando uma imagem ruim da nossa área. Mas essa é a minha opinião.)

Para vocês terem uma ideia, selecionei materiais de sites de algumas organizações que dependem de voluntários para serviços de tradução, para termos noção do que fazem e talvez nos inspirar a fazer algo:

  • No site The Rosetta Foundation (que se dedica a “aliviar a pobreza, apoiar o cuidado à saúde, desenvolver a educação e promover a justiça por meio do acesso igualitário a informação e ao conhecimento em todos os idiomas”), por exemplo, podemos ler depoimentos inspiradores de tradutores sobre trabalhos voluntários e projetos dos quais participam e com os quais se sentem orgulhosos. Vejamos o exemplo de um desses depoimentos:

Ações úteis e de grande ajuda no mundo devem ser ampliadas por meio da língua e não impedidas por ela. Organizações sem fins lucrativos fornecem serviços inestimáveis à sociedade e acredito que seja importante contribuir para esses esforços sempre que possível. Traduzir é uma contribuição modesta, mas pode fazer uma grande diferença.

  • No site Translators Without Borders, observamos a contagem de 15.868.825 palavras já traduzidas e doadas (no momento da elaboração deste artigo). Na página “About Us” está escrito:

Conhecimento é poder.  Conhecimento salva vidas, tira as pessoas da pobreza, garante mais saúde e nutrição, cria e mantém economias. O acesso a informação é fundamental. Barreiras linguísticas custam vidas. Grupos humanitários, que trabalham em situações de crise, encaram uma missão crucial para disseminar conhecimento na língua daqueles que precisam de informações.

O Global Voices pretende agregar, contextualizar e ampliar a comunicação global online – realçando locais e pessoas que outras mídias muitas vezes ignoram. Nós trabalhamos para desenvolver ferramentas, instituições e relações que possam contribuir para que todas as vozes, em todos os cantos, possam ser ouvidas.

O Global Voices Online criou o Projeto Lingua, que “busca ampliar as Vozes Globais em outros idiomas além do inglês, com a ajuda de tradutores voluntários”. Esses são apenas alguns exemplos nos quais podemos dedicar nosso tempo e conhecimento, mas há muitos outros. Cada um de nós pode encontrar uma causa com a qual se identifica e se envolver com ela!

Sobre a tradutora
Imagem1Cristiane Slugovieski estuda Licenciatura em Letras Português/ Inglês na UTFPR, onde também faz parte do TradLin, grupo de pesquisa e Estudos em Tradução. Reside em Curitiba-PR e pode ser encontrada no Facebook.

Greatest Women in Translation: Alison Entrekin

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Created by Érick Tonin

After a one-month break, welcome back to our Greatest Women in Translation interview series! I assure you it was worth the wait.

Please welcome this month’s interviewee, the great Alison Entrekin, acclaimed literary translator from Brazilian Portuguese into English (nominated by Diane Whitty).

Alison Entrekin

Created with Canva

1. You were actually a professional dancer! What made you change careers and become a translator?

I hurt my sciatic nerve dancing and had to give it a rest. So I went to university to study Creative Writing, because it was the only other thing I liked doing. It wasn’t until several years later, when I was learning Portuguese, that I decided to study translation with the intention of becoming a literary translator.

2. According to Guilherme Sobota (Estadão), you are one of most popular translators when it comes to contemporary Brazilian literature in English. You have already translated Paulo Lins, Daniel Galera, Chico Buarque, and Fernanda Torres, to name but a few well-known Brazilian authors. You are currently retranslating My Sweet Orange Tree (Meu Pé de Laranja Lima), by José Mauro de Vasconcelos, and will start Grande Sertão: Veredas soon. What are /were the challenges of translating such famous works?

Every work comes with its own set of challenges and they’re usually not what you expect them to be. Sometimes it’s the syntax, like in Cristovão Tezza’s The Eternal Son, which is very Brazilian and seems to resist translation into English; or the vocabulary, like in Paulo Lins’s City of God, which is very colloquial and born of a reality that has no direct equivalent in an English-speaking country. Adriana Lisboa’s writing is very poetic, and I spend a long time trying to find the right balance and flow for her sentences in English. With retranslations, there is the issue of the previous translation being either dated or unsatisfactory in some way, and I feel an unspoken obligation to somehow make the new translation work in ways that the previous one didn’t.

3. Which book did you enjoy translating the most and which did you find the most challenging? In both cases, why?

Budapest by Chico Buarque, for the intense word-play, which is incredibly hard to reproduce, but so much fun. The most difficult to date was Tezza’s The Eternal Son. His sentences are long and winding, with many asides, and English just doesn’t have the grammatical flexibility to pack so much information into a single sentence and still sound natural. But I am sure that my next project, a retranslation of João Guimarães Rosa’s 1956 classic, The Devil to Pay in the Backlands—often likened to James Joyce’s Finnegan’s Wake for its linguistic complexity—will make everything else feel like a walk in the park.

4. In this article you wrote for the Words Without Borders blog regarding your translation of Grande Sertão: Veredas, you mention untranslatability. I frown when people widely share articles with lists of untranslatable words in any given language. I do not believe anything is untranslatable, after all, what would our job consist of if this were true? Can you say a few words on the matter? What is your opinion regarding translatability x untranslatability?

I know what you mean about those lists. They often consist of words that describe culture-specific phenomena, which require a few sentences of explanation. Or words that compound a lot of information, which is easier to do in some languages than in others. Or words that are incredibly versatile—like saudade in Portuguese—and can be used in myriad ways, all of which require different translations in the target language. Perhaps they are better described as words that don’t have a single corresponding word in other languages. But they can be explained, and explanation is a kind of translation.

As for Grande Sertão: Veredas, it is possible to unravel the underlying meaning and translate it into straightforward English (albeit with the loss of many nuances). The 1963 translation does precisely that, but the translators chose not to go the extra mile (or light-year, as the case may be) and reproduce Guimarães Rosa’s linguistic alchemy, with its unique blend of quirky syntax, neologism and regionalism, which is what makes the novel so special. These things have to be reconstructed in the target language in the spirit of the original, because there are no direct equivalents, but it’s still translation, nonetheless. Anything that seeks to convey the message and spirit of something else is a kind of translation.

5. In some interviews you gave you mentioned punctuation as being the most challenging aspect of translating literature (as here). This is the first time I see someone point out punctuation, and not words, cultural aspects, or puns/jokes, as a challenge in translation. Could you please elaborate a bit more on the topic? What is so fascinating, yet challenging, about punctuation?

I think of punctuation as traffic signals in a text, telling readers when to stop, when to go, when there’s a bridge coming up.

But while the rules of punctuation are very similar in Portuguese and English, Brazilians and English speakers often punctuate quite differently. It’s all about usage. Brazilian writers regularly join clauses with commas where we would use full stops (periods) in English, and readers are used to it. It seems to help the flow, whereas it can have the opposite effect in English. When readers of English come across an odd connection between clauses (i.e. a comma instead of a full stop), they tend to stop and go back to try and figure out what they missed. So much for flow. I’m not saying that every time there’s a weird comma, we should use a full stop in the translation, just that a case can be made for this kind of swap in some instances. You have to analyse the context and ask questions: How does this piece flow? Who is speaking? Does this comma cause readers of the translation to pause where readers of the original keeping going? Does it change the rhythm or tone?

Just the other day I had to make a decision about whether or not to italicize foreign words in Chico Buarque’s My German Brother—with the author’s blessing, of course—as they are not italicized in the original. There are passages where the Italian-Brazilian mother says things half in Italian, half in Portuguese, and others where the brother tries to seduce an Argentinean girl in Portunhol (the Portuguese-Spanish equivalent of Spanglish), to name just a few examples. The transition from one Latin language to another is so seamless and natural in the original, but somehow clumsy in English without italics. I eventually came to the conclusion that italics, like punctuation, signal that something different is coming up, like a sign warning of a road bump ahead, and the translation flows better with italics. But it’s all very subjective, and case-specific.

There are days when I don’t agree with myself.

6. When you mention translation, people in general usually think of two things: interpreting and literature. The dream of most translation students is to become a literary translator. However, translating literature is not a bed of roses, as we say in Brazilian Portuguese. It once took you three weeks to translate three pages of a Brazilian literary classic, as you mention in the essay you wrote for WWB Daily (link in question 4). That is equivalent to 57 words a day! What is the advice you would give a student or beginner – or even an experienced translator – who would like to enter the realm of literary translation?

I think everyone needs to find their niche. A friend of mine, who is a legal translator, says she can’t imagine working on a single text for months on end. She will happily turn out several documents a day, and she does it so effortlessly because she knows the terminology back-to-front.

Literary translators, on the other hand, need patience and staying-power. Books have a habit of taking twice as long to translate as you thought they would. Every novel takes you somewhere different and you have to become an overnight expert in subjects you’ve never dealt with before (you invariably discover that your vocabulary is really very poor). I would say to someone starting out in the field: Always ask about the things you aren’t sure of, even if you feel stupid asking. If you can, read your translation out loud, listening for glitches, sense, transitions, alliteration that isn’t supposed to be there. Revise, revise, revise. When in doubt, revise again.

7. Now it is your turn. Who do you nominate to be our next interviewee?

I nominate Sophie Lewis, editor and literary translator from French and Portuguese.


It was a pleasure e-meeting you and learning more about you, Alison. I really appreciate your taking the time to answer my questions for the interview. 🙂

Guest post: Alimentação saudável como freelancer

Sejam bem-vindos de volta a mais uma publicação convidada!

Tivemos uma pequena alteração este mês: a publicação convidada trocou de data com a entrevista. Portanto, teremos a série Greatest Women in Translation no dia 10, com a Alison Entrekin.

É com grande prazer que apresento a vocês minha nutricionista, Cyntia Galante. Como não só de tradução vive o tradutor freelance, resolvi convidá-la para falar sobre alimentação saudável.

Seja muito bem-vinda, Cyntia!

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Imagem fornecida pela autora.

Trabalhar em casa e me alimentar bem? Como?

Que a alimentação saudável deve fazer parte da nossa rotina todos já sabem, mas por quê? O alimento é responsável pela prevenção e tratamento de doenças, bom desempenho na atividade física esportiva, controle do peso corporal, estados de alergias e intolerâncias alimentares e redução de fatores de risco para doenças crônicas. Alimentação também é parte importante do tratamento de doenças, como hipertensão, diabetes, dislipidemias, cardiopatias, doenças renais, hepáticas, etc. Com o passar dos anos, o corpo sofre transformações. Além disso, o sedentarismo tem se tornado constante, principalmente entre os adultos e idosos.

Mas como manter uma alimentação saudável nos dias de hoje, principalmente com pessoas que têm seus escritórios instalados dentro de casa?

Separei algumas dicas pra vocês conseguirem se organizar melhor!

  • Organize os horários das refeições: comece com a primeira refeição assim que você acorda e tente organizá-las de 3 em 3 horas. A rotina de horários fará com que você sinta fome em horários mais padronizados evitando, assim, possíveis beliscos fora de hora ou longos períodos em jejum.
  • Coloque o seu celular para despertar no horário das refeições. Quando nos envolvemos com o trabalho, é comum nos esquecermos do tempo e, quando percebemos, o dia já acabou e fizemos apenas uma refeição.
  • Planeje as refeições do próximo dia na noite anterior. Isso minimiza a possibilidade de beliscos por falta de ideia do que escolher para comer ou falta de opção saudável.
  • Tenha sempre o planejamento de todas as refeições da semana, principalmente se você cozinha e almoça e janta em casa. Vá ao supermercado com uma lista de compras semanal e compre apenas o necessário. Quanto mais planejada a sua compra de supermercado for, menos tentação você terá em casa, além de não correr o risco de ficar sem nada para preparar e acabar pedindo algum fast food.
  • Hidrate-se!!!! Água é fundamental para o bom funcionamento do cérebro, portanto, trabalhamos melhor quando estamos hidratados. A recomendação de água é de 0,045 ml x kg (por exemplo, uma pessoa que pesa 65 kg deve ingerir 2,9 litros de água por dia). Essa recomendação pode incluir água e chás distribuídos ao longo do dia.
  • Cuidado com o carboidrato! Você já deve estar careca de escutar essa recomendação, mas a ingestão de pães e farinhas (massas, macarrão) é altíssima em pessoas que trabalham mais tempo em casa, pois o acesso é fácil, e é um alimento rápido e prático para preparar.
  • Pratique atividade física regularmente. O exercício regular ajuda na manutenção do sono. Quando o sono ocorre de forma regular e saudável, temos mais facilidade para manter o peso.
  • Durma e acorde sempre em horários regulares e o mais parecido com a rotina de trabalho de escritório. Acordar por volta de 7h e dormir por volta de 22-23h faz com que tenhamos a liberação hormonal adequada durante a noite e tenhamos um dia mais produtivo.
  • Dê preferência e atenção aos alimentos VIVOS. Alimentos que a natureza nos oferece são sempre saudáveis e com certeza devem ser priorizados em qualquer plano alimentar saudável. Eles estão livres de conservantes, corantes, aromatizantes, realçadores de sabores, etc., produtos esses que a indústria alimentícia usa para produzir a maioria dos alimentos.

Use o alimento como a sua fonte de nutrição e energia. Lembre-se de que o seu corpo é a sua principal ”casa” e que, se ele não for bem cuidado e bem tratado, vai ficar mais difícil realizar tarefas rotineiras. Nosso corpo é o nosso maior bem! Não estamos falando de magreza e padrões de beleza. Estamos falando de SAÚDE. Queremos corpos mais saudáveis para vivermos vidas mais saudáveis e mais felizes!

Como vocês podem ver, uma alimentação saudável aliada a uma vida ativa é fundamental para a nossa saúde, principalmente para nós, tradutores, que temos uma vida profissional tão sedentária!

Muito obrigada por aceitar meu convite e nos dar conselhos tão importantes para uma vida mais equilibrada, Cyntia!

Sobre a autora
Foto Cyntia GalanteCyntia Galante é nutricionista formada pela PUC Campinas em 2005 e pós-graduada em Doenças  Crônicas pelo Hospital Albert Einstein. Atua em consultório na cidade de Campinas, SP, desde 2005 e é Personal Diet desde 2008. Idealizadora do Noiva Slim. Siga-a no Instagram em Cyntia Galante e/ou em Noiva Slim. Curta as páginas dela no Facebook em Cyntia Galante Personal Diet e/ou Noiva Slim. Telefone para contato: (19) 98830-1014.

Reavendo alguns fatos sobre a nossa profissão

Aqui está mais uma tradução da aluna Gabriella Strapasson. Desta vez, da publicação da convidada Emeline Jamoul, Reclaiming the truth about our profession.

Quer saber mais sobre essa parceria do blog com a UTFPR? Leia aqui.

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Trata-se de uma verdade universal que tradutores freelance são criaturas incompreendidas. Apesar de existirmos há milhares de anos e provavelmente exercermos um dos trabalhos mais antigos do mundo, as pessoas parecem não ter consciência da nossa existência e muito menos da nossa finalidade.

Se alguma vez você disse a alguém o que faz, tenho certeza de que se deparou com algumas reações impagáveis. As pessoas sempre supõem certas coisas a respeito da nossa escolha profissional: se você trabalha como freelancer é porque tem medo do mundo real (hey, nós também temos responsabilidades!) ou porque, por acaso, é bilíngue.

Sou tradutora freelance há 1 ano e meio e, nesses 18 meses, o número de comentários absurdos que escuto sobre minha profissão só aumenta. Aqui vão alguns, que vocês já devem ter escutado!

  1. Traduzimos somente obras literárias
    Aos olhos da maioria, tradutores só traduzem um tipo de texto: literatura. Ano passado, minha médica perguntou o que eu estava fazendo já que havia me formado. Quando eu disse que era tradutora freelance, ela me olhou admirada e perguntou quais livros eu tinha traduzido. Infelizmente, tive de decepcioná-la, pois grande parte dos tradutores não tem o privilégio de traduzir literatura, mesmo sendo o sonho da maioria!
  2. Tradutores e intérpretes são a mesma coisa
    Estremecemos quando ouvimos que alguém está procurando um profissional para “traduzir” uma reunião. Que blasfêmia!
  3. “Sério… O que você faz de verdade?”
    Claro, porque trabalhar em casa, de pijama, é muito bom pra ser verdade. 🙂
  4. “Você só vai traduzir manuais de instrução”
    Uma das minhas professoras do ensino médio me disse isso uma vez. Ainda lembro desse dia porque nos perguntaram o que queríamos ser quando crescer. Eu estava em dúvida entre jornalista, tradutora ou professora. Vocês podem imaginar como eu era inocente com 13 anos de idade, tanto que acreditei quando ela disse que eu traduziria manuais de instrução para o resto da vida ou…
  5. “Trabalhar na União Europeia”
    Isso, é claro, era para poucos, mas admito que nessa ela passou perto. E quanto às traduções de documentos de marketing? E contratos internacionais? E interpretação em hospitais? Há um mundo de possiblidades que vão muito além da tradução de manuais de instruções e interpretação de assuntos da comunidade europeia.
  6. “Trabalhar em casa não é a mesma coisa que trabalhar em um escritório” (leia-se num tom condescendente)
    Na verdade, trabalhar em casa é muito melhor. 🙂

E a lista continua… Mas o que podemos fazer a respeito dessas ideias equivocadas sobre a nossa profissão? Se analisarmos os comentários acima, percebemos que o problema é o mesmo: desconhecimento. Nossa responsabilidade também é promover a conscientização a respeito do que realmente é ser um tradutor freelancer, pois muitas pessoas realmente se interessam pelo nosso trabalho, e isso não é algo ruim.

Sempre que percebo alguma dúvida em meu interlocutor, em vez de simplesmente dizer “Eu só traduzo textos do inglês para o francês”, aprofundo meu ponto de vista, argumentando. Geralmente me perguntam o que e para quem eu traduzo, o que mostra nitidamente o total desconhecimento sobre a finalidade da tradução e sobre como ela é feita. Nada melhor do que dar uma boa, e precisa, primeira impressão sobre essa profissão fascinante. E você, leitor, quais tipos de comentários já ouviu sobre sua profissão?

Sobre a tradutora
GabriellaGabriella Strapasson é formada em Licenciatura em Letras Português/Inglês (UTFPR). Trabalha como tradutora in-house há seis meses com o par inglês > português e também é professora de inglês. Faz pós-graduação em Tradução de Inglês na Estácio de Sá e está se especializando nas áreas de Finanças, TI e Jurídica. É integrante do TradLin – UTFPR, um grupo de pesquisa sobre Estudos da Tradução. Reside em Curitiba-PR e pode ser encontrada no Facebook e LinkedIn.

Eu, a tradução e a área da saúde: uma história de amor

Bem-vindos! Sei que ando em falta com vocês, mas espero conseguir me redimir com esta novidade! É com imenso prazer que lanço uma parceria do blog com o grupo de pesquisa de tradução da UTFPR e a queridíssima Profa. Silvana Ayub!

O projeto de pesquisa “Traduzindo a tradução” é conduzido pelo grupo de pesquisa TradLin (Tradução e Línguas) da UTFPR, sob orientação da Profa. Silvana Ayub, e conta  com licenciandos em letras português e inglês que se interessam  pelo universo tradutório. Seu objetivo é oportunizar aos alunos a prática tradutória por meio de textos que envolvem questões sobre a profissão, o profissional tradutor e suas escolhas, decisões, ações e competências. Todo o material traduzido é constituído por textos publicados aqui no blog, selecionados e gentilmente cedidos pela Caroline Alberoni. As atividades práticas enfatizam o emprego e análise de estratégias tradutórias, registro de protocolos verbais, proofreading, estudos e análise sobre o processo de produção textual e representações culturais. Os resultados práticos envolvem encontros anuais, locais, para falar de tradução e muita gente que se descobre apaixonada pela área!

Neste mês de abril, publicarei duas traduções da aluna Gabriella Strapasson, a primeira, hoje, da convidada Carolina Ventura, Me, my translations and the Public Health field: a love story, e a segunda, em alguns dias. Também teremos mais duas traduções nos meses de maio e junho.

Espero que gostem!

Agradeço imensamente à Profa. Silvana Ayub a honra de fazer parte desse projeto de pesquisa e a tradução das publicações do inglês para o português.

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Antes de mais nada, gostaria de agradecer à minha amiga e colega tradutora Caroline Alberoni pela oportunidade de compartilhar minha experiência com vocês. Esta é a primeira vez que faço algo desse tipo e posso dizer que estou curtindo cada momento, pois ESCREVER em vez de TRADUZIR é muito bom para dar uma variada no trabalho.

Decidi ser tradutora quando tinha 20 anos. Em 1991, no primeiro ano do curso de graduação em biologia da Universidade de São Paulo (USP), compreendi o motivo de estar tão descontente desde o início do curso: eu tinha feito a escolha errada.

Eu não queria ser bióloga. Eu queria estudar línguas. Na verdade, queria continuar estudando inglês como fiz nos últimos dez anos em uma escola particular de idiomas. Mas não queria ser professora e, sim, tradutora. Então, larguei o curso de biologia e, em 1992, comecei a graduação em Língua Inglesa e Literatura na PUC-SP. Me formei em tradução e, nesses 20 anos de trabalho, nunca mais tive dúvidas a respeito dessa minha decisão.

Posso dizer que escolhi a minha carreira, mas o campo de especialização me escolheu. No primeiro ano da faculdade, meu pai, professor do departamento de saúde da USP, perguntou se eu poderia traduzir para o inglês o artigo de uma colega professora para publicação em uma revista internacional.

Aceitei o desafio, a autora gostou do resultado e então ela e meu pai começaram a me indicar sempre que uma oportunidade surgia. Dizem que indicação boca a boca é mais eficiente do que propaganda, e eu concordo plenamente.

O interessante é que, desde o começo da carreira, a direção da tradução também me escolheu: 99% das traduções que faço são do português para o inglês e 1% do inglês para o português.

Portanto, traduzo artigos acadêmicos da área da saúde do português para o inglês há 20 anos. Você deve se perguntar: “Você não se cansa?”. Não!

Dentro dessa área, você traduz um artigo a respeito da mortalidade perinatal nos hospitais de São Paulo em um dia, noutro, um estudo sobre o tratamento da malária em mulheres grávidas da região amazônica e, no final da semana, outro artigo acerca das contribuições da medicina antroposófica para a integralidade da formação médica.

Além de aprimorar o conhecimento sobre um tema que me interessa (afinal de contas, não teria escolhido biologia se não gostasse de ciências da saúde), gosto de contribuir para a visibilidade internacional da pesquisa brasileira. Gosto de imaginar o papel que desempenho quando artigos sobre as conquistas (e também os fracassos) do Brasil na área da saúde são publicados em revistas internacionais.

Traduzo também outros tipos de textos, principalmente nas áreas de educação, linguística aplicada, comunicação e administração. Essa variedade de assuntos faz com que não me sinta entediada, porém, nada me dá mais prazer do que traduzir um artigo da área da saúde.

Quando trabalho com textos de outras áreas, passo muito tempo pesquisando antes de começar a traduzir, mas quando traduzo um texto sobre saúde, tudo o que faço é sentar, ligar o computador e traduzir! Presto serviços para dois tipos de clientes, sempre como freelancer: pessoas que desejam enviar seus artigos para publicação em revistas internacionais e revistas científicas que têm suas próprias equipes de tradutores.

Nos últimos anos, tenho trabalhado regularmente para seis revistas brasileiras, nos seguintes temas: saúde, educação e comunicação; enfermagem; saúde e atividade física; crescimento e desenvolvimento humano; administração de empresas; e, cidades e metrópoles brasileiras. O pagamento é feito de três maneiras: os autores dos artigos me pagam diretamente pela tradução; a revista é bilíngue e paga pelas traduções; a revista e o autor pagam 50% do custo cada. Infelizmente, os pagamentos feitos pela instituição responsável pelas revistas podem levar muito mais tempo do que o esperado. Mas, quem disse que seria sempre um mar de rosas?

Se eu uso algumas ferramenta CAT? Até agora, não! Como esse é um assunto atual, me sinto na obrigação de abordá-lo.

Já fiz alguns cursos, porém, não as utilizo porque traduzir artigos implica em respeitar o estilo acadêmico, o estilo da área (por exemplo, artigos da área da saúde são escritos de uma maneira diferente daqueles da linguística aplicada, tantos em relação ao estilo quanto de jargão) e, ainda, o estilo idiossincrático do autor. Dentro desse contexto, penso que as ferramentas CAT não sejam muito úteis.

Além disso, meus serviços não são contratados por agências, ou seja, não preciso entregar memórias de tradução, nem nada similar. Perguntei para alguns colegas que trabalham comigo nessas revistas e eles também não acreditam que seja necessário usar essas ferramentas. Nenhum cliente nos pediu para traduzir seus artigos usando o TRADOS ou memoQ. Por enquanto, nosso trabalho pode continuar a ser como o de um “artesão das palavras” e acredito que o Google Tradutor não substituirá nosso trabalho tão cedo. É claro, a necessidade é a mãe das invenções e é mais do que provável que logo tenhamos que nos adaptar a essa nova realidade.

Bem, essa é a “história de amor” que eu queria compartilhar com vocês! Espero que tenham gostado e fiquem à vontade para postar qualquer dúvida ou comentário.

Sobre a tradutora
GabriellaGabriella Strapasson é formada em Licenciatura em Letras Português/Inglês (UTFPR). Trabalha como tradutora in-house há seis meses com o par inglês > português e também é professora de inglês. Faz pós-graduação em Tradução de Inglês na Estácio de Sá e está se especializando nas áreas de Finanças, TI e Jurídica. É integrante do TradLin – UTFPR, um grupo de pesquisa sobre Estudos da Tradução. Reside em Curitiba-PR e pode ser encontrada no Facebook e LinkedIn.

Guest post: Sindicato dos Tradutores

Sejam bem-vindos de volta à nossa série de publicações convidadas!

Hoje, tenho a honra de receber a queridíssima, fina e elegantérrima Liane Lazoski, atual presidente do Sintra (Sindicato Nacional dos Tradutores), uma profissional que admiro muito.

Seja bem-vinda, Liane!

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Por que devo me filiar ao Sintra?

– O Sintra é a única entidade com poder para representar TODOS os tradutores e intérpretes, no âmbito Executivo, Legislativo e Judiciário, nas questões relacionadas à profissão, inclusive valores, licitações, reivindicações fiscais.

– O Sintra cuida dos profissionais da tradução que trabalham com carteira assinada, e tem uma sala própria para analisar e homologar as rescisões trabalhistas.

– O Sintra é mais um braço para amparar tradutores e intérpretes em todas as situações em que o profissional precisa de um terceiro competente para reivindicar seus direitos.

– O Sintra tem sede própria, bem localizada, e está preparado para receber seus membros sempre que ele precisar de um local comercial nas suas situações profissionais, inclusive um espaço tranquilo para trabalhar, com wi-fi, telefone, café e água.

– O Sintra tem uma assessoria jurídica disposta a ajudar a encontrar soluções para os impasses oficiais que possa vir a enfrentar.

– O Sintra tem um site ativo, com banco de dados de tradutores e intérpretes, ao qual o associado tem automaticamente acesso no ato da sua inscrição.

– O Sintra está atuando nas universidades, oferecendo a primeira anuidade gratuita a todos os formandos em letras e tradução. Com essa iniciativa, pretende robustecer o quadro de associados, para que o sindicato tenha mais força e voz junto às autoridades governamentais.

– O Sintra oferece descontos nos cursos da Estácio, CCE PUC-Rio e Livraria Leonardo Da Vinci. E vem mais por aí!

– O Sintra é o braço político do tradutor/intérprete e, na medida do possível, se faz presente em eventos da categoria.

O SINDICATO É SEU. VENHA E OCUPE O SEU LUGAR.

Sintra (Sindicato Nacional dos Tradutores e Intérpretes)
Endereço: Rua da Quitanda 194 – sala 708, Rio de Janeiro – RJ
Telefone: (21) 2253-1616

Eu sou filiada. E você, está esperando o quê para se filiar? Sem o apoio dos filiados, o sindicato não tem como defender nossos direitos. Depois não adianta reclamar…

Sobre a autora
15894252_10206945294825030_4073276686658539299_nLiane Lazoski é a atual presidente do Sintra. Foi presidente da Abrates (Associação Brasileira de Tradutores e Intérpretes) nos dois últimos mandatos (2012 a 2016). É fundadora e editora na Lazoski, Beninatto e Cia. Ltda. desde 1983, que chegou a ser uma das dez maiores empresas de tradução do Brasil. Liane é tradutora de inglês (certificada pela Abrates) e espanhol.

Guest post: Trabalho com agências

Sejam bem-vindos de volta à nossa série de convidados!

Hoje recebemos a Gisley Rabello Ferreira, fundadora da Wordlink Traduções e membro do Comitê de Administração do Programa de Mentoria da Abrates.

Bem-vinda, Gisley!

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Source: Unsplash

Nossos clientes: como anda o relacionamento entre LSPs e agências globais de tradução

Uma das principais dúvidas do tradutor profissional é: devo trabalhar para clientes diretos ou agências de tradução? Sem dúvida, trabalhar para clientes diretos é mais lucrativo, mas muitas vezes pode significar ter que realizar mais tarefas fora do escopo da tradução propriamente dita: orçamento, preparação de arquivos, DTP (diagramação e formatação), revisão final, entre outras. As agências pagam menos, mas, realiza todas as tarefas colaterais do projeto, e o tradutor pode se concentrar em seu maior talento: traduzir. Nas duas situações, há prós e contras, e cabe a cada profissional priorizar o tipo de cliente a que se adapta melhor. Assim, é preciso entender quem são nossos clientes, o papel deles na cadeia de fornecimento do mercado e onde nós, fornecedores linguísticos, nos colocamos nessa cadeia.

Trocando em miúdos, no mercado de tradução, há dois principais tipos de clientes: os clientes diretos e as agências de tradução. Os clientes diretos são pessoas físicas ou empresas que contratam profissionais independentes ou empresas e agências de tradução para projetos de tradução. As agências de tradução podem ser empresas globais, que atuam com inúmeros idiomas e têm escritórios em vários países, ou pequenas empresas de tradução, que trabalham com um número limitado de idiomas e prestam serviços tanto para clientes diretos quanto para agências globais. Mas, como assim? Agências que trabalham com agências? Complicado? Nem tanto. As agências pequenas, além de serem clientes dos tradutores independentes, são também fornecedores linguísticos para clientes diretos e agências globais, o que as coloca nas duas posições do mercado: contratante (agência) e contratado (LSP, language services provider).

As pequenas empresas/agências de tradução são estruturadas de modo a atender muito bem tanto a clientes diretos quanto a agências de tradução globais. Aos clientes diretos, elas dão todo o suporte necessário em projetos de tradução completos (desde o orçamento detalhado até o produto finalizado, seja ele um website, um vídeo legendado ou um simples documento), já que têm uma carteira de colaboradores diversificada, contando com colaboradores de tradução, revisão, editoração, legendagem, entre outros. Para agências de tradução globais, essas empresas fornecem o que chamamos de TEP (translation, editing, proofreading), que nada mais é do que a tradução revisada e verificada em seu formato final: três etapas do processo garantidas por um único fornecedor, além de uma infraestrutura de gerenciamento de projetos e qualidade personalizada.

Qual é a vantagem para as agências globais em se relacionarem com pequenas empresas fornecedoras de tradução? Apesar de as agências globais contarem com muitos profissionais independentes de tradução e revisão para seus fluxos de trabalho em projetos de tradução, contratando-os como tradutores, revisores, especialistas em controle de qualidade, líderes de projeto e muitas outras funções, elas contam também com as pequenas agências de traduções baseadas nos países onde se fala a língua-alvo contratada. O papel dessas pequenas empresas como LSPs é, além de fornecer TEP, dar apoio de infraestrutura e fluxo de trabalho, principalmente em projetos de contas grandiosas, para os quais é difícil conseguir tantos recursos com o perfil específico da conta e gerenciar um controle de qualidade eficiente. As pequenas agências de tradução então atuam como parceiras das agências globais, auxiliando na formação e no treinamento de equipes de tradução e revisão, controlando a qualidade com um profissional fixo para aplicar LQAs, gerenciar glossários, tirar dúvidas da equipe, servir de intermediário entre cliente e tradutores etc. e contando com uma equipe de gerentes de projetos dedicados especialmente aos trabalhos dessas contas.

Mas, para as pequenas agências, é vantagem ter esses clientes? Se a agência global pagar o preço justo para essa parceria tão importante e complexa, vale. Como sabemos, no Brasil temos uma carga tributária muito grande para pessoas jurídicas. Isso é um fator que não chega a impedir, mas que torna bem complexa a contratação de funcionários para desempenhar algumas funções que requerem um comprometimento maior com o trabalho. Trabalhar com profissionais independentes (ou freelancers, como muitos gostam de chamar) para essas funções é uma saída, mas, como esses profissionais têm inúmeros clientes, fica complicado exigir um compromisso de quase exclusividade. Ainda assim, é vantagem trabalhar com agências globais, não só pela receita, mas também pela oportunidade de aprender cada vez mais sobre as mais novas ferramentas e tendências do mercado. Dependendo da parceria que as empresas de tradução têm com as agências globais, seus funcionários e colaboradores recebem treinamento, lidam com os seus clientes diretos em algumas tarefas e até viajam para outros países para testar produtos e realizar projetos específicos. Por outro lado, pode ser difícil para a pequena empresa lidar com os volumes desse tipo de cliente, pois manter uma carteira de colaboradores disponíveis é um desafio. E, em geral, as agências globais especificam volumes mínimos semanais em contrato, então, é preciso se preparar bem para cumprir o combinado, aliando prazo e qualidade.

Para o tradutor independente, ter uma pequena agência de tradução como cliente é trabalhar com profissionais que, acima de tudo, entendem perfeitamente o papel dos tradutores e as dificuldades que eles têm em projetos específicos. É a chance de trabalhar com quem também já passou e passa por essas dificuldades e provavelmente já tem soluções para algumas delas. E, se não tem, certamente vai se esforçar para buscá-las, pois o seu objetivo é o mesmo que o do tradutor: manter o cliente feliz.

No frigir dos ovos, a verdade é só uma: estamos todos no mesmo barco. Assim, precisamos todos – tradutores, revisores, agências – deixar os preconceitos de lado e tentar manter uma relação saudável, sempre com muito diálogo sobre o papel de cada parte nesse relacionamento e sobre tarifas, o verdadeiro tabu entre nós. Tenhamos em mente que nossos objetivos são iguais, portanto, se tivermos uma boa convivência, todos lucramos, tanto em receita quanto em conhecimentos. Para chegar a esse ponto, é preciso refletir bastante sobre o que cada parte representa no mercado e procurar enxergar e, principalmente, praticar parcerias nessas relações, em vez de concorrências.

Sobre a autora
GisleyGisley Rabello Ferreira
 é tradutora, revisora, transcreator e especialista em controle de qualidade nos pares inglês > português brasileiro e espanhol > português brasileiro, principalmente para as seguintes áreas: TI, técnica, comercial, e-learning, localização, saúde e beleza, marketing. É falante nativa de português brasileiro e tem vasta experiência com a língua inglesa e espanhola. É bacharel e licenciada em inglês e literaturas americana e inglesa (UERJ), com pós-graduação em tradução nos idiomas inglês e português (PUC-RJ), e bacharel em espanhol e português e suas respectivas literaturas (UERJ). Atuou de 1990 a 2000 no mercado como tradutora interna em multinacionais americanas do setor de TI e como freelancer em projetos de setores variados para várias agências nacionais. Em abril de 2001, fundou a Wordlink Traduções e ampliou sua área de atuação, passando a oferecer pacotes completos de soluções linguísticas, utilizando as ferramentas e os aplicativos mais modernos do mercado, para clientes nacionais e internacionais. Hoje, também atua como gerente de projetos sênior, além de supervisionar toda a equipe da empresa.

Greatest Women in Translation: Diane Grosklaus Whitty

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Welcome back to our Greatest Women in Translation interview series!

Please welcome this month’s interviewee, Diane Grosklaus Whitty, nominated by Kim Olson.


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Created with Canva.

1. How did you get into translation? And what was the importance of co-translating a book by Mário Quintana, a well-known Brazilian author (and also translator), in your early translation years?

I drifted into translation much as I drifted into a 23-year residency in Brazil, cutting short vague plans to pursue an academic career in psycholinguistics. About two years into my ex-pat life, I started committing translations. I say ”committing” because I had no business tackling the task at that point. But it was 1978 and I was a native English speaker in a high-demand market, long before email, the internet, or even personal computers (I used a manual typewriter back then). Today I realize I got very lucky with Mário Quintana’s book: lucky to have been given the assignment and lucky that it didn’t present any major translation challenges, for which I would not have been prepared. Prime rule for a translator: know what you don’t know. I caught on to that over the years, as I took short courses and attended seminars in translation, and as experience hit me aside the head every once in a while. My four-year stint as in-house translator and interpreter for the Australian Consulate General in Rio de Janeiro (1982-86) was a period of intense on-the-job training. By the time the Australian government closed the consulate, I was ready to take the plunge as a full-time free-lancer.

2 The first thing that struck my attention when researching about you to create your questions was the quality of the detailed information one can find on your website, especially your vast portfolio. How important do you think it is for a translator to showcase their portfolio?

I don’t believe there is a one-size-fits-all formula. If you’re a new translator starting out and don’t have much of a portfolio, spending time and money on a website might not be as important as investing in ATA certification or a new CAT tool. In my case, however, while I don’t have a degree in translation or a master’s in, say, public health, what I do have is vast experience – more years than I actually advertise! So my site serves to showcase my work in a way a resume never would. I actually created it just a year ago. I source over half of my income from direct clients in Brazil and when the real plummeted in late 2015/early 2016, I pulled back from the Brazilian market for a while and devoted my extra time to  designing the site. I’ve gotten little traffic through it (half a dozen certified document translations), but I think it serves its other purpose well. I should point out that only about 10% of my work is for agencies; busy PMs want a neat and tidy resume to tuck away in their virtual file cabinet plus a list of the CAT tools you work with; they won’t take the time to visit a website. But here’s an example of how it works with my direct clients: I was approached last fall by a publisher about a non-fiction book on Zika. In my email reply to her query, I highlighted relevant jobs from my portfolio and pointed the editor to my website, where she could also look at samples of my work in the ”snippets” tab. I can’t confirm that the website made any difference in the fact that I landed the assignment (my current favorite-ever), but having the information neatly laid out somehow made it easier to pitch my skills.

At the same time, whether you want to showcase your portfolio or not, I feel it’s important to maintain one. For years, I used to do this in a simple Word file, plugging the raw data into a table hidden inside a folder on my desktop. The website transformed a dreary act of record-keeping into the chance to see the efforts of my labor on display.

3. You mention your all-time favorite escort interpreting assignment was working for the Australian delegation at the Earth Summit in Rio de Janeiro, Brazil, in 1992. Could you tell us a bit what it was like and why you enjoyed doing it?

I think translators and interpreters are insatiably curious, and this particular assignment gave me glimpses into slices of the world to which I would otherwise not be privy. I sat in while the shadow minister for the environment – a devout Catholic – engaged in an hour-long private conversation with an elderly priest who had been a militant under the dictatorship; I also interpreted for the then-minister of the environment, whose appointments included meeting with a group of street children who were learning sustainable crafts. I was actually a “girl Friday” for the 40 or so members of the delegation, untangling logistic snarls, giving lessons in local culture, and accompanying groups through exhibits and sometimes just around town. Perhaps what I loved most was never knowing which of my language or cultural competency skills might come into play. And the Earth Summit was history – who doesn’t enjoy watching it unfold?

4. Besides having an amazing portfolio, you also showcase some great testimonials, such as “You are like Romário in Brazil. Nobody can replace you,” by a filmmaker, and “you choose the words as I choose the notes when I write an arrangement, very carefully,” by a jazz saxophonist and flautist. Do you think having testimonials help build trust with our potential clients and make them choose us?

Yes, definitely. In a world where ”e-meeting” has become the norm, and where scams are a constant plague, I think testimonials help legitimize your claims and add a personal touch. I’ve drawn most of the testimonials from email exchanges with clients (with their permission), and I have two criteria in mind when deciding what to post. First, I want the comments to mention the qualities and skills that I feel I bring to the job. Second, since the bulk of my work is for direct clients, I give top billing to recognizable names in a given field. So if a scholar or publisher contacts me about a potential job, I can direct them to my site, where they will often recognize a name or two, by reputation or even personally (Brazilian academia is a small world). It helped that I had horded positive feedback over the years in a special file. I recommend it for those days when a job, or a client, has you tearing your hair out and wondering why you ever decided to be a translator – you can take a stroll down memory lane and re-visit some of the clients who make your job a pleasure.

5. Besides having a thorough website not many freelance translators have, you also have a Facebook page, something else not all freelance translators have either (not to mention a rather active ProZ.com profile). And you do share some interesting articles there. How important do you think it is, for freelance translators, to be online?

I don’t consciously seek to maintain an active online presence. In fact, I’m not really a big fan of social media. I created my professional FB page on a whim, but then I found that it forces me to pull my head out of my work and have a little fun. When I left Brazil and returned to the Midwest, in 1999, I started my own little email newsletter for my clients back in Brazil, called ”News of North and South” (a nod to Elizabeth Bishop). It wasn’t focused on translation but on news that might be of interest to my clients – Caetano Veloso’s show in Chicago, my experience with ”return-to-my-native-culture shock,” a US report about something happening in Brazil. It was my excuse to send clients an email and remind them I existed, without directly nagging them for work. I’ve discovered that my FB page works much the same way. I post about translation, language in general, Brazilian literature in translation… and try to keep it light and entertaining. And since it’s FB, I also use it to advertise my accomplishments and pat myself on the back. I automatically repost to my personal FB page, because many of my FB friends are also longtime clients. I can’t say the rewards are all that tangible, but the investment is minimal. Over the years, I’ve learned that big rewards can come from tiny investments.

7. Now it is your turn. Who do you nominate to be our next interviewee?

I would like to nominate Alison Entrekin, a force in bringing new voices in Brazilian literature to the world stage. Alison has three skills I greatly admire: a matchless talent for reproducing the Brazilian reader’s experience in English (a way of looking at translation that I’ve learned from her), utmost grace in crafting English prose, and an ability to reflect on the translation process itself – reflections that she generously shares with her colleagues, much to our good fortune.


It was a pleasure to e-meet you, Diane, and to get to know a bit more about you. I really appreciate your taking the time to kindly answer my questions. 🙂

All the amazing things

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Photo by Chris Lawton, courtesy of Unsplash

One of these days, I came across a documentary on HBO called Every Brilliant Thing, where a young boy tries to cure his mother’s depression by creating a list of the best things in the world. The list includes items such as “ice cream” and “Star Trek.” I liked the idea, especially because I have been trying (really hard) to stop focusing on bad things, complaining and gossiping; and it instead focuses on good things. I am well aware of the fact that it is easier to focus on the negativity. Take, for example, how people criticize more than praise others. Try scrolling down your Facebook page and count the positive x negative posts. Focusing on the positivity takes effort; it is not as easy and natural as being negative.

Therefore, I decided to go the extra mile and, instead of losing my time and sanity scrolling down my social media channels, taking the time to compile a list of all the good things in my life. Here it is:

  1. Sleeping.
  2. Sleeping on the couch watching TV on the weekend.
  3. Remaining on bed doing nothing for a while after naturally waking up with no alarm on the weekend.
  4. My bed.
  5. Weekends.
  6. Massage.
  7. Feet massage.
  8. Face massage.
  9. Carefully smearing moisturizer on my feet after taking a shower at the end of the day.
  10. Child smile and/or laughter.
  11. Drinking water when I am really thirsty.
  12. Taking a day off in the middle of the week to do something really nice.
  13. Taking a cold shower when it is really hot.
  14. Taking a nice shower after exercising a lot at the gym.
  15. Manicure.
  16. Pedicure.
  17. Having my hair washed at the hairdresser’s.
  18. A nice, frank in-person conversation with that dear friend you have not seen for a long time.
  19. Routine.
  20. Staying at nice hotels.
  21. Nice hotel breakfast.
  22. Sunset.
  23. Beach.
  24. The sound of the waves at the beach.
  25. Sunbathing.
  26. Fresh coconut water.
  27. The smell of a new book.
  28. The smell of new clothes.
  29. The smell of nicely clean bed sheets.
  30. Wearing new clothes for the first time.
  31. Vacation.
  32. Clouds.
  33. Sky.
  34. Flying.
  35. Dressing up.
  36. Laughing until crying.
  37. Dancing.
  38. Singing along to live music I really like.
  39. The mixed feeling of emotions that include exhaustion and mission accomplished after a hard workout. (Someone must create a word for it!)
  40. London.
  41. Guinness.
  42. Having a pint of Guinness at an English pub.
  43. Cinema.
  44. Watching a movie (at the cinema or at home) eating popcorn.
  45. Tight hugs.
  46. Some people’s smiles.
  47. My birthday.
  48. Being pampered on my birthday.
  49. Presents.
  50. Getting something I really wanted or love without expecting.
  51. Listening to a Brit talk.
  52. Reading a good book.
  53. Stretching out.
  54. Receiving a visit.
  55. Traveling.
  56. Talking about life.
  57. Receiving a handwritten letter.
  58. Writing hand-written letters.
  59. Receiving things from the postman, especially when unexpected.
  60. Eating.
  61. Visiting a new place for the first time.
  62. Watching movies that make me laugh, cry and/or reflect.
  63. The smell of coffee.
  64. Cheese.
  65. When my 3-year-old nephew/godson says “dindá” (dinda is an affectionate way of saying godmother in Portuguese, especially by children).
  66. Piano music.
  67. Eating out.
  68. Trying new things.
  69. Autumn leaves.
  70. Great views.
  71. Knowing I do not have to wake up early the next day.
  72. English scones with cream and jam.
  73. Popcorn.
  74. Having a hot drink in a cozy, warm place when it is really cold.
  75. Having a really cold beer when it is scorching hot.
  76. Friends.
  77. Family.
  78. My cousins.
  79. Friendly, smiley unknown people.
  80. Violin music.
  81. Living by myself.
  82. Silence.
  83. Chocolate and all its forms.
  84. Walking barefoot after cleaning the house.
  85. Wearing PJs.
  86. Traveling by myself.
  87. Eating out.
  88. Watching Friends.
  89. Watermelon.
  90. Finally (unexpectedly) finding something I have been looking for for a while.
  91. Prosecco.
  92. Alice in Wonderland.
  93. Freedom: being able to do whatever I want whenever I want.
  94. Christmas.
  95. New Year.
  96. My sister’s chocolate cake.
  97. Meeting new people.
  98. Learning something new.
  99. When people I love and care about are happy.
  100. My own and very company.

I could easily go on with my list, and I will certainly try to keep it growing, but you got the idea.

What do you think of my list? Is there anything that you also enjoy? Would you add anything to it? I would love to hear your thoughts. And should you feel like writing one of your own, please let me know somehow (ping back to this post, tag me and/or use the hashtag #AllAmazingThings). Sometimes we forget some amazing things in our lives, taking them for granted, so it is good to become aware of them again. 🙂