A formação acadêmica realmente faz diferença?

Let’s welcome the week and the new month with another English to Brazilian Portuguese translation? The post Does an academic background really make a difference? was translated by Paula Caniato.

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Este é um assunto um pouco controverso na área de tradução. Os que têm formação acadêmica dizem categoricamente que ela é essencial. Já os que não a têm dizem que não é. Com bacharelado e mestrado em tradução, tenho que admitir que sou suspeita para falar. Se você for como eu, provavelmente gostará desta publicação. Porém, se você não tiver formação acadêmica, não desista: continue lendo. Se eu conseguir fazer você mudar de ideia, ótimo! Caso contrário, você pode compartilhar esta publicação como a coisa mais absurda da qual já ouviu falar. 😉

O que acontece é que, infelizmente, para tornar-se um tradutor você não precisa necessariamente ter curso superior. Se alguém domina (ou não) dois idiomas, essa pessoa pode trabalhar como tradutora (entenda que não estou discutindo qualidade e profissionalismo aqui, só o fato de que praticamente qualquer um pode ser tradutor). Simples assim. Se é justo ou não, isso é assunto para outra discussão. O fato é que, já que a formação acadêmica não é obrigatória, às vezes as pessoas se recusam a “gastar” tempo e dinheiro sentandas em uma cadeira, lendo e escrevendo muito, e praticando tradução.

Afinal, para que estudar tradução? Darei algumas razões:

  1. O conhecimento teórico que você aprende ajudará a construir seu “eu” tradutor, sua identidade como profissional que conhece toda a história e as teorias por trás da arte de transformar um monte de palavras em uma língua em um lindo texto bem-trabalhado em outra.
  2. Você terá prática de sobra em traduzir vários tipos de texto. Isso ajudará a ter pelo menos uma ideia de qual caminho seguir. Além disso, essa prática ensina alguns truques, o que fazer e o que não fazer.
  3. Aulas de gramática. Elas podem parecer bobas e inúteis, mas acredite: você não sabe tudo e comete erros gramaticais dos quais nem está ciente.
  4. Aulas de cultura e literatura nos seus dois idiomas de trabalho. E, dependendo da sua especialização, ainda há outras aulas. Por exemplo, meu mestrado foi em Estudos da Tradução com Comunicação Intercultural, portanto, tive, entre outras, aulas de Comunicação Interpessoal e de Tradução de Culturas.
  5. Você acaba aprendendo mais do que esperava. Aprendi italiano no meu bacharelado (para tradução, inclusive) e grego no meu mestrado (Ab initio para tradução).
  6. Oferece reconhecimento e legitimidade.

Essas razões são convincentes? Bem, algumas pessoas dizem que o ruim nesses cursos é que eles não oferecem uma ideia prática do mercado. É verdade. Entretanto, questiono se esse é realmente o papel da universidade. A universidade só orienta você. Não é responsabilidade dela dar todas as informações necessárias para você ser um profissional bem-sucedido. Esse é seu trabalho. Vivendo e aprendendo, na prática. Além disso, é melhor ser introduzido ao mercado com todos os conhecimentos que apontei acima do que com nenhum.

No final, não há desvantagens em fazer um curso superior (em qualquer área). Conhecimento nunca é demais.

Alguns outros artigos relacionados:
How (Not) to Be a Professional Translator and 6 Tips to Help You Become One
The (un?)importance of translation-specific degrees to translation
Masters in Translation

Qual é sua opinião sobre esse assunto? Você tem uma formação acadêmica em tradução? Concorda com a minha opinião? Tem algum outro ponto (bom ou ruim) que você acrescentaria?

Thank you, Paula, for your contribution to our blog! 🙂

About the translator
DSC04193Paula Caniato está no último ano do curso de Bacharelado em Tradução (UNESP). Seus pares de idioma são inglês > português brasileiro e espanhol > português brasileiro. No início de 2014, ela decidiu começar a traduzir profissionalmente e foi contratada por uma agência de Campinas. Hoje, Paula está se especializando nas áreas de TI e Marketing e também sonha com um futuro no mercado editorial. Ela reside em São José do Rio Preto – SP e pode ser encontrada em http://about.me/paulacaniato.

Não espere que as coisas caiam do céu. Vá à luta e corra atrás delas!

Let’s start the last week of October with a new translation from English into Brazilian Portuguese by Esther Dodo, our frequent contributor to translating the blog posts. This time, the post Don’t wait for things to fall from the sky. Go and get it! was the chosen one. Enjoy!

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Esta publicação sobre a importância de ter ou não formação acadêmica suscitou um saudável debate sobre a relevância de ter um curso superior em tradução ou não e, consequentemente, o que os cursos universitários estão deixando a desejar. Portanto, desta vez, decidi falar sobre essa “lacuna”.

Lembro-me bem do meu primeiro projeto. Foi para uma agência de tradução, era uma apresentação em PowerPoint. Como era iniciante, eu ainda não tinha nenhuma ferramenta CAT, portanto, além de traduzir, tive que arrumar a formatação. Sejamos realistas: o PowerPoint não é o melhor amigo do tradutor, principalmente quando o coitado (o tradutor, quero dizer) é totalmente inexperiente.

Entretanto, até aqui, tudo estava indo bem.

O problema é que havia imagens não editáveis no arquivo. Entrei em pânico. O prazo de entrega era curto, foi durante um final de semana, e eu não tinha a mínima ideia de como traduzir aquelas imagens! Eu não sabia o que fazer. Não era possível entrar em contato com ninguém da agência para pedir ajuda, pois era sábado à noite. Acabei inserindo a tradução sobre a imagem.

Resumo da história: o projeto voltou porque eu obviamente não sabia (e como deveria saber?) que as imagens não editáveis deveriam ser traduzidas nos comentários. Naquela ocasião, foi exatamente isso que pensei: “Como eu deveria saber? Ninguém nunca me falou a respeito disso!”

É isso mesmo, o bacharelado e o mestrado em tradução não ensinarão os aspectos práticos necessários para quando você estiver trabalhando como tradutor.

Seria isso um problema? Seria isso algo que os cursos carecem? Não tenho certeza.

Normalmente, os professores universitários são acadêmicos, pesquisadores, não tradutores profissionais. As aulas são práticas e teóricas, mas não direcionadas ao ato tradutório em si. Você traduz e, no máximo, aprende uma coisa ou outra sobre essa ou aquela ferramenta CAT. Nada mais. Você não aprende sobre gerenciamento de projetos e como lidar com eles, não aprende nada sobre contabilidade, muito menos sobre branding/publicidade.

Como aprendemos sobre tudo isso? Praticando. Ou participando de aulas extracurriculares, cursos, congressos, eventos, palestras, lendo blogs, participando de grupos profissionais, perguntando, pesquisando, etc. Em outras palavras, buscando por si próprio, não esperando que as coisas caiam do céu.

Isso não é algo complicado. Na verdade, a internet faz com que tudo seja muito simples. Você só precisa estar disposto a dedicar um tempo para as mídias sociais.

Aqui estão algumas dicas sobre como aprender a fazer isso:

  • Siga as pessoas (tradutores, agências, empresas) nas mídias sociais (Facebook, Twitter, Google+, LinkedIn, etc). Também há grupos específicos para tradutores no Facebook dos quais você pode participar. Eles oferecem boas dicas e discussões, além de permitir que você faça suas próprias perguntas para os outros membros.
  • Siga blogs de tradutores. Você encontrará todos os tipos de informações úteis em publicações de blogs.
  • Participe de eventos de tradução, como congressos, simpósios, etc. As mídias sociais podem ajudá-lo a se atualizar com os eventos que serão realizados próximos de você.
  • Aproveite seu curso ao máximo. Veja se sua universidade oferece atividades extracurriculares que possam lhe interessar.
  • Por último, mas não menos importante, interaja com pessoas, crie redes de contatos. Faça perguntas quando tiver alguma dúvida. Sempre tente aprender com a experiência dos outros.

Na verdade, seria perfeito se as universidades oferecessem palestras práticas sobre como administrar o nosso trabalho e como lidar com clientes, ou se houvesse uma especialização em gerenciamento na área tradutória. Mas como esse não é o caso (ainda?), temos que fazer a nossa parte e tentar buscar as respostas por conta própria.

Artigo relacionado:
Story of a Translator Student: You are in ControlofYour Life

Qual é sua opinião sobre esse assunto?

Thanks for another great contribution to our blog, Esther! Looking forward to your other translations. 🙂

About the translator
Esther PicEsther Dodo é paulistana, formada em Administração de Empresas, tradutora freelancer e, atualmente, está prestes a obter certificação como tradutora no par inglês-português na New York University (NYU). Reside nos EUA desde 2001. Entre em contato com ela peloLinkedIn e pelo Facebook.

In-house or freelance translating? It’s up to you!

Hi, dear followers! How are you doing? I know I’ve been absent from the blog – it’s been three weeks since my last weekly post. I’m sorry! Working a lot, no time left for writing, unfortunately! 😦 This week is less busy, so I promise there will be a post on Thursday. Stay tuned!

For now, we have another translated post. This time, from Portuguese into English, for a change. The source is Traduzir in-house ou traduzir como freelancer? Só depende de você! Today’s translator is Viviane Real.

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When I got Carol’s invite to take part in her guest posts, I immediately decided to talk about how I see the possibilities of ”working freelance” vs ”working for a translation company”’. However, only after learning that translator Mariana Sasso had chosen the same topic and after reading her text did I start to think about how to approach different aspects from those she had already tackled in her post. So, in this text I’ve tried to talk about the same subject from a different point of view and I hope I was able to pull it off. 🙂

The first time I came across these two kinds of professional possibilities was right after I got my Master’s degree and entered the translation market.  An agency was offering both internal positions and freelance opportunities. Since I didn’t have any experience and was eager to get in the market, I applied for both. I ended up being selected for one of their internal positions so my first experience was as an in-house professional translator.

The experience as an in-house translator was, undoubtedly, invaluable, since it allowed me to take my first steps in the profession and to learn how the technical translation market works. I can also say that this job helped me to complement the sound education my BA in Languages specialized in Translation provided me. Back then, in my opinion, one of the biggest advantages of working in-house was the stability and safety provided by formal employment. In fact, I used to be quite wary of the possibility of working and making a living as a freelancer. I used to think to myself, ””Is it possible to make enough money working from home? What if there is no work? What if there are no clients? What if…?”.

I worked at the company for almost a year and when I left, my second professional experience started: this time as a freelancer. To my surprise, the fears of being self-employed I used to have before soon became meaningless, because right from the start, I can say that there was always frequent and uninterrupted work. Soon, I came to notice some aspects that, in my opinion, are advantages over in-house work. As a freelancer, I could truly dedicate myself to what I like the most: translating! That might seem obvious, but it isn’t. As an in-house translator, besides translation itself, professionals are also responsible for several stages through which the text must go until and after its final delivery to the client: revision (comparing the original to the translation), proofreading (reading of the translated text only), implementation of updates/corrections/alterations/client feedback, etc. These changes are not motivated only by problems with terminological or linguistic quality. For instance, the client frequently asks for changes in the source after the translation has started or even after delivery, thus an update is necessary so that it matches the new source. Some other times, even though the client or reviser often recommends important alterations that improve the overall quality of the final text, there are situations when the suggested changes are questionable in terms of relevance, such as replacing a noun phrase with a verb phrase – ”chocolate cake” becomes “chocolate flavored cake”, and it is up to the in-house professional to accept/reject and implement or not these modifications (bearing in mind that in case of rejection, it is necessary to justify the decision). It is important to highlight that I don’t think these post-translation stages are less important, and I believe that enjoying or not these other tasks depends on the translator profile. Now I know I am one of those professionals who don’t like them. Thus, one of my first and happiest discoveries as a freelancer was that I could just translate and feel free to refuse working with revision, implementation, updating, etc.

For four and a half years, I worked as a freelancer. During this period, I started and kept solid partnerships with some companies and was also able to focus on technical areas I like the most, namely IT and marketing.  After that, I felt the need for a change, for doing something different so I started to consider the possibility of getting back to in-house translation. Even though there were not many problems with the freelance translator routine and work remained plentiful, the “wind of change” was blowing again and I decided to follow it.

I got back to working as an internal translator for another company. I can say that, in this second in-house experience, I missed the time when, as a freelancer, I used to ask to take a look at a text before accepting the job and if it was a gyratory crusher’s hydraulic pump, I could simply refuse it and wait until something less “overtly technical” came along. This time, besides the impossibility of refusing texts about themes I was not quite familiar with and the endless demands for alterations in translation that I mentioned before, another side of working for an agency started to really get to me: the lack of subject variety in the material to be translated. I reckon it is appropriate to mention the importance of text variety in order to keep the technical translator’s work routine a healthy one. In my opinion, translators rest from one translation not only after it’s delivered and they can take a day off. When we start working on another text about a whole different subject, in a way, we are taking a break from the previous one. However, in a translation agency, such variety is rather limited, for the company has their client portfolio and naturally, those with the highest demands will take up most of the staff time. Generally, texts from the same client tend to be about the same subject. So, for a few more months I implemented countless relevant and non-relevant alterations and translated the same old things all day every day, until I realized that life as an in-house translator was not fit for me anymore or I wasn’t cut out for it, or both. In less than a year, I decided to go back to my freelancer life and that is how I do business today.

It’s crystal clear to me that affinity (or lack of it) for freelance or in-house work is really a matter of personal preference, without absolute advantages or disadvantages, just like Mari Sasso stressed on her post. In spite of the benefits, such as interpersonal relationships with coworkers and guarantee of frequent work provided by the company contract (which Mari Sasso also pointed out), in order to assure my own satisfaction and good professional performance, the most crucial facts are having the power to decide whether or not to translate a particular text; being able to dedicate exclusively to tasks I enjoy and knowing that I will always profit from subject variety. Nevertheless, I admit that another professional might have a totally distinct experience, appreciating the advantages of life in a company, which surely are real.

Currently, even when I am capable of understanding very clearly that I ”wasn’t born” to be an in-house translator, I see that both experiences I’ve had as such in addition to both freelance experiences were equally necessary and relevant to make me come to this conclusion. I believe that, if I hadn’t given myself the right to change when I was longing for it, even though I was satisfied with being a freelancer, then I might still be flirting with the idea of getting back to working in-house. In other words, I believe that some “certainties” are just conquered after we give ourselves the right to try out different options and possibilities. Therefore, for beginning translators who are still entering the market or for those who know only one of these sides, I’d say it’s necessary to experiment with both in order to find out which one suits your professional profile better.

Thank you, Viviane, for kindly volunteering to translate a post for our blog! 🙂

About the translator
10721040_755978441140302_412829723_nViviane has a degree in Pedagogy by the University of São Paulo. She holds a Cambridge Proficiency as well as CELTA and DELTA certificates which have helped her build a 13 year career in English Language Teaching. In 2013, she felt it was time for a change and started a course at PUC-SP to become an Interpreter and this year, she joined the DBB course for translators. Nowadays, she is a freelance translator living in Jundiaí, SP, Brazil.

Erros comuns em traduções do inglês para o português

Hello, dear followers! Missed our posts last week? Unfortunately, I didn’t have time to publish anything, because I was attending two translation confereces (Abrates, in Rio de Janeiro; and Semana do Tradutor, in São José do Rio Preto). I also presented at the latter. I’ll soon write about both of them and about my debut as presenter. Stay tuned!

Today, we have another translation from English to Portuguese, this time of the post Common translation mistakes from English to Portuguese, by Esther Dodo.

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Eu já havia escrito uma publicação sobre alguns erros gramaticais comuns que os brasileiros normalmente cometem em português. Hoje, decidi escrever sobre alguns erros comuns que os iniciantes normalmente cometem quando traduzem do inglês para o português brasileiro.

Segue uma lista com 10 exemplos de erros comuns com os quais me deparei ao longo da minha vivência como tradutora (a maioria relacionados com textos de TI).

  1. Please
    Em inglês, é muito comum nos desculparmos por tudo. No entanto, em português, não é. Portanto, você deve simplesmente ignorar quando a palavra aparecer na sua tradução.
  2. Eventually
    Essa palavra é um falso cognato: nunca deve ser traduzida como eventualmente (que, na verdade, significa ocasionalmente),mas  como finalmente ou consequentemente. 
  3. Sincerely
    Sinceramente não é usado no encerramento de cartas ou e-mails em português. Em vez disso, devemos utilizar atenciosamente.
  4. Information
    Embora os substantivos incontáveis apresentem-se na forma singular em inglês, em português, eles são expressos no plural, portanto, a tradução correta é informações.
  5. Delete
    Excluir, não deletar.
  6. Enter
    Digitar, não inserir. 
  7. Sensible
    A tradução correta não é sensível (sensitive), mas sensato. 
  8. Verify
    Confirmar, comprovar, garantir, não verificar (check).
  9. Application
    Em TI, significa aplicativo, não aplicação. App é  a forma abreviada, portanto, é uma palavra masculina, não feminina: o app.
  10. Address
    Jamais é traduzido, embora você possa, dependendo do caso, traduzir o nome da cidade e do país, se aplicável.

Lembrando que todas essas opções de tradução dependem do contexto, mas, elas se aplicam em geral. É importante que você sempre consulte o material de referência do cliente, os guias de estilo e os glossários, e que sempre faça uma pesquisa abrangente, mesmo quando pensa que sabe a tradução de um termo. Os tradutores devem ser sempre extremamente cautelosos.

Eu mesma, quando era iniciante, também cometi a maioria desses erros, mas aprendi com a prática, sempre prestando muita atenção nos feedbacks, tentando assimilá-los e aprendendo com eles. Jamais cometo o mesmo erro duas vezes, e se você tem a possibilidade de nunca chegar a cometê-los, por que então perder a oportunidade, não é mesmo?

Você teria algum outro termo para adicionar nessa lista?

I’d like to thank Esther, for kindly translating several posts for our blog. You rock! 🙂

About the translator
Esther PicEsther Dodo é paulistana, formada em Administração de Empresas, tradutora freelancer e, atualmente, está prestes a obter certificação como tradutora no par inglês-português na New York University (NYU). Reside nos EUA desde 2001. Entre em contato com ela pelo LinkedIn e pelo Facebook.

Alguns conselhos pessoais e sinceros aos iniciantes

Hi, there! Have you enjoyed the weekend? Did you rest? Are you having a productive beginning of the week? Hope so.

Let’s start this week with another post translation. This is a translation of Some personal heartfelt tips for newbies, by Luciana Chagas.

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É provável que tenha a ver com os próximos feriados aqui no Brasil e também com a Copa do Mundo, mas está chovendo trabalho por estas bandas! Loucura total! Em razão disso, comecei a buscar parceiros confiáveis que pudessem me ajudar. E foi assim que teve início esta história toda.

Primeiro, não confio em desconhecidos. Ou seja, não repasso projetos que recebi de clientes preciosos a pessoas que nunca vi na vida. Minha primeira atitude é pedir referências a tradutores de minha confiança e a professores da área de tradução. Isso deveria funcionar perfeitamente, certo? Lamento dizer: não é o que ocorre. Já me indicaram pessoas consideradas os melhores alunos em sala de aula que, no fim das contas, acabaram sendo uma decepção. (Ora, eu mesma não fui a melhor aluna de minha turma, então, acho que isso não significa muita coisa.) Outros supostos tradutores estavam tão ocupados dando aulas que não tinham tempo para assumir projetos. Vá entender… Cheguei a quase desacreditar e desistir de encontrar bons profissionais para me auxiliar. Bem, ainda tenho dificuldade com isso, mas, ao menos, encontrei um ou dois que valeram a busca.

Por isso, aqui vão alguns conselhos sinceros para aqueles que estão tentando se estabelecer no mercado de tradução:

  • Ou você é tradutor ou é professor. Se você realmente quer se tornar um tradutor profissional, deve se arriscar a recusar aulas a fim de ter algum tempo livre para aceitar eventuais ofertas de trabalho. Sim, eu sei que você tem contas a pagar. Contudo, se preencher sua agenda com aulas, é bem provável que não terá tempo para assumir um projeto de tradução que venham a lhe oferecer. E, no início, é importante assumir tantos projetos quantos possíveis, a fim de se mostrar disponível e se tornar conhecido. Durante algum tempo, tente juntar dinheiro dando aulas e, então, use essa economia para, aos poucos, ir deixando a atividade de professor. Do contrário, isso se tornará um círculo vicioso e você nunca terá tempo para se lançar como tradutor.
  • Se você se formou em engenharia mas acabou descobrindo que seu negócio é traduzir, sim, o melhor a fazer é ingressar em um curso de tradução. Caso você já tenha formação como tradutor, considere cursar uma pós-graduação. Se já fez tudo isso, por que não se inscrever em cursos rápidos, buscar programas de educação continuada, participar de palestras e outros eventos no setor? Faça o que achar mais adequado, mas não deixe de aprender!
  • Você deve sempre fazer o seu melhor ao traduzir, mas os primeiros trabalhos são os mais significativos. A primeira impressão é fundamental. Se você pisar na bola logo no primeiro projeto, terá grandes chances de perder o cliente. Então, dedique-se de corpo e alma às suas primeiras traduções.
  • Como já sugeri na semana passada, seja sempre sincero com o cliente, ainda que se trate do (ou especialmente se for) seu primeiro trabalho. Após assumir o projeto, se você descobrir que o texto é mais técnico do que imaginava e tiver problemas com isso, fale com o cliente. Está enfrentando problemas pessoais que afetam a qualidade de seu trabalho? Abra o jogo com o cliente e tentem encontrar, juntos, uma solução. É melhor deixar tudo às claras do que entregar uma tradução de má qualidade e manchar sua reputação.
  • Aceite feedbacks e aprenda com eles. Converse com o revisor caso você discorde de algo. Se você estiver certo, ótimo! Se não, as justificativas dele servirão para você aprender! Nunca se considere um perito no assunto. Você pode trabalhar como tradutor por dois, cinco, dez ou trinta anos, mas sempre haverá algo a aprender.
  • A menos que você consiga um cliente direto (e mesmo que isso aconteça), seja realista quanto aos preços que pratica. Pesquise; consulte colegas e amigos que já se estabeleceram na profissão; consulte associações de profissionais em seu país, para ver se sugerem uma lista de preços; analise a oferta do cliente, se for o caso. Se você ainda não dispõe de uma boa carteira de clientes, não chegará a lugar nenhum insistindo em valores impraticáveis. Comece pequeno (como em qualquer profissão) e, com consistência e sensatez, aumente seus preços. O contrário também vale: não cobre valores extremamente baixos. Leia mais sobre preços aqui.

Se nenhuma dessas dicas funcionar, é possível que você esteja na profissão errada. Afinal de contas, a única explicação para o fato de alguém trabalhar com afinco e não obter bons resultados é que talvez essa pessoa não tenha nascido para a função que exerce.

Você acrescentaria algum outro conselho a essa lista? Você é iniciante e gostaria de dar sua opinião?

Thanks a lot for your kind contribution to our blog, Luciana! 🙂

About the translator
Foto - Luciana ChagasLuciana Chagas é tradutora no par inglês-português, preparadora e revisora de texto e desde 2006 atua no mercado editorial. Sua primeira formação foi em Processamento de Dados (Fatec-SP) e, entre 1994 e 2002, desenvolveu sistemas de informática para grandes empresas dos setores financeiro e de telecomunicações. Em 2002, decidiu cursar uma nova graduação, desta vez em Letras, com habilitação em português e inglês (FFLCH-USP). Não deu outra: amou de paixão! Agora passa os dias às voltas com as artimanhas da linguagem e confessa que não quer outra vida. Entre em contato com ela via e-mail.

Estimulando a produtividade e eliminando as distrações

Olá! Voltamos com mais uma tradução de publicação do blog. Esta é a vez da publicação semanal Boosting productivity and removing distractions. Espero que gostem!

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Geralmente,  passamos entre 8 a 10 horas por o dia (ou às vezes ainda mais do que isso) na frente do computador. Entretanto, é bastante difícil e requer muito esforço e disciplina permanecer focado e não verificar os e-mails a cada 5 minutos (ou menos!), ler o que seus amigos/colegas estão postando no Twitter, ver o que as pessoas estão postando no Facebook, ler aquele (enorme) gráfico informativo sobre produtividade (que irônico!) no Google+, ver quem visualizou o seu perfil no LinkedIn, bater papo no Skype com amigos sobre as aventuras do final de semana, pesquisar no Pinterest para encontrar algo interessante, assistir ao novo vídeo da Beyoncé no YouTube, ver quem comentou no seu blog. Ufa! Quantas distrações! A lista continua. Além de distrair e de não permitir que você se concentre no seu trabalho, esses são desperdiçadores de tempo perigosos se você não tiver cuidado. 

Bem, se você for um daqueles viciados que tem dificuldade em manter-se longe das distrações on-line, é melhor pegar pesado. 

StayFocusd é uma extensão do navegador Google Chrome que limita o tempo gasto em sites que, conforme predeterminado, fazem com que você desperdice seu tempo. Defina o tempo máximo diário que você se permite ficar em cada site e, decorrido o tempo, não terá permissão para acessar nenhum desses sites pelo restante do dia. 

É cientificamente provado que nosso cérebro permanece atento somente durante um período limitado (e com uma quantidade de informações limitada). Para evitar a sobrecarga dos nossos cérebros com informações ou com o  trabalho incessante por longas horas, é aconselhável dividir o tempo em partes produtivas e partes de descanso. Você pode, por exemplo, trabalhar ativamente durante 25 minutos sabendo que terá 5 minutos de descanso para fazer o que preferir.

Afinal de contas, recompensar a si próprio também é importante. 

O Strict Workflow é uma extensão do Google Chrome semelhante ao Pomodoro Technique, mas, como o próprio nome diz, mais rígido. Ele obriga você a trabalhar por 25 minutos seguidos, bloqueando uma lista de websites predeterminados. Passado esse período, você terá acesso aos websites bloqueados por 5 minutos. Pode repetir o procedimento, conforme necessário, e mudar a duração do controlador de tempo. 

Agora, se você quiser ter uma melhor ideia do tempo gasto efetivamente trabalhando e do tempo gasto nas mídias sociais, o software Visual TimeAnalyzer monitora todo o uso do seu computador (tempo de trabalho, pausas, uso da internet, etc.) e fornece relatórios detalhados de toda a sua atividade. Você pode descobrir quanto tempo gasta no Facebook, trabalhando em projetos ou até nos devaneios! 

Se você precisa apenas se concentrar em escrever um texto para o seu blog, preparar a sua próxima apresentação ou escrever um livro, o Ommwriter é um aplicativo gratuito de edição de texto para Mac (CreaWriter para Windows) que funciona em tela cheia. Você pode mudar o tipo e o tamanho das letras, além da imagem de fundo. Aproveite um ambiente calmo e sem distrações para se concentrar em escrever e nada mais. 

Boa sorte e mantenha-se produtivo! 

Você conhece outra ferramenta que ajude a manter a produtividade e a remover as distrações? Não deixe de compartilhar as suas opiniões conosco.

Translator’s bio
Esther PicEsther Dodo é paulistana, formada em Administração de Empresas, tradutora freelancer e, atualmente, está prestes a obter certificação como tradutora no par inglês-português na New York University (NYU). Reside nos EUA desde 2001. Entre em contato com ela pelo LinkedIn e pelo Facebook.

Uma visão consolidada de como é a Interpretação para o Serviço Público

Estamos de volta com mais uma tradução. Hoje teremos outra tradução do inglês para o português do texto da convidada Silvia Dall’Onder, An inside view of Public Service Interpreting. Espero que gostem!

Tenham todos uma ótima semana!

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Gostaria de compartilhar com vocês um pouco sobre a minha experiência de trabalhar como intérprete para o serviço público em Londres. Trabalhei nessa função por 14 anos antes de voltar para o Brasil em 2012. Geralmente, quando falo para as pessoas sobre meu trabalho, elas se surpreendem com o fato desse tipo de interpretação existir. A palavra intérprete, ao menos para leigos, sempre os direciona para o glamour de cabines de conferências ou reuniões diplomáticas. Isso está longe da realidade da Interpretação para o Serviço Público (PSI, na sigla em inglês), como vocês verão logo abaixo.

A profissão de PSI surgiu com a necessidade de inserir padrões profissionais em atividades que já existiam por muito tempo, como facilitar a comunicação entre duas ou mais pessoas que não falam um idioma comum. Isso é o que todos os intérpretes fazem, mas no caso dos PSIs, o cenário ou contexto é diferente.

Finalmente, os serviços públicos perceberam que o antigo sistema de aceitar um amigo ou parente de um paciente como intérprete para uma consulta com um médico, por exemplo, era muito informal e cheio de dificuldades. A competência linguística nunca era testada, a confidencialidade era comprometida e, regularmente, as pessoas iam a reuniões ou audiências judiciais sem falarem uma palavra de Inglês (e sem aquele amigo tão necessário). A Convenção dos Direitos Humanos estabeleceu que, no caso do sistema judicial criminal, cada acusado tem o direito de ouvir as acusações e o processo em tribunal em um idioma que compreenda. Londres é uma das cidades com a maior diversidade linguística do mundo, com mais de 250 idiomas falados. Isso dá uma ideia da dimensão do papel do PSI.

Então, quem eram meus clientes? Por um lado, médicos, assistentes sociais, oficiais jurídicos, juízes, enfermeiras (a lista continua) nativos da língua inglesa; e, por outro, qualquer pessoa que não falava inglês ou que tinha domínio limitado do idioma e precisava ter acesso a serviços públicos. No meu caso, pessoas que moravam em Londres vindas de países lusófonos (Angola, Portugal, Brasil e Moçambique). Então, no decorrer do meu trabalho, fui a delegacias, prisões, escolas, cortes e tribunais, e hospitais ao redor de Londres e além.

Como eu conseguia trabalho?

Até aqui, tudo bem, mas como isso funciona? Quem procurava o meu trabalho? Quem pagava por ele? O trabalho era alocado a intérpretes qualificados que estavam nas listas de intérpretes de vários departamentos locais. Eu morava na região nordeste de Londres. A prefeitura local tem um departamento de idiomas que lida com solicitações de intérpretes de prestadores de serviços da área, por exemplo, hospitais locais, departamento de serviço social, escolas etc. Os acordos eram geralmente feitos com antecedência, e poderia haver muitos serviços em diferentes locais no mesmo dia. O trabalho não era limitado a minha área. Registrei-me em outros serviços e, muitas vezes, viajava para outros bairros londrinos. O tempo de deslocamento em Londres é um fator a ser considerado, por isso, tentei limitar meu trabalho a áreas próximas. Também havia trabalhos de última hora, portanto, eu estava sempre de prontidão, caso houvesse uma emergência. O pagamento dos serviços linguísticos vinha do orçamento da prefeitura. Eu era paga pelo número de horas que trabalhava, incluindo o tempo de deslocamento.

National Register of Public Service Interpreting (NRPSI)

Outro ponto de referência para encontrar um intérprete é o registro nacional de intérpretes de serviços públicos (NRPSI, na sigla em inglês) (http://www.nrpsi.org.uk/). O NRPSI é uma organização independente que gerencia uma lista de intérpretes qualificados em idiomas diferentes. As delegacias, por exemplo, usam essa lista para chamar um intérprete quando precisam. Então, se prendem alguém que fala polonês, eles pegam a lista para procurar um intérprete de polonês que esteja mais perto da delegacia. O mesmo se aplica se eles precisarem entrevistar alguém que tenha testemunhado um crime. Como ninguém pode prever que horas um crime acontecerá, podemos ser chamados a qualquer hora do dia ou da noite. Os trabalhos nas delegacias são geralmente longos. Pode haver muita espera, enquanto os policiais lidam com todo o tipo de caso, esperam advogados (e intérpretes) chegarem para, então, conduzirem uma interrogação com a pessoa presa.

Tribunais também usam o NRPSI para chamar um intérprete. Isso é normalmente feito antes da audiência e, às vezes, mas nem sempre, nos informam o nome do cliente e o tipo de crime.  Poucos detalhes sobre a audiência são revelados para preservar a confidencialidade. A falta de detalhes sempre me deixava muito ansiosa porque não era possível fazer nenhum tipo de pesquisa sobre o assunto. Um procedimento semelhante se aplicava quando escritórios de advocacia buscavam meus serviços. Eles normalmente marcavam visitas em prisões para verem seus clientes, levando-me como visitante. Passei pela maioria das prisões de Londres.

Qualificação e treinamento

A qualificação específica necessária para fazer parte do NRPSI e trabalhar como PSI é denominada Diploma em Interpretação para o Serviço Público (DPSI, na sigla em inglês).

Essa qualificação é credenciada pelo Chartered Institude of Linguists. O candidato participa de um curso de treinamento preparatório por um ano que envolve a prática de habilidades de interpretação exigidas pelo exame: interpretação consecutiva, tradução oral, interpretação sussurrada e tradução escrita. Todas as habilidades são testadas nos dois idiomas: inglês e outro, geralmente, a língua materna. Durante o curso, outras habilidades importantes são ensinadas, além das técnicas de interpretação mencionadas acima, como criação de glossários, terminologia e as habilidades profissionais necessárias para ser um intérprete de serviços públicos com ênfase em confidencialidade e imparcialidade. Recomendo o treinamento e exame do curso de DPSI para aqueles que desejam embarcar nessa carreira.

A realidade do dia a dia

Trabalhar como intérprete me deu uma perspectiva de muitas vidas e situações que acredito ser difícil descrever aqui. Também foi muito interessante estar em contato com tantos profissionais diferentes e ter uma visão geral das atividades de cada um deles. Arrependo-me muito de não ter mantido um diário de todos os casos complexos e interessantes que presenciei no meu ponto de vista “invisível” de intérprete. Muitas vezes, voltava para a casa com uma sensação de frustração por não ter sido capaz de fazer mais para ajudar o próximo. Foi uma experiência terrível ver um paciente estrangeiro em uma ala de saúde mental que não conseguia falar uma palavra de inglês. Frequentemente, os clientes estrangeiros não entendiam o porquê eu não poderia aconselhar ou conversar com eles em detalhes sobre a situação deles. É essencial se manter imparcial. Também vi como pessoas sozinhas vivem em um país estrangeiro, especialmente quando não falam a língua nativa. Há vários motivos pelos quais os clientes não falam inglês o suficiente. Na maioria dos casos, não é uma questão de escolha, mas de circunstâncias pessoais.

Havia inúmeros desafios. Um deles era me familiarizar com a terminologia de várias disciplinas, como direito e medicina. Familiarizei-me com muitos termos técnicos em inglês e português. Todos os dias, eu encontrava palavras que não conhecia. Às vezes, os assuntos mais triviais me desafiavam. Costumava ter pavor de usar o sistema imperial de medida. “A faca tinha mais ou menos nove polegadas de comprimento” e uma discussão se iniciava sobre o tamanho real da faca, e o tamanho da lâmina, e meu cliente só sabia descrevê-la em centímetros. Todas as conversões de medidas precisavam ser feitas rapidamente, especialmente em uma audiência.

Já faz dois anos desde a última vez que trabalhei como intérprete em Londres. Ao escrever para esse blog, uma série de memórias ressurgiu sobre uma aventura profissional da qual nunca me arrependi de iniciar. Espero que o que eu tenha compartilhado com vocês tenha aprofundado as curiosidades sobre a profissão e os direcione para uma nova carreira emocionante.

Translator’s bio
Profile PicAlessandra M. Silva é formada em Letras – Tradutor/Intérprete pela Unilago e em Jornalismo e Estudos de Mídia pela CMI – Dublin. Atuou como professora de idiomas por mais de nove anos no CCAA nas franquias de Santa Fé do Sul, São José do Rio Preto e São Paulo. Atualmente, trabalha com tradução e como consultora de moda de luxo. Também se interessa por Marketing Digital e Divulgação de Marcas. Reside na Irlanda desde março de 2008. Entre em contato com ela pelo LinkedIn.

Você não tem dormido o bastante? Cuidado!

Olá, queridos leitores! Como passaram o fim de semana? Empolgados nesta segunda-feira?

Hoje lançaremos a série de traduções de publicações do blog! 😀 A primeira publicação traduzida será do inglês para o português do texto Not getting enough sleep? Be aware! Espero que gostem!

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Normalmente, recomenda-se que as pessoas durmam de sete a oito horas por dia. Algumas pessoas podem precisar de mais ou até menos horas que isso. Entretanto, é muito comum encontrar tradutores trabalhando até tarde da noite ou mesmo a noite toda, sem conseguir dormir nada.  Já passei por isso e posso afirmar que não é bom para a nossa saúde. Hoje em dia, preciso de oito a nove horas de sono por noite para trabalhar adequadamente no dia seguinte. No entanto, sei que sou uma exceção. Foi por isso que decidi falar sobre um tópico tão comum entre os tradutores: a privação do sono.

Privação do sono é a condição de não dormir o suficiente.

A vermelhidão dos olhos é apenas uma das consequências que você pode apresentar quando não dorme o bastante. E as consequências  podem se tornar sérias a ponto de até mesmo modificar os seus genes! A privação do sono pode aumentar…

  • o risco de derrame cerebral
  • o risco de obesidade
  • o risco de diabetes
  • o risco de alguns cânceres
  • o risco de doenças do coração
  • o risco de morte
  • os riscos de se ter um acidente
  • a probabilidade de pegar um resfriado
  • os níveis de ansiedade
  • os níveis de depressão
  • o risco de hipertensão

Ela também pode:

  • estimular a perda de memória
  • causar danos aos ossos
  • diminuir a produção de espermatozóides
  • prejudicar o seu coração
  • debilitar o reconhecimento
  • diminuir a sua expectativa de vida

Uma noite sem dormir fará com que você se sinta cansado e irritado, mas não causará um impacto direto na sua saúde. Diversas noites sem dormir, entretanto, podem afetar a sua saúde geral, e os efeitos mentais tornam-se mais sérios.

Uma boa noite de sono, por outro lado:

  • aumenta a imunidade
  • ajuda na perda de peso
  • aumenta o seu bem-estar mental
  • previne o diabetes

Normalmente, as pessoas dizem que não é possível recuperar o sono perdido. No entanto, é possível se recuperar de noites não dormidas e, depois, criar uma rotina saudável de sono que funcione para você. Para você se recuperar de um período de privação de sono, adicione uma ou duas horas de sono por noite. Vá para a cama quando você se sentir cansado e só acorde quando o seu corpo lhe avisar que já é hora. Se acabar sendo 10 horas de sono por noite, não se preocupe. Com o tempo, você saberá a quantidade exata de horas de que precisa por noite.

Você também pode precisar de mais horas de sono do que o normal se estiver grávida, se recuperando de uma doença ou se tiver passado por um esforço físico extremo.

Manter horas regulares de sono ensina o cérebro a se acostumar com a rotina. Isso será muito mais fácil se você for um freelancer, como eu. Organize sua agenda de acordo com suas necessidades. Se os seus prazos de entrega de trabalhos lhe obrigarem a trabalhar até tarde em uma noite, compense na manhã ou na noite seguinte, ou até mesmo presenteie-se com um dia de folga o mais breve possível. Não se esqueça de que uma das vantagens de ser freelancer é organizar as suas próprias horas de trabalho, não somente para trabalhar mais como também para trabalhar menos, quando necessário.

Além de uma boa noite de sono, o relaxamento é também extremamente importante. Eu, por exemplo, não consigo me deitar logo após desligar o computador. Primeiro, preciso relaxar e me preparar para ir para a cama. Se você for como eu, pode:

  • tomar um banho quente
  • praticar alguns exercícios de relaxamento
  • ouvir músicas relaxantes
  • ler um livro

O que funciona para mim é deitar no sofá e assistir à TV. Assistir à TV me ajuda a não pensar em nada, esvazia a minha mente e me ajuda a desconectar do trabalho. Você precisa encontrar o que sirva para você.

Uma última dica: não trabalhe no seu quarto. Se você não tiver um cômodo que possa ser chamado de escritório, trabalhe na sala de visitas ou em qualquer outro espaço onde possa acomodar uma mesa.

Você tem alguma outra dica para compartilhar conosco? Você pode também compartilhar as suas próprias histórias de privação de sono, caso tenha alguma.

Translator’s bio
Esther PicEsther Dodo é paulistana, formada em Administração de Empresas, tradutora freelancer e, atualmente, está prestes a obter certificação como tradutora no par inglês-português na New York University (NYU). Reside nos EUA desde 2001. Entre em contato com ela pelo LinkedIn e pelo Facebook.