A formação acadêmica realmente faz diferença?

Let’s welcome the week and the new month with another English to Brazilian Portuguese translation? The post Does an academic background really make a difference? was translated by Paula Caniato.

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Este é um assunto um pouco controverso na área de tradução. Os que têm formação acadêmica dizem categoricamente que ela é essencial. Já os que não a têm dizem que não é. Com bacharelado e mestrado em tradução, tenho que admitir que sou suspeita para falar. Se você for como eu, provavelmente gostará desta publicação. Porém, se você não tiver formação acadêmica, não desista: continue lendo. Se eu conseguir fazer você mudar de ideia, ótimo! Caso contrário, você pode compartilhar esta publicação como a coisa mais absurda da qual já ouviu falar. 😉

O que acontece é que, infelizmente, para tornar-se um tradutor você não precisa necessariamente ter curso superior. Se alguém domina (ou não) dois idiomas, essa pessoa pode trabalhar como tradutora (entenda que não estou discutindo qualidade e profissionalismo aqui, só o fato de que praticamente qualquer um pode ser tradutor). Simples assim. Se é justo ou não, isso é assunto para outra discussão. O fato é que, já que a formação acadêmica não é obrigatória, às vezes as pessoas se recusam a “gastar” tempo e dinheiro sentandas em uma cadeira, lendo e escrevendo muito, e praticando tradução.

Afinal, para que estudar tradução? Darei algumas razões:

  1. O conhecimento teórico que você aprende ajudará a construir seu “eu” tradutor, sua identidade como profissional que conhece toda a história e as teorias por trás da arte de transformar um monte de palavras em uma língua em um lindo texto bem-trabalhado em outra.
  2. Você terá prática de sobra em traduzir vários tipos de texto. Isso ajudará a ter pelo menos uma ideia de qual caminho seguir. Além disso, essa prática ensina alguns truques, o que fazer e o que não fazer.
  3. Aulas de gramática. Elas podem parecer bobas e inúteis, mas acredite: você não sabe tudo e comete erros gramaticais dos quais nem está ciente.
  4. Aulas de cultura e literatura nos seus dois idiomas de trabalho. E, dependendo da sua especialização, ainda há outras aulas. Por exemplo, meu mestrado foi em Estudos da Tradução com Comunicação Intercultural, portanto, tive, entre outras, aulas de Comunicação Interpessoal e de Tradução de Culturas.
  5. Você acaba aprendendo mais do que esperava. Aprendi italiano no meu bacharelado (para tradução, inclusive) e grego no meu mestrado (Ab initio para tradução).
  6. Oferece reconhecimento e legitimidade.

Essas razões são convincentes? Bem, algumas pessoas dizem que o ruim nesses cursos é que eles não oferecem uma ideia prática do mercado. É verdade. Entretanto, questiono se esse é realmente o papel da universidade. A universidade só orienta você. Não é responsabilidade dela dar todas as informações necessárias para você ser um profissional bem-sucedido. Esse é seu trabalho. Vivendo e aprendendo, na prática. Além disso, é melhor ser introduzido ao mercado com todos os conhecimentos que apontei acima do que com nenhum.

No final, não há desvantagens em fazer um curso superior (em qualquer área). Conhecimento nunca é demais.

Alguns outros artigos relacionados:
How (Not) to Be a Professional Translator and 6 Tips to Help You Become One
The (un?)importance of translation-specific degrees to translation
Masters in Translation

Qual é sua opinião sobre esse assunto? Você tem uma formação acadêmica em tradução? Concorda com a minha opinião? Tem algum outro ponto (bom ou ruim) que você acrescentaria?

Thank you, Paula, for your contribution to our blog! 🙂

About the translator
DSC04193Paula Caniato está no último ano do curso de Bacharelado em Tradução (UNESP). Seus pares de idioma são inglês > português brasileiro e espanhol > português brasileiro. No início de 2014, ela decidiu começar a traduzir profissionalmente e foi contratada por uma agência de Campinas. Hoje, Paula está se especializando nas áreas de TI e Marketing e também sonha com um futuro no mercado editorial. Ela reside em São José do Rio Preto – SP e pode ser encontrada em http://about.me/paulacaniato.

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