Alguns conselhos pessoais e sinceros aos iniciantes

Hi, there! Have you enjoyed the weekend? Did you rest? Are you having a productive beginning of the week? Hope so.

Let’s start this week with another post translation. This is a translation of Some personal heartfelt tips for newbies, by Luciana Chagas.

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É provável que tenha a ver com os próximos feriados aqui no Brasil e também com a Copa do Mundo, mas está chovendo trabalho por estas bandas! Loucura total! Em razão disso, comecei a buscar parceiros confiáveis que pudessem me ajudar. E foi assim que teve início esta história toda.

Primeiro, não confio em desconhecidos. Ou seja, não repasso projetos que recebi de clientes preciosos a pessoas que nunca vi na vida. Minha primeira atitude é pedir referências a tradutores de minha confiança e a professores da área de tradução. Isso deveria funcionar perfeitamente, certo? Lamento dizer: não é o que ocorre. Já me indicaram pessoas consideradas os melhores alunos em sala de aula que, no fim das contas, acabaram sendo uma decepção. (Ora, eu mesma não fui a melhor aluna de minha turma, então, acho que isso não significa muita coisa.) Outros supostos tradutores estavam tão ocupados dando aulas que não tinham tempo para assumir projetos. Vá entender… Cheguei a quase desacreditar e desistir de encontrar bons profissionais para me auxiliar. Bem, ainda tenho dificuldade com isso, mas, ao menos, encontrei um ou dois que valeram a busca.

Por isso, aqui vão alguns conselhos sinceros para aqueles que estão tentando se estabelecer no mercado de tradução:

  • Ou você é tradutor ou é professor. Se você realmente quer se tornar um tradutor profissional, deve se arriscar a recusar aulas a fim de ter algum tempo livre para aceitar eventuais ofertas de trabalho. Sim, eu sei que você tem contas a pagar. Contudo, se preencher sua agenda com aulas, é bem provável que não terá tempo para assumir um projeto de tradução que venham a lhe oferecer. E, no início, é importante assumir tantos projetos quantos possíveis, a fim de se mostrar disponível e se tornar conhecido. Durante algum tempo, tente juntar dinheiro dando aulas e, então, use essa economia para, aos poucos, ir deixando a atividade de professor. Do contrário, isso se tornará um círculo vicioso e você nunca terá tempo para se lançar como tradutor.
  • Se você se formou em engenharia mas acabou descobrindo que seu negócio é traduzir, sim, o melhor a fazer é ingressar em um curso de tradução. Caso você já tenha formação como tradutor, considere cursar uma pós-graduação. Se já fez tudo isso, por que não se inscrever em cursos rápidos, buscar programas de educação continuada, participar de palestras e outros eventos no setor? Faça o que achar mais adequado, mas não deixe de aprender!
  • Você deve sempre fazer o seu melhor ao traduzir, mas os primeiros trabalhos são os mais significativos. A primeira impressão é fundamental. Se você pisar na bola logo no primeiro projeto, terá grandes chances de perder o cliente. Então, dedique-se de corpo e alma às suas primeiras traduções.
  • Como já sugeri na semana passada, seja sempre sincero com o cliente, ainda que se trate do (ou especialmente se for) seu primeiro trabalho. Após assumir o projeto, se você descobrir que o texto é mais técnico do que imaginava e tiver problemas com isso, fale com o cliente. Está enfrentando problemas pessoais que afetam a qualidade de seu trabalho? Abra o jogo com o cliente e tentem encontrar, juntos, uma solução. É melhor deixar tudo às claras do que entregar uma tradução de má qualidade e manchar sua reputação.
  • Aceite feedbacks e aprenda com eles. Converse com o revisor caso você discorde de algo. Se você estiver certo, ótimo! Se não, as justificativas dele servirão para você aprender! Nunca se considere um perito no assunto. Você pode trabalhar como tradutor por dois, cinco, dez ou trinta anos, mas sempre haverá algo a aprender.
  • A menos que você consiga um cliente direto (e mesmo que isso aconteça), seja realista quanto aos preços que pratica. Pesquise; consulte colegas e amigos que já se estabeleceram na profissão; consulte associações de profissionais em seu país, para ver se sugerem uma lista de preços; analise a oferta do cliente, se for o caso. Se você ainda não dispõe de uma boa carteira de clientes, não chegará a lugar nenhum insistindo em valores impraticáveis. Comece pequeno (como em qualquer profissão) e, com consistência e sensatez, aumente seus preços. O contrário também vale: não cobre valores extremamente baixos. Leia mais sobre preços aqui.

Se nenhuma dessas dicas funcionar, é possível que você esteja na profissão errada. Afinal de contas, a única explicação para o fato de alguém trabalhar com afinco e não obter bons resultados é que talvez essa pessoa não tenha nascido para a função que exerce.

Você acrescentaria algum outro conselho a essa lista? Você é iniciante e gostaria de dar sua opinião?

Thanks a lot for your kind contribution to our blog, Luciana! 🙂

About the translator
Foto - Luciana ChagasLuciana Chagas é tradutora no par inglês-português, preparadora e revisora de texto e desde 2006 atua no mercado editorial. Sua primeira formação foi em Processamento de Dados (Fatec-SP) e, entre 1994 e 2002, desenvolveu sistemas de informática para grandes empresas dos setores financeiro e de telecomunicações. Em 2002, decidiu cursar uma nova graduação, desta vez em Letras, com habilitação em português e inglês (FFLCH-USP). Não deu outra: amou de paixão! Agora passa os dias às voltas com as artimanhas da linguagem e confessa que não quer outra vida. Entre em contato com ela via e-mail.

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