Guest post: YNAB para freelancers

Sem bem-vindos de volta a mais uma publicação convidada!

Neste mês, nosso convidado, o tradutor e intérprete Felipe Cichini Simões, fala sobre as vantagens e como usar o aplicativo YNAB (You Need A Budget) para controlar suas finanças.

Bem-vindo, Felipe!

Ou pra quem recebe em dias irregulares

Este artigo pressupõe que você já sabe como o YNAB funciona ou já tem pelo menos alguma intimidade com o método e quer adequar seu funcionamento pro seu estilo de vida de receitas com entrada irregular, seja você freelancer ou algum profissional com fluxo de entradas semelhante. Caso contrário, comece lendo sobre o método aqui.

Se você não recebe um salário regrado todo mês, ter e manter um orçamento é ainda mais valioso pra organizar suas finanças e não fazer lambança com seus pagamentos. A lógica é mais ou menos a mesma, mudando a frequência com que ela é aplicada: você continua seguindo o ciclo de (1) inserir os recebimentos quando eles entram; (2) dar uma função pra cada centavo; (3) gastar de acordo com o que você orçou; (4) reajustar conforme necessário.

A pergunta que você precisa fazer sempre é: “O que essa grana precisa pagar antes de eu receber de novo?” Isso vai te dar a real dimensão das suas prioridades financeiras até que entre a grana do próximo freela. Pra isso, acredito que algumas dicas que eu desenvolvi no meu próprio orçamento possam ser úteis.

Organize suas categorias por prioridade

Sabendo o que você precisa pagar primeiro, fica mais lógico já ir fazendo o orçamento do boleto que chega primeiro. Uma boa maneira de ter essa visão é colocar o dia de vencimento de cada conta entre parênteses depois do nome da categoria e reordenar de acordo:

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Imagem fornecida pelo autor

Observe que a categoria Impostos tem dois vencimentos, mas eu ordeno pela data mais baixa. Assim, você sabe de cara o que vence primeiro e evita atrasar pagamentos. Reordenar os grupos de categorias (na figura acima, Contas) também ajuda a visualizar em primeiro lugar o que tem mais prioridade. É uma maneira de separar o supérfluo do essencial. Digamos que você tenha recebido o suficiente pra custear suas contas e entra o pagamento de um segundo freela nesse mesmo mês. Suas contas já estão cobertas, você segue o barco e orça o restante das suas categorias, repetindo o ciclo 1234 acima sempre que entrar mais dinheiro.

A regra adicional do freelancer, regra 5

Essa regra foi desenvolvida por mim, mas acho que é igualmente essencial se você tem um fluxo irregular de receitas: crie um fundo contra essas irregularidades.

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Imagem fornecida pelo autor

A ideia é que você abasteça essa categoria com sobras de receitas de um mês bom para gastar dinheiro dela num mês abaixo do esperado. No meu caso, ela tem esse nome esquisito, Fundo contra a renda variável, mas que funciona pra eu me lembrar de me proteger contra uma eventual ausência de receita prolongada. E lembre-se de que essas sobras vão se acumulando com o tempo, então qualquer centavo é muito válido na hora de acumular pra uma eventual emergência ou pra viver com mais tranquilidade quando aquele cliente enrolar pra pagar.

Definir uma meta de saldo de categoria é interessante pra saber quanto falta pra chegar lá.

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Imagem fornecida pelo autor

Quem é freelancer sabe que isso acontece sem a gente se programar. Já fiquei três meses sem nenhum trabalho e gastei todas as minhas reservas que tinha poupado no ano anterior (curiosamente, foi logo antes de eu me dedicar a aprender a usar o YNAB). Isso me serviu de exemplo, e hoje eu estimo que preciso de três meses de gastos guardados nesse fundo pra ter tranquilidade plena, mas isso vai variar de acordo com seu contexto e é algo que você vai ter de estimar e decidir por conta própria.

Com a categoria selecionada, no painel à direita do YNAB, você consegue definir uma meta (GOALS, imagem acima) de atingir um saldo específico praquela categoria (primeira opção) sem data específica. Se você sabe que há um período de baixa atividade na sua profissão, use a segunda opção e concentre-se em chegar até aquele saldo até o mês anterior da época das vacas magras.

Pra ser 100% honesto, até hoje eu ainda não cheguei a acumular os três meses, porém, também não cheguei a precisar. O YNAB ajuda tanto na organização, você enxerga seu dinheiro de maneira totalmente diferente, fora que a regra 4 (envelheça seu dinheiro) já seria semelhante a se preparar pra vários meses de gastos com antecedência. Mas eu percebi que esse fundo tem uma função de conforto psicológico importante: eu vejo que estou amparado e fico mais tranquilo!

Envelhecer seu dinheiro significa que o que está sendo gasto hoje foi recebido há 35 dias (nesse caso).

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Imagem fornecida pelo autor

Recapitulando: priorize e economize. Tudo isso pode soar impossível de atingir, mas com o passar do tempo dá pra perceber que você vai conseguir programar seus gastos com cada vez mais antecedência (a regra 4 começa a funcionar praticamente sozinha). E respeitando a regra 2, você não é pego de surpresa e desenvolve gradualmente essa tranquilidade financeira. Não é algo que acontece do dia pra noite, mas que você desenvolve em meses e anos de orçamento, disciplina, planejamento, organização. Aí termina e recomeça. E com organização a gente vai muito mais longe e com muito mais tranquilidade na profissão, conseguindo orientar o foco pra onde ele realmente é necessário.

Sobre o autor
Felipe_foto-perfilFelipe Cichini Simões é intérprete e tradutor profissional com mais de 10 anos de experiência em tradução escrita, localização de aplicativos e interpretação de conferências e eventos ao vivo, sommelier de cerveja e gestor bem-sucedido das finanças pessoais há mais de 4 anos. Site: http://mantrad.com.br

Guest post: Translator digital nomad

Last April, during the IAPTI Conference in Buenos Aires, Argentina, I had the pleasure of meeting Rea Gutzwiller, already a connection on Twitter, in person, and spending some fun time together. And now I have the pleasure of welcoming her on the blog.

Welcome, Rea!

Snowbuddha in Harbin, China

Image provided by the author.

Taking off from your desk

We’re freelancers, right? So have you ever considered leaving you everyday view behind and take off to a new place every so often? You think this is crazy? Unfeasible even?

I’m with you. Before you’ll be able to fully enjoy your nomadic lifestyle, you’ll need to get a few basics in place. In this article I’ll be sharing the most important secrets I wish I had known before I started, so you can start fully prepared.

I admit, I’ve always been a bit of a free spirit, but at first – even after becoming a freelancer – it did not occur to me, that one could freelance and travel. Just about when I had fallen into a routine and started to get itchy feet, I stumbled across a few digital nomad blogs and thought: Wow, great, I want to go to those places too! And after I took off for China, to improve my Chinese, I didn’t stop.

What is probably most important of all is that you make up your mind. I can understand that on a cloudy, foggy winter’s day you’d rather be at a beach in Southeast Asia, but that doesn’t account for the real thing. Mind you: You will leave your house, your neighbourhood, your friends, your family, your pets, your hairdresser, the shopkeeper at the corner store and other people you have some sort of relationship with. They and mostly you will change. You will meet new people; you will live exciting experiences and scary or downright horrible things too. To give an example, I experienced one of the strongest typhoons hitting Xiamen in 50 years. There was no more water, electricity or any other supply where I lived for two weeks. These things don’t happen where I come from and if you don’t speak the language too well, horrible things can become even scarier pretty quicky. But if you’re prepared, things are mastered more easily. Ask yourself: Do I really want to become a nomad? Or do I want to live amazing things, but 80 or 90% of the time, I am quite happy where I am? You see, if you become a nomad, this isn’t just your regular holiday enhanced. This is a new lifestyle, where tomorrow is often unknown. Do you love routines? Are you okay with last minute changes?

If you think it’s scary, you can gradually start it. Try it out! A couple of months somewhere across the globe will help you decide whether you want to continue or you’re happy to go back home, wherever that is. But once you’ve tried it, you’ll realise that being on the road is not more costly and often even less expensive than renting your permanent place and going on holidays.

Secondly, remember, you can’t bring along too many things. Usually a suitcase and a daypack is the maximum. So you’ll need a base where you can leave your stuff for a while and where your snail mail will get picked up by somebody you trust and scanned for you to deal with. Also, you’ll want to go as digital as possible. I get often asked “but what about your books?” – well, frankly, I don’t have all that many books. I use digital books on a Kindle, PDFs, and dictionaries as software…

Going digital involves a performing laptop, phone and external hard drive. Once you’re fully location-independent, you’ll want to be able to do a lot on your phone. I’ve put together a list of the basics that you’ll find helpful for a fully digital office as a small giveaway from me.

The other thing I can’t stress enough is communication with your clients. Let them know about your plans, use newsletters as a means of keeping in touch with them and always let them know ahead of time when you’ll not be available. There’s Wi-Fi at most airports, Lufthansa even offers it high above the Atlantic and German ICE trains do too. But it might not be available. Think ahead, work ahead, plan ahead.

I think one of the things I actually enjoy the most when working in a different time zone is the quiet hours when the majority of my Europe-based clients have either left for the day or are not yet in the office. That way you get a few peaceful hours of work all while they will have that last minute evening job sit in their inbox the next morning. Tell them about this advantage, they might not have realised before! Set an automatic response when you’re asleep. It will spare you from waking up to 10 missed calls and 20 e-mails from the same person as to why you’re not replying. If you’re worried they’ll turn to other providers, remember, clients are humans. They want top service. They will not run away if you’re still delivering. Be confident!

At the beginning, I’d recommend you keep your actual travelling limited. Stay at a place for a bit longer, so you get to adapt to the new lifestyle and enjoy the experience. Plan enough time. If you’re on a workation, you’ll need to put in a few desk hours every day, which limits your visiting time. Hence, you need more time to enjoy the location. For all of us stable internet is important. Mind you, often these are not the most expensive, luxury places, but quite the opposite; think backpacker hostels and small pensions. For example, quite a few five star hotels still charge for internet, while I haven’t paid for Wi-Fi in a hostel in years. Many hostels nowadays offer private rooms, so if you don’t fancy sharing with 8 snoring party-goers, that’s totally okay! Never underestimate how important sleep is, which leads me to the next point:

Apart from work and play there are three things you should not leave aside on the road: eating healthily, regular exercise and good sleep.

If you follow these few tips, you’ll be able to enjoy your time on the road and work efficiently all while discovering exotic or historically interesting places!

About the author
ProfileRea Gutzwiller translates marketing and technical texts from French, English, Spanish and Italian into German. She has grown up in Switzerland and after graduating at the ETI in Geneva and a couple of years in-house started to travel the world as a nomad translator. She has visited over 20 countries in the last 6 years, which has grown her horizon in many ways and enhanced her world view greatly. Her first article on a nomad lifestyle in a series of four has recently been featured in the first edition of connections. You can follow her on Twitter and Facebook.

Guest post: Alimentação saudável como freelancer

Sejam bem-vindos de volta a mais uma publicação convidada!

Tivemos uma pequena alteração este mês: a publicação convidada trocou de data com a entrevista. Portanto, teremos a série Greatest Women in Translation no dia 10, com a Alison Entrekin.

É com grande prazer que apresento a vocês minha nutricionista, Cyntia Galante. Como não só de tradução vive o tradutor freelance, resolvi convidá-la para falar sobre alimentação saudável.

Seja muito bem-vinda, Cyntia!

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Imagem fornecida pela autora.

Trabalhar em casa e me alimentar bem? Como?

Que a alimentação saudável deve fazer parte da nossa rotina todos já sabem, mas por quê? O alimento é responsável pela prevenção e tratamento de doenças, bom desempenho na atividade física esportiva, controle do peso corporal, estados de alergias e intolerâncias alimentares e redução de fatores de risco para doenças crônicas. Alimentação também é parte importante do tratamento de doenças, como hipertensão, diabetes, dislipidemias, cardiopatias, doenças renais, hepáticas, etc. Com o passar dos anos, o corpo sofre transformações. Além disso, o sedentarismo tem se tornado constante, principalmente entre os adultos e idosos.

Mas como manter uma alimentação saudável nos dias de hoje, principalmente com pessoas que têm seus escritórios instalados dentro de casa?

Separei algumas dicas pra vocês conseguirem se organizar melhor!

  • Organize os horários das refeições: comece com a primeira refeição assim que você acorda e tente organizá-las de 3 em 3 horas. A rotina de horários fará com que você sinta fome em horários mais padronizados evitando, assim, possíveis beliscos fora de hora ou longos períodos em jejum.
  • Coloque o seu celular para despertar no horário das refeições. Quando nos envolvemos com o trabalho, é comum nos esquecermos do tempo e, quando percebemos, o dia já acabou e fizemos apenas uma refeição.
  • Planeje as refeições do próximo dia na noite anterior. Isso minimiza a possibilidade de beliscos por falta de ideia do que escolher para comer ou falta de opção saudável.
  • Tenha sempre o planejamento de todas as refeições da semana, principalmente se você cozinha e almoça e janta em casa. Vá ao supermercado com uma lista de compras semanal e compre apenas o necessário. Quanto mais planejada a sua compra de supermercado for, menos tentação você terá em casa, além de não correr o risco de ficar sem nada para preparar e acabar pedindo algum fast food.
  • Hidrate-se!!!! Água é fundamental para o bom funcionamento do cérebro, portanto, trabalhamos melhor quando estamos hidratados. A recomendação de água é de 0,045 ml x kg (por exemplo, uma pessoa que pesa 65 kg deve ingerir 2,9 litros de água por dia). Essa recomendação pode incluir água e chás distribuídos ao longo do dia.
  • Cuidado com o carboidrato! Você já deve estar careca de escutar essa recomendação, mas a ingestão de pães e farinhas (massas, macarrão) é altíssima em pessoas que trabalham mais tempo em casa, pois o acesso é fácil, e é um alimento rápido e prático para preparar.
  • Pratique atividade física regularmente. O exercício regular ajuda na manutenção do sono. Quando o sono ocorre de forma regular e saudável, temos mais facilidade para manter o peso.
  • Durma e acorde sempre em horários regulares e o mais parecido com a rotina de trabalho de escritório. Acordar por volta de 7h e dormir por volta de 22-23h faz com que tenhamos a liberação hormonal adequada durante a noite e tenhamos um dia mais produtivo.
  • Dê preferência e atenção aos alimentos VIVOS. Alimentos que a natureza nos oferece são sempre saudáveis e com certeza devem ser priorizados em qualquer plano alimentar saudável. Eles estão livres de conservantes, corantes, aromatizantes, realçadores de sabores, etc., produtos esses que a indústria alimentícia usa para produzir a maioria dos alimentos.

Use o alimento como a sua fonte de nutrição e energia. Lembre-se de que o seu corpo é a sua principal ”casa” e que, se ele não for bem cuidado e bem tratado, vai ficar mais difícil realizar tarefas rotineiras. Nosso corpo é o nosso maior bem! Não estamos falando de magreza e padrões de beleza. Estamos falando de SAÚDE. Queremos corpos mais saudáveis para vivermos vidas mais saudáveis e mais felizes!

Como vocês podem ver, uma alimentação saudável aliada a uma vida ativa é fundamental para a nossa saúde, principalmente para nós, tradutores, que temos uma vida profissional tão sedentária!

Muito obrigada por aceitar meu convite e nos dar conselhos tão importantes para uma vida mais equilibrada, Cyntia!

Sobre a autora
Foto Cyntia GalanteCyntia Galante é nutricionista formada pela PUC Campinas em 2005 e pós-graduada em Doenças  Crônicas pelo Hospital Albert Einstein. Atua em consultório na cidade de Campinas, SP, desde 2005 e é Personal Diet desde 2008. Idealizadora do Noiva Slim. Siga-a no Instagram em Cyntia Galante e/ou em Noiva Slim. Curta as páginas dela no Facebook em Cyntia Galante Personal Diet e/ou Noiva Slim. Telefone para contato: (19) 98830-1014.

Why Datasheet Is Not Enough for Today’s Freelancer

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Image provided by the author.

As a freelancer or a small company, your business is closely connected with computers. You receive and fulfill various orders from different clients; your business is prosperous, it grows, and as you gain experience, the amount of orders gradually increases.

You have to find a way to keep records about your tasks, because you have to know exact sums and the currency of payments received, the client who sent it, the files to be delivered, the deadline, etc. This work can be tedious, and, what is even worse, it diverts you from performing your skilled work, as it is not directly connected with the creative/productive side of your business.

At the first stages of your business, an ordinary Excel sheet is entirely sufficient for that. But the more orders you have, the more time you need to spend on accounting. Furthermore, as everyone knows, losing time means losing money. And one day you find that you forget to issue an invoice and a client has not paid you for six months, or you miss a deadline, or you do not remember a contact’s email or phone number, or a client complains about a project you performed a year ago, but you cannot even recall what that project was about, and so on.

In this moment, you try to find a program or a service which can save you from these accounting tribulations. But the first links provided by Google may dissatisfy you, as they can lead to huge and expensive TMS’s. For you, they look like a Ferrari or an Alfa Romeo, when what you need is a Smartcar.

Here is where Protemos comes in handy. It allows you to significantly reduce the amount of time you spend on drudging accounting. It is a solution specifically designed to simplify your business.

Protemos is an online tool. To be more exact, it is a so-called ‘SaaS’ (Software as a Service). That is what determines its advantages. Since full-time internet access is a must in today’s globalized, digital world, ‘onlineness’ is its main benefit. With Protemos, you are not limited by which device or OS you use, or hindered by their file storage and retrieval. On the contrary, you can receive incoming files on your home Windows PC, create a Protemos project on your Android tablet, perform the task on your iMac and then deliver the processed files from your iPhone. All you need is a browser and an Internet connection.

Protemos does all the monotonous tasks for you. It automates the routine actions, reminds you about the assignments and deadlines, stores information about your clients (and possibly vendors) and keeps financial records about costs and revenues.

Yet, it is very simple: you do not need to take a two-week course to learn it. Its intuitive interface lets you get started in no time. All you have to do is create an account and enter data about your clients and/or vendors.

Here is how Protemos looks on a usual laptop screen:

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Image provided by the author.

And here it is on a standard 5.5″ Android smartphone screen:

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Image provided by the author.

Of course, smaller mobile screens do not provide the same seamless experience as PCs. Not all the items fit on the screen and you have to scroll the page to find the option you need. But the main actions are still possible, so you can, for example, accept or deliver urgent files on a smartphone, even when you sit on a bench in a park.

The structure of an ordinary project is straightforward:

  • Receiving files (and possibly creating a quote, if you do not use/have a set price for a client)
  • Creating a project (or converting the existing quote into a project)
  • Uploading incoming files to ‘project input’
  • Fulfilling a task (or assigning it to a vendor)
  • Uploading ready (or received from a vendor) files to ‘project output’
  • Closing a project
  • Issuing invoice(s)

At any moment you can add files, create new jobs, reopen a closed project, and much more. Protemos is highly customizable, because, from the very beginning, it has been developed with flexibility in mind.

The next benefit is pricing. Compared to other systems, Protemos’ rates are very competitive: you will not have to work for it. Also Protemos allow you to receive a referral bonus for involving new users.

And last but not least: Protemos is developing very quickly. New features appear regularly. Some enhancements introduce new features, while others are intended to simplify the interface. The developers readily respond to user’s requests and implement changes in the following builds.

Thus, the main aim of Protemos is to streamline your work processes and free you from boring, routine tasks, so you can spare more time focusing on what is more interesting and profitable for you.

Sign up to try it today!

About the author
vkOver 16-year career in translation Volodymyr Kukharenko advanced from a freelancer to CEO of translation agency and founder of software company. He managed all types of tasks associated with language production: translating and self-training as a freelancer, editing and teaching as an editor, managing the pipeline as a PM. In 2010 he co-founded Technolex Translation Studio and led the company to its current leading positions on Ukrainian market. Having the deep knowledge of the processes in the translation companies and the translation industry as a whole, in 2014 he created Protemos, a software startup to create the new tools for the translation industry which he was missing on his previous positions. By now, the company have released 3 tools: ChangeTracker, Protemos and TQAuditor, and thousands of users are already using them.

Guest post: We need to be taken seriously (in Portuguese)

Um bom dia congelante para você que mora no Brasil e está sofrendo com esse frio fora do comum. Minhas mãos estão congeladas e está sendo extremamente difícil digitar, mas são os ossos do ofício, não é mesmo? 😉

A publicação convidada deste mês, como vocês podem ver, é em português, daquela que ama chocolates e não esconde de ninguém, Mitsue Siqueira.

Seja bem-vinda, Mit!

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Por que você precisa ser levado a sério?

Muita gente reclama que o trabalho do tradutor não é reconhecido nem valorizado pelos clientes e no mercado de trabalho, e que somos cada vez mais subestimados principalmente quando se trata de valores. No entanto, mal nos damos conta de que é igualmente importante educar a cabeça de quem passa mais tempo conosco: nossa família.

Vamos combinar que ninguém merece ouvir dos parentes comentários como “Mas você não trabalha?” ou “Só sabe ficar nesse computador o dia todo!”. Isso para não falar das festas, quando parece que todo mundo se reúne com o objetivo de falar abobrinhas como “Por que você não faz logo um concurso?” ou “Quando vai arrumar um trabalho de verdade?”. Bom, aqui vão algumas dicas para você impor respeito e acabar de vez com essas perguntas nada agradáveis.

Noção do seu trabalho

As pessoas sabem o que você faz? Se não, explique a elas. Você é tradutor, não é professor de idiomas, nem dicionário ambulante nem gramática viva. Você pode até ser professor também, gramatiqueiro ou não, mas é importante fazer as pessoas entenderem que você traduz, e que tradução, didática e linguística podem até se complementar, mas são atividades diferentes que exigem habilidades diferentes.

Respeito ao seu trabalho

As pessoas que moram com você precisam entender que sua casa é o seu local de trabalho. Se você decidiu adotar o seu quarto como home-office, informe que é preciso haver silêncio durante determinado período do dia, com o mínimo possível de interrupções. Se necessário, apele para a personalização de uma linda plaquinha “Estou trabalhando” e pendure na porta do quarto. No pior dos casos, vá de “Não perturbe” mesmo e trabalhe feliz no sossego do seu cantinho.

Respeito ao fruto do seu trabalho

“Tá pensando que dinheiro dá em árvore?” Duvido que você nunca tenha ouvido essa frase de algum parente seu. Então, quando aquela sua tia chata bater na porta do quarto (mesmo com a linda plaquinha personalizada) querendo matar a saudade, fazer fofoca ou simplesmente jogar papo fora, mostre que você aprendeu a lição da árvore que não dá dinheiro e dispense-a educadamente. Afinal, você precisa trabalhar para pagar suas dívidas. Combine de jogar papo fora com ela na hora do almoço, no chá das cinco ou em qualquer outro momento oportuno, mas não na hora do trabalho.

Brincadeiras à parte…

Sim, vamos falar sério agora, muito sério. Como tradutores, enfrentamos uma luta diária para conquistar novos clientes, ganhar valores que correspondam aos nossos esforços, nos destacar em meio ao mercado de trabalho, ser reconhecidos como uma categoria séria (e não apenas como uma profissão “complementar”) e para impor uma série de outros limites que determinam o nosso bem-estar profissional. Se você não consegue organizar uma rotina de trabalho em casa, certamente não terá a estrutura necessária para correr atrás de todos esses outros empreendimentos.

É isso mesmo, impor limites é nosso dever. As outras pessoas pouco (ou nada) sabem da nossa profissão, e isso não é obrigação delas; cabe a nós ensiná-las como a banda toca. Assim como você ensinou que existe um negócio chamado fuso horário àquele cliente que ligou duas ou três vezes durante a madrugada, você deve ensinar que existe um negócio chamado horário de trabalho a quem quer que divida o mesmo teto com você.

Então, ficamos combinados assim: nada de música alta, nada de interrupções desnecessárias, nada de invasões repentinas. Chega, agora não dá mais. Estou trabalhando, mais tarde nos falamos, ok? Afinal de contas, respeito é bom e todo tradutor também gosta.

Muito obrigada por ter aceitado meu convite para escrever aqui no blog, Mit! Principalmente na semana pós-congresso da Abrates, a mais corrida e insana de todas as semanas do ano. Foi um prazer recebê-la no meu cantinho. 🙂

About the author
13453502_438349616364485_156732696_oMitsue Siqueira trabalha como especialista linguístico na Ccaps, empresa brasileira de localização de software, há cerca de cinco anos. Além disso, Mitsue idealizou o Projeto TransMit, uma iniciativa inovadora que visa ajudar tradutores iniciantes e experientes a mapear a qualidade do próprio trabalho por meio de feedbacks linguísticos detalhados e constantes. É formada em Letras (Português-Inglês) pela Universidade Federal Fluminense.

Guest post: Yoga for translators

Welcome back to our guest post series, dear readers!

Our guest today is also from my hometown, Rio Claro (SP, Brazil). She was born in Descalvado, SP, but moved to Rio Claro when she was 5. However, she can actually be considered a nomad, because is frequently moving from one place to another in the world. She has lived for a while in Australia and her last adventure was in India, early this year.

Although being from the same hometown, we actually met on a bus back home from the last Abrates conference (2015), where someone switched seats with her and she ended up sitting next to me. Talk about destiny (or coincidence, whatever you call it)!

Welcome, Sofia Pulici!

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How translators can benefit from yoga

Greetings to all the readers, to my teachers & masters, and to Carol, for inviting me to write this guest post!

Yoga has been a part of my life for nearly six years now. I was first drawn to yoga as a young adult. I liked the fact that it enables you to strengthen and calm the body and mind, and connect with yourself – but it was not until 2010 that I started practicing yoga regularly. Back then, I had no idea that I would benefit so much from it, and that regular practice would have such an enormous impact on all aspects of my life, including my work routine.

Yoga has helped me to become much more aware of my body and mind. As a consequence, I started making changes to my sitting posture and the position of my hands on the keyboard, while working. I noticed that my mind was calmer to reply to emails, communicate with direct clients, colleagues and agents, and reflect on translation options. What amazes me the most is that this all seemed to happen naturally – as my mind became more alert and more aware of what was happening, I started to become more aware of my sitting posture, how my back is supported, how my hands bend or move while typing, how anxious or calm my mind is when faced with the daily workload, etc. This awareness allows me to make instant adjustments, paying heed to what my body or mind is trying to tell me.

For some time now, I have been keen to share all this information with my colleagues and fellow translators, so that those interested in starting this practice might also benefit from it. Below are some of the benefits that can be gained through regular yoga practice:

  • Releasing tension – as translators, we know all about tension, right? Tension can build up in the shoulders, neck and back muscles, in the eyes, even in the brain…
  • Releasing stagnant blood from parts of the body that we do not move constantly – we sit for long hours and, even if we take regular breaks and do physical exercise, we may forget about toes, the back of the legs that are compressed against the chair, etc.
  • Lubricating joints, including hip joints – this improves mobility (remember we experience long periods of sitting!) and helps prevent injuries
  • Strengthening muscles – particularly strengthening the back and core muscles, which helps when sitting for long hours
  • Irrigating the brain – excellent for the long hours of mental processing required of translators
  • Stretching the muscles and spine – also good when sitting for long hours, as it helps  align the spine, and causes energy and blood flow better
  • Massaging internal organs – helping maintain perfect health of the organs, particularly in the lower abdominal region, which are compressed when we remain sitting for long hours
  • Balancing and integrating the right and left hemispheres of the brain – positively influencing cognitive processes, helping with concentration and focus, and enabling us to learn better
  • Releasing gases from the body – which, depending on the foods we eat, can accumulate with long hours sitting down
  • Strengthening eye muscles – with eye cleansing techniques that strengthen the eyes and maintain eye health

Yoga has beneficial effects on the mind, and it helps reduce anxiety and increase concentration. A clearer, calmer mind can be helpful when negotiating with clients or tackling stressful projects. I have learned that, instead of getting anxious, jumping to conclusions, or getting stressed over something a project manager or client has said, for example, with regular practice I am able to recognise these stressful moments more easily, and react more calmly and consciously.

Yoga is not just about assuming certain body postures, called asanas. Other practices, such as meditation, yoga nidra (full body relaxation and deep state of consciousness), pranayama (breathing practice), and mantra chanting, among others, can all help you connect with your body and mind, become more aware of what is happening inside you, and be more in tune with your own personality.

Important notes about yoga:

  • Yoga is not something miraculous or supernatural; it helps you connect with and become aware of your body and mind, and remove the layers (misleading thoughts, habits, patterns) that hide your true essence.
  • Although it is not something supernatural, yoga is a serious, subtle practice and should be practiced with the guidance of a qualified yoga instructor who is serious about the tradition. Unless you have had some training or are an experienced practitioner, you shouldn’t try and practice it by yourself at home or following videos uploaded to the Internet. Neither should you attempt to put your feet behind your head or get into an upside down posture just to show off your flexibility – that’s not what yoga is all about.
  • In order to gain the full benefits, you need practice yoga regularly. It is better to have two regular weekly sessions than to practice yoga sporadically, or at irregular intervals.

Thank you so much for such a lovely contribution to the blog, Sofia! It was a pleasure hosting you and reading your post. Good luck on your next adventure!

About the author
Foto SofiaSofia Pulici is a linguist (MA in Applied Linguistics), and a NAATI- and ABRATES-accredited Portuguese/English translator who will have completed 10 years as a translator in June this year. Her fields of expertise are tourism & hospitality, yoga & spirituality, and migration documents to Australia. As a yoga practitioner since 2010, Sofia is committed to improving her yoga learning and techniques; she has studied Vedanta since October 2015, has been learning the Sanskrit language, and is enrolled in a yoga training program. You can contact her through her translation blog, Facebook page, or LinkedIn.

Guest post: Coworking (in Portuguese)

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Coworking: um modismo benéfico à saúde da tradução profissional

Dizem por aí que procrastinar é o oitavo pecado capital do homem contemporâneo, mas foi mergulhando nessa sina que eu descobri o coworking. Segunda-feira arrastada, Facebook aberto, feed de notícias pra cima e pra baixo, até que bati o olho no post de um colega anunciando que sua empresa estava de casa nova em um espaço de coworking. Curiosa, cliquei na tag do lugar e em um minuto me encantei pela proposta – ou melhor, fiquei obcecada a ponto de isso ter me rendido uma experiência de vida e trabalho fora do país, um par de palestras e um convênio de abrangência nacional para tradutores – nada mal para uma procrastinadazinha, não? E essa brincadeira só está começando. Mas, afinal, o que é coworking?

A resposta objetiva e superficial para essa pergunta é: um escritório compartilhado por profissionais liberais de diferentes áreas.

A resposta aprofundada (e que dá pano para manga) para essa pergunta é: um fenômeno (re)construído diariamente por aqueles que se propõem viver e trabalhar dentro da recém-nascida ordem da economia colaborativa.

Fruto da virtualização e da globalização do cotidiano, os coworkings são, fisicamente, espaços apropriados coletivamente por pessoas com diferentes objetivos de negócio. Assim, também são temporariamente multifacetados, pois o fluxo de integrantes (os coworkers) é dinâmico e variável. Além de oferecer benefícios diretos, facilmente identificáveis – uma alternativa econômica aos custos estratosféricos do mercado imobiliário/ratatá de infraestrutura -, os espaços de coworking também proporcionam ganhos indiretos, sutis e subjetivos por hospedarem diversidade, sendo, na prática, verdadeiros melting pots do empreendedorismo. Logo, são espaços que os tradutores precisam ocupar com urgência para crescer profissionalmente, até porque coworkar é a solução perfeita para fugir do isolamento do home office e fazer um networking saudável e nada forçado.

Foi experimentando essa prática em Buenos Aires que notei o potencial de transformação que coworkar traz aos seus adeptos. Por não estar em casa e por estar pagando pelo uso daquele espaço, chegava para trabalhar de verdade, com foco. Aproveitei também para cronometrar minha produtividade, comprovando na prática de que eu precisava, em média, de quatro a cinco horas bem trabalhadas para dar conta das minhas metas diárias. Isso me deu tempo suficiente para conhecer a cidade porteña com calma, fugindo do óbvio turístico, e, aos poucos, comecei a cultivar minhas próprias raízes no local. Em outras palavras, ouso dizer que consegui me aproximar um pouquinho do famoso work-life balance ao experimentar tocar o meu negócio em um espaço de coworking. E voltei para o Rio de Janeiro obstinada a espalhar a ideia para as pessoas, principalmente para tradutores como eu.

E desse desejo surgiu, há um mês, o Convênio Coworking para os associados da ABRATES e do SINTRA. A proposta é bem simples e está toda resumidinha no vídeo fixado na fanpage do Pronoia Tradutória. Acredito que estamos vivendo um momento definidor para a nossa profissão, que ganhou visibilidade com a chegada dos megaeventos no país. Portanto, está na hora de darmos as caras para o mundo e conhecê-lo melhor: ver e ser visto é um passo fundamental para desmistificar aqueles mal-entendidos acerca do nosso ofício. E esse esforço não é somente uma questão de autopromoção, mas também serve para semear os frutos vindouros de um mercado mais sadio. Afinal, a (in)formação de colegas e clientes é o melhor antídoto para as más condições que enfrentamos no ramo.

Fico contente em saber que já tem colega procurando os espaços conveniados e dando uma chance para essa prática que vem revolucionando a forma como o homem contemporâneo entende o trabalho. Já ouvi por aí que, no futuro, “coworking” não será mais uma novidade, um modismo; será a regra, a lógica “natural” em que a indústria de serviços se organizará. Se essa aposta vingará, só vivendo para saber, mas nada nos impede de já torná-la uma realidade.

About the author
carol1miniCarolina Walliter é tradutora e intérprete no par inglês/português formada pelo Brasillis Idiomas; filiada à ABRATES, ao SINTRA e à IAPTI. Ativa no mercado da tradução desde 2010, atua principalmente nas áreas de comunicações corporativas, marketing, turismo e tecnologia da informação. Em 2013, começou a estudar o fenômeno do coworking informalmente, na mesma época em que partiu para sua primeira aventura como nômade digital em Buenos Aires. Relatou toda a experiência no blog Pronoia Tradutória, espaço que idealizou para refletir sobre o cotidiano do tradutor contemporâneo e seus desafios práticos. Além de traduzir e interpretar, também escreve para a Revista Capitolina e para a Traduzine.

Guest post: Networking

Welcome back to our guest post series! This is the first one after my holidays, but they already seem so far, far away… I could use some break again, but, hey, the good news is I have a long weekend ahead of me! And this time I’m not working. Yay!

While I enjoy my three days off, I hope you enjoy our next guest post, by Alison Hughes.

Welcome, Alison!

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Softly, softly…

Networking: love it or hate it, it is part and parcel of any freelance business.

Does it fill you with dread or do you look forward to getting out and meeting real people in the business world? Have you family responsibilities and/or a limited budget that stop you getting to that all-important client event? Or do you just beaver away on your own and hope you’ll never have to do it?

Changing times

I began freelancing in 1997. At the time it was common practice to work for agencies who all paid roughly the same rate. Life for me was straightforward and I could earn a decent living. But in recent years, with the advent of machine translation and other price pressures, I found I was constantly battling to keep my rate and I knew I had to do something.

Although I had always been an active member of ITI and its local networks, I decided to specialise and up my marketing and networking endeavours. But where to begin? It was obvious I was going to have to go further afield to meet potential clients.

I decided to invest in one main conference a year plus a visit to my source language country, France, but beyond that I had a very limited marketing and CPD budget.

So I started looking for local events in my specialist areas and was astounded at how many there were. And most were either free or inexpensive.

But what is the value of a local event if you don’t live in your source language country? The chances of finding potential clients at these events can be fairly slim. So is there really any point?

If you specialise, I believe there is.

Why?

1) These events are wonderful learning opportunities. Listening to experts talking enriches not only your knowledge but also your vocabulary. The more you attend, and the more you learn, the more you gain the confidence to use the correct terms in your own translations. And clients are going to love a translator who speaks their language.

2) I won’t use the stereotype of the introvert translator but – let’s face it – we do spend a lot of our time alone in front of our computers so even the best communicators don’t get much face-to-face interaction. And often the pressure to make a good impression leads to panic and, ultimately, disappointment, when we attend a networking event.

However, if you know you are unlikely to come face-to-face with the ideal potential client, the pressure is off. You can be yourself, talk about your business naturally and listen to what other people say about theirs, without the worry of saying something that will ruin your chances.

3) While you are there you can use the opportunity to promote the translation industry as a whole. At smaller events you will be asked to introduce yourself and I always say:

‘I am a French to English translator working mainly for the creative industries. So this event is an excellent opportunity for me to learn about your industry and to reassure you that excellent, specialist translators are here to stay. Contrary to what you might think, we won’t be replaced by machines any day soon.’

4) And if you do this often enough, when you do splash out on an important industry event, networking will have become second nature. You will have some first-hand knowledge of the industry, you will speak their language, and you will have the confidence to approach important potential clients.

An example:

The Glasgow University College of Arts organises an annual industry day. This year I went to a breakaway session by the dress and textile department. As fashion is one of my specialist areas, this was of particular interest to me and I learnt a lot about Paisley pattern shawls and Singer sewing machines, both local to me in Glasgow. Also, one of the speakers happened to mention she had a background in fabric design and I happened to have a question I could ask her. We have now made contact so I have someone to approach with future queries.

Next month I have invested in the Costume Society Conference in London. I now feel confident I will be able to converse knowledgeably about at least one area of dress and textile design that will perhaps even be new to other attendees. It doesn’t make me an industry expert but does show that I’m taking a close interest.

So now with my well rehearsed introduction, my little bit of knowledge, and my practice networking at much smaller events, if I do come face-to-face with the ideal client, I would hope to be able to handle the situation professionally and see a return on my investment.

Soft networking

Yes, there’s even a term for it. Indeed, any sort of business ‘socialising’ without a strategy or strict targets probably qualifies as soft networking. Engagement on social media is another example.

Have you tried the ‘softly, softly’ approach?

Thank you so much for accepting my invitation to write a guest post for our blog, Alison! It was a real pleasure hosting you.

Alison has also kindly written a poem about the topic. Here it is:

Networking

Of course I’ll go, it’s something new
And definitely time my business grew

The event is free so that’s a plus
Networking? Don’t understand the fuss

I’m no shrinking violet, or so I’m told
So what’s the problem for one so bold?

New cards, nice suit and business head
I’m ready for action… what’s that you said?

No, it’s my first, of many I hope
It won’t be easy but I’m sure I’ll cope

Damn and blast it where’s the map?
Not yet a panic, just a bit of a flap

OK I’m not early, but not that late
Just remember it’s not a date

No-one is waiting just for you
But, oh my God, what do I do?

With a beating heart of increasing pace
I scan the room for a familiar face

I’m on my own, there’s no other way
I’ll just have to think of something to say

I approach a group deep in conversation
But stop in my tracks as the topic’s inflation

Deciding I need some time to think
I head for the table to have a drink

I grab a water and down it in one
Desperately fighting the urge to run

Group number two looks a better bet
Just need to do it, no time to vet

‘Do you mind if I join you?’ I say to be nice
It does the trick and breaks the ice

‘My name is Jan’ one says with a smile
Is this your first event in a while?

‘Yes’ I say, ‘well to tell the truth.
First event ever, shaky hand’s the proof.’

‘Only my second so I feel your pain.
But little to lose and lots to gain’

Her words of encouragement are all I need
I join the group and am soon up to speed

Explaining the work of a freelance translator
I discover a client who may need me later

Cards are exchanged and it’s time to move on
Somehow I no longer feel so forlorn

It certainly wasn’t as easy as expected
But a couple more and I could have this perfected.

So, did you like it? Nice, huh? 🙂

About the author

After 17 years in the wines and spirits industry, Alison Hughes embarked on a freelance career and is now a French to English translator and copywriter for the creative industries. Her specialisms are food and drink, fashion and cosmetics, tourism and the arts. She has been coordinator for the ITI Media, Arts & Tourism network since 2010.

This guest blog post expands on one of the points of the talk Alison gave at the 2015 ITI Conference in April: It’s not what you spend but the way that you spend it.

You can contact Alison on her website, Facebook, Twitter (@AHcreattrans) or LinkedIn.

Guest post: Keeping our well-being as freelancers

Dearest readers, here we are again with yet another lovely guest who has kindly taken the time to write something interesting and really useful to us, freelancers. It is not all about productivity, feedback, quality and stuff, but also about quality of life.

Welcome, Laura!

Meditation-2

Zen and the art of translator’s maintenance

Being a professional is hard in this day and age. Being a sane, well-rounded professional (and human being!) is even harder.

As independent workers we often face high levels of stress, having to deal with deadlines, customers’ demands – and the occasional slump, when work suddendly slows down and we are left worrying and wondering about the “if” and “when” of the next assignment.

As people often working from home (and thus mostly alone) we are indeed free to set our own hours, arrange our work environment as we please, and even decide to go working someplace else (a café, a park, a co-working space), if we feel like it. The possible downsides are a sense of solitude and isolation; the long hours spent sitting; a certain laziness which tends to creep on us and leave us unfit, tired, with a (long) list of aches and pains, from the back to the wrists to the neck.

All these things take a huge toll. Especially when you happen to be a professional translator in your late thirties (very late: I will be 40 in a few months!), who is been doing this job for about 15 years.

I love being a translator, and I don’t think I could do anything else. But a few years ago I came to realize that, if I wanted to keep doing this as long as possible, and conserve my sanity, and the use of my limbs, in the process!, I would have had to do something, and fast.

Obviously I am not an expert. What follows is simply a recount of my experience, which I think could be beneficial to our colleagues – and to anyone who is an independent professional and is forced to work long hours in front of the computer.

What seemed particularly apparent, and thus urgent to counteract, were the effects of the job on my body. First of all, I was getting fat and unfit. There were periods of time when I indeed went to the gym, to do weights, or some classes (which I didn’t particularly like); but those twice or thrice a week outbursts didn’t seem to do any spectacular difference. The simple truth I didn’t actually grasp at the time was that they simply couldn’t: I was too un-active, much more so than the average person, who at the very least has to leave home everyday, take a walk to get to the office, to get some lunch, to reach a bus stop. Things I didn’t do, for obvious reasons.

So, going to the gym a couple or even three times a week had costed me (in terms of time, effort, willpower, and also money), without making any perceivable difference. Understandably, I would get discouraged, and stop. And then, after a while, I’d feel lazy, heavy, guilty, aching, and start again. In a sense, the very definition of madness 😉

How did I break the circle? Three years ago, I started running, almost by chance, following a very well-known interval plan for absolute beginners, called C25K.

I loved it from the start: it was easy, it gave me structure (which I very much need), and I saw progress right away.

Initially the intensity wasn’t high enough to give me results in terms of weight loss, or real physical fitness: but it didn’t matter, because for the first time I loved what I was doing. I would go running three days a week, sometimes even more often, just for the sake of it: not because I had to, or to obtain some kind of result (which was way too soon to get anyway), but because I wanted to. And this made the real difference.

Fast forward to a couple of months later: I easily ran 5k without any walking break, I started to tackle longer distances. It was pure bliss. Running regularly I finally got to counteract those long hours in front of the computer. I wasn’t un-active anymore: I was a runner!

After a while, I started to see the difference in terms of my body changing. But I also realized running had become my go-to method to sort problems out, work-related or otherwise: I went out the door all stressed out, my brain swirling with things to do, decisions to make, upset with a customer, or with the feeling I couldn’t manage a particular issue. And I came home perfectly calm, my mind finally at rest, and more often than not with a clear solution for that “insolvable” issue.

After a while, I decided to combine running with Pilates: something low-intensity (or so I believed…), which gave me the opportunity to train the whole body, and get more flexible. For a couple of years, I trained five or six days a week, happily alternating the two disciplines.

About a year ago, my love story with running, sadly, came to a halt, due to a pretty serious injury. For a while I tried to ignore it, but obviously that was not the way to go. I was devastated (and I don’t use the term lightly): I was addicted to running, I missed it badly – and I had to rethink my whole training plan.

The upside: I realized I couldn’t stop doing physical activity regularly. Not only because I didn’t particularly fancy the idea of becoming fat and lazy again (!), but also because it was now part of my life. In a way, running was my gateway drug!

I tried a few things, made some experiments, mixed and matched different activities. Now Pilates is a big part of my routine, including a one-hour-a-week-one-to-one workout with my instructor and the aide of a few torture instruments – like the reformer (!); together with a few shorter, high-intensity cardio workouts. Oh, and I also go out for a run once in a while: luckily, endorphines don’t know the difference between 20 kilometres and 2 😉

Bottom line: I am happier, more productive, less stressed out, more able to deal with all the daily challenges of our profession, physically and mentally. Added bonus: I now have a standing desk, so… no more sitting for me!

… And the translator lived happily (and fit) ever after?

Not exactly.

As I was saying, all this activity had a pretty good influence on my mood and my state of mind, but in a way that was quite ephemeral. Maybe as a consequence of getting old(er), I felt the need to take care of my mind in a more deliberate way, and I found it in meditation: more specifically, in an app (if you’re curious, it’ s called Headspace).

Yep, as you can very well imagine there’s an app for that. This could sound counterintuitive, and I know it’s perfectly possible to take on meditation without anything of the sort (without anything, really!): but as I said I am the kind of person that needs structure, a plan, and some guidance, to form a habit – and Headspace gave me just that.

Again, I am really new at this. I have been meditating steadily for just a month now, starting with 10 minutes a day and progressing to 15 and now 20. I was skeptical, to be honest. I am really NOT the kind of person you think about when you picture someone who practices meditation; quite the opposite! And maybe that’s exactly why I should not have waited so long to try it…

The first 10 to 14 days, I got a few odd reactions. Strange, localized aches and pains which came and went in half a day or so. One morning I woke up with a swollen eyelid, without any soreness or pain; the swelling was gone the same evening.

I was a bit baffled to say the least. I can’t be sure, of course, that was indeed my body releasing tensions and stress; but it was definitely strange (and it’s completely gone now).

I also won’t say that I am a different person – that I am calm, enlightened, mindfull all the time. Far from it.

But I do feel a difference. I feel that this practice is indeed beneficial for me, that I am making progress (even if it’s not quite the right term to use in association with meditating!). I catch myself being lost in thoughts during the day, and trying to be more mindful; when working, when talking to a client, replying to a particularly upsetting e-mail, reacting to a problematic situation with an assignment – and the same applies to personal relationships.

I have the distinct feeling that I am indeed “training my mind”. Nevertheless, I wouldn’t be able to pinpoint exactly which are these benefits, how specifically meditation is beneficial for me, when in particularly I have seen my new, “trained” mind put to the test.

I am very much glad to have started it though, and I am looking forward to continue practicing in the future. Also, it’s not a training I will have to stop anytime soon due to an injury, or so I hope! 🙂

Looking back, I am starting to see I have been following a kind of path. It certainly would have been better if I had started taking care of myself sooner, but all in all I am pretty happy. And I hope I’ll be able to keep on translating (and standing up!) for many many years to come.

What’s your way to take care of yourself, body and mind? Do let us know in the comments!

“Time and health are two precious assets that we don’t recognize and appreciate until they have been depleted” – Denis Waitley

Thank you, Laura, for accepting my invitation and kindly taking the time to write about what worked out for you to our readers! Working as a freelancer can be really dangerous, because we can simply get used to staying at home, sitting in front of the computer all day (and night) long, eating like a pig… However, sitting for that long can be really damaging to our health, and we have to do something before it’s too late. I’m also addicted to running and going to the gym, and I have learned to take good care of what I eat as well. 🙂

We would love to read what your healthy daily routing is: what sport do you enjoy practicing? What healthy activities/practices have you adopted to mitigate potential health issues? Do you follow a healthy diet?

About the author
elle_NYLaura Dossena has been working as a professional translator into Italian since 2000; she is madly in love with translation, and also has a passion for technology, writing, and minimalism (and running, and Pilates). She’s always on the lookout for new ways and new tools to increase the quality of her work and the level of satisfaction of her customers. You can find her on Twitter and on Facebook. Her web site (and blog) can be found here: http://www.elleditraduzioni.it.

Por onde começar?

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Tardei, mas não falhei! Cá estou com a minha primeira publicação mensal, em português.

Há aproximadamente um mês, recebi uma mensagem pelo site de uma pessoa que assistiu à minha palestra no Congresso da Abrates deste ano e que tem interesse em se tornar tradutora, mas não sabe como. Como acredito que as dúvidas dela possam ser as de muitas outras pessoas que têm interesse em entrar na área, decidi respondê-las aqui no blog, assim elas ficam mais acessíveis.

  1. A criação de um nome para a minha marca como uma sigla soa profissional ou devo usar uma palavra mesmo?
    Sim, claro! Obviamente, contanto que a sigla não soe estranha ou ofensiva em nenhuma cultura. O nome pode ser uma sigla, um dos seus nomes próprios ou o seu nome completo, ou até mesmo um nome criado totalmente do zero. O importante é considerar todos os fatores, como a imagem que ele passa para pessoas de qualquer cultura, a facilidade de pronunciá-lo e escrevê-lo, a não existência prévia dele, etc. Leve sempre em consideração seus possíveis clientes (e as culturas deles), seus valores, suas características e sua preferência, é claro.
  2. Como faço para começar a divulgar meu trabalho? Você acredita que seja uma boa ideia começar a divulgar em algumas faculdades aqui de minha cidade, para fazer traduções de monografias e textos acadêmicos, ou devo procurar outro público?
    Você conhece as particularidades da escrita acadêmica nos idiomas nos quais pretende trabalhar? As regras são diferentes da escrita usual e também são diferentes de acordo com o idioma.
    Você conhece as áreas com as quais pretende trabalhar? As áreas podem variar desde assuntos mais gerais a outros bem específicos, como biologia, engenharia e física. Como textos acadêmicos e monografias/teses e afins são direcionados e detalhados sobre um assunto específico, é necessário ter pelo menos certo conhecimento ou estar preparado e disposto para pesquisar bastante e aprender.
    Você pode começar pesquisando agências de tradução. Elas sempre são um ótimo ponto de início. Você pode encontrá-las em buscas no Google ou em grupos de tradutores, ou mesmo obter indicação de outros tradutores que já trabalharam ou trabalham com agências. O importante é sempre pesquisar sobre a agência antes de enviar seu currículo para saber com quais idiomas e áreas ela trabalha e se é idônea. Envie o currículo para cada uma separadamente, de preferência, citando o nome da pessoa responsável pelo recebimento de currículos, fazendo uma breve apresentação sua já no corpo do email.
  3. Quanto cobrar pelo serviço? Não tenho ideia de onde começar nem de como e quanto cobrar dos clientes. Por exemplo, quanto você acha justo cobrar por um abstract de monografia e pela tradução de textos acadêmicos?
    Não tenho a fórmula mágica, pois não existe uma. Cada tradutor cobra um valor e cada cliente é um caso diferente. No caso de agências, muitas vezes, quem estipula o preço são elas. O importante é você ter uma ideia do seu valor mínimo e não aceitar migalhas.
    Eu, pessoalmente, comecei ganhando R$ 0,03 por palavras do material original. Um mês depois, a agência aumentou para R$ 0,05. Cerca de um ano depois, comecei a receber R$ 0,07. Hoje, meu valor mínimo por palavra para clientes brasileiros é de R$ 0,11. No entanto, varia de acordo com o cliente. Se eu não me engano a tabela do Sintra sugere R$ 0,35, ou seja, como você pode ver, há uma variação muito grande.
    Tente sempre negociar os valores oferecidos pela agência. Na pior das hipóteses, você ouvirá um “não” e decidirá se aceita a proposta deles ou não. Com o tempo, veja qual é sua produtividade de palavras por dia a fim de calcular um valor por palavra com base nas suas necessidades financeiras.
  4. Devo solicitar o recebimento do pagamento antes de fazer o serviço ou depois?
    Depende. Repito, no caso de agências, são elas quem mandam e você tem que aceitar. O prazo normalmente varia de 30 a 60 dias após a emissão da nota fiscal. No caso de clientes diretos, se o cliente é novo, sempre peço parte do valor total (30 ou 50%) mediante a aprovação da cotação e estipulo que só iniciarei a tradução quando confirmar o recebimento desse valor inicial. O restante, nesse caso, solicito que seja pago mediante a entrega do material traduzido. Se eu já conheço o cliente, solicito o pagamento em até 30 dias corridos após a entrega do material traduzido. No entanto, alguns pagam em até uma semana.
  5. Qual é a forma de pagamento que devo oferecer (depósito em conta ou alguma outra forma)?
    Eu particularmente só recebo pagamentos nacionais por depósito ou transferência bancária e internacionais pelo PayPal. Desconheço tradutores que utilizem outra forma de pagamento nacional, como cartão de crédito ou boleto.
  6. Devo estipular um prazo de entrega do serviço de quantos dias ou baseado em quê?
    Isso dependerá totalmente de você. Você precisa saber sua produtividade diária para estipular o prazo de entrega. Se você ainda não tiver absolutamente nenhuma ideia de qual seja sua produtividade diária e precisa estipular um prazo, sugiro que considere cerca de 1.500 a 2.000 palavras por dia. No início, é melhor pecar pelo excesso de cuidado do que pela falta dele e acabar não conseguindo cumprir o prazo, prejudicando sua imagem. Sempre inclua um ou dois dias a mais no prazo, a fim de evitar eventuais problemas. Quando tiver outros projetos em andamento, considere-os também. Aliás, há vários outros fatores a serem considerados, como o par de idiomas (versão ou tradução?), a área do material, o tipo de arquivo, a ferramenta a ser utilizada, se houver, além de outros fatores, como feriados, fins de semana, etc.
  7. A entrega do material traduzido deve ser feita impressa ou digitalizada?
    A tradução só é entrega impressa no caso de traduções juramentadas. Em todos os demais casos, o recebimento e a entrega dos arquivos são feitos por email ou outra forma de envio online.
  8. Você acha que é importante fazer estágio em uma empresa de tradução ou apenas a experiência da prática já é suficiente?
    Eu acredito que qualquer tipo de experiência seja de extrema importância para o aprendizado pessoal. Um não desmerece o outro, mesmo porque o estágio não deixa de ser uma experiência prática. No entanto, é preciso ter cuidado com o termo “estágio”. Contanto que ele seja remunerado, não há problema. Jamais aceite trabalhos não remunerados, exceto se forem voluntários e por uma causa.
    O que normalmente acontece é que muitas pessoas começam trabalhando dentro de agências exatamente por não encontrarem oportunidades como freelancer no início. Algo que também é válido, pois se aprende muito dentro de agências.

Essas eram as perguntas (um pouco reformuladas). Espero ter conseguido responder claramente a elas e que eu tenha ajudado a pessoa em questão, assim como outras.

Outras dúvidas?