Guest post: Sign language (in Portuguese)

Our guest today, Silvana Aguiar dos Santos, will talk about the education of sign language interpreters in Brazil.

Welcome, Silvana!

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Desafios e reflexões sobre a formação de intérpretes de Libras/português no Brasil

No Brasil, a presença de intérpretes de Libras/português tem sido cada vez mais frequente nos diversos espaços da sociedade. Essa visibilidade conquistada por esse profissional nos últimos anos é consequência, em grande parte, das políticas linguísticas adotadas pelo governo brasileiro em relação à Língua Brasileira de Sinais — Libras. Ações como sua inclusão como disciplina curricular dos cursos de licenciatura e de fonoaudiologia, a criação de cursos de licenciatura e bacharelado em Letras-Libras, bem como a inclusão de pessoas surdas no sistema regular de ensino, ou ainda a difusão de uma educação bilíngue para surdos, são alguns dos fatores que contribuíram para o aumento significativo de intérpretes de Libras/português no mercado de trabalho brasileiro.

Quando abordamos o percurso de formação vivenciado por esses intérpretes, é possível observar que estamos em uma fase de transição entre diferentes contextos sociais, assim como em uma fase de articulação desses profissionais com os Estudos da Tradução, por meio de ações de cunho político e acadêmico. Há uma nova configuração do trabalho desse profissional, que passa a atuar de forma cada vez mais frequente em espaços acadêmicos. Além disso, vários cursos surgiram ao longo das últimas décadas a fim de qualificar esses profissionais, como os cursos livres de curta duração oferecidos pelas associações de surdos e/ou pela Federação Nacional de Educação e Integração dos Surdos (FENEIS) em parceria com universidades ou órgãos do governo.

Recentemente, o curso de Bacharelado em Letras-Libras iniciado no ano de 2008 pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em parceria com outras instituições, na modalidade de educação a distância, foi um dos marcos no percurso de formação dos intérpretes. O curso tem o objetivo de formar esses profissionais conforme preconiza o Decreto-Lei nº 5626/05, que regulamenta a lei de Libras 10.436/02. O foco principal de formação desse curso está voltado para o campo educacional, um espaço com grande demanda de trabalho, seja nas universidades públicas e/ou privadas, seja em escolas da rede estadual e municipal em nosso país.

Atualmente, o curso de Bacharelado em Letras-Libras é oferecido pela UFSC nas modalidades presencial e a distância. Além dessa instituição, destacamos a Universidade Federal de Goiás, a Universidade Federal do Rio de Janeiro e a Universidade Federal do Espírito Santo, que oferecem turmas de Bacharelado em Letras-Libras ou Bacharelado em Tradução e Interpretação de Libras. Outras instituições estão em fase de implantação do curso de graduação para formação de tradutores e intérpretes de língua de sinais. E o mercado de trabalho diante desse cenário de ampliação do campo de atuação dos tradutores e intérpretes?

No Brasil, muitos contextos de conferência, por exemplo, demandam o serviço de interpretação de Libras/português, uma vez que a participação da comunidade surda tem aumentado consideravelmente em nossa sociedade, estreitando interfaces de campos teóricos que se estendem desde as ciências humanas até a área de ciências exatas e da terra. Por outro lado, o índice de atuação de intérpretes de Libras/português concentra-se de forma evidente no campo da interpretação comunitária, abrangendo desde os contextos de saúde e jurídicos até o contexto educacional, sendo este último um dos campos mais procurados por tais profissionais. Nesse sentido, algumas ações desencadeadas pelo governo federal têm contribuído para a presença significativa de intérpretes de Libras/português no campo educacional. Um exemplo disso é o capítulo IV do decreto 5626, que aborda o uso e a difusão da Libras e da língua portuguesa para o acesso das pessoas surdas à educação. Esse capítulo apresenta uma série de providências a serem tomadas pelas instituições, dentre elas a necessidade de prover o serviço de tradução e de interpretação de Libras/português nas escolas.

Além desses espaços, aos poucos têm sido implantadas em nosso país as centrais de interpretação de Libras, as quais objetivam garantir o atendimento de qualidade às pessoas surdas em seu acesso aos serviços públicos. Nesse sentido, contextos da área médica ou jurídica, pouco conhecidos e praticados por intérpretes de Libras/português, tornam-se cada vez mais parte do cotidiano desses profissionais.

Diante desse cenário, as oportunidades de trabalho para intérpretes de Libras/português têm aumentado consideravelmente, o que exige um profissional competente e qualificado para atender todas essas demandas. A formação desses profissionais, por meio de cursos de graduação específicos sobre tradução e interpretação, é ainda recente em nosso país. Por exemplo, uma das primeiras turmas de tradutores e intérpretes de Libras/português formada em curso de graduação — o Bacharelado em Letras-Libras promovido pela UFSC — foi em meados de 2012.

A formação especializada desses profissionais é urgente, a fim de se garantirem serviços de qualidade nos mais diversos setores públicos em nosso país. Para promover essa formação, é fundamental problematizar e traçar diretrizes sobre as competências necessárias para a atuação de um intérprete e para cada contexto de atuação. Nessa perspectiva da formação por competências aplicada a intérpretes de Libras/português, elementos como a articulação entre as competências profissional, estratégica, tradutória, linguística e outras que constituem os processos de interpretação são eixos importantes para nortear uma didática de ensino desses profissionais.

Para encerrar, associando a minha experiência pessoal enquanto intérprete de Libras/português e, nos últimos anos, como docente e pesquisadora em Estudos da Tradução e Interpretação de Libras, ratifico a premissa de que prática e pesquisa precisam estar conectadas, articuladas, entrelaçadas para que de fato a formação de intérpretes se efetive e seja profícua. Considerar as experiências empíricas como parte constituinte da formação desses profissionais em consonância com os aspectos conceituais e as interfaces dos Estudos da Tradução é um dos primeiros passos para que tenhamos subsídios consistentes no processo de formação de futuros profissionais conscientes e qualificados para o exercício de suas funções.

Thank you, Silvana, for accepting our invitation and kindly contributing to our blog. 🙂

About the author
SILVANA AGUIAR DOS SANTOSSilvana Aguiar dos Santos é professora adjunta no curso de Letras-Libras do Departamento de Artes e Libras, pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina no campo de conhecimento: Estudos da Tradução e interpretação de Libras. Doutora em Estudos da Tradução e Mestre em Educação pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), graduação em Educação Especial pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM). Tem experiência na área de Estudos da Interpretação, Políticas da Tradução e profissionalização de intérpretes de língua de sinais no ensino superior. Atua como vice-líder do Grupo de Pesquisa em Interpretação e Tradução de Línguas de Sinais – InterTrads.

How (not) to connect with people on LinkedIn

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Ok, I’m being repetitive and insisting on a subject that has already been covered many times by other people (not only translators), including myself. However, I hope that, someday, somehow, people might start realizing they are doing it wrong. Yes, I know, I hope too much. Nevertheless, if every time I tackle the subject I am able to change one single person, I’ll be satisfied. So here we go again.

LinkedIn is the largest social network on the Internet exclusively aimed at professionals where you can show your resume, career and educational background, work portfolio, connect with other professionals, join professional groups, follow companies. The problem is people think it is just like any other social media platform and do not treat it with the ethics and professionalism it requires.

As its own slogan says, Relationships Matter, therefore, the aim of the connections you make on the platform is not only to add up to your network in number and show you are well-know and know plenty of people. Do you walk around the streets asking unknown people to be your friend? I hope not. Otherwise, you’ll look like a freak. At work, if you want to be someone’s friend, you introduce yourself to the person and tell them why you’re approaching, right? So why not behave the same way on LinkedIn? According to Milton Beck, Talent Solutions Sales Director at LinkedIn Latin America, no behavior you would not have in person is accepted on a LinkedIn contact.

Therefore, do not add any random person just because you thought they were good-looking or influential, or even only because they have the same job as you do. Please, don’t, seriously. If you really want to add someone to your network who might not know or recognize you, introduce yourself and explain why you would like to add them to your network before actually doing so. You also have the option of sending a message with the request, so the person can read your introduction before completely ignoring it for not knowing you (something most professional people on LinkedIn do, including me). Besides being polite, this attitude calls the attention of the person to you, who gets to know you a little better, instead of only accepting another random person that will get totally lost in the middle of hundreds or thousands of other connections.

It’s better to have a few quality connections than a lot of random connections. Do not look unprofessional, only add people you know and always send introductions with your friend requests! Afterall, it’s your professional image at stake, not your personal one. It could cost you job opportunities.

Guest post: A translator tale (in Portuguese)

Today’s guest on our series is Van Lee Pereira. And his contribution to our blog is one of his translator stories.

Welcome, Van Lee!

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Desliga você primeiro

Sabe aquele casal de namorado, que está bem no comecinho do relacionamento, em que tudo é um mar de rosas, tudo é belo, tudo é lindo, não tem brigas nem discussões?

Sabe quando o casal fica horas e horas no telefone e fica falando um para o outro:

— Desliga você primeiro.

— Ah, não desliga você.

Como estamos na era das mensagens, agora a conversa é:

— Ah, não, só mais cinco minutos…

Enfim, aconteceu algo parecido comigo na área da tradução. Calma, eu não me apaixonei pela cliente não.

A história é a seguinte: eu estava bem no comecinho da vida de tradutor freelancer, recebo email de uma pessoa física que queria serviço de tradução. Pessoa física é sinônimo de dor de cabeça. Depois eu explico.

Orçamento feito, autorização para traduzir e mãos à obra.

Quando terminei a tradução, começou a “história de amor”. Mandei um email dizendo que eu finalizei a tradução e disse:

— Envio a tradução depois que for feito o depósito do dinheiro.

Ela respondeu:

— Só faço o depósito do dinheiro depois que eu receber a tradução.

— Não. Primeiro você deposita o dinheiro que eu te mando a tradução — eu falei.

— Não. Primeiro me manda a tradução que eu faço o pagamento.

Segundos depois ela me disse:

— Qual a garantia que eu tenho de que eu vou receber a tradução quando eu fizer o pagamento?

— E qual a garantia que eu tenho de que eu vou receber o dinheiro assim que eu enviar a tradução?

— Quem garante que eu não vou levar calote? — ela falou.

— E quem garante que EU não vou levar calote? — repliquei.

— Desculpe-me pela desconfiança. É que uma pessoa fez uma tradução para mim, eu fiz o pagamento antecipado e acabei levando calote.

— Olha que coincidência. Eu fiz uma tradução, enviei antecipadamente e também levei calote.

Lembra que eu falei que depois eu explicaria por que pessoa física é sinônimo de dor de cabeça? Acho que não precisa explicar mais não, né? Depois de mais de 30 emails trocados (romântico, né?), ela falou:

— Eu to indo ao banco agora depositar o seu dinheiro. Assim que eu te mandar o comprovante, você me manda a tradução, ok?

Pronto. Problema resolvido. Ela me pagou e eu mandei a tradução para o email dela.

CONCLUSÃO: Tradutores autônomos costumam trabalhar para pessoas jurídicas, em que o risco de calote é bem menor. Eles atrasam, mas pagam. Ao trabalhar com pessoa física, vou dar o conselho que eu recebo de 99,99% dos tradutores: PAGAMENTO DE 100% OU METADE NO COMEÇO E METADE NO FIM DA TRADUÇÃO.

About the author
559370_363833923705074_1677243991_nVan Lee Pereira é formado em Letras português/inglês pela Faculdade Evangélica de Brasília e pós-graduado em Tradução inglês/português pela Universidade Gama Filho. Trabalha nos pares de idiomas inglês e espanhol para o português desde 2012 e atualmente trabalha como tradutor e revisor no Ministério do Turismo.

Parla che ti fa bene!

If you are a translator and a blogger, you must already know today is the Day of Multilingual Blogging 2014, so I decided to write our weekly post today in Italian, one of my work languages, but one in which I never write (I only translate from Italian into Brazilian Portuguese). Therefore, please bear with me if I make any mistakes or if I write as a 9-year-old child. :/

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Nell’università, ho avuto la possibilità di scegliere tra l’inglese o il francese come la mia prima lingua di studio e tra l’italiano o lo spagnolo come la seconda lingua di studio. Ho scelto l’inglese e l’italiano. L’italiano perchè sono di origine italiana e ho sempre amato la lingua. Per me, è la più bella, con i suoi suoni e ritmo. Quando un italiano parla, sembra que stia cantando. Mi piacerebbe parlare l’italiano come parlo l’inglese. 😦

L’italiano, come il portoghese, è un lingua latina, quindi, loro sono simili in molti aspetti. Anche noi brasiliani non siamo molto diversi dagli italiani. Parliamo ad alta voce, usiamo le nostre mani per parlare, gesticolando… Questo perché avevamo gli immigrati italiani in Brasile nel fine del secolo 19, inizio del secolo 21, sopratutto nel sud e nel sudest. All’epoca, circa 15% della popolazione brasiliana era italiana.

Oggi, una grande quantità di brasiliani (nel sud e nel sudest) provengono di origine italiana.

Questo è tutto per il mio italiano. 🙂

Puoi trovare alcuni altri articoli interessanti in italiano qui sotto per il vostro riferimento.

L’Italia e suoi infiniti dialetti
L’invisibilità del traduttore
Qualità e tariffe: pagare poco è davvero conveniente?

Guest post: Fernando Pessoa translator

Are you ready for another lovely guest post? Today, I’ll keep a bit of a secret and will not introduce our guest. Read on and you’ll find out who she is at the end. 😉

Welcome, my dear secret guest!

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Fernando Pessoa: Portuguese writer, poet, literary critic and… freelance commercial translator

When Caroline asked me to write something for her blog, I was happy but also a bit undecided. What could I write for her blog? I needed something that would resonate with her readers. Definitely not the kind of things I blog about… J It had to be good, serious, interesting and relevant to the blog of a talented young lady translating to Brazilian Portuguese.  And then it struck me. It had to be about a writer that has always intrigued me: Fernando Pessoa. Considering that the 30th of November marks 79 years from his death and we are in November now, I told Caroline I would write about Pessoa.

Fernando Pessoa, one of the world’s most significant literary figures, a writer, poet and critic, was born in South Africa on the 13th of June, 1888 and died on the 30th of November, 1935.

Do you know him?

I am sure you do.

But do you know he was also a translator?

Okay, many writers translate. It’s in the nature of translation. Translators write. Translation is the par excellent conduit to writing.

But, as I did some googling around to see any interesting facts about Pessoa, I stepped on an article about a slogan… yes, a slogan, he wrote for Coca-Cola!

And at that moment I was sure this was the topic I would write for Caroline.

So, let’s take a gander at some facts about him as a person and a writer that I think could resonate with most translators and, of course, writers.

  1. Pessoa was trilingual. He spoke Portuguese, English and French. According to Wikipedia he translated from English and French.
  2. He was raised in South Africa and moved to Lisbon, Portugal when he was 17.
  3. While attending the Durban Commercial School, he started writing short stories in English, some under the name of David Merrick, many of which he left unfinished.
  4. Pessoa used pen names from an early age. He later called them heteronyms instead of pseudonyms. Besides his own name, he made up round about 72 more!
  5. In a letter to a schoolfellow Pessoa complained of “spiritual and material encumbrances of most especial adverseness.”
  6. Pessoa was a loner and he was fearlessly communicating this through his writing. I have been considering Pessoa to be an extreme pessimist but it depends on how you want to look at it and on whether you are a pessimist or an optimist yourself. This is one of the things that strike you evident in his writings and his choice to create characters and heteronyms.
  7. The same schoolfellow writes that Pessoa “took no part in athletic sports of any kind and I think his spare time was spent on reading. We generally considered that he worked far too much and that he would ruin his health by so doing.”
  8. A turn of events forced him to drop his studies and following his return to Lisbon at the age of 17, he complemented his British education with Portuguese culture, as an autodidact.
  9. In 1909, he set up his own publishing house, the «Empreza Ibis», with money he inherited from his grandmother. His business closed down one year later.
  10. Along with other artists and poets, he created the literary magazine Orpheu. He also founded the «Art Journal» Athena (1924–25).
  11. Pessoa worked as a freelance commercial translator but he was also a writer and a literary critic, contributing to journals and magazines.
  12. He never left Lisbon since the day he moved there. He wrote a poem “Lisbon Revisited” (1923 and 1926), by his heteronym Álvaro de Campos.
  13. After his family left Pretoria to come to Portugal, Pessoa found himself moving from one rented place to another because of financial troubles and the troubles of the young Portuguese republic.
  14. Bernardo Soares, one of his heteronyms supposedly lived in a world that Pessoa knew quite well due to his long career as freelance correspondence translator. From 1907 until his death in 1935, Pessoa actually worked in twenty one firms located in Lisbon’s downtown, sometimes in two or three of them simultaneously.
  15. “The Book of Disquiet” (Livro do Desassossego: Composto por Bernardo Soares, ajudante de guarda-livros na cidade de Lisboa) is perhaps the most famous book by Pessoa and a best-seller. It was published 47 years after Pessoa’s death. Pessoa was 47 years old when he died. His book was signed under Pessoa’s semi-heteronym Bernardo Soares and it includes a preface by Fernando Pessoa. “The book of Disquiet” is a fragmentary lifetime project and according to Pessoa a “factless autobiography”. Pessoa never edited his book.
  16. According to an article from The New York Times from 2008 Pessoa “remains one of the trickiest and most voluminous legacies among the great writers of the modern era.”
  17. The vast majority of Pessoa’s papers belong to the National Library. The remainder, some 2,700, to the heirs.
  18. Eduardo Lourenço, Portuguese literary critic, said that Pessoa “had a way of being that is distinctly Portuguese… It has to do with everything and nothing — that we Portuguese can have everything, but still feel we have nothing.”
  19. According to Lourenço, Pessoa is “the most tragic of the Portuguese poets…the pleasure of unhappiness is particularly Portuguese.”
  20. His surname in Portuguese means both “person” and “people”.
  21. Pessoa wrote a slogan for Coca-Cola (true!) which had a bad fate. When Coca-Cola decided to launch in Portugal, they asked a company who had exclusive rights to import products from the USA. It so happened that future poet and writer Fernando Pessoa worked in that firm as a translator. The slogan he wrote was “Primeiro estranha-se, depois entranha-se” which would translate to First it amazes you, then it gets into your veins. Pessoa’s slogan was not welcome and had a similar fate to Coca-Cola who eventually didn’t launch in Portugal during that time. This “slogan” story was never revealed until 1992 when a heir of the Portuguese firm where Pessoa worked talked about it during an interview. Pessoa actually risked to be fired because of his slogan (according to this article – in Italian). 

His introversion, solitude, narcissism and inclination to avoid all action and the futility of this world should not be taken heavily. The “Book of Disquiet” is so personal that people who find themselves feel even remotely like Soares might sulk into a psychological state that reverberates that way of thinking.

For this reason, I highly recommend to read this article here. It’s about a writer who gives a very beautiful account on his life through his experience as a reader of this book.

Whatever one might say about this book, I prefer to see beyond it and towards the man who wrote it. A translator, poet and writer, someone who was raised in South Africa but who spent most of his life in Lisbon, an introvert (I’d keep that), a mysterious personality (is Soares really Pessoa?) and Portugal’s most famous modernist poet.

Pessoa’s writings are a reflection of the human soul in its most bare nature. Pessoa is true. He is not lying. Even if he spoke through the voice of the 75 or so characters he invented.

To conclude this rather long post, here are some of his quotes that I find powerful.

No intelligent idea can gain general acceptance unless some stupidity is mixed in with it.

There are ships sailing to many ports, but not a single one goes where life is not painful.

I’ve always rejected being understood. To be understood is to prostitute oneself. I prefer to be taken seriously for what I’m not, remaining humanly unknown, with naturalness and all due respect.

We never love anyone. What we love is the idea we have of someone. It’s our own concept—our own selves—that we love.

In order to understand, I destroyed myself.

At this point, and after reading the last quote which brings to mind that translators are always trying to “understand” things and often stay up all night translating nonstop, I wonder to what extent did Pessoa’s career as a translator influenced his writing… I fear it kind of did but it’s time to call it a night. See?

Thank you, Caroline.

P.S.: To write this post I used Wikipedia, this article here from the New York Times and this one here from Il Post in Italian.

Thank you, Magda, for kindly accepting my invitation and for taking the time to research and write such an interesting post!

Did you know Fernando Pessoa was also a translator? Would you like to add anything to Magda’s words?

About the author
F5Dv6eTrMagda Phili lives in Italy and works as a freelance translator. She loves writing, creating slogans, coffee, the mountains and the Greek islands. She can be found at her blog and on Twitter.

Tradução audiovisual: legendagem x dublagem

Hello, dear readers! How was your weekend? Ready to start another week? Well, before you do, why not enjoy another translation? Or during your lunch/break time, depending where you are.

Esther Dodo, our frequent translator, has translated the guest post Audiovisual translation: subtitling vs dubbing (by Valentina Ambrogio) from English to Brazilian Portuguese.

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Se há uma coisa que aprendi na minha experiência como tradutora audiovisual é que jamais serei capaz de assistir a filmes estrangeiros (ou a qualquer programa de TV) como costumava fazer. Sim, porque agora presto atenção a todos os detalhes relacionados a tradução! Imaginem como o meu namorado se sente quando começo a reclamar das traduções mal feitas ou dos erros de segmentação das legendas, quando a única coisa que ele gostaria de fazer é relaxar depois de um longo dia.

Deixe-me explicar um pouco sobre a minha especialização.

O que é tradução audiovisual? 

Tradução audiovisual (TAV) é a tradução de qualquer material de áudio, visual ou audiovisual para facilitar a distribuição dele em um mercado diferente. Quando falamos em TAV, normalmente nos referimos à dublagem, legendagem, localização e acessibilidade da mídia (audiodescrição, legendagem para deficientes auditivos).

A maior parte do meu trabalho é com legendagem e dublagem, portanto, falarei mais sobre essas duas áreas e a minha experiência com elas.

Legendagem

As legendas ajudam o público entender a “parte falada” de um filme enquanto ouve os diálogos originais. A prática generalizada de legendagem feita por fãs fez com que as pessoas acreditassem que ela é uma tarefa fácil. Sinto muito desapontá-los, mas não é! Como qualquer outra especialização no segmento da tradução, o profissional precisa de treinamento adequado, e a existência de cursos certificados na área é uma clara indicação disso. A legendagem não é apenas uma mera tradução (o que é, então?), e o legendador deve, por exemplo, tomar alguns cuidados com:

  • Quantidade de caracteres – normalmente, cada linha não pode ter mais que 40 caracteres, e cada legenda pode conter até, no máximo, duas linhas.
  • Duração – o espectador deve ter tempo para ler todas as legendas que aparecerem na tela. O tempo médio de duração é de 1,50 a 2 segundos para legendas bastante curtas (com uma ou duas palavras) e até 6 segundos para as mais longas.
  • Sincronização –o diálogo do filme e a presença das legendas na tela devem ser correspondentes.

No entanto, a tradução audiovisual não se limita apenas a traduzir diálogos. Existem outros tantos elementos importantes (como placas, letras, textos na tela e outros textos escritos) que são frequentemente fundamentais para a trama e, portanto, devem ser traduzidos. Isso se torna um problema quando existem trechos de diálogos importantes e, ao mesmo tempo, uma placa relevante surge na tela. Em casos assim, o legendador deve fazer uma escolha importante e omitir o que ele considera menos relevante para o desenrolar do enredo. As boas legendagens são como vestidos feitos sob medida: eles servem perfeitamente, mas o papel do alfaiate não é visível. 

Dublagem 

Dublagem é a tradução com ajuste (ou melhor, adaptação) nos diálogos para os movimentos labiais do ator (sincronização de lábios), que também é um dos maiores obstáculos do processo de dublagem. Certa vez, li que a dublagem é como uma ilusão de que os personagens falam na língua alvo. Na dublagem, a abordagem de tradução é muito diferente do que na legendagem. Por exemplo, o tradutor deve fornecer o máximo de indicações possíveis para o ator que fará a dublagem, como:

  • Nome do personagem;
  • Pausas curtas ou longas;
  • Diálogos dentro e fora da tela, mesmo dentro da própria frase.

Essas são apenas algumas delas, existem muitas outras. A tradução

final se parece muito como um roteiro de cinema, mas com muito mais detalhes. Outros fatores a serem considerados são os movimentos corporais e os elementos não verbais. A dublagem ocorre na fase de pós-produção. Ela envolve toda uma equipe de especialistas, motivo pelo qual seus custos são consideravelmente mais altos do que os da legendagem.

Legendagem ou dublagem?

Existe uma longa discussão em curso sobre os prós e contras dessas duas técnicas bastante diferentes. Resumindo, por um lado, a legendagem permite que o espectador desfrute dos diálogos originais, o que é bom tanto para o aprendizado da língua quanto pelo simples fato de poder apreciar as vozes originais e todas as diferentes nuances delas.

Além do mais, é mais rápida do que a dublagem, acelerando, assim o acesso à mídia. Por outro lado, nem todo mundo gosta de assistir a um bom filme com legenda, que é considerada um elemento de distração. Essa situação é mais comum em países onde a dublagem é a prática mais comum.

Na Itália, algumas das maiores empresas de dublagem, administradas por um número pequeno de famílias, são responsáveis por 80% do total dos filmes e trabalhos correlatos de dublagem, incluindo a parte tradutória. O resultado é que todos os filmes não apenas falam a mesma língua, como também têm as mesmas vozes. Essa, na minha opinião, é uma das maiores desvantagens da dublagem. Não me leve a mal, os dubladores são verdadeiros profissionais. Eles são impecáveis e tão bons quanto os atores, mas acredito que a dublagem interfere muito na essência dos filmes.

Bem, eu defendo a legendagem. Meu último trabalho de legendagem envolveu adaptações de filmes para festivais internacionais de cinema. A tradução de filmes estrangeiros faz  com que eu tenha contato com diferentes culturas e estilos culturais de filmes diversos. Às vezes, sinto-me verdadeiramente conectada com esses filmes e fico bastante triste quando o trabalho chega ao fim (é nesse nível que amo esse trabalho). Existe sensação melhor do que essa?

About the translator
Esther PicEsther Dodo é paulistana, formada em Administração de Empresas, tradutora freelancer e, atualmente, está prestes a obter certificação como tradutora no par inglês-português na New York University (NYU). Reside nos EUA desde 2001. Entre em contato com ela peloLinkedIn e pelo Facebook.

Social media, branding & marketing

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As promised last week, today I’ll talk about my presentation at the XXXIV Semana do Tradutor (Translator’s Week) & I SIT (International Translation Syposium) at UNESP São José do Rio Preto, SP, Brazil. I was invited by my former Italian teacher at the same university to present at the event. It goes without saying that it was a fantastic and unforgettable experience to be a presenter at an event I was once a student attendee. Being on the other side, on the spotlight, serving (somehow) as an example is something every professional dreams of.

The idea of the topic arised from the fact that translation courses everywhere lack subjects oriented at the practical side of the profession. However, they are extremely important to following a successful career as a freelancer. I learned how to be a freelance practicing, living and learning, but it would be great if I could guide students on the dos and don’ts so they are better prepared when they graduate.

Branding

‘Cheshire Puss,’ she began, rather timidly […]. ‘Would you tell me, please, which way I ought to go from here?’
‘That depends a good deal on where you want to get to,’ said the Cat.

Alice’s Adventures in Wonderland

Do you know the definition of branding? Well, we all certainly know what brand is, right? However, brand, in the context of branding, is not only a name, symbol or logo that identifies a company. It is not limited to a graphic form. It represents the company’s identity and its values and products/services developed and sold. From the point of view of the consumer, brand is a perception that results from experiences, impressions and feelings regarding a certain company, product or service. It’s its internal structure, principles, products/services, relationship with clients, means of communication, and all actions that directly or indirectly interfere on the image.

Branding, therefore, means brand management. It comprises the strategies to add value to the brand. It aims at making the potential consumer believe that your brand is the only solution to what they need. It envolves passion – the most visible external part of your brand. Branding is a simple mental model that collectively represents what people feel, think and say about a brand, where the meaning is established throughout time by experiences and consistent positive engagement.

As a freelancer, you are your brand, so you should know how to manage it accordingly.

Steps to creating a brand:

  1. Choose a name.
  2. Choose a logo.
  3. Have your own domain.

Have your client in mind when following the steps above and be authentic. Don’t try to be something you are not nor show an image that does not resonate with you. The idea is to differentiate your brand from all the others available in the market and to highlight it.

In order to find out what your brand identity (values and attributes you want to pass on to the market) is, try answering the following questions:

  1. What gives you pleasure? (What do you really like doing?)
  2. How do you like working? (At home? At an office?)
  3. In which way? (Try to remember how you accomplished that project you are so proud of. Was it working late at night? Was it following a strict routine?)
  4. Why? (What values you definitely do not give up on? For example, quality of life, safety, challenges, visibility.)

This last question is essential to finding your meaning in life. It requires a deep personal thinking and helps you find what inspires you to get out of bed at 5 a.m. every morning or to work late or even around the clock. As the Cat, in Alice’s Adventures in Wonderland, said, you need to know where you are going to in order to know which way to take, otherwise, any way will do, and you may find yourself completely lost further down the road.

Marketing

Marketing, as the name says, is how you market your branding. Marketing that does not add value is simply ignored.

The first and most important marketing tool is the website. As a translator, you should pay careful attention to grammar and punctuation. Carefully proofread your content or have someone you trust do it for you. Also, have it translated to all the languages you work with. Again, proofread the translation or have someone do it for you. You can’t afford a mistranslation or a typo.

There are also other physical and online marketing materials, such as business cards, freebies (calendars, pens, notepads, etc.), leaflets, online sweepstakes/giveaways, etc.

Social media

Social media is where you apply your marketing. They are channels of interaction with the client and provide exposure. The most common are Facebook (fan page, not personal profile), Twitter, LinkedIn, Google+, Pinterest, YouTube, Tumblr, Instagram, about.me.

According to Al Ries, a person’s day is essentially divided into three parts: work, sleep and media. Work and sleep together do not take as much of our time as media does.

The average mind consumes 40 thousand words per day. That’s a lot of information! We have to make infinite choices every day to decide what deserves our attention or not. In order to be chosen by your client, you need to caught their attention, be visible.

The more you are active online, the more “searchable” you become. You publish something interesting on the blog, people like and share, Google recognizes your blog as something important, because people are talking about it, so you are better ranked. When someone googles your name, there you are, on the first page.

If you do not like social media that much, choose at least one and dedicate some of your time every day to it.

Best practices

  • Be extremely careful when choosing your profile picture! If possible, do some professional photoshooting. If not, choose a clean, professionaly-looking picture where your face is clearly visible and recognizable.
  • Take some time to write a full description of yourself and your services.
  • When requesting to add people to your network, if you are not sure the person knows/remembers you, write a personalized request, explaining where you know them from and why you want to connect with them. Do not randomly add people just for the sake of having as many people on your network as possible.
  • Be careful with the content you publish and with the words you chose to write on social media.

I’ll sum up this rather long post telling you the supermarket metaphor. Brands at the supermarket are logistically placed on shelves, right? Some of them are in a prominent position, easily found, no need to look much to find them; others are on the bottom shelves and you need to make a certain effort to find them; others, still, are piled up with other random brands in a basket where it reads “ON SALE”. What type of brand do you want to be?

Here’s the Keynote presentation saved as PDF for your reference (in Portuguese): Mídias sociais, branding e marketing. On Slide 8 you can find suggestions of influential people to follow. On Slide 10 you can find some references (in English). And finally, on Slide 11 you can find all the places where to find me online.

Please feel free to add any comments or ask any questions.

Guest post: TradWiki (in Portuguese)

Have you already heard of TradWiki? If not, you should! Today’s guest is Daniel Estill, TradWiki’s mastermind.

Welcome, Daniel!

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TradWiki é contracultura, mora?

Há quem diga que a contracultura dos anos 60/70 foi a última grande utopia de transformação social do ocidente. Discordo. Vários aspectos da contracultura foram incorporados aos valores dominantes da sociedade. Quer um exemplo? A plena liberdade de expressão.

A liberdade de expressão foi uma das grandes bandeiras dos movimentos de 68 e tornou-se um valor a tal ponto incorporado à cultura dominante que chega a ser o principal produto oferecido por algumas das empresas mais valiosas de Wall Street. Quer um exemplo? O Facebook.

Qual a grande promessa de Facebook, Twitter, Linkedin, Instagram, para citar apenas algumas das redes sociais mais famosas e valiosas? Um espaço gratuito para que o indivíduo se expresse livremente? Ou um espaço para que o indivíduo seja visto se expressando “livremente”?

Gratuito? A publicidade personalizada que aparece em nossas páginas do Facebook é apenas a ponta do iceberg do preço que pagamos pelo uso das redes sociais. Nunca antes na história da humanidade empresas e governos tiveram acesso tão franqueado aos perfis de comportamento da população. Isso sim, nós é que lhes damos de graça.

Mas a liberdade de expressão continua sendo um valor conquistado, mais valioso do que qualquer IPO da Nasdaq. E é por isso que a TradWiki, a nossa enciclopédia de tradução, é contracultura.

O formato wiki, da Wikipédia, se mantém aberto e efetivamente gratuito, sem publicidade, sem que vigiem nossos cliques. A liberdade de expressão está lá, em sua plenitude, para promover o encontro da diferença, a apresentação ponderada de pontos de vista por vezes contraditórios, a construção de ideias multifacetadas pelo trabalho coletivo. Não se trata da expressão individualista de opiniões que disputam a maior quantidade de curtidas, e que nos levam a separar e classificar “amigos”.

A contracultura da TradWiki está na busca da construção do conhecimento sobre tradução sem disputa de egos. Está no esforço de colonizar o território da tradução na Web com informações sustentadas pelas nossas experiências e conhecimentos comuns. De maneira organizada, sem a dispersão das redes sociais, sem a pesada voz da experiência a ditar lições, num ambiente em que todos têm o que ensinar e todos têm o que aprender. Todos são bem-vindos a aprender e a colaborar com a TradWiki. Essa é a nossa defesa da contracultura, da liberdade de expressão não vigiada e não sectária. TradWiki é utopia, e utopia não tem deadline. Quem acha que o sonho acabou, é porque ainda não contribuiu com a TradWiki. Consulte, colabore: http://www.tradwiki.net.br

Thank you, Daniel, for accepting my invitation and for writing this beautifully written post!

Now off to cooperating with TradWiki, everyone!

About the author
DanielDaniel Estill é o idealizador da enciclopédia de tradução colaborativa TradWiki. É tradutor técnico e gerente de projetos de tradução desde 1992. É também tradutor literário desde 2006.Atualmente, cursa o doutorado em Estudos da Linguagem, com foco em Estudos da Tradução na PUC-Rio. Você pode encontrá-lo no LinkedIn ou entrar em contato com ele por Skype (destill).

A formação acadêmica realmente faz diferença?

Let’s welcome the week and the new month with another English to Brazilian Portuguese translation? The post Does an academic background really make a difference? was translated by Paula Caniato.

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Este é um assunto um pouco controverso na área de tradução. Os que têm formação acadêmica dizem categoricamente que ela é essencial. Já os que não a têm dizem que não é. Com bacharelado e mestrado em tradução, tenho que admitir que sou suspeita para falar. Se você for como eu, provavelmente gostará desta publicação. Porém, se você não tiver formação acadêmica, não desista: continue lendo. Se eu conseguir fazer você mudar de ideia, ótimo! Caso contrário, você pode compartilhar esta publicação como a coisa mais absurda da qual já ouviu falar. 😉

O que acontece é que, infelizmente, para tornar-se um tradutor você não precisa necessariamente ter curso superior. Se alguém domina (ou não) dois idiomas, essa pessoa pode trabalhar como tradutora (entenda que não estou discutindo qualidade e profissionalismo aqui, só o fato de que praticamente qualquer um pode ser tradutor). Simples assim. Se é justo ou não, isso é assunto para outra discussão. O fato é que, já que a formação acadêmica não é obrigatória, às vezes as pessoas se recusam a “gastar” tempo e dinheiro sentandas em uma cadeira, lendo e escrevendo muito, e praticando tradução.

Afinal, para que estudar tradução? Darei algumas razões:

  1. O conhecimento teórico que você aprende ajudará a construir seu “eu” tradutor, sua identidade como profissional que conhece toda a história e as teorias por trás da arte de transformar um monte de palavras em uma língua em um lindo texto bem-trabalhado em outra.
  2. Você terá prática de sobra em traduzir vários tipos de texto. Isso ajudará a ter pelo menos uma ideia de qual caminho seguir. Além disso, essa prática ensina alguns truques, o que fazer e o que não fazer.
  3. Aulas de gramática. Elas podem parecer bobas e inúteis, mas acredite: você não sabe tudo e comete erros gramaticais dos quais nem está ciente.
  4. Aulas de cultura e literatura nos seus dois idiomas de trabalho. E, dependendo da sua especialização, ainda há outras aulas. Por exemplo, meu mestrado foi em Estudos da Tradução com Comunicação Intercultural, portanto, tive, entre outras, aulas de Comunicação Interpessoal e de Tradução de Culturas.
  5. Você acaba aprendendo mais do que esperava. Aprendi italiano no meu bacharelado (para tradução, inclusive) e grego no meu mestrado (Ab initio para tradução).
  6. Oferece reconhecimento e legitimidade.

Essas razões são convincentes? Bem, algumas pessoas dizem que o ruim nesses cursos é que eles não oferecem uma ideia prática do mercado. É verdade. Entretanto, questiono se esse é realmente o papel da universidade. A universidade só orienta você. Não é responsabilidade dela dar todas as informações necessárias para você ser um profissional bem-sucedido. Esse é seu trabalho. Vivendo e aprendendo, na prática. Além disso, é melhor ser introduzido ao mercado com todos os conhecimentos que apontei acima do que com nenhum.

No final, não há desvantagens em fazer um curso superior (em qualquer área). Conhecimento nunca é demais.

Alguns outros artigos relacionados:
How (Not) to Be a Professional Translator and 6 Tips to Help You Become One
The (un?)importance of translation-specific degrees to translation
Masters in Translation

Qual é sua opinião sobre esse assunto? Você tem uma formação acadêmica em tradução? Concorda com a minha opinião? Tem algum outro ponto (bom ou ruim) que você acrescentaria?

Thank you, Paula, for your contribution to our blog! 🙂

About the translator
DSC04193Paula Caniato está no último ano do curso de Bacharelado em Tradução (UNESP). Seus pares de idioma são inglês > português brasileiro e espanhol > português brasileiro. No início de 2014, ela decidiu começar a traduzir profissionalmente e foi contratada por uma agência de Campinas. Hoje, Paula está se especializando nas áreas de TI e Marketing e também sonha com um futuro no mercado editorial. Ela reside em São José do Rio Preto – SP e pode ser encontrada em http://about.me/paulacaniato.

My impressions on the Translator’s Week

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On September, I attended two translation events: the V Abrates International Translation and Interpreting Conference and the XXXIV Semana do Tradutor & I SIT (Translator’s Week & International Translation Symposium). I have already written a blog post about the former here, so now, after a long delay, I’ll write my impression on the latter.

The Translator’s Week is held every year by the undergraduate students of the Bacharelado em Letras com Habilitação em Tradução (BA in Letters specialized in Translation) course at UNESP São José do Rio Preto, São Paulo, Brazil (where I graduated myself) with the help of a group of professors. It’s a 5-day event, from Monday through Friday, and usually comprises the International Translation Day (September 30th). However, this year, it was from September 22nd through 26th.

In its 34th edition, it’s the oldest translation event in Brazil and one of the most traditional. Held by students to students and professionals, this year, the Translator’s Week launched its I SIT (International Translation Symposium), turning it into an international event.

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According to the organizing committee, there were about 350 attendees from several parts of the country and from other countries as well. The international lecturers invited – Lynne Bowker (University of Ottawa), Jorge Díaz Cintas (University College London) and Yves A. Champollion (CEO, Wordfast LLC) – made presentations in English, Spanish and French, comprising most of the languages taught in the course (the other one is Italian). There were also Brazilian presenters, such as myself, Paula Ianelli, Dilma Machado and Nilce Maria Pereira. And finally, more than 150 paper sessions were presented throughout the week, some of them simultaneously.

In a nuthsell, on her first presentation, Lynne Bowker explained what community-based participatory research (CBPR) is: an approach to which not only researchers but also community members and service providers contribute. She talked about conducting a comparative case study of the use of machine translation and minority languague communities exploring the CBPR. On her second presentation, she talked about machine translation, translatability and user experience (UX). The latter is a hot topic in web design concerned with the subjective experience of the user in a website, therefore, having important implications for website localization. Paula Ianelli‘s topic was about game localization, its processes and practices, with examples of expressions and cultural traces. Yves Champollion explored the roles played by translators throughout history, mentioning the beginning of professional associations. He presented in French, his PowerPoint presentation was in English and there was a translation of his notes into Portuguese on another screen – I must say it was a quite intriguing experience! Jorge Díaz Cintas talked about subtitling. Dilma Machado‘s presentation aimed at preparing translation professionals for dubbing. There was also my presentation on social media, marketing and branding, but that’s a topic for another post (next week, stay tuned!).

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It was such an amazing experience to attend the Week as a professional, after having attended as a student in the past, reuniting with teachers, meeting current students and sharing experiences with them, and networking with other professionals, such as Lynne Bowker, who turned out to be a fantastic person! It was also nice to meet Nilce Maria Pereira and discovering we have so much in commom: we have both graduated at UNESP São José do Rio Preto, studied at the University of Surrey (England) and like Alice in Wonderland. Talk about coincidences!

I hope I was able to give you an idea of how the event was. However,  if you have the chance, don’t miss out on the opportunity of personally attending it next year. It’s totally worth it!

For more information and to stay tuned on the upcoming events, like their Facebook page and visit their website:
Semana do Tradutor UNESP/Ibilce Facebook fan page
Semana do Tradutor e SIT website

If you are interested in learning more about the Translation undergraduate course at UNESP, please visit the course page here.