Guest post: Audio description (in Portuguese)

Our guest today is Ana Julia Perrotti-Garcia, quite well-known among Brazilian translators. She’s responsible for hosting PROFT. I hope you like her post about audio description.

Welcome, Ana Julia!

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Audiodescrição: instrumento de acessibilidade, campo de trabalho, objeto de estudo

A audiodescrição (AD) é um recurso de acessibilidade que possibilita aos deficientes visuais assistirem a espetáculos audiovisuais (TV, cinema, teatro, eventos esportivos), tirarem maior proveito de aulas e materiais didáticos e conseguirem uma experiência mais enriquecedora em museus, exposições, feiras e até mesmo em lojas e shopping centers.

Mas a AD não é útil apenas para pessoas com deficiência visual. Idosos, portadores de dislexia, estrangeiros e pessoas com déficit de atenção são apenas mais algumas que podem utilizar esse recurso assistivo. Audiodescrever é contar com palavras as imagens relevantes que não podem ser apreendidas pelo público-alvo.

Existem audiodescritores que trabalham em espetáculos ao vivo – em geral fazendo a locação de dentro de uma cabine (como as cabines de interpretação simultânea) ou usando um microfone externo, cujo som é direcionado a receptores, e desses para fones de ouvidos utilizados pelos usuários da AD. Esses mesmos fones podem ser usados para ADs gravadas, como as feitas para filmes de cinema.

Aparentemente simples, a AD guarda especificidades que requerem do audiodescritor uma percepção apurada, atenção aos detalhes, um texto bem redigido, claro e preciso, além da sensibilidade para conseguir criar um produto de qualidade, para um público bastante exigente. Seja para cinema, teatro, TV, museus ou espetáculos artísticos, esportivos ou culturais, a AD deve servir de instrumento de acessibilidade, sendo sempre imparcial, sem assumir um caráter paternalista e nunca distorcendo a realidade, nem assumindo posicionamentos tendenciosos ao fazer as descrições.

Relativamente recente no Brasil, mas já bastante organizada, a AD já conseguiu um “feito” que a nossa querida Tradução ainda aguarda: em 2013, o Projeto de Lei (PL) 5156 de autoria do deputado Eduardo Barbosa regulamenta o exercício da profissão de audiodescritor. Mais que isso, em seu artigo Art. 3º, o PL diz “Os roteiros de audiodescrição são considerados obras intelectuais e sua utilização se dará nos termos da legislação sobre direitos autorais.” Tenho certeza que os tradutores de livros sabem exatamente o quanto essa conquista é importante.

Até por não haver ainda muitos cursos regulamentados, o PL não tocou no tema da formação do audiodescritor. Isso deixa uma imensa lacuna a ser preenchida. E por que há alguns anos venho defendendo a tese que os tradutores podem (e devem) pensar na AD como uma subespecialidade tradutória? Não só porque há muitos pontos em comum entre ambas as atividades, mas porque audiodescrever é traduzir imagens em palavras (lembram-se da definição de “tradução intersemiótica” de Jakobson?).

Claro que entre ser um tradutor e tornar-se um audiodescritor há um caminho a ser percorrido (com muita leitura, reflexão, treinamento, aquisição de habilidades específicas), mas um tradutor já tem um arsenal cognitivo, operatório e técnico que irá ajudá-lo a construir os saberes necessários para conseguir dominar a AD e fazer dela seu campo de atuação profissional.

Thank you so much for your participation on our blog, Ana Julia! It’s a real pleasure to welcome you here. 🙂

About the author
10711197_10202672781765038_1884374830_nAna Julia Perrotti-Garcia é tradutora freelancer Italiano > Espanhol > Português <> Inglês na área de Ciências da Saúde. Trabalha como professora dos cursos de pós-graduação em Tradução das Faculdades Unibero/Anhanguera e UNINOVE. Atua com audiodescrição e interpretação. Palestrante nacional e internacional.

Alguns conselhos pessoais e sinceros aos iniciantes

Hi, there! Have you enjoyed the weekend? Did you rest? Are you having a productive beginning of the week? Hope so.

Let’s start this week with another post translation. This is a translation of Some personal heartfelt tips for newbies, by Luciana Chagas.

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É provável que tenha a ver com os próximos feriados aqui no Brasil e também com a Copa do Mundo, mas está chovendo trabalho por estas bandas! Loucura total! Em razão disso, comecei a buscar parceiros confiáveis que pudessem me ajudar. E foi assim que teve início esta história toda.

Primeiro, não confio em desconhecidos. Ou seja, não repasso projetos que recebi de clientes preciosos a pessoas que nunca vi na vida. Minha primeira atitude é pedir referências a tradutores de minha confiança e a professores da área de tradução. Isso deveria funcionar perfeitamente, certo? Lamento dizer: não é o que ocorre. Já me indicaram pessoas consideradas os melhores alunos em sala de aula que, no fim das contas, acabaram sendo uma decepção. (Ora, eu mesma não fui a melhor aluna de minha turma, então, acho que isso não significa muita coisa.) Outros supostos tradutores estavam tão ocupados dando aulas que não tinham tempo para assumir projetos. Vá entender… Cheguei a quase desacreditar e desistir de encontrar bons profissionais para me auxiliar. Bem, ainda tenho dificuldade com isso, mas, ao menos, encontrei um ou dois que valeram a busca.

Por isso, aqui vão alguns conselhos sinceros para aqueles que estão tentando se estabelecer no mercado de tradução:

  • Ou você é tradutor ou é professor. Se você realmente quer se tornar um tradutor profissional, deve se arriscar a recusar aulas a fim de ter algum tempo livre para aceitar eventuais ofertas de trabalho. Sim, eu sei que você tem contas a pagar. Contudo, se preencher sua agenda com aulas, é bem provável que não terá tempo para assumir um projeto de tradução que venham a lhe oferecer. E, no início, é importante assumir tantos projetos quantos possíveis, a fim de se mostrar disponível e se tornar conhecido. Durante algum tempo, tente juntar dinheiro dando aulas e, então, use essa economia para, aos poucos, ir deixando a atividade de professor. Do contrário, isso se tornará um círculo vicioso e você nunca terá tempo para se lançar como tradutor.
  • Se você se formou em engenharia mas acabou descobrindo que seu negócio é traduzir, sim, o melhor a fazer é ingressar em um curso de tradução. Caso você já tenha formação como tradutor, considere cursar uma pós-graduação. Se já fez tudo isso, por que não se inscrever em cursos rápidos, buscar programas de educação continuada, participar de palestras e outros eventos no setor? Faça o que achar mais adequado, mas não deixe de aprender!
  • Você deve sempre fazer o seu melhor ao traduzir, mas os primeiros trabalhos são os mais significativos. A primeira impressão é fundamental. Se você pisar na bola logo no primeiro projeto, terá grandes chances de perder o cliente. Então, dedique-se de corpo e alma às suas primeiras traduções.
  • Como já sugeri na semana passada, seja sempre sincero com o cliente, ainda que se trate do (ou especialmente se for) seu primeiro trabalho. Após assumir o projeto, se você descobrir que o texto é mais técnico do que imaginava e tiver problemas com isso, fale com o cliente. Está enfrentando problemas pessoais que afetam a qualidade de seu trabalho? Abra o jogo com o cliente e tentem encontrar, juntos, uma solução. É melhor deixar tudo às claras do que entregar uma tradução de má qualidade e manchar sua reputação.
  • Aceite feedbacks e aprenda com eles. Converse com o revisor caso você discorde de algo. Se você estiver certo, ótimo! Se não, as justificativas dele servirão para você aprender! Nunca se considere um perito no assunto. Você pode trabalhar como tradutor por dois, cinco, dez ou trinta anos, mas sempre haverá algo a aprender.
  • A menos que você consiga um cliente direto (e mesmo que isso aconteça), seja realista quanto aos preços que pratica. Pesquise; consulte colegas e amigos que já se estabeleceram na profissão; consulte associações de profissionais em seu país, para ver se sugerem uma lista de preços; analise a oferta do cliente, se for o caso. Se você ainda não dispõe de uma boa carteira de clientes, não chegará a lugar nenhum insistindo em valores impraticáveis. Comece pequeno (como em qualquer profissão) e, com consistência e sensatez, aumente seus preços. O contrário também vale: não cobre valores extremamente baixos. Leia mais sobre preços aqui.

Se nenhuma dessas dicas funcionar, é possível que você esteja na profissão errada. Afinal de contas, a única explicação para o fato de alguém trabalhar com afinco e não obter bons resultados é que talvez essa pessoa não tenha nascido para a função que exerce.

Você acrescentaria algum outro conselho a essa lista? Você é iniciante e gostaria de dar sua opinião?

Thanks a lot for your kind contribution to our blog, Luciana! 🙂

About the translator
Foto - Luciana ChagasLuciana Chagas é tradutora no par inglês-português, preparadora e revisora de texto e desde 2006 atua no mercado editorial. Sua primeira formação foi em Processamento de Dados (Fatec-SP) e, entre 1994 e 2002, desenvolveu sistemas de informática para grandes empresas dos setores financeiro e de telecomunicações. Em 2002, decidiu cursar uma nova graduação, desta vez em Letras, com habilitação em português e inglês (FFLCH-USP). Não deu outra: amou de paixão! Agora passa os dias às voltas com as artimanhas da linguagem e confessa que não quer outra vida. Entre em contato com ela via e-mail.

How to approach people on social media

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Something has really bothering me lately: people add me on Skype, but do not write a personal message explaining where they are from or where I know them from. I always have to apologize and ask them if I know them so I can decide if I accept the person or not. After all, my Skype is definitely not a place where I collect random people for fun. It’s for work, for immediate and urgent contact with clients and colleagues. Since this (in my opinion) impolite attitude is not restricted to Skype, but also happens quite frequently on other social media as well, I decided to write a blog post about basic social media behavior. Similarly to social behavior, there are some good manners you should follow online as well not to sound impolite or unprofessional.

Let’s start with the main purpose of this post: how to approach potential connections on social media. Always take the time to write a brief personal message to the person you are requesting contact introducing yourself, explaining where you know the person from and the reason you are adding them. This won’t take long and it will allow the person to easily decide if he/she accepts your invitation or not. Chances are they will be more willing to do it just because you were kind enough to provide a personal message. At least this is what happens to me. It shows you are adding that person to your network because you feel they could add something to your knowledge, not simply as another contact to increase your network in numbers.

Have a decent profile picture. By decent I mean one in which anyone can identify you. Not a picture of your puppy, not a picture of a landscape, not one in which you are miles away and your face cannot be recognized. Especially not one emphasizing your boobs, instead of your face, making inappropriate gestures, making a sexy face, in underwear/swimming suit. Your profile picture is your first impression on social media and the only way someone can recognize you or not, especially if you have a blocked network. People will not lose time trying to figure out who you are in order to decide if they accept your invitation or not. If it’s too much trouble, they’ll just ignore you.

Only add people on Skype if you really need to talk to them on a regular basis. Skype is not a social network, it’s an instant messaging system. If you really want to connect with someone, try their LinkedIn, Facebook fan page or even Twitter. If you only want to ask the person something, e-mail them.

Last, but not least, be careful with what you ask people when you do not know them. Asking for personal favors is not a good idea. I was recently contacted by someone who found me on ProZ.com. The person liked my profile and wanted that I “had a look” at their CV and cover letter to “review, edit and analyze” them. Besides contacting me straight through Skype, he/she was pushy and kept insisting even when I tried to say I also had a lot of work writing mine. Even though spending a long time politely explaining I couldn’t do it, the person eventually sent me an email with the CV and the cover letter. I really don’t mind helping with reasonable doubts (as I have already done publicly here on the blog), but asking for personal favors is beyond reasonable. So be careful yourself when you approach a colleague. You can do it, and should, but be reasonable.

There are many other tips as to how to behave online, but these, in my opinion, are some of the basic ones and the ones I felt like sharing because they have already happened to me. If you feel like sharing any other, please feel free to comment below. Or event if you do not agree with any of the ones I mentioned, say it out loud.

Guest post: Culture in translation

Dear readers, hope you are all having a nice beginning of September, the month we celebrate our beloved profession. On my side, it’s been an even more hectic month than August: projects and more projects, two translation events coming up, one presentation to prepare and please do not forget our giveaway! Haven’t heard of it yet? Then check our Facebook fan page.

Why not have a quick break with a nice and warm cup of coffee/tea and read this nice piece today’s guest, Sofia Polykreti, has kindly written to us?

Welcome, Sofia!

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Culture-specific elements in non-literary translations

The link between language and culture has always fascinated me. And when I translate, I find that this link is stronger than ever, especially when I have to deal with culture-specific elements. Culture-specific elements do not concern just literary translators; on the contrary, such elements come up very often in legal contexts, e.g. when translating contracts from Greek into English. Moreover, culture-specific elements are of particular importance when translating for the tourism industry.

When translating a contract, I always try to preserve the “foreignness” of the source text, that is, to stay as close to the source text as possible – without translating word-for-word, of course. For example, if the users of the translation have to contact, let’s say, the Greek authorities regarding an issue that is mentioned in the contract, they need to be able to fully grasp all the culture-specific elements that are included, as well as to be able to refer to them in an appropriate way.

One such culture-specific element is the Greek AFM. When I met the word AFM in a translation for the very first time, I thought that the users of this translation, who – most probably – don’t speak any Greek, will have to be able to understand what on earth AFM is, as well as to be able to use the element as it is in case they have to contact the Greek authorities e.g. in case they visit a Greek tax office. That’s why I decided that the best way to handle AFM was to transcribe it into Latin characters. But that wasn’t enough: the users must understand exactly what AFM is. So, I decided to add the necessary information, as well. Therefore, the translation was like this: “AFM (tax identification number)”.

Another example comes from the tourism industry and concerns a popular Greek food: gyros. I have seen that it is often translated in the same way as AFM above: transcribed in Latin characters. But what’s really interesting is that the translation of gyros is often accompanied by a photo, in order for the traveller to be able to understand exactly what type of food this is. This particular dish is culture-specific. It resembles nothing else in the world, that’s why the best way to translate it is the way I just described.

In cases like the above, what are translators but transmitters of culture? Culture is ever-present in our work. And the link between language and culture remains stronger than ever. Besides, the choices we make as translators are far more important than it is usually believed, a fact which becomes clear only when specific examples are brought forward, examples like the ones I mentioned above. Therefore, as translators, we must keep in mind that very often our job will be none other than to create an accurate, fully-detailed map of the source text. Well, isn’t that fascinating?

Thanks, Sofia, for accepting my invitation and being so kind to write such a great post! You know, culture-specific items (CSIs, as Javier Franco Aixela calls them) were the basis of my MA dissertation, in which I compared some of those items in two Brazilian Portuguese translations of Alice in Wonderland. I may as well talk about it in one of my weekly post.

Would anybody like to comment or ask any question?

About the author
SofiaSofia Polykreti is an Athens-based, fully equipped surveying engineer as well as a freelance translator for English and Greek. She is currently studying for an MA in Translation while she holds a Rural and Surveying Engineering Degree and a BA in English Language and Literature. A thorough researcher, with extensive general knowledge and an eye for detail, she always tries to blend engineering and the humanities into her life. Her Twitter account was among the 25 Best Language Twitter Accounts for 2014. You can also read her blog, where she writes about language and geography, visit her LinkedIn profile, or contact her in Google+.

Giveaway and other announcements

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  • Translation Day Sweepstake

September is the translators’ month (September 30 is the International Translation Day), so let’s celebrate it with a giveaway!

Want a chance to win a copy of the book 101 Things a Translator Needs to Know?

It’s simple. First of all, access this link. As you can see, it’s a Facebook sweepstake app. If you already like our Facebook page, all you need to do is click on Quero participar (the app is in Brazilian Portuguese). You will be redirected to allow the Sorteie.me app (you can delete it afterwards). If you haven’t liked our Facebook fan page yet, you’ll be required to do so before being able to participate on the giveaway. The following message will appear: Para participar da promoção, você precisa “Curtir” esta página (To participate on this promotion, you need to “Like” this page). When you’re done, the following message appears: Agora você tem um cupom para esta promoção! (Now you have a coupon for this promotion!).

The winner will be chosen on September 30.

Good luck!

Please help share.

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  • 2014 ProZ.com Community Choice Awards

ProZ.com has announced the nominees of this year’s Community Choice Awards, and I’m among them!

Voting phase is already underway and ends on September 22. There are two main categories: translation-related and interpretation-related. I have been nominated in the translation-related main category as:

Blog: Best overall blog, based on activity and content from January 2013 to date – Carol’s Adventures in Translation;
Website: Best overall professional website – Alberoni Translations;
Twitter account: Best overall “Tweeter”, based on activity from January 2013 to date – AlberoniTranslations (@AlberoniTrans);
Facebook page: Best overall Facebook page or group, based on activity and content from January 2013 to date – Alberoni Translations;
Blog post: For a single blog post, as opposed to the “Blog” category, which is based on a blog as a whole. This category may include guest blog posts – 22 dicas importantes sobre alguns erros comuns em português;
ProZ.com profile: Most professional/attractive ProZ.com profile – Caroline Alberoni.

You can vote for one nominee in each category. As I haven’t been nominated to all of them, you can vote for other people or leave them blank, if you wish. You can also vote for the interpretation-related main category. There are great people who were also nominated, so it’s worth having a look at all of them. 😉

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  • Russian and/or Chinese translator

Are you a translator from English or Brazilian Portuguese to Russian and/or Chinese? If not, do you know anyone who is? Please send CVs to caroline(at)alberoni(dot)com(dot)br.

Guest post: What translation really is (in Portuguese)

Hi, there! Hope you’re all having a great beginning of September. August was a hectic month here at my sweet home office, but September is our month, right? So why not love it?

Today, let’s welcome Marianna Destro, a former project manager, current Brazilian freelance translator.

Welcome, Marianna!

breakingNão, não sou professora, sou tradutora

Quando você fala que é tradutora:

Tradução? Ah, você é professora de inglês?
Traduz essa música pra mim?
Mas você trabalha com o quê?
Como fala (aí vem aquela palavra mais absurda, que você nunca ouviu na vida) em inglês?
Ah, você traduz filme?
Amiga, traduz esse e-mail pra mim? (você responde que sim, e recebe praticamente um relatório inteiro de uma empresa química…)

Depois que me formei, acabei me acostumando a sempre explicar o que é de fato a minha profissão, mas não julgo essas pessoas. Quando eu estava na faculdade, também tinha uma ideia bem diferente e vaga do mundo real da tradução e tudo o que ela envolve. Na minha imaginação cor de rosa, eu achava que me formaria e traduziria livros (romances, claro!). Também acho que o tradutor está sempre um pouco escondido, e muitas pessoas se esquecem que, por trás dos filmes, livros, manuais, revistas, artigos, tem sempre alguém quebrando a cabeça para que elas sempre recebam exatamente a mensagem que o autor quis passar.

A realidade, e o que eu acho mais legal, é que muito ao contrário do que eu pensava, a profissão de tradução permite que a gente aprenda coisas novas todos os dias, dos mais variados assuntos! E aquela menina que detestava tecnologia, hoje ama os assuntos mais técnicos e aqueles manuais que antes pareciam impossíveis de serem entendidos.

O tradutor tem a responsabilidade de passar para outro idioma não apenas palavras, mas ideias e pensamentos da maneira mais fiel possível, e para isso, não bastam dicionários. É preciso muita cultura, muita sensibilidade e muito carinho à língua. Ele deve respeitar a estrutura do texto de partida, sempre ter em mente o público-alvo de seu trabalho e paciência para pesquisar termos específicos e estruturas gramaticais diferentes das do português, mantendo assim a fluência do texto.

Qualquer erro, por menor que seja, pode mudar completamente o sentido do texto original, por isso, é muito importante que o tradutor permaneça extremamente concentrado durante seu trabalho.

Além disso, a língua é viva, então precisamos estar sempre acompanhando suas mudanças. Aí eu chego nas famosas ferramentas de tradução automática! Não, elas não são o sonho de qualquer tradutor. Na verdade, elas podem se tornar até mesmo um pesadelo! Um texto traduzido por uma ferramenta automática requer muito mais tempo de revisão, já que a escolha das palavras, a estrutura gramatical e as ideias não partiram de um cérebro, e sim de um programa. Uma máquina não acompanha a evolução da língua e não consegue interpretar as emoções e intenções do autor. Temos que pensar, e muito, para que seja passada a mesma mensagem, independente do idioma em que ela está escrita.

Muitas pessoas, quando voltam de uma temporada no exterior, começam a traduzir para ganhar um ”dinheirinho” a mais. Citei apenas alguns exemplos que comprovam como a nossa profissão é complexa e como não basta saber, por exemplo, inglês e português muito bem. Isso se aplica a qualquer área. É a mesma coisa uma pessoa saber os procedimentos de primeiros socorros e achar que já pode encarar uma cirurgia: a pessoa morre e o texto também! Não queremos que isso aconteça, certo?

Thanks a lot for your participation on our blog, Marianna! We loved your contribution! 🙂

Feel free to ask her or us anything on the comments below. 😉

Author’s bio
Marianna

Marianna Destro é tradutora freelancer formada em Letras, Tradução e Interpretação pelo Centro Universitário Ibero-Americano.

 

Estimulando a produtividade e eliminando as distrações

Olá! Voltamos com mais uma tradução de publicação do blog. Esta é a vez da publicação semanal Boosting productivity and removing distractions. Espero que gostem!

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Geralmente,  passamos entre 8 a 10 horas por o dia (ou às vezes ainda mais do que isso) na frente do computador. Entretanto, é bastante difícil e requer muito esforço e disciplina permanecer focado e não verificar os e-mails a cada 5 minutos (ou menos!), ler o que seus amigos/colegas estão postando no Twitter, ver o que as pessoas estão postando no Facebook, ler aquele (enorme) gráfico informativo sobre produtividade (que irônico!) no Google+, ver quem visualizou o seu perfil no LinkedIn, bater papo no Skype com amigos sobre as aventuras do final de semana, pesquisar no Pinterest para encontrar algo interessante, assistir ao novo vídeo da Beyoncé no YouTube, ver quem comentou no seu blog. Ufa! Quantas distrações! A lista continua. Além de distrair e de não permitir que você se concentre no seu trabalho, esses são desperdiçadores de tempo perigosos se você não tiver cuidado. 

Bem, se você for um daqueles viciados que tem dificuldade em manter-se longe das distrações on-line, é melhor pegar pesado. 

StayFocusd é uma extensão do navegador Google Chrome que limita o tempo gasto em sites que, conforme predeterminado, fazem com que você desperdice seu tempo. Defina o tempo máximo diário que você se permite ficar em cada site e, decorrido o tempo, não terá permissão para acessar nenhum desses sites pelo restante do dia. 

É cientificamente provado que nosso cérebro permanece atento somente durante um período limitado (e com uma quantidade de informações limitada). Para evitar a sobrecarga dos nossos cérebros com informações ou com o  trabalho incessante por longas horas, é aconselhável dividir o tempo em partes produtivas e partes de descanso. Você pode, por exemplo, trabalhar ativamente durante 25 minutos sabendo que terá 5 minutos de descanso para fazer o que preferir.

Afinal de contas, recompensar a si próprio também é importante. 

O Strict Workflow é uma extensão do Google Chrome semelhante ao Pomodoro Technique, mas, como o próprio nome diz, mais rígido. Ele obriga você a trabalhar por 25 minutos seguidos, bloqueando uma lista de websites predeterminados. Passado esse período, você terá acesso aos websites bloqueados por 5 minutos. Pode repetir o procedimento, conforme necessário, e mudar a duração do controlador de tempo. 

Agora, se você quiser ter uma melhor ideia do tempo gasto efetivamente trabalhando e do tempo gasto nas mídias sociais, o software Visual TimeAnalyzer monitora todo o uso do seu computador (tempo de trabalho, pausas, uso da internet, etc.) e fornece relatórios detalhados de toda a sua atividade. Você pode descobrir quanto tempo gasta no Facebook, trabalhando em projetos ou até nos devaneios! 

Se você precisa apenas se concentrar em escrever um texto para o seu blog, preparar a sua próxima apresentação ou escrever um livro, o Ommwriter é um aplicativo gratuito de edição de texto para Mac (CreaWriter para Windows) que funciona em tela cheia. Você pode mudar o tipo e o tamanho das letras, além da imagem de fundo. Aproveite um ambiente calmo e sem distrações para se concentrar em escrever e nada mais. 

Boa sorte e mantenha-se produtivo! 

Você conhece outra ferramenta que ajude a manter a produtividade e a remover as distrações? Não deixe de compartilhar as suas opiniões conosco.

Translator’s bio
Esther PicEsther Dodo é paulistana, formada em Administração de Empresas, tradutora freelancer e, atualmente, está prestes a obter certificação como tradutora no par inglês-português na New York University (NYU). Reside nos EUA desde 2001. Entre em contato com ela pelo LinkedIn e pelo Facebook.

Transfusão 2014

Logo Transfusão 2014

Olá, queridos leitores! Cá estou eu novamente, em mais uma publicação em português, divulgando outro evento de tradução.

Você já deve conhecer a Casa Guilherme de Almeida, em São Paulo, certo? Pois o Centro de Estudos de Tradução Literária da Casa realizará em setembro o Transfusão 2014 – IV Encontro de Tradutores da Casa Guilherme de Almeida, dedicado à reflexão sobre tradução literária e ao diálogo entre tradutores, pesquisadores, teóricos e interessados no assunto. O objetivo do Centro é promover um intercâmbio entre autores e tradutores, tanto brasileiros quanto de outros países.

Tema: Tradução e Estranheza
Data: 4 a 7 de setembro
Endereço: Rua Macapá, 187 e Rua Cardoso de Almeida, 1943

As inscrições já estão abertas e vão até o dia 2 de setembro, próxima terça-feira. Para se inscrever, basta preencher o formulário cujo link se encontra na página do evento e enviá-lo para o e-mail casaguilhermedealmedia(arroba)gmail(ponto)com.

O Encontro é gratuito!

No primeiro dia, quinta-feira, a abertura do evento será às 19h. Em seguida, haverá a apresentação de um recital. No segundo dia, o Encontro começa às 10h com uma leitura cênica. Em seguida, a programação inclui palestras até às 18h. No sábado, terceiro dia do evento, o início também é às 10h, com uma apresentação de incentivo à arte da tradução na Europa. A programação do dia inclui uma conferência, uma mesa-redonda e uma leitura cênica. Por fim, no domingo, último dia, a primeira atividade será às 14h, com uma palestra. O encerramento será às 18h, com a apresentação de um recital.

Entre os grandes nomes da teoria da tradução presentes no evento estão Jürgen Jacob Becker, vice-diretor do Literarisches Colloquium Berlin; Kathrin Holzermayr Rosenfield, professora adjunta da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Berthold Zilly, ex-professor da Universidade Livre de Berlim; Reynaldo Jimenez, poeta e tradutor argentino; Alzira Allegro, tradutora e professora da PUC-SP; João Angelo Oliva Neto, tradutor e professor livre-docente da USP; e Marcelo Tápia, poeta e tradutor, diretor da Casa Guilherme de Almeida.

Consulte a programação completa aqui.

O Centro de Estudos de Tradução Literária da Casa Guilherme de Almeida é uma instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo gerenciada pela POIESIS – Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura. A curadoria do Encontro é de Marcelo Tápia e Simone Homem de Mello.

Para mais informações, o telefone do museu é (11) 3673-1883 ou 3672-1391.

Guest post: Love Your Translator

Welcome back to our guest series! Today we actually have two guests: Anja Müller and Marie-Luise Groß, the minds and (green) hearts behing the Love Your Translator campaign.

Welcome, Anja and Marie! 🙂

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Caroline has been one of our very first supporters. She opened the door for us to the lively Brazilian community of professional translators and interpreters. Therefore, we would first of all like to thank you, Caroline, for your support and for having us here today!

When you walk through your city, maybe on your way to work early in the morning or to meet a friend in your favorite street café in the late afternoon, do you pay attention to the grafittis, posters and stickers on walls and street lamps? Never really thought about it? Well, you should definitely keep your eyes open, because you might spot a sticker with a green heart, telling you to “LOVE YOUR TRANSLATOR”.

About ten months ago, we had the idea of bringing the discussion of translators’ lack of visibility in our society to a different level. We wanted to call attention to this phenomenon by involving people from all over the world. We wanted them to talk about translation. We wanted them to reflect about who the “people behind the texts” (as Andrew Chesterman referrs to translators) are, how they work and which role they play in our globalized world.

Last year, Marie talked about fair translations at the Falling Walls Lab, an international conference for young researchers, in Berlin. We decided to start our sticker campaign at the lab and hoped that at least a few conference participants would take stickers back to their countries and do some sticker bombing for us. So, within only a few days, we had 200 prototype stickers printed, set up a Facebook page and a blog and we were ready to go.

The first stickers traveled to Israel, the USA and to some cities in Germany. We gave everyone who wanted to support us two or three stickers to attach them to a street lamp (or anything else) near a famous sight in their city. And we asked them to share a picture of their sticker online, as a reference. The original plan was to give stickers to people we already know. But word of the LOVE YOUR TRANSLATOR campaign spread so quickly into the international translators’ and interpreters’ community that we were left almost speechless.

Only within a few days, many translators, interpreters, international literature lovers, Translation Studies scholars and others sent us requests for stickers and we realized that a few hundred stickers would by far not be enough. So, we had 5000 new stickers printed and sent them to Spain, Portugal, the Netherlands, France, Albania, Brazil, Argentina, Canada, Australia and other countries. It was amazing! Sometimes, we had sent away more than 50 letters a week. We are still receiving so many pictures, that we can hardly keep up with updating our galleries.

When we look at the numerous tweets and e-mails we have received over the past ten months from all over the world, we are so humbled by the massive support we are getting from the global translator community. The pictures and messages mirror a diverse and international, caring and closely interwoven professional community.

Earlier this year, when sending away stickers has become really expensive for us and our budget was too tight to have new stickers printed, many of our friends and supporters had donated money through a crowdfunding campaign at betterplace.org and we could continue with the LOVE YOUR TRANSLATOR campaign.

We have also received some critical feedback, which we appreciate just as much. We are aware of the fact that LOVE YOUR TRANSLATOR remains mainly within the translators’ bubble. We also realize that patting each others’ backs might not have a massive impact on how much translation buyers are willing to pay.

But, on the other side, we have talked with many of our friends, business partners and coworkers about translation and about this sticker bombing campaign. People ask us about what they have to consider when they need a translation and whether we know good translators. So, there’s a little bit of progress there. If we look at our website or Facebook page, we see a growing community. It is small and it might not have a lobby. But maybe language professionals can be their own lobby. They stand up for themselves and connect with each other. They share best practices and professional norms. So, staying within the bubble might not be such a negative thing, as long as it encourages translators to be proud of their professional role. We believe that spreading the word for more appreciation for language professionals’ work, while having fun and building a community is one small step into the right direction.

If you have not requested your LOVE YOUR TRANSLATOR stickers yet, visit our website and drop us a note.

It was a great honour to feature you both on our blog! Thank you for accepting my invitation and taking the time to write about such a lovely campaign. You girls rock! I’m a big fan of you both and great supporter of your initiative.

If you haven’t heard of the campaign before, check it out. Order your stickers and stick them around. Spread the love. And for those who have already ordered, received and sticked them already, please help the girls by donating for the campaign. Any amount is much appreciated.

About the authors
LYT_usMarie-Luise Groß is a Ph.D. candidate at the Center for Translation Studies of the University of Vienna. Her research focus is on the impact of the social web on freelance translators’ social networks, on internet entrepreneurship in the Creative Industries and internet-enabled business models.
Anja Müller is a freelance translator for English, Polish & German in Dresden, Germany. “During my very interesting and challenging work I often face […] lots of prejudices against my profession”, she says.  With LOVE YOUR TRANSLATOR, Anja wants to promote greater understanding and appreciation for all her colleagues and herself.

V Congresso da ABRATES

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Olá, pessoal! Espero que todos estejam bem.

A publicação desta semana será em português, porque falarei sobre o V Congresso da ABRATES. Já fez sua inscrição? Caso ainda não tenha feito, darei três motivos para que você não espere mais um segundo para fazer:

  1. Networking. O Congresso da ABRATES é um dos maiores eventos de tradução do Brasil e, portanto, sempre reúne centenas de profissionais de várias partes do país. É muita gente e, consequentemente, ele proporciona inúmeras possibilidades de networking. É a chance de você conhecer nomes conhecidos do mercado. Além disso, você também pode conhecer aquele seu colega “virtual” pessoalmente. Não se esqueça de levar seu cartão de visitas e de distribui-lo a todos que conhecer.
  2. Aprendizado. São dois dias repletos de apresentações sobre os mais variados temas, atendendo às mais diversas preferências, como autoria, interpretação, TradWiki, terminologia de TI, língua brasileira de sinais, técnicas de tradução, tradução jurídica, tradução literária, ferramentas, DTP, lexicografia, tradução de economia e finanças, gestão de tempo, internacionalização, ergonomia, interpretação simultânea com texto, profissionalização online, tradução de séries, erros de tradução comuns, empresas de tradução, tradução editorial, interpretação remota, prática acadêmica versus prática mercadológica, etc. Há também presenças ilustres, como Chris Durban, Dilma Machado, Isa Mara Lando, o pessoal de Ponte de Letras, Val Ivonia, entre outros. Uma convidada do blog, a Paula Ianelli, também apresentará no evento. Ela escreveu sobre localização de jogos aqui no blog e falará sobre o mesmo assunto no congresso.
  3. Conhecer/Visitar o Rio. Pois é, o congresso deste ano será na cidade do Rio de Janeiro! Quer desculpa melhor para conhecer/visitar essa linda cidade? E a localização do evento também é ótima: Botafogo, perto do Cristo Redentor e do Jardim Botânico (dica: já tomou café da manhã no Parque Lage?), da Lagoa Rodrigo de Freitas, da Praia de Copacabana e de Botafogo, é claro, e do Pão de Açúcar. Melhor, impossível!

Espero que tenha conseguido convencê-los, pois eu já fiz a minha inscrição e gostaria muito de conhecer todos vocês pessoalmente na Cidade Maravilhosa.

Data: 20 e 21 de setembro de 2014.
Local: Rua Visconde Silva, 52 – Botafogo, Rio de Janeiro (há um Ibis e dois Mercure próximos ao local)
Tema: Um Tour de Force
Valor: associados, R$ 450,00; não associados, R$ 550,00; estudantes, R$ 350,00; participação em apenas um dia, R$ 200,00. Formas de pagamento: boleto, cartão de crédito, PayPal (exceto para apenas um dia).
Site: http://www.congressoabrates.com.br

O Congresso da ABRATES será no fim de semana imediatamente anterior à Semana do Tradutor.

Vejo vocês lá? 🙂