What I learned from a bad year

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After four months of silence, I stare at a blank page, finally trying to write a blog post again. Four months! It’s hard to believe I spent one-third of 2016 not writing on the blog, and it’s already almost 2017! To make matters worse, guest posts and the interview series did not follow their normal flow either. Totally my bad!

What happened?

2016 happened. Not one of my best years.

Brazilian political, economical and financial crisis. My complete inability to control my personal and business finance. A huge downtime period. My believing I can embrace the world and take on other responsibilities. And other consequences arising from these.

This is life: full of ups and downs. It’s up to us to always try to learn something, even (or especially) from the downs. And this is what I learned from my bad year:

Financial control
I always knew better, but never put it into practice. The more I earn, the more I spend. It has always been like that. However, if I don’t learn now, I never will.

As freelancers, business owners, entrepreneurs, you name it, we only earn money if we work. Therefore, vacation, sick leave, days off, dry spells mean no income. It is essential that we prepare in advance for all those situations.

Clients are never too much
We should never stop prospecting. If not to have a wide and diverse client portfolio (agencies, direct clients, overseas clients, local clients), to try to gradually increase our rates. We should never settle.

Service diversification
We must adapt in moments of crisis. There is nothing to do? Adapt to the market. See what it needs that you can offer. Learn a new language or something new, or develop yourself at something you already know so you can offer it as a service.

Side projects
As much as they can be nice, rewarding and fulfilling, we need to know when it’s too much and when it’s not worth it, for any reason. Is it stressing you too much? Is it really adding value to you as a professional? We should not be afraid of being selfish once in a while; after all, if we don’t think about and take care of ourselves, who will?

Visibility is not always good
Some people will love you, but a couple of people will hate you, misinterpret you, think they know you, when, in fact, they don’t have a clue as to who you are. But that’s life, right? Some people say even Jesus did not please everyone. And I’m well aware that I’m far, far away from getting this close to being compared to him or anyone for that matter. The problem is this handful of people affect us in such a way that can crush us, make us feel terrible, miserable human beings. However, just like with everything else in life, we learn, we adapt, and we move on.

So, yeah… Not a good year, if I consider I had more downs than ups. But since I only really learn with downs, it was, in fact, a good year for life learnings. Now it’s that time of the year again, Thanksgiving is next week, Christmas in a bit more than a month, followed by New Year and, finally, my birthday. And I take the time to reflect upon my rights and wrongs, acknowledge and be grateful for the people in my life and for what I have learned, and move on to 2017 with a new, mature mindset.

Now I’m ready to resume my normal blogging routine, which feels great. Check out the blog’s editorial calendar here and stay tuned for the next posts.

And feel free to share what you have learned in 2016.

Guest post: Dubbing translation (in Portuguese)

Sejam bem-vindos de volta a mais uma publicação de convidados! Hoje, recebemos o Paulo Noriega, tradutor especializado em dublagem.

Bem-vindo, Paulo!

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O tradutor para dublagem e a versão brasileira

O longa metragem animado Branca de Neve e os sete anões (1938), um dos principais clássicos dos estúdios Disney, inaugurou a nossa versão brasileira. Durante muitos anos, a dublagem fez parte da vida de muitos brasileiros, por intermédio da TV aberta. Hoje continua muito forte e presente nos canais da TV fechada, e até mesmo em outros veículos, como a Netflix, que já conquistou milhares de adeptos em todo o mundo. Há muito a se falar sobre esse segmento que envolve uma grande cadeia de profissionais, mas antes, acredito que uma boa forma de introduzir esse tema é dar uma breve definição de dublagem. Há inúmeras definições, mas para efeitos mais didáticos, podemos dizer que é o processo no qual os diálogos originais de uma produção são regravados com diálogos falados na língua-alvo.

No entanto, essa transposição de falas de um idioma para outro não ocorre num passo de mágica e muito menos de uma forma simples. Na verdade, além de diversos outros profissionais atuantes nos estúdios de dublagem, há uma figura responsável pela missão de traduzir/adaptar as falas das mais variadas produções audiovisuais para o nosso idioma e criar um roteiro para os dubladores interpretarem: o tradutor para dublagem. Gosto de dizer que o tradutor dessa modalidade é uma espécie de recontador de histórias, pois é seu dever tentar manter o tom e a essência presentes na versão original do produto audiovisual que irá traduzir. Ele deve tentar captar o registro dos personagens e realizar essa transposição para o português brasileiro da melhor forma possível.

Esse segmento tradutório, até hoje relativamente desconhecido pelo grande público e no qual atua esse profissional, está inserido no campo da tradução audiovisual, que também abarca a tradução para legendas (legendagem), o voiceover e a audiodescrição (destinada aos deficientes visuais). Entretanto, o tradutor é apenas um dos agentes de uma longa cadeia. Além dele, há os diretores de dublagem e os dubladores, profissionais que darão vida e voz ao texto produzido pelo tradutor e que darão o seu toque pessoal e artístico no momento das gravações. Outra característica importante e digna de nota é que os tradutores desse ramo são freelancers e não atuam mais dentro dos estúdios de dublagem, sendo o ilustre estúdio Herbert Richers o principal expoente dessa antiga prática.

Agora, abordando um pouco mais os aspectos técnicos, o texto traduzido pelo tradutor desse ramo é feito no Microsoft Word, não sendo necessário o uso de softwares mais específicos, como vemos na área de legendagem, a exemplo do Subtitle Workshop e Horse. Além do arquivo no qual fará sua tradução, ele recebe o vídeo do produto audiovisual que irá traduzir e, na maioria dos casos, um script com as transcrições das falas na língua-fonte (inglês, francês, espanhol…). Esses três elementos são o que gosto de chamar de tripé do tradutor e, com eles em mãos, o tradutor está pronto para executar o seu trabalho.

A elaboração de uma boa tradução para dublagem é muito complexa e há inúmeros fatores que devem ser levados em consideração para realizá-la com maestria. Obviamente, quaisquer termos específicos de uma área, como medicina ou direito, devem ser devidamente pesquisados e traduzidos corretamente, e o tradutor jamais pode perder de vista que o texto que está traduzindo/adaptando precisa ser natural e fluido na nossa língua, já que ele será interpretado em estúdio. Além disso, há diversas sinalizações que precisam estar presentes no roteiro traduzido, a exemplo dos vozerios, que podem ser burburinhos de uma cena em um restaurante ou em um estádio, por exemplo, e as reações realizadas pelos personagens, como um riso, um suspiro ou um choro. Para completar, o tradutor deve fazer uma boa estimativa de fala, ou seja, ver se as falas traduzidas estão muito grandes ou muita curtas para caberem na boca dos personagens e tentar aliar isso a um bom sincronismo labial.

Tal como as demais modalidades tradutórias, é necessário se preparar para entrar nesse mercado que carece de profissionais capacitados e que entendam como a versão brasileira funciona. A nossa dublagem é considerada uma das melhores do mundo e precisamos, cada vez mais, de tradutores conscientes de seu trabalho e que busquem realizar um trabalho de excelência.

Sobre o autor
paulo-profissional-blog-carolinePaulo Noriega é tradutor do par de idiomas inglês-português especializado no campo de tradução para dublagem. Presta serviços de tradução para dublagem dos mais diversos gêneros para renomadas empresas do ramo, tanto do Rio de Janeiro quanto de São Paulo. Traduziu mais de 250 horas de produções audiovisuais e é autor do blog Traduzindo a dublagem, um dos primeiros blogs brasileiros dedicado à tradução para dublagem.